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Como vocês sabem, nós temos feito uma série nas últimas semanas a respeito do assunto das origens. Obviamente, isso alertou a minha mente para a nossa sociedade mais do que no passado. Eu penso que é seguro dizer que a mentira de que o universo como nós conhecemos evoluiu é a mentira mais sofisticada, complexa e educada em existência. Ela tem, com todas as suas intenções e propósitos, cativado todo o mundo. Ela é crida pela maior parte da humanidade; pelo menos no mundo ocidental. E embora ela seja impossível e irracional, mesmo assim ela é perpetuada com grande força e com um grande esforço acadêmico.

A teoria moderna da evolução tem demandado e recebido aceitação universal no mundo. A teoria de que ninguém criou o universo como ele é, mas que ele veio a existir pelo acaso com um processo constantemente em mudanças, com mutações e transições do simples para o complexo através de um processo basicamente aleatório reina o pensamento humano.

Eu imagino que nós esperamos que essas pessoas que rejeitam a Deus e essas pessoas que rejeitam a Bíblia, que não amam o Senhor Jesus Cristo, que não o conhecem, que amam o pecado, que não desejam um juiz moral ou uma lei moral, nós esperamos que esse tipo de pessoa seja feliz com uma explicação conveniente como essa de como as coisas são. Eu imagino que é por isso que é tão chocante o fato de essa mentira da evolução tem dominado a comunidade cristã evangélica também. Teólogos, exegetas e comentaristas da Bíblia pensaram que era necessário pegar a simples explicação da criação em Gênesis, capítulo 1, e basicamente nega-la.

Eu estava lendo nessa tarde um comentário muito famoso e bem estabelecido a respeito do livro de Gênesis no qual o autor tem precisamente essa visão, dizendo que isso não significa realmente o que está escrito. Deus não quis dizer que ele fez isso em seis dias; Ele obviamente quis dizer outra coisa porque a ciência tem nos dito que não pode ter sido desse jeito.

Francamente, não é fácil impor a evolução em Gênesis 1. É uma tarefa muito difícil para qualquer comentarista ou qualquer exegeta porque não há absolutamente nada naquela sessão das Escrituras, ou em qualquer outro lugar da Bíblia, que permita uma interpretação bizarra como a evolução. Não há absolutamente nada no texto de Gênesis 1:1 a 2:3 que indica que o relato da criação de qualquer maneira ou forma descreva qualquer coisa evolutiva. Consequentemente, para impor a evolução em Gênesis 1, essas pessoas precisam negar o simples, direto, inerrante, claro e histórico relato da criação. E então eles precisam reclassificar aquele relato da criação como alegoria, mito, lenda ou como um estilo poético literário não literal.

Eles fazem isso para acomodar a Bíblia à evolução que é impossível, irracional e ímpia. E novamente eu digo, não há nada no texto que nos leva a concluir que isso é uma alegoria. Não há nada no texto que indique alguma forma poética na língua hebraica. Não há nada ali que se pareça com mito com lenda. Assim, eles inventam essas coisas para impor a evolução ímpia às Escrituras.

E então você pergunta, “Por que eles fariam isso? Por que pessoas que se dizem Cristãs fariam isso?” Bom, existem diversas razões.

Número um, para serem aceitas nos círculos acadêmicos. É muito importante, quando você está em um ambiente universitário, que você não seja um criacionista se você deseja manter a sua posição, se você deseja o seu trabalho.

Em segundo lugar, as pessoas fazem isso porque elas são ignorantes com relação a verdadeira ciência. Elas não entendem realmente a ciência, para onde ela pode ir e para onde ela não pode ir. Elas foram praticamente enganadas pela ciência, falsamente chamada assim.

Em terceiro lugar, eu penso que elas podem ter sido compelidas assim como Darwin foi, e isso foi feito através da ilusão da aparência. Darwin desenvolveu todo o seu sistema em observações ilusórias que não tinham nada a ver com DNA, e nada a ver com genética; nada a ver com o que realmente estava acontecendo.

Por essas razões, sendo intimidados pela comunidade acadêmica, sendo intimidados pela falsa ciência, e sendo de certa forma intimidadas pelas ilusões observadas que foram passadas para elas, elas adquirem e compram a ideia da evolução, que é construída no conceito da uniformidade. Isso é o que nós chamados de um conceito uniformitário. Isso significa que tudo simplesmente continua da mesma forma, nesse processo de bilhões de anos, com todas as coisas progredindo na mesma velocidade. Eles observam a uniformidade. Eles observam as coisas caminhando a uma certa velocidade e eles concluem a partir disso que as coisas sempre caminharam assim e que, portanto, tudo deve ter começa na mesma velocidade até o momento em que estamos hoje. Eles imaginam que esse processo levou 20 bilhões de anos.

No entanto, a Bíblia não permite tal coisa, ou qualquer ilusão assim. Em 2 Pedro, capítulo 3, ele nos diz que os zombadores vêm e dizem, “Desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”. Esses zombadores, que estão basicamente negando a Segunda Vinda, dizem que nada muda. Tudo isso exatamente de acordo com a forma uniformitária. Nada muda. É obvio que eles afirmam a criação, porém eles dizem que desde a criação, nada tem violado o processo uniformitário.

No entanto, o versículo 5 diz, “Porque, deliberadamente, esuecem que, de longo tempo, ouve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água”. E aqui ele está se referindo a criação, pela qual, ele diz, “pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios”.

Portanto, essas pessoas que dizem que tudo continuou como era desde o início se esqueceram de que houve um tempo em que os céus existiram muito antes, que a terra foi formada a partir da água e pela água, e outro tempo em que isso foi destruído pelo dilúvio. Em outras palavras, Pedro está apontando para o fato de que tudo não continuou por um processo uniformitário desde o início mas que houveram dois eventos cataclismos; o primeiro, a criação, e o outro, o dilúvio global e universal. Houveram diversas mudanças na terra que nós conhecemos. A própria criação foi um cataclismo. Originalmente, o céu existiu a muito tempo atrás e a terra foi formada da água e pela água...nós iremos comentar mais a respeito disso quando voltarmos para Gênesis. Houve um momento em que todo o globo foi destruído, sendo coberto com água, tendo um impacto cataclísmico imenso na superfície da terra.

Essa terra não passou por uma existência uniforme; ao invés disso, dois cataclismos imensos afetaram a sua condição atual, um sendo a própria criação e o outro sendo o Dilúvio. Uniformitários dizem que as camadas nas pedras, que as camadas dos sedimentos, os fósseis e toda química geológica usada para datar tudo, baseado na uniformidade, demanda que a terra tenha bilhões de anos de idade. No início do século dezenove, o pressuposto fundamental da uniformidade era que o presente é a chave para o passado; isto é, que tudo sempre foi do jeito que é agora; algo popularizado por James Hutton e Charles Lyle, que influenciaram Darwin.

A ideia da uniformidade é a crença de que a origem e o desenvolvimento de todas as coisas podem ser explicadas exclusivamente em termos das mesmas leis naturais que operam hoje. A ideia da uniformidade tem sido o fundamento da geologia histórica moderna e ela é responsável pelo atual pressuposto de que a terra tem bilhões de anos de idade. O uniformitários insistem que todas as formações e características geológicas uma vez atribuídas a cataclismos geológicos podem agora ser satisfatoriamente explicados pelos processos ordinários em função durante um longo período de tempo. Essa é basicamente a sua visão. Scott Hulse, ao escrever “O Colapso da Evolução”, nos dá essa definição.

Já os criacionistas tem argumentado contra isso, dizendo que as evidencias geológicas não sustentam a uniformidade mas o cataclismo e, em particular, a superfície da terra demonstra um grande cataclismo hidráulico universal; isso é, um cataclismo relacionado a água. Na criação houve uma terra completamente coberta pelas águas que foi reformada cataclismicamente. No momento do dilúvio, houve um dilúvio que cobriu a terra, tendo um efeito imenso em sua formação. Dois teólogos e cientistas renomados, Henry Morris e John Whitcomb, entregaram evidencias a partir de processos naturais, incluindo o arrasto hidro-dinâmico das águas do dilúvio a fim de demonstrar a necessidade de um dilúvio universal para explicar a presente estrutura geológica da terra, que não pode ser explicada a partir de um processo lento presente. Honestamente pessoal, a ciência, a verdadeira ciência não está nem um pouco no lado dos evolucionistas. Fenômenos geológicos ao redor do mundo como uma alta preponderância de pedras e estruturas sedimentadas por toda a superfície da terra, incluindo conchas marinhas no topo das montanhas mais altas, grandes depósitos de fósseis, grandes túmulos de fósseis, assim como a formação de pressão de certos carvões e gases, apontam para uma catástrofe aquática, e não um processo natural devagar. Cada vez mais estudos recentes estão confirmando isso.

Scott Hulse resume algumas dessas evidências – eu vou explica-las brevemente. “Os criacionistas mantém que os princípios uniformitários simplesmente não podem explicar a maior parte das questões e formações geológicas. Por exemplo, existem um vasto planalto tibetano que consiste de depósitos sedimentários que tem uma grossura de milhares de quilômetros, localizados em uma elevação de cinco quilômetros acima do nível do mar. A formação de Karro na África contém 800 bilhões de animais vertebrados. O chãos fóssil de arenque da Califórnia contém aproximadamente 1 bilhão de peixes em uma área quadrada de 6 quilômetros. O conceito de uniformidade é também incapaz de explicar o planalto Columbia no noroeste dos Estados Unidos, que é um planalto de lava incrível com uma espessura de milhares de quilômetros, cobrindo uma área de 320 mil quilômetros. O conceito de uniformidade também falha em oferecer uma explicação para conceitos geológicos importantes como o crescimento das montanhas” e por aí continua. Eu não vou dar te cansar com essas coisas.

Todas essas coisas requerem uma mudança dramática e repentina, um enterro rápido, uma litificação, como é chamado, são coisas essenciais para a formação e preservação de fósseis. A única forma possível de você ter conchas no mar no topo de montanhas a milhares de quilômetros do mar é se, em algum momento, houve água ali.

Douglas Kelly, escrevendo em seu livro “Criação e Mudança” diz, "a suposição uniformitária de que levariam milhões de anos de processo geológico extrapolando de processos naturais, devangar e presente, para explicar a estrutura do Grand Canyon americano, por exemplo, é seriamente questionado pela explosão do Monte Santa Helena, no estado de Washington, no dia 18 de maio de 1980. Uma grande energia equivalente a 20 milhões de toneladas de TNT destruíram 400 quilômetros quadrados de floresta em 6 minutos, mudando a cara da montanha e cavando grandes profundidades de terra e pedra, deixando formações não diferentes de grandes partes do Grand Canyon. Estudos recentes do fenômeno no Monte Santa Helena indica que se tentativas fossem feitas para datas essas estruturas, que foram feitas em 1980, com base na teoria da uniformidade, o tempo de formação de milhões de anos seria necessariamente postulado. Ironicamente, uma das questões centrais usadas para demonstrar a cronologia uniformitária, a coluna geológica, ao ser examinada minuciosamente, atesta a uma catástrofe”. E por aí vai.

Existem alguns indicadores interessantes que indicam um universo novo. Um que eu acho interessante é a questão do pó da lua. Antes do homem chegar na lua, era pensado por alguns cientistas que estavam comprometidos com o paradigma envolvendo a lua tendo 3,5 bilhões de anos que haveria então uma capada grossa de pó na lua. Um dos escritores, R.A. Littleton, um astrônomo e consultor do programa espacial dos Estados Unidos escreveu, “A superfície lunar é exposta diretamente a luz do sol, e a forte luz ultra violeta e os raios-x podem destruir a camada da superfície das rochas expostas, reduzindo-as ao pó a uma velocidade de alguns 10/1000 de polegadas por ano. No entanto, até mesmo esse minuto poderia, durante a idade da terra, ser o suficiente para formar uma camada com muitos quilômetros de profundidade”. Portanto, a sua teoria era que a lua tinha diversos quilômetros de profundidade de pó.

Agora, nós fomos ditos que quando o astronauta Neil Armstrong leu a respeito disso, ele ficou muito preocupado que quando ele pisasse para fora da nave ele poderia afundar eternamente em uma grande camada de pó. Por outro lado, ele achou muito pouco pó. Se os cálculos indicando a velocidade do acumulo de pó estivessem certos, haveria um pó acumulado por bilhões de anos; não havia nem milhões de anos de pó. Havia, na verdade, somente alguns mil anos de pó, se o pó é formado desta forma pelos raios ultra-violetas do sol.

Outra coisa interessante são os gêiseres de óleo; quando os reservatórios de óleo são alcançados ao cavarmos, a imensa pressão na reserva força o óleo por um tipo de gêiser. Essa grande pressão que ainda está em volta da formação de óleo é vista por alguns geólogos como algo que testifica para uma terra nova. Um cientista pelo nome de Dickey assim como outros publicaram os resultados dessa questão em suas pesquisas em um volume chamado Ciência. Isso foi o que eles escreveram, “As pesquisas revelam que qualquer pressão deve ser dissipada e espalhada nas rochas a sua volta dentro de alguns mil anos. As pressões excessivas encontradas dentro das camadas de óleo, portanto, recusam a noção de sua idade sendo de milhões de anos e argumentam para uma idade nova, algo com menos de 10 mil anos de idade; isso pelas formações das rochas e do óleo preso nelas”.

Então tem um que eu gosto muito. Henry Morris escreveu algo chamado “Cosmologia Bíblica e a Ciência Moderna”. No capítulo 6 ele fala a respeito da população mundial e a cronologia Bíblica. Com muitos detalhes e com a ajuda de equações matemáticas, ele demonstra como a população mundial é uma indicação da idade da terra. Em uma outra obra chamada “Criacionismo Científico”, ele demonstra que uma média de crescimento populacional extremamente conservador é de 1,5% por ano, sendo um quarto de nosso crescimento atual. Porém, por uma questão de dúvida, vamos dividir isso em um quarto e dizer que a população cresce em torno de meio por cento por ano. Isso adicionaria a população presente da terra indicando que ela tem apenas quatro mil anos. De acordo com a cronologia bíblica, isso está certo porque a quatro mil anos atrás foi o Dilúvio.

Ele escreve, “Isso torna muito evidente que a naça humana não pode ser muito velha. A cronologia bíblica tradicional é infinitamente mais realista do que os milhões de anos da história da humanidade pressuposta pelos evolucionistas”. Ele diz, “Se eles estivessem certos, e que houveram milhões de anos, a população da terra agora seria 10 elevado a 5000. Se nós pudéssemos colonizar todos os outros mundos no universo, construindo cidade espaciais por todo o espaço interestelar, seria demonstrado que no máximo o número de pessoas que poderia ser colocado em todo o universo conhecido seria 10 elevado a 100”.

Você pode enxergar essa questão pelo ponto de vista de uma ciência honesta e ter toda a afirmação que você deseja para uma terra jovem. Com vários cronômetros físicos, itens de medidas químicas usados para estabelecer a idade da terra e do céu, você poderá ver que a verdadeira ciência te dará uma resposta precisa se você entender o seguinte, “Quando Deus criou a terra, ele criou ela como ela é. Ele criou ela madura. Ele criou ela com essa aparência de idade.

O que eu quero dizer com isso? Bom, no primeiro dia ele fez a luz e as trevas. No segundo dia ele fez os céus. No terceiro dia ele fez a terra. No quarto dia ele fez os corpos celestiais que providenciam a luz. No quinto dia ele fez os peixes e os pássaros. E no sexto dia ele fez as criaturas da terra e o homem. Ele fez tudo isso já maduro, tudo desenvolvido. Ele não criou sementes e células; ele não enviou apenas uma pequena célula programada para ser dividia várias vezes por milhões de anos. Não houveram sementes, embriões ou ovos; houve uma galinha completamente adulta. Ele não começou uma luz parcial, um gás parcial, um campo eletromagnético parcial e uma energia nuclear parcial. Ele criou um universo completamente maduro com uma aparência de idade. Quando Adão foi feito, ele não era um embrião; ele não era um recém-nascido; ele era um homem adulto. Tudo estava em forma adulta; tudo desenvolvido. A criação cataclísmica do universo entregou uma criação madura com uma aparência e realidade de idade.

Se você encontrasse um carvalho no jardim, e você fosse um botânico, você pegaria a sua pequena serra, veria aquele pequeno carvalho, e começaria a contar os anéis. Você então perceberia que, de acordo com os anéis naquele orvalho, ele teria 400 anos de idade, mas que na verdade ele teria apenas um. Ele foi criado totalmente maduro. Se houvessem algumas águias voando, elas aparentariam ter 30 anos de idade, mas eles teriam apenas um dia de idade. Se houvessem elefantes caminhando por aí, eles aparentariam ter muitos anos; 50, 60 anos; mas, na verdade, eles teriam um dia de idade. E se houvessem montanhas, e você visse aquelas montanhas, você imaginaria que aquelas montanhas, e os cânions ao seu redor, e os vales e os morros foram formados por anos de vento, água, erupções e terremotos. No entanto, o fato é que elas foram todas formadas em apenas um dia. E se você olhasse para os céus como Adão fez, e você visse as grandes expansões acima de você e você ficasse imaginando por quanto tempo elas estiveram ali, a resposta seria 48 horas. Foi como Jesus transformar a água em vinho; não houve processo. Ele simplesmente transformou a água em vinho – criação instantânea de repente.

Agora, conforme nós notamos ao longo dessa série, a evolução é impossível porque ninguém vezes nada vendo igual a tudo é impossível. Isso não é apenas impossível como é ridículo. Não há formas de transição; a genética faz a devolução e não a evolução. Uma alteração na genética pode ser apenas negativa; ela apenas cumpre a entropia, a segunda lei da termodinâmica; ela não pode tornar nada maior. Não há nenhum tipo de código genético que possa fazer essa transição. Qualquer coisa viva é sujeita a genética que tem e nada além disso. Como nós vimos, uma geologia honesta não pode dar suporte para um mundo antigo ou para um mundo em evolução. O registro de fósseis não prova idade, ele prova um cataclismo; e por aí vai

Eu apenas estou te dando isso porque eu peço à ciência que seja honesta nessa situação. Porém, com todo esse pano de fundo, vamos voltar para Gênesis 1 e vamos entender direito a história aqui.

Como que o universo chegou a ser o que ele é agora? Aqui está como. Versículo 1, “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Os hebreus não tinham nenhuma palavra para universo. Ele tinham uma frase para o universo, e a frase para o universo que os hebreus usavam era céus e terra; isso simplesmente significa universo. No princípio Deus criou, bará, ex nihilo, do nada, o universo. Sem nenhuma matéria pré-existente e sem nenhuma energia pré-existente, Deus criou todo o universo.

Agora, Deus não teve origem. É por isso que em Êxodo 3:14, Ele diz, “Eu sou o que sou”. Ele é o eterno. Ele, o eterno, nem sempre foi o criador, porém, em algum momento da eternidade, Ele se tornou o criador.

Agora, nós perguntamos a pergunta da última vez, como que ele criou? Nós respondemos; pela sua palavra. Versículo 3, “Disse Deus: Haja luz”. Versículo 6, “Disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas”. Versículo 9, “Disse também Deus: Ajuntem-se as águas...” e por aí vai. Deus criou simplesmente ao falar e trazer tudo a exist6encia. Foi assim que ele criou.

Quando ele criou? Ele criou em seis dias, a seis mil anos atrás, talvez um pouco mais do que isso, mas com certeza abaixo de 10 mil anos; perto de seis mil.

Agora, a questão que eu não respondi na última vez foi porque ele criou. E claro, a primeira resposta é porque ele quis. Essa é a melhor e a mais verdadeira resposta. A próxima pergunta é, “Por que ele quis?” A resposta para essa pergunta é muito óbvio; Ele quis porque ele tinha a intensão de revelar a sua glória. A criação deu uma outra oportunidade para ele demonstrar a sua glória aos anjos do céu assim como para a humanidade, que apreciaria o seu grande poder criativo.

Em Apocalipse 4:11 ele diz, “Tu és Digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”. Eu falei pra você que ele fez isso porque ele quis. Ele fez isso porque ele quis fazer isso. Ele desejou fazer isso pela mesma razão pela qual, na eternidade, ele será louvado e glorificado por essa grande demonstração de poder criativo, a qual demonstrou a sua majestade e sua natureza. Em Isaias 43, versículo, Isaias 43, versículo 20, ele diz, “Eu fiz para a minha glória...eu fiz para a minha glória”.

Dentro dessa criação ele fez o homem. Para ir um passo além, ele não fez isso apenas para demonstrar a sua grande e gloriosa inteligência, seu grande poder, sua grande sabedoria, seu grande amor de beleza e complexidade, mas também para ordenar e sistematizar a sua demonstração de sua natureza na criação. Porém, na criação ele também teve a oportunidade por virtude da criação do homem, demonstrar algo que ele, outrora, não poderia demonstrar; isso é sua graça e a sua misericórdia. Ele fez isso pra tornar a sua glória clara, a glória de sua criação e a gloria de sua redenção.

Você também poderia dizer que ele fez isso para providenciar uma noiva para o seu filho. Eu já falei isso antes – antes eu pensava que eu nunca tinha lido isso antes e eu percebei, quando eu estava estudando as escrituras, que Deus um dia disse ao Filho que ele amava com um amor perfeito; ele disse, “Eu te amo tanto que eu ou te dar um presente. Então eu irei criar e redimir da humanidade uma noiva para você. Eu conduzirei essa noiva para a glória, e essa noiva será revestida de justiça e santidade para sempre; essa noiva terá a sua imagem; essa noiva te louvará, te adorará e te servirá para todo o sempre. Esse é o meu presente de amor para você como Filho”. Esse glorioso plano de Deus de dar isso ao seu amado, ao segundo membro da trindade, uma expressão de amor, de amor eterno e divino ao dar para ele uma humanidade redimida que refletiria a sua glória, que o serviria e o adoraria para sempre. Que grande ideia. Que pensamento glorioso. E isso está ligado ao propósito de Deus na criação.

Bom, eu não li isso em lugar nenhum até eu ter descoberto – um pouco desencorajado – um escritor do século doze, Richard de St. Victor com o seu clássico “De Trinitate”. Ele consegue capturar a ideia dessa tremenda verdade. Ele ensina que o Deus infinito, o Pai, amou tanto o Deus, o Filho igualmente infinito, que ele fez nascer ex nihilo, um mundo material finito, para ser populado com criaturas a semelhança do seu filho para que, como noiva do Filho, eles pudessem compartilhar nas bem-aventuranças da vida divina, de uma forma apropriada para criaturas finitas com a imagem pessoal de Deus. Para providenciar uma bela noiva para o seu filho, o Pai eterno criou todo um universo e nele um mundo que não tinha nenhuma existência antes, para ser o berço e o lar no qual a noiva seria preparada. Tal grandioso presente do Pai para o Filho requereu uma absoluta criação do nada. Foi isso que ele ensino; e ele estava certo.

No princípio, Deus criou os céus e a terra. Além disso, “no princípio” inicia uma realidade que anteriormente não existia: o tempo. Ele não existia até Deus cria-lo. Em um determinado momento na eternidade, Deus chamou o universo para a existência, inclusive o tempo. O tempo, assim como o espaço e a matéria, é uma criatura e uma serva de Deus, que os criou.

O tempo é uma criatura de Deus. O tempo proveu uma estrutura apropriada para a criação, o dia um até o dia seis. O tempo não é absoluto; o espaço não é absoluto; a matéria não é absoluta. O tempo, o espaço e a matéria, como nós os conhecemos, serão desfeitos. Antes do mundo material existir, antes de haver matéria no espaço, não poderia haver tempo.

O Santo Agostinho falou da seguinte forma, “Com o movimento das criaturas, o tempo começou a correr o seu percurso. É vão procurar o tempo antes da criação como se o tempo pudesse ser encontrado antes do tempo. Se não houve movimento de criaturas espiritual ou criaturas corporais, pelas quais o futuro percorreria pelo presente se tornando então passado, não haveria nenhum tempo. Uma criatura não poderia se mover se o tempo não existisse. Nós deveríamos dizer então que o tempo começou com a criação ao invés de dizer que a criação começou com o tempo. Ambos vêm de Deus, pois dele, por ele e nele estão todas as coisas”.

Assim, Deus criou o tempo com todas as coisas. O versículo 1 afirma o fato genérico. Os versículos 2 ao 31 demonstram isso na sequência. Vamos olhar para o primeiro dia. Isso é muito legal.

Aqui estamos nós no primeiro dia. Versículo 2, “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia”; ou dia um se você preferir. Isso é tremendo.

Agora, conforme o primeiro dia começa, nós encontramos a terra em uma condição única. Três frases são usadas para descrever isso. Ela estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Essas três frases nos dão a condição da criação no primeiro dia.

Vamos começar com o primeiro; familiar. “A terra, porém, estava sem forma e vazia”. Agora, no hebraico, quando o sujeito vem antes do verbo, isso é feito para enfatizar algo novo a respeito daquilo. Um hebreu traduziria assim, “E a terra, era sem forma e vazia”. Você tem esse novo planeta e conforme esse novo planeta está no foco, você tem uma saga geocêntrica da redenção a partir de aqui rumo a recriação dos novos céus e da nova terra, pois essa terra, essa coisa nova, era tohu va bohu em hebraico.

Agora, como você entende tohu va bohu, forma e vazia, sem forma e vazia? Bom, eu sei o que os comentaristas cristãos falam. Então eu fui para o comentarista judeu, Umberto Cassuto. E eu quero saber o que hebreu pensa a respeito disso? O que os estudiosos judeus pensam a respeito disso e como eles definem a etimologia dessas palavras?

Tohu significa um lugar selvagem. Isso significa um lugar devastado. Bohu significa vazio. Era um lugar vazio e devastado. Isso faz sentido. Era um lugar vazio e devastado. Nós poderíamos aprender mais a respeito disso do que isso? Sim, nós podemos porque tohu e bohu são usados juntos em outras passagens das Escrituras. Veja Jeremias 4:23; isso é muito esclarecedor. Agora, aqui nós temos Jeremias, e Jeremias está muito entristecido porque aqui no versículo 23 ele está com muita dor. Versículo 19, “Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores”. Esse é um momento dolorido na vida de Jeremias. “Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Nõ posso calar-me”. Por que? “Porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra. Golpe sobre golpe se anuncia, pois a terra toda já está destruída; de súbito, foram destruídas as minhas tendas”. O que está acontecendo aqui é a destruição de Judá; a destruição de Judá. E o velho Jeremias pega emprestado de Genesis 1 também, versículo 23, “Olhei para a terra, e” veja só, “ei-la tohu e bohu; para os céus, e não tinham luz”. Ele pega emprestado a linguagem de Gênesis para descrever a condição de Judá debaixo da destruição devastadora que foi trazida pelos seus conquistadores gentios.

Ele continua dizendo, “Olhei para os montes, e eis que tremiam, e todos os outeiros estremeciam”, devastação total. “Olhei, e eis que não havia homem nenhum e todas as aves dos céus haviam fugido. Olhei ainda, e eis que a terra fértil era um deserto”. Aqui temos a mesma palavra deserto (um lugar devastado). “E todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira”.

Você sabe o que ele está vendo aqui? Ele está vendo uma terra devastada por um exército estranho, uma terra fumegante, queimando, uma terra onde os pássaros já fugiram da fumaça e da devastação, uma terra onde eles foram levados cativos. Então tohu e bohu, Jeremias nos ajuda a entender isso. Ele pega emprestado a língua de Gênesis para descrever um lugar devastado, sem habitantes. Perdeu sua beleza anterior. Não tem forma. Não tem beleza. Está desolada e está vazia de habitantes por causa da chacina e fuga.

A mesma frase é usada em Isaias também, capítulo 34 versículo 11. Ele fala sobre o julgamento de Deus vindo sobre as nações aqui. Isaias falando no versículo 1 do capítulo 34, “Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós, povos, escutai; ouça a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto produz. Porque a indignação do SENHOR e o seu furor, está contra todas as nações”, e então ele fala sobre aa devastação que está por vir quando o julgamento do Senhor cair sobre as nações do mundo. E no versículo 11 ele fala sobre algumas coisas que vão acontecer com os animais e etcetera, e depois no meio do versículo 11 est’’a escrito, “Estender-se-á sobre ela o cordel de destruição”, o cordel de tohu, “e o prumo de ruína”, de bohu. Vai ser um lugar desolado e vai ficar vazio de habitantes.

Agora, essas palavras tem a ver com um lugar de desperdício, um lugar desolado sem habitantes; com devastação e despovoamento, sem forma ou, sem habitantes. Então quando você vê as palavras tohu e bohu em Genesis, não é alguma tecnicalidade complicada que você está vendo ali; é só uma palavra para devastação e vazio. Era um lugar de desperdício e não existia vida ali. É exatamente isso que significa. Talvez a melhor forma de dizer isso seria que o mundo era inacabado quanto ao formato e despovoado. É exatamente o que isso significa, e isso é compreensível quando o primeiro dia começou.

O material estava lá. Tinha o tempo, e tinha o espaço, e tinha matéria, mas era sem forma, e vazia. O original criou elementos mencionados no versículo 1: tempo, no princípio; os céus, matéria – ou os céus, espaço, e a terra – matéria. Deus criou essas coisas, Deus falou e elas vieram a existir; mas mesmo assim elas eram indiferenciadas, inseparáveis, desorganizadas, e desabitadas. Deus ainda não tinha dado forma a elas, e ainda não tinha povoado o cosmos. Então você tem a matéria prima mencionada no versículo 1: tempo, espaço, matéria. Elas são descritas, primeiramente, como inacabadas quanto a forma, e vazias quanto a habitantes.

Em segundo lugar, nós recebemos uma descrição mais rofunda. Versículo 1 diz, “havia trevas sobre a face do abismo”, e a razão por isso é que Deus ainda não tinha criado a luz. E até esse ponto, por toda eternidade não tinha sido criada a luz; não tinha luz. Tudo eram trevas.

A terra então estava sem forma, até um certo nível, e de forma inabitada, é engolida totalmente em absolutas trevas. Não tinha nenhuma luz, trevas se espalhavam sobre tudo. É isso o que diz, “sobre a face de...” e não diz “a terra”, mas sim, “do abismo”. Isso é interessante; isso introduz um outro componente aqui. Qual é esse abismo primordial?

Abismo é um sinônimo usado nas Escrituras para o mar; na verdade, olhe depois no versículo 2. Trevas está sobre a face do abismo e o Espírito de Deus de sobre a face das águas, e aqui Deus, através do Espírito Santo, define o abismo somo água. A palavra “abismo” é usada como sinônimo de mar. Você pode ver isso, por exemplo, em Isaias 51:9 e 10.

Então o que nós temos aqui? Nós temos a terra sendo engolida pelas trevas, que quando tocam na face da terra está também tocando sobre a face das águas. Então a terra está coberta de água. A superfície inteira do mundo é água; é um oceano profundo, é um mar, é global, rodeado por trevas universal. Isso também é mencionado em Salmos 104, versículos 5 e 6: Ele “Lançaste os fundamentos da terra... Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste”. Como uma capa que te cobre, a vestimenta da terra era água, e á diz que as águas estavam cobrindo as montanhas. A terra sem forma estava literalmente coberta com água.

De certa forma, isso é como um oleiro, que desejando fazer um lindo vaso e depois encher para ser usado, primeiramente pega a argila e coloca na roda para ser moldada para cumprir seu propósito. Então primeiramente Deus pega a obra prima, e é uma mistura de elementos cobertos de água existindo em trevas eternas – isso antes dele começar a moldar. E isso, à propósito, eu acho que era o que Pedro em 2 Pedro 3:5 queria dizer quando ele disse, “terra, a qual surgiu da água”. A terra surgiu da água, “e através da”, claro, aqui ele está falando do Dilúvio.

Provérbios 8:27 diz, “Ele traçou o horizonte sobre a face do abismo”. Em primeiro lugar, a matéria se tornou esférica. Deus tinha essa bola de elementos que constituiria a terra quando ele a formou, coberta de água.

O terceiro comentário a respeito do estado da terra no primeiro dia é o mais notável, “o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. Eu amo essa palavra “pairava”; é a palavra “flutuava”. Pairando sobre essa matéria sem forma e vida, coberta de água, mergulhada nas trevas, estava pairando o Espírio de Deus, ruach elohim, Deus, o Espírito. Isso significa um cuidado e supervisão divina. Jó 33:4 diz, “O ruach elohim”, o Espírito de Deus, “me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida”.

Essa palavra “pairar” é uma bela palavra. Se você deseja comparar o seu uso para te dar uma analogia, você pode ir para Deuteronômio 32:11. Escreva isso por um momento, e você encontrará ali que ele é usado para descrever jovens águias em um ninho, e jovens águias não são capazes de se alimentarem e nem são capazes de se defenderem, lutando por elas mesmas. Incapaz de sobreviver; incapaz de viver; incapaz de desenvolver e crescer; completamente dependentes do cuidado dos pais que pairam sobre elas, provendo comida, proteção e calor, para que elas possam sobreviver, viver, crescer e desenvolver. Essa é precisamente a imagem aqui, pois a mesma palavra hebraica é usada a respeito do Espírito Santo pairando sobre essa massa de matéria sem vida, sem forma e não desenvolvida no espaço, coberta por água e mergulhada nas trevas. O Espírito de Deus está pairando sobre a superfície da terra; o cuidado do Espírito de Deus sobre as águas.

Preste atenção – esse é um grande detalhe no relato da criação e não um pequeno. Ele demonstra, por um lado, que a cosmovisão bíblica de Deus é que ele está diretamente envolvido em sua criação. A sua mão nunca é retirada dos elementos e do trabalho dessa ordem material. A sua presença está ali supervisionando, pairando sobre isso. Essa é a antítese do deísmo filosófico que diz que Deus é o originador da criação, que ele fez tudo e depois foi embora. Ou do dualismo teológico, que enxerga uma lacuna entre um Deus e espírito bom e um mundo e uma matéria má. Ao invés disso você tem o Deus vivo supervisionando, pairando sobre as águas, estando diretamente como chefe de todo o processo da criação. Você passa pela Bíblia e você descobrirá que o Espirito de Deus é a fonte de toda vida. “Pelo seu Espírito ele ordenou os céus”, diz em Jó 26. O salmo 33, como nós vimos a uma semana atrás, “o sopro de Deus está em mim”, e vários outros textos. “Os céus por sua boca, pela boca do Senhor”, salmo 33:6, “os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles”, o espírito de sua boca – e muitos outros textos. Assim, o Espírito de Deus provê a energia para dar forma, organizar e trazer a vida; essa é a obra de Deus.

A primeira coisa que acontece criativamente depois da origem material está no versículo 3, no primeiro dia. “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Agora, os cientistas podem se irritar, e se remover, por décadas e séculos tentando entender de onde vem a luz, e tudo o que você precisa é de um versículo. Não havia luz e Deus disse, “Haja luz”, e houve luz. Aquele que é uma luz não criada trouxe a existência a luz criada; aquele que, de acordo com 1 Timóteo 6:16, habita em uma luz inalcançável comandou para a luz criada a existir em um lugar onde haviam apenas trevas, e a luz veio a existir.

Novamente, Douglas Kelly diz, “A fala para trazer a luz criada a existência é a primeira de uma série de três separações feitas pelo criador, as quais foram essenciais para transformar o caos em um cosmos. No primeiro dia, a luz separou o dia e a noite. No segundo dia, o firmamento separou as águas de cima da terra, constituindo uma atmosfera ou um espaço para que se possa respirar. No terceiro dia, as águas de baixo dos céus foram ajuntadas nos mares, separando-as da terra seca. Essas três separações demonstram a poderosa mão de Deus dando forma e organizando a matéria negra e molhada na direção de um belo jardim, um lugar belo e apropriado para a habitação de plantas, animais e da humanidade.

Com a criação da luz, houve uma sucessão cíclica estabelecida de dias e noites, períodos de luz e períodos de trevas. Conforme nós veremos aqui no versículo 5, ele chamou a luz de dia e ele chamou as trevas de noite. Com isso você tem o ciclo de noite e dia. Isso significa que a terra começou imediatamente a girar em torno do seu eixo, havendo uma fonte de luz por um lado da terra correspondendo ao sol, que só foi criado depois, e as trevas no outro lado da terra também. Deus criou a luz e houve luz, simplesmente porque Deus falou para ela existir. Deus, eu imagino como um homem que ao querer arrumar várias coisas que estão bagunçadas em uma sala escura, antes de fazer qualquer coisa, liga a luz.

No versículo 4 ele diz, “E viu Deus que a luz era boa”. Deus viu que a luz era boa. Agora, essa afirmação se repete no versículo 10, no versículo 12, no versículo 18, no versículo 21, no versículo 25 e no versículo 31, Tudo o que Deus criou estava bom, não é? Tudo o que Deus criou era bom. E no final de tudo, no versículo 31, ele resume, “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Agora, as obras do criador só poderiam ser boas, isso não nos surpreende nem um pouco. Tudo que Ele fez foi bom.

Agora, Deus – quando Deus diz que era bom, isso é um padrão muito alto. O próprio Deus é o padrão original do que é bom, e ele disse que isso é bom; que isso é bom. O padrão de bondade não está fora dele.

A muito tempo atrás, um homem chamado Novatian capturou essa ideia em uma afirmação a respeito de Deus no terceiro século. Veja o que ele escreveu no terceiro século, obviamente traduzido para o português, “O que você poderia dizer, então, que seria digno Dele? Ele é mais sublime do que toda a sublimidade; mais alto do que todas as alturas; mais profundo do que todas as profundezas; mais claro do que toda luz; mais brilhante do que todo o brilho; mais esplêndido do que todo esplendor; mais forte do que toda força; mais poderoso do que todo poder; mais belo do que toda beleza; mais verdadeiro do que toda verdade; mais perpétuo do que toda perpetuidade; maior do que toda majestade; mais poderoso do que todo poder; mais rico do que toda riqueza; mais sábio do que toda sabedoria; mais benigno do que toda benignidade; mais bom do que toda bondade; mais justo do que toda justiça; mais misericordioso do que toda misericórdia. Todo tipo de virtude deve necessariamente ser menor do que Ele, que é o Deu e a fonte de todas as coisas”. Que grandiosa afirmação.

A bondade incomparável de Deus demanda que toda luz, terra seca, mares, vários tipos de vida animal e tudo que há ali seja bom; era tudo bom; era tudo bom. O motivo pelo qual agora é mal não é por causa de Deus, mas por causa da queda, da rebelião do homem, da corrupção de sua criação completamente boa. Porém, isso começou bem. O versículo 4 diz, “Deus fez separação entre a luz e as trevas”. É por isso que Isaias 45:7 diz, “Deus é o que forma a luz e cria as trevas”. Isso começa o ciclo de dias. Ele separa a luz das trevas. Nunca foi o seu intuito como criador que houvesse uma luz perpétua; nem um pouco; mas que tanto a luz como as trevas trabalhassem consecutivamente; isso era bom. Que elas pudessem trabalhar consecutivamente por períodos em uma ordem cíclica que não muda. Ele fez isso pois isso se encaixava em seu plano. Fazia parte do seu plano ter a terra girando; ter luz e ter trevas.

No versículo 5 ele dá nome a eles. “Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite”. E assim foi e sempre foi assim. Desde o primeiro dia houve luz e houve trevas. Houve dia e houve noite. Esse ciclo constante de luz e trevas, dia e noite, tem definido o caráter desse universo e dessa terra desde o primeiro dia. O versículo 5 diz, “Houve tarde e manhã, o primeiro dia”. Quando a luz do dia passava, o período estabelecido para as trevas vinha, e era chamado de noite; quando o período da noite passava, o período estabelecido para a luz vinha, e esse era chamado de Dia; com esse comentário, a Bíblia indica que o primeiro dia está completo. Naquele dia o que foi criado? Luz. Luz.

Você pergunta, “mas como poderia haver luz sem sol?” Eu não sei. Se dissesse eu saberia. Mas você certamente não acredita que Deus não poderia criar luz mas que poderia criar o sol para dar a luz.

Esse primeiro dia é bem espetacular, não é? Caso alguém pense que esse foi algum processo evolutivo, enfaticamente, é dito no versículo 5, “e houve tarde e manhã, o primeiro dia”. Essa é uma tradução literal do hebraico. Não um bilhão de anos; um dia. Um ciclo de luz e trevas, noite e dia, e a criação se iniciou. Eu mal espero para nós começarmos com o segundo dia na próxima semana.

O poeta inglês pelo nome de John Dryden, com uma grande imaginação escreveu uma canção para o dia de Santa Cecilia; ele escreveu, se não me engano, em 1687. Essa canção, uma canção magnífica a respeito da criação foi depois inserida em uma música por George Frederick Handel. Eu deixarei a música de lado e lerei a letra. Isso foi o que John Dryden escreveu com uma grande imaginação a respeito da criação.

“Quando a natureza debaixo de uma vários átomos estar, não poder erguer a sua cabeça, a ressonante voz foi ouvida do altar, ‘erga-se, tu que estás morto’. Então o frio e o calor, o molhado e o seco, a fim de caminhar para os seus devidos lugares, obedecerão o poder da música. Da harmonia, da harmonia celestial esse universo começou; de harmonia em harmonia através de todos os compassos de notas que passou, a diapasão alcançando o ápice no homem. Do poder do sagrado, as esferas começaram a se mover, e cantaram o louvor do grande criador para todos os abençoados. Assim, quando essa terrível e última hora for devorada, a trombeta será ouvida nas alturas, os mortos viverão, os vivos morrerão, e a música desafinará o céu”.

É algo brilhante. É assim que será. Essa gloriosa criação, corrompida pela Queda, encontrará um dia em sua corrupção o seu desfeito, e então será criado um novo céu e uma nova terra, sem nunca mais conhecer a corrupção. Nós temos vivido aqui, e com a benção de Deus, nós viveremos lá.

Pai, nós te agradecemos pelo poder da sua palavra; pela sua clareza. Nós te agradecemos por esse relato preciso de como tudo começou no primeiro dia, a apenas alguns mil anos atrás quando tu chamaste a luz à existência, tomando o primeiro passo para o universo e para a terra que nós conhecemos agora. Nós te rendemos todo louvor. Tu és o nosso criador. Tu tens feito tudo que está criado e sem a ti, nada do que existe teria sido feito. Nós te agradecemos por criar, pelo propósito de criar, a fim de que tu pudesses dar ao homem um mundo para viver, para que tu escolhesses dele uma noiva para o teu filho para glorifica-la. Nós te agradecemos por esse grande propósito na criação. Nós te agradecemos por nos fazer parte disso. Nós estamos repletos de maravilha e louvor. Nós te agradecemos pelo nosso Salvador Jesus Cristo. Amém.

FIM

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