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Abra sua Bíblia, se desejar, em Lucas 23. Lucas capítulo 23. Acho que tenho uma pequena explicação a fazer com respeito ao título da mensagem. Sem dúvida quando você olhou o boletim de hoje e leu “A Comédia no Calvário,” ficou atordoado com isso. É uma idéia chocante. É uma noção irreverente. Na verdade, é, no mínimo, cruel e poderia muito bem ser considerado blasfêmia pensar no Calvário como uma comédia. E, com certeza, você nunca pensou nisso, como tal. Quando você pensa no Calvário você imagina seus horrores, suas crueldades, suas agonias. Você não pensa nisso como uma comédia e nem deve. Eu não penso nisso como uma comédia. Mas as pessoas que participaram dele, quando aconteceu, transformaram-no em uma comédia. Para eles, o Calvário era uma piada. A definição clássica do dicionário para comédia é, “Um evento ridículo ou uma farsa.” Isso é o que está no dicionário Webster. Se você quiser sinônimos para a definição de comédia, talvez seja sátira, farsa, paródia, burlesco, teatro de variedades, ou você pode simplesmente chamá-la de uma piada – uma piada estendida.

E do ponto de vista dos que crucificaram Jesus, todo o acontecimento havia sido distorcido numa piada pervertida e extensa. Na verdade era, do ponto de vista deles, uma comédia e Jesus era o alvo da piada. Qual era a piada? Este é o Rei dos Judeus. Motivo de riso para eles. Agora, lembre-se, Jesus já tinha sido despojado de sua liberdade, quando foi preso, despojado de seus direitos, quando ele foi injustamente condenado, despojado de seus amigos, quando todos eles o abandonaram, despojado de seu ministério. Ele havia sido despojado de suas vestes, até o ponto de ficar com uma tanga, mas isso não foi suficiente. Eles estavam prestes a despojá-lo de sua vida, mas, no processo, queriam ter certeza de que o despojariam de sua honra e de qualquer respeito que ele ainda possuísse. E assim a execução de Jesus foi concebida para ser motivo de grande risada – uma sátira cômica. Este é o Rei? Lucas diz bem poucas palavras sobre a crucificação, muito poucas, mas fala bastante da atitude das pessoas que estavam lá. Desprezo, escárnio, zombaria, sarcasmo, tudo para o rei, que era motivo de riso, dos judeus. Agora, obviamente, do ponto de vista de Deus, o que os executores pensavam ser tão ironicamente ridículo e engraçado era mortalmente sério. Os judeus entraram no jogo de comédia com Jesus como alvo de seu sarcasmo e zombaria, talvez para amenizar sua culpa. E os soldados romanos, claro, juntaram-se ao jogo de comédia com Jesus como seu alvo, talvez para amenizar o tédio. Mas Lucas descreve-nos a comédia no Calvário. Quão erradas as pessoa podem estar? Quão distantes da realidade podem estar?

Vamos ouvir o que Lucas escreve começando no versículo 33 de Lucas 23, “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes. O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido. Igualmente os soldados o escarneciam e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo: Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.” Agora também havia uma inscrição acima dele, “Este é o Rei dos Judeus.” E um dos criminosos que estava pendurado lá estava lançando insultos sobre ele dizendo:, “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também.” Há três ações verbais descritas aqui, escárnio, zombaria e insulto. E elas definem para nós a atitude da multidão, tanto dos judeus quanto dos romanos, todos eles insultando a Jesus. Há três declarações que reforçam a intenção dessas três ações, três depreciações, sarcasmo, zombaria e declarações irônicas. “Salvou os outros; a si mesmo se salve?” “Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus.” “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também.” Todas visando o sarcasmo a esta cômica reivindicação colocada acima de sua cabeça, “Este é o Rei dos Judeus.”

Na verdade era mais do que suas provocações que tornavam isto numa comédia. Eles haviam encenado esta comédia com muito cuidado. Tinham entronizado Jesus como um rei é entronizando acima do povo, só que numa cruz. Eles tinham colocado nele uma coroa. Não uma coroa de ouro, mas uma coroa de espinhos cravada em sua testa, fazendo o sangue escorrer pelo seu rosto. E então, em seu sarcasmo diabólico, crucificaram um ladrão à direita e outro à sua esquerda. Isto foi para parodiar um rei que tem à sua direita e à sua esquerda seus dois principais cortesãos, a segunda e a terceira pessoas mais honradas na corte. Assim eles colocaram dois criminosos, um de cada lado deste rei, como se fossem seus cortesãos mais respeitados, e então lhe ofereceram o vinho real dissimulado como que prestando seus deveres em servir a necessidade do monarca. Isso não começou ali. Ele estava usando a coroa de espinhos, por algum tempo, e antes, quando estava na sala de julgamento de Pilatos, tinham colocado sobre ele um manto – um manto real falso sobre ele – colocaram um cetro em sua mão, uma cana, e o saudavam como um rei, então tomavam a cana e lhe batiam na cabeça com ela e cuspiam nele para mostrarem seu desprezo à noção de que ele fosse rei.

Toda a zombaria realmente meio que começou ali. Em seguida, teve início a escalada e os romanos realmente transformaram em um melodrama cômico adulto, e tudo sob o título, “Este é o Rei dos Judeus.” Quanta risada. Os judeus riam daquilo. A cruz para eles, diz Paulo, foi uma pedra de tropeço. Não havia como o seu Messias, o filho de Deus viesse a ser crucificado. Era uma piada pensar nele como sendo seu rei, seu Messias – um homem crucificado, crucificado pelo arqui-inimigo deles, os romanos idólatras e pagãos. Era igualmente ridículo para os romanos, que viam um Deus crucificado como “loucura”, diz Paulo em 1 Coríntios 1. Impossível acreditar. Ele alegou ser um rei, mas não tinha um exército. Ele alegou ser um rei, mas não tinha uma comitiva. Ele alegou ser um rei, mas não tinha território. Ele alegou ser um rei, mas jamais conquistara alguém. Que piada! Que piada! E então eles aumentaram a piada a uma completa paródia e tudo foi motivo de gargalhada. E foram tão cruéis em sua comédia como em lançar estes insultos sarcásticos na face do Cristo crucificado. Como vimos no texto anterior, este não era um momento para risada. Se você voltar ao versículo 27, eles estão seguindo Jesus no caminho para a cruz, uma grande multidão de pessoas, e entre elas, mulheres que choravam e lamentavam por ele. Eram profissionais, pranteadoras contratadas para acompanharem eventos como estes. Mas Jesus, voltando-se a elas no versículo 28, disse, “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!” Este não é um momento para rir, é, na verdade um momento para chorar e não para chorar por mim, mas por vocês mesmos porque me rejeitaram e Deus os rejeitou.

É melhor que você venha para a cruz com a atitude certa. Você não irá querer rir de sua dívida eterna. Em vista do caráter brutal da crucificação, para começar, já teria sido o bastante que Jesus fosse crucificado sem ter que adicionar insultos aos ferimentos e tornar isso numa piada zombando dele enquanto estava pendurado em agonia. Agora vamos voltar ao versículo 33. “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda.” Preciso dizer a vocês que o Novo Testamento é extremamente contido na forma como ele descreve a crucificação de Jesus? Extremamente contido. Três palavras gregas aqui, “ali o crucificaram” Três palavras em Português. Isso é tudo o que diz. Ali o crucificaram. Isso é tudo o que diz. Isso é tudo o que diz em Mateus. Isso é tudo o que diz em Marcos. Isso é tudo o que diz em Lucas e tudo o que diz em João. Não há mais nenhum outro detalhe. Nenhum. Nada sobre os martelos, nada sobre os pregos, nada a respeito de qualquer coisa física. Apenas três palavras, “ali o crucificaram”. Por que não há uma explicação do que está envolvido? Porque todos os leitores da época em que o Novo Testamento foi escrito, sabiam muito bem o que era ser crucificado.

A crucificação era comum. Somos informados de que cerca de 30.000 pessoas foram crucificadas em Israel na época de Cristo. Trinta mil. Os romanos sempre os crucificavam em lugares públicos ao longo de rodovias e em montes para que todos vissem o resultado da rebelião contra Roma. Eles estavam bem cientes do que envolvia uma crucificação. Não havia necessidade de descrevê-la, não havia necessidade de o escritor bíblico descrever Jesus e a real crucificação que ele suportou porque tinha sido exatamente da mesma forma que todos a suportaram. Eu provavelmente preciso lembrá-lo, embora seja muito óbvio, que ele diz, “ali o crucificaram, bem como aos malfeitores”. O que fizeram com ele fizeram com os malfeitores. Assim a crucificação de Jesus Cristo não foi uma experiência solitária para ele, não de muitas maneiras. Houve dezenas de milhares de pessoas que foram crucificadas no mundo antigo até que finalmente foi banida no 3º ou 4º século d.C. Dezenas de milhares, senão centenas de milhares, foram crucificadas e, de uma forma ou de outra foi o mesmo para todas elas. Assim a Bíblia não está preocupada em nos dar detalhes sobre os elementos físicos reais disto, porque essa não é a questão e isso era muito familiar para todos.

A crucificação, remonta, na verdade, ao ano 500 a.C., ao século 6. Parece ter sido inventada pelos persas. Dario crucificou 3.000 babilônios. Essa é a primeira vez que lemos sobre isso. Alexandre, o Grande, no grande império grego, crucificou 2.000 cidadãos da cidade de Tiro, em vingança pela forma como o trataram, e colocou-os em cruzes ao longo da costa para que todos vissem. Por volta de 100 a.C., Alexandre Jannaeus crucificou 800 fariseus e fez suas esposas e filhos vê-los serem crucificados. Os romanos chegaram ao poder em 63 a.C. e usaram extensivamente a crucificação aperfeiçoando-a como uma arte de tortura. Em 70 d.C., quando os romanos conquistaram Israel, destruíram o templo e abateram os historiadores judeus, dizem que Tito usou tantas cruzes para crucificar os judeus que faltou madeira. A crucificação era muito comum. Não precisava de uma explicação. Mas os judeus não podiam compreender que o seu Messias seria crucificado. Ele viria como conquistador, não como conquistado. E, principalmente, que ele seria crucificado por ser rejeitado pelos líderes de Israel e, em seguida, executado por Romanos Pagãos idólatras. Este não é o seu Messias, é um agente de Satanás, que faz o que faz por meio do poder de Satanás e que morreu uma morte comum, como dezenas de milhares de outras pessoas desprezíveis, ralé, criminosos comuns, porque a crucificação era reservada só para eles.

Esta era uma idéia tão impossível, de que Jesus fosse realmente o Rei dos judeus, que para eles era uma absoluta piada. Uma piada que se estendia pelo caminho até o Calvário. Em minhas várias visitas à cidade de Roma, fico sempre fascinado quando sou capaz de fazê-lo, ir até o Monte Palatino perto do circo Máximus, e entrar no que antes era uma guarita para os soldados romanos. Dentro da guarita há alguns grafites antigos que remontam aos primeiros séculos. A imagem de grafite gravada na pedra é literalmente a do corpo de um homem crucificado com a cabeça de um burro. E abaixo do homem crucificado com a cabeça de um burro está um cristão curvado e o grafite diz, “Alexamenos adora o seu Deus.” Que piada! Que piada! Um Deus crucificado. Nada mais do que adorar um idiota. Justino Mártir, um apologeta cristão, em sua primeira apologia em 152 d.C., resumiu a visão de Cristo que era mantida pelas pessoas no mundo e, essencialmente, pensavam que era uma piada. Diziam, escreve Justino, “Nossa loucura consiste no fato de que damos a um homem crucificado um lugar igual ao do Deus criador imutável e eterno.” Assim, se você acha que um homem crucificado é o eterno Deus criador, você é um idiota e isso é uma piada. Era uma insanidade deslavada aos assassinos de Jesus considerarem-no de alguma forma diferente dos outros que foram crucificados. Na verdade, para os judeus, sua crucificação selava o fato de que ele não era o Messias, pois Deuteronômio 21:23 diz, “porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus.”

Qualquer pessoa, portanto, que fosse crucificada, era tratada com desprezo, tratada com desdém. Estava destinada para o pior e desprezível, para os párias sociais, para os marginalizados. E assim, quando eles iam para a cruz, normalmente iam para a cruz com desprezo, e a idéia de que Jesus afirmou ser o rei ungido de Deus e Messias, era simplesmente uma piada – tão sarcástico, tão bizarro, tão absurdo e tão ridículo que conseguiram transformar a coisa toda em um melodrama cômico. Para eles, um homem como Jesus, afirmando ser um rei, só demonstrou que ele pertencia a um asilo de loucos. No entanto, ele era o Rei e uma pessoa o reconheceu. Vá até o versículo 42. Um dos dois ladrões que foram colocados em posição para fazer parte da comédia disse, “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.” Ele pode enxergar através da zombaria. Ele pode ver através da farsa, da paródia, do teatro, a verdade. Por um momento, Jesus parecia ser um príncipe dos tolos. Quão errada era essa avaliação. De volta ao versículo 33. “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário” – não sabemos onde fica esse lugar. Há um local tradicional. Há um local mais contemporâneo. Há uma discussão se é nesse ou naquele local ou talvez em algum outro lugar. Não sabemos. Nada no Novo Testamento diz que era uma colina, nada, mas era tradicionalmente o caminho romano para crucificar pessoas em um lugar elevado para que as pessoas pudessem vê-los.

Queriam provar que estavam certos, assim tradicionalmente tem sido considerado como sendo algum tipo de terreno elevado e era chamado Calvário talvez porque tivesse algum tipo de configuração que representava ou se assemelhava a um crânio. Isso é tudo o que sabemos. Sabemos que era chamado de O Calvário, Golgotha em aramaico ou hebraico, Calvaria em latim ou Calvário. Alguns diziam que era chamado de Calvário por causa dos crânios das pessoas que eram crucificadas serem espalhados por ali. Acho que não. Não acho que os judeus teriam um lugar onde os crânios ficassem jogados em todo o lugar. Mas é interessante que o seu nome está associado com a realidade horrível do que se passava lá – a morte. “ali o crucificaram.” Essa é a mesma frase em todos os quatro evangelhos. Muito contida. “[Eles]” significa os soldados romanos. Você pode ver isso em Marcos 15 de 16 a 24. Foram os soldados romanos que, na verdade, crucificaram Jesus. Antes de o crucificarem, de acordo com Mateus 27:34, deram-lhe de beber vinho misturado com fel. O que era isso? Bem, apesar da crueldade deles, havia um pouco de sensibilidade humana neles de modo que davam à pessoa que estava crucificada um sedativo leve; talvez não chegando perto de aliviar as agonias da crucificação, mas sedando-os o suficiente para que pudessem permanecer pregados na cruz sem relutar. Eles não precisavam sedar Jesus e assim depois de prová-lo, ele não se dispôs a beber.

Ele suportaria tudo com todos Seus sentidos. Ele não precisava ser sedado para ficar pregado lá. Ele colocou as mãos e os pés ali voluntariamente. Isso é tudo o que sabemos. Eles o crucificaram e ele recusou o sedativo, mas não foi crucificado sozinho. Dois criminosos, alguns pensam que eram co-conspiradores com Barrabás porque, Barrabás, embora fosse um assassino, também era um rebelde e você não lidera uma insurreição sozinho. E Barrabás tinha sido libertado porque era costume libertar um prisioneiro na Páscoa e eles queriam Barrabás e não Jesus. Talvez estes dois co-conspiradores com Barrabás fossem culpados de alguns elementos da insurreição. Eles são mencionados na Escritura de duas maneiras; malfeitores e também são chamados de ladrões, por isso não podemos ter certeza. Mas os três foram crucificados da mesma forma. De volta a Lucas 23, “ali o crucificaram, bem como aos malfeitores.” Acho que às vezes queremos isolar Jesus dessa cena, mas não podemos fazer isso. O que quer que Jesus experimentou eles experimentaram, também. Todos os três tiveram exatamente o mesmo tratamento. Todos os três foram crucificados exatamente da mesma maneira, como milhares de outros antes deles e os que depois deles seriam. E sei que quando você lê, “ali o crucificaram,” você desejaria saber mais e ter o direito de saber mais. Eles entenderam quando leram isso no original, porque estavam experimentando a realidade da crucificação exatamente no século 4 d.C.

Então, talvez um pouco de resumo só para você entender o que estava acontecendo, mas o que quero que você tenha em mente é que isto estava sendo feito para três pessoas, não uma, e que tinha sido feito para milhares e milhares de outras pessoas antes e depois. Através dos anos tem se estudado muito sobre isto. Há uma grande quantidade de pessoas interessadas que têm olhado para a crucificação de Cristo de um ponto de vista histórico, bíblico e até mesmo patológico, buscando um apoio em tudo na história das crucificações de outras formas de tortura e mesmo no mundo mais moderno olhando para isto do ponto de vista médico. Talvez o tratamento mais conciso e útil apareceu em 21 de março de 1986 no JAMA, Jornal da Associação Médica Americana, que é um prestigiado jornal, como você sabe. E este estudo em particular da crucificação de Jesus Cristo foi feito pelo Departamento de Patologia da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, uma instituição muito fina. Eles juntaram declarações precisas dos quatro evangelhos, fontes históricas precisas e seu conhecimento médico e patológico e colocaram tudo junto num artigo muito útil que você mesmo pode consultar. JAMA, 21 de março de 1986.

Todos seus estudos incluíam o fato de que todos que tinham sido crucificados haviam sido espancados antes da crucificação. Isso sempre era feito. Tiras de couro trançado com pedaços de metal e osso de ovelha ou algum outro tipo de osso de animal integrado a elas foram usadas para chicotear a vítima da parte inferior do pescoço até a parte de trás dos joelhos. No momento em que ele estava sendo açoitado, seus braços foram estendidos para cima e amarrados a um poste. Ele estava em uma posição decaída. Dois oficiais romanos davam-lhe golpes alternados. Não sabemos se seguiam ou não a prescrição judaica de não dar mais que 40 chicotadas. Não sabemos quantas chibatadas essas pessoas recebiam. Não há nenhuma indicação. Mas os resultados eram que os ossos e os metais rasgavam a carne, haviam profundas contusões, lacerações nos tecidos subcutâneos e no tecido dos músculos. Dor, perda de sangue, choque circulatório poderiam advir. Todos os três receberam isto. Talvez Jesus tivesse algumas agonias exacerbadas porque se diz de Jesus que quando o levaram de volta para a sala de julgamento, depois disso, eles colocaram um manto sobre ele. Seria um robe duro, velho feito de lã que não faria nada senão agitar e irritar as feridas abertas. Depois eles fincaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, bateram em sua cabeça com uma vara, cuspiram nele e num dado instante arrancaram-lhe o manto, o que novamente causou atrito rasgando as feridas. Houve dor intensa, perda de sangue, hematidrose tornando a pele hipersensível. Acrescente a isso a falta de sono, falta de comida, falta de água, e depois de tudo isso, em seguida, veio a crucificação para os três.

Os romanos não a inventaram, mas rapaz, eles a aperfeiçoaram. Era uma morte lenta com o máximo de agonia. As vítimas carregavam a cruz, talvez uma parte da cruz por trás de seus pescoços e ombros e seus braços eram amarrados a ela. Jesus recebeu ajuda, porque, aparentemente, ele não estava se movendo rápido o suficiente ou por algum outro motivo. Assim Simão de Cirene foi chamado para que carregasse a cruz e ou ele a tirou dos ombros de Jesus e a carregou, ou Jesus de fato estava carregando a cruz toda e Simão segurou na parte inferior da mesma por bater nos paralelepípedos, porque Lucas diz que ele a carregou por trás dele. Chegando ao lugar da crucificação teriam oferecido aquele sedativo o qual Jesus recusou, então teria sido lançado ao chão sobre suas costas. A parte da cruz então teria sido colocada debaixo de seus ombros e seus braços sido pregados no travessão. Os romanos usavam pregos. Arqueólogos encontraram restos mortais de vítimas crucificadas a partir do primeiro século e mais cedo, e os pregos eram com pontas de ferro cônicas de 5 a 7 centímetros de comprimento e cerca de 13 milimetros quadrados de diâmetro. Foram colocados nos pulsos, bem aqui em vez das palmas das mãos de modo que pudesse suportar o peso de seus corpos decaídos. E assim, deitados com as costas voltadas para o chão, cada um dos três foi pregado no travessão da cruz com esses pregos grandes e quadrados fincados em seus pulsos.

As vítimas empaladas então eram erguidas e a travessa da cruz era anexada à parte horizontal, muitas vezes chamadas de postes. Os pés eram então pregados e os joelhos dobrados para cima. Os pés eram pregados com um prego só, um pé sobre o outro de modo que a vítima pudesse flexionar para respirar, para inalar, exalar e puxar para cima sobre as feridas para fazer o mesmo. E se puxassem com os pulsos ou empurrassem com os pés, eles estariam puxando e empurrando contra as feridas. Aliás, a condição de pendurados e os joelhos dobrados era tão grave que você não conseguia respirar nessa posição. Os soldados poderia causar a morte em questão de minutos, quebrando as pernas. Se eles quebrassem as pernas e a vítima não conseguisse empurrar para cima, ela morreria em questão de minutos, porque não conseguiria respirar. Para sobreviver, a vítima empurrava e puxava para cima sobre as feridas. Insetos tocavam nas feridas, nos olhos nos ouvidos, no nariz. Aves de rapina pairavam locais abertos. Aliás, ninguém sobreviveu à crucificação.

Para confirmar a morte em horas ou dias, quando os romanos pensavam que a pessoa poderia estar morta, o corpo era perfurado precisamente com uma lança no ponto exato do coração em que o fluxo de sangue e água, como é descrito no Bíblia, sairia para indicar a morte. E, a propósito, todos os soldados romanos eram ensinados do lugar mais preciso na anatomia humana para enfiar o seu lança. Se eles eram soldados, eles eram assassinos. Cada esforço da pessoa na cruz para respirar significava que ela tinha que se levantar ou empurrar-se para cima, o que, em seguida, esfregaria as feridas abertas no curso da cruz áspera e, então, voltaria rasgando as feridas ainda mais. Os pregos nos pulsos iam esmagando ou cortando o grande nervo mediano do motor direito sensorial, e quando um nervo é danificado, as dores penetrantes são implacáveis. Os pregos dos pés provavelmente furavam o nervo fibular profundo – o nervo plantar – com o mesmo resultado. Assim você tem uma dor do nervo viscoso implacável nas sensações e pelas mãos. O peso do corpo retraindo com todas estas dores penetrantes, torturadoras e agonizantes luta puxando e empurrando para cima, a respiração fica superficial. Você não recebe oxigênio suficiente, o que você ganha? Contrações tetânicas, cãibras musculares. Adicione-se a isso a desidratação, arritmia, insuficiência cardíaca congestiva e derrame pleural. Não se pode sequer compreender o quão doloroso tudo isso é. Há uma palavra para isso: excruciante. Excruciante. Essa é a palavra mais extrema que conhecemos em Português para descrever a dor e ela vem do latim excruciō – “fora da cruz.” Fora da cruz. Esta foi a experiência de todos os três homens, todos os três, mas para um dos três era o seu destino. Mas não apenas o seu destino, mas também o nosso.

Agora os judeus deveriam ter sabido, mas em vez disto provar que Jesus não era o Messias, fez justamente o contrário. Provou que ele era o Messias. Veja o Salmo 22. Vamos para mil anos antes, Salmo 22, mil anos mais cedo para o tempo de Davi. Ninguém tinha visto uma crucificação. Ela não existia até 500 anos antes de Cristo. E aqui estamos mil anos antes. Versículo 12 do Salmo 22, “Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam.” O que é isto? O que é isto? Basã era terra originalmente dos amorreus – terra dos amorreus a leste do Jordão e ao sul do Monte Hermom – formando-se ao norte de Israel; uma terra bonita, exuberante. A neve no Monte Hermom enviava água em abundância para o norte. Eram pastagens bem irrigadas. Consequentemente eram terras onde o gado era criado. Touros grandes e fortes cresciam na terra de Basã. Amós 4:1 diz que era terra de vacas, onde se você tem touros você tem vacas, assim, era uma região fértil e próspera. Território antes dos amorreus, mas dada por Deus a Israel. Ela representa o poderoso e forte e por isso é um símbolo dos judeus, os poderosos, prósperos, bem alimentados, os bem irrigados judeus. Eles me cercam, me circundam. Eles abrem suas bocas como um leão voraz que ruge. Este era o ódio, a animosidade, hostilidade que, precisamente, aqueles bem abastecidos e prósperos líderes de Israel estavam fazendo com Jesus enquanto o rodeavam na cruz.

Então ele começa a descrever um pouco do que é a crucificação, mesmo que ninguém nunca tivesse visto tal coisa. “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim. Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte. Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés.” Uau. “Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim. Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes.” Sem surpresas, pessoal. O que estava acontecendo ali, o que estava acontecendo ali era Deus dando o cumprimento de uma profecia de mil anos antes. Trezentos anos depois, em 700, veio um profeta chamado Isaías e em Isaías 53, naquele grande capítulo em sua profecia, Isaías descreve essa crucificação, antes que alguém já tivesse visto uma crucificação. Isaías diz isso, Isaías 53 versículo 5, “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” No versículo seguinte, ele diz, “mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Um salmista diz mil anos antes que ele vai ser perfurado. Que suas mãos e seus pés serão perfurados. Setecentos anos antes, o profeta Isaías diz que ele vai ser perfurado não por suas próprias transgressões, mas pelas nossas transgressões. Ali vocês têm, pessoal, o que torna Jesus diferente dos outros dois. Eles foram perfurados por suas próprias transgressões, Jesus foi ferido por causa das nossas.

Não é que os sofrimentos de Jesus fossem únicos, mas o que eles realizam é que é único. Cento e cinquenta anos depois, ainda muito antes de os judeus terem sido expostos à crucificação, chega outro profeta chamado Zacarias. E Zacarias, olhando para o futuro, diz, “E sobre a casa de Davi,” Capítulo 12 versículo 10, “ e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.” E eles chorarão amargamente por ele. Pois enquanto riam quando o traspassavam, no futuro chorarão ao olharem para trás para verem o que fizeram. Davi predisse a perfuração de Jesus. Isaías predisse a perfuração de Jesus. Quinhentos e cinquenta anos antes da cruz, Zacarias predisse a perfuração de Jesus e um tempo quando os judeus olhariam para trás e perceberiam o que fizeram. Como poderiam eles saber disto? Como eles poderiam ter sabido que o Messias seria traspassado? Não existia crucificação. Esta se torna a marca de sua messianidade. Ouça Apocalipse 1:7, “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.” Quem são mesmo aqueles que o traspassaram? Os judeus. Algum dia eles olharão para aquele que traspassaram – assim eles o traspassaram, ao ladrão que estava à sua esquerda e traspassaram ao ladrão que estava à sua direita. Os ladrões foram traspassados por suas próprias transgressões. Ele foi ferido por causa das nossas transgressões. Os elementos físicos de sua crucificação não foram únicos. Eles não foram únicos. O propósito e a realização de sua crucificação é que eram únicos. Sim, ele foi amaldiçoado, mas ele foi feito maldição por nós. Sim, ele foi ferido, mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões. Era loucura para os gregos. Era um escândalo para os judeus e eles transformaram isso em uma piada, uma farsa, e um escárnio.

Algum dia, no futuro, os judeus verão isso de forma diferente. Eles não rirão. Eles vão chorar. Uma vez que Jesus estava morto e os judeus haviam conseguido mentir a respeito disto e subornaram os soldados romanos para que mentissem sobre a ressurreição, eles tinham que justificar o que haviam feito. Eles tinham que manter a piada de que este Jesus era o Rei. Eles tinham de manter isso. Assim, mesmo depois que ele se foi, mesmo depois que ele morreu e eles negaram sua ressurreição, e ter subido ao céu, eles tinham de manter a comédia. Veja só, em 70 A.D. a comédia terminou e terminou séria e mortalmente. Você pode não rir da cruz e nem vê-la como comédia. Talvez a maioria das pessoas não o façam, mas eu lhe asseguro. A maioria das pessoas não levam a sério o suficiente. Quão séria é a cruz? Não há salvação, não há perdão, não há céu, a menos que você abrace Jesus como seu Senhor e Salvador e creia no sacrifício que ele ofereceu na cruz para pagar a pena por seus pecados. Ou você leva a cruz a sério ou você se torna uma tragédia eterna. Bem, da próxima vez, vamos olhar um pouco mais de perto a comédia. Como eu disse, a maioria das pessoas provavelmente não riem da cruz. Essa foi a blasfêmia final e é incrível quando você leva isso em conta e percebe que Lucas diz praticamente nada sobre a crucificação real de Jesus; apenas que o crucificaram. Mas todas as suas palavras têm a ver com a atitude das pessoas, porque ele está retratando para nós esta apostasia final de Israel, o horror de tal blasfêmia para transformar o filho de Deus em uma piada. Isto também fala sobre a questão da graça de Deus, porque foi a partir dessa cruz, no meio da comédia, que Jesus disse, “Pai” – o que? – “perdoa-os.” Já houve uma ilustração maior da graça? Espero que a sua visão da cruz seja a correta, a da salvação.

Pai, conduze-nos por nosso caminho. Traga alguns para a sala de oração, Senhor, aqueles que desejas que venham. Exalte o Teu filho. É em seu nome oramos. Amém.

Fim

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