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Vamos abrir a Palavra de Deus no oitavo capítulo de Romanos e nós veremos, essencialmente, apenas dois versículos – apenas dois versículos. Porém, para estabelecê-los na sua mente, eu gostaria de ler três versículos – versículos 28, 29 e 30. Eles realmente estão juntos. Nós já passamos pelo versículo 28 e, pelo menos, por metade do versículo 29, mas eu gostaria de lê-los com vocês.

Romanos 8:28, “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”

Agora, como temos aprendido, só para lhe dar o quadro amplo de novo, não quero insistir neste ponto, mas é um ponto urgente a ser tratado. Como temos aprendido, a obra graciosa, poderosa e maravilhosa do Espírito Santo por todo cristão é suficiente para motivar uma adoração alegre, grata e de todo coração, e a adoração é uma prioridade para o crente. Nós somos, primeiramente e acima de tudo, adoradores. O Pai está buscando verdadeiros adoradores e somos aqueles que adoram em Espírito, de acordo com o apóstolo Paulo. Somos, primeiramente e acima de tudo, adoradores. O objeto de nossa adoração é o Deus triuno – Pai, Filho e Espírito Santo.

E, basicamente, somos bem instruídos na adoração a Deus o Pai. Entendemos Seus atributos, compreendemos Suas obras poderosas e nós as celebramos através de nossas expressões de adoração, individual e coletivamente. Somos bem instruídos na adoração ao Filho de Deus. Entendemos a Sua vida e ministério. Entendemos a Sua morte e ressurreição, ascensão, Sua obra intercessória e Sua volta. Fazemos bem quando adoramos o Filho. Porém, não entendemos completamente, pelo menos na igreja evangélica, o ministério do Espírito Santo. Consequentemente, nós não adoramos o Espírito como deveríamos e, portanto, nós não adoramos o Deus triúno com a maior amplitude que Ele é digno de receber.

A nossa adoração ao Espírito Santo, assim como a nossa adoração ao Pai e nossa adoração ao Filho, é tão verdadeira, tão pura, tão exata e tão abrangente quanto o nosso conhecimento a respeito da pessoa e obra do Espírito. Como isso é um problema óbvio no mundo evangélico hoje, temos nos esforçado para dar uma boa olhada no ministério do Espírito Santo, pelo qual ele deve ser adorado. Eu gostaria de dizer, logo de cara, que o Espírito Santo não é menos soberano do que o Filho ou o Pai. Ele não é menos soberano, ele não é menor em autoridade, do que qualquer outro membro da trindade. Ele deve ser obedecido assim como o Filho e o Pai o são. Ele deve ser honrado e alvo de submissão assim como o Filho e o Pai o são.

Porém, a igreja evangélica, em geral, em nosso tempo, foi enganada a respeito do entendimento do Espírito Santo com relação à Sua pessoa, Sua obra e Seu ministério. Consequentemente, a nossa adoração ao Espírito Santo é complicada – funcionando com base na ignorância. O movimento pentecostal e carismático, que começou no início do século vinte, tem produzido inúmeros equívocos a respeito do Espírito Santo, inúmeros equívocos a respeito do Espírito Santo, resultando em muito abuso e blasfêmia ao Seu santo nome. E, em nome da unidade e em nome do amor e em nome de aceitação, a igreja evangélica decidiu não corrigir este vasto reino de erro propagado. Esta é uma coisa muito séria para ser evitada. Isso precisa de correção; isso precisa de exposição.

O Espírito Santo é percebido no movimento pentecostal e carismático, não importa o que possa ser dito. O Espírito Santo, no entanto, não é percebido como o Deus soberano, como o Espírito soberano que governa e comanda o crente, não como aquele a quem nos submetemos, cuja palavra obedecemos, mas antes o Espírito Santo é apresentado quase de uma forma impessoal, como sendo algum tipo de força, um tipo de força metafísica que serve o crente e se submete à vontade do crente, ao desejo do crente, às aspirações do crente, às palavras do crente e, até mesmo, eu imagino, ao comando do crente. Desejos pessoais, sonhos pessoais, ambições pessoais, desejos por saúde, riqueza, prosperidade, experiências místicas e sentimentos exotéricos são, supostamente, ações do Espírito que são basicamente realizadas através da exigência do crente, através das palavras do crente.

Por exemplo, talvez, uma das figuras mais influentes do movimento carismático é o Benny Hinn. Aqui estão algumas citações de Benny. “Não, não, nunca vá ao Senhor e diga, ‘Se for da tua vontade.’” Aqui está outra, “A ação do Espírito Santo depende das minhas palavras. Ele não se moverá a não ser que eu fale.” Portanto, ele é soberano e o Espírito Santo é uma força metafísica que funciona em resposta às suas palavras. Você verá isso em todos os pregadores do movimento de confissão positiva palavra da fé, desde o Joel Osteen, até – voltando até – ao início do movimento com Kenneth Hagin, que roubou estas idéias de E.W. Kenyon, que as distorceu a partir das metafísicas da ciência cristã. Mas este é o comportamento. O Espírito não é pessoal, mas um tipo de força.

Benny Hinn diz que esta unção do Espírito Santo vem a ele, particularmente quando ele visita o túmulo de duas mulheres mortas, pregadoras heréticas, Aimee Semple McPherson e Kathryn Kuhlman. Quando ele se aproxima de seus túmulos, a unção do Espírito Santo cai sobre ele. Ele diz que a unção é tão forte nele que ele pode tirar o seu casaco, esfregar o casaco em si mesmo, e a unção passará para o casaco. Ele abana o casaco no ar, dizendo, “Bam, bam, bam,” e as pessoas em um enorme auditório caem porque ele está dominando este poder chamado Espírito Santo. Isso é o que significa ser escravo no Espírito. As pessoas caem individualmente; elas caem em grupos estando sob o controle deste poder. Na verdade, estes evangelistas, como ele, têm tanto controle do Espírito Santo que eles podem exigir que o Espírito Santo apareça em um determinado auditório às 19:30 de uma quarta-feira a noite e eles podem manipulá-lo de acordo com a sua vontade.

Isso é um sistema falso. Novamente, isso é metafísica. É a idéia de que o Espírito Santo é uma força mística, de que existem determinadas leis que operam no universo metafisicamente e que, se você se envolver a estas leis, então o Espírito Santo se moverá com poder. O nome do Espírito Santo é usado para dar legitimidade a um falso mestre. Pode haver espíritos ali, mas eles não são o Espírito Santo. Porém, o nome do Espírito Santo é usado porque ele faz com que o pregador pareça legítimo. Isso também o torna famoso e, consequentemente, rico. Ele é honrado e o Espírito Santo é desonrado.

Qual a seriedade disso? Em Êxodo, capítulo 20, versículo 7, onde os dez mandamentos são definidos, um deles diz, “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão.” Isso é uma coisa muito séria de fazer, e é precisamente isso que este tratamento metafísico do Espírito Santo faz. Ele toma o Seu nome em vão. O texto diz, “Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” Eu não estou na corte que decidirá o que acontecerá com estas pessoas, mas Deus está, e elas não sairão de lá impunes. A pessoa pode apenas desejar que a punição venha mais cedo do que tarde por causa das pessoas que estão sendo enganadas.

As Escrituras atribuem ao Espírito Santo todos os atributos que são atribuídos ao Filho e ao Pai. Totalmente Deus, soberano sobre todos os crentes. Ele não nos obedece, ele não cumpre a nossa vontade. Ele não age em resposta a certas leis metafísicas que nós movemos. Ele não se move de acordo com nossas confissões verbais. Ele não é um tipo de força neutra esperando por nós para se mover. O Espírito Santo é soberano sobre todo o crente. Nós devemos obedecer as Suas palavras, submeter-nos à Sua autoridade. Devemos andar no Espírito, viver no Espírito, obedecer o Espírito e sermos constantemente cheios do Espírito. Ele é a autoridade de Deus em nós e sobre nós.

E temos visto o verdadeiro ministério do Espírito Santo no capítulo 8 de Romanos. Portanto, vamos para lá. Aqui, nós estamos aprendendo os elementos de Sua obra graciosa nos crentes. Poderiamos resumir e dizer da seguinte forma – e penso que, sabe, dar a vocês estas grandes imagens é importante. O Pai iniciou o plano da salvação na eternidade passada. O Pai iniciou o plano da salvação, o Filho o validou na cruz e o demonstrou em Sua vida. Ele demonstrou o que a humanidade perfeita deve ser. Ele demonstrou como uma pessoa salva, completamente santificada e até mesmo glorificada de fato é.

Portanto, o Pai iniciou o plano da salvação. O Filho tnato o validou na cruz como o demonstrou em sua vida, mas é o Espírito Santo que o ativa. Nós não ativamos o Espírito Santo; o Espírito Santo ativa a obra de Deus em nós e isso é inclusivo. É o Espírito Santo que nos leva ao arrependimento. Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo. É o Espirito Santo que nos regenera, que nos dá vida e entendimento para que possamos crer. Portanto, é o Espírio Santo que nos convence do pecado e nos regenera. É o Espírito Santo que nos santifica. É, também, o Espírito Santo que nos santifica. É, também, o Espírito Santo que nos guarda; isto é, Ele garante a nossa futura glória; Portanto, é o Espírito Santo que nos glorifica. Ele nos ressuscitará pelo poder do Espírito, como Ele ressuscitou Jesus.

Assim, toda a obra, toda ação da obra da salvação, iniciada por Deus, validada e demonstrada por Cristo, é, então, ativada pelo Espírito Santo. Outra forma de dizer é que o Pai decidiu salvar um povo eleito, o Filho providenciou um sacrifício para tornar a salvação possível e o Espírito produz a salvação. Ele nos traz convencimento, regeneração, santificação e, um dia, ele nos glorificará. O Espírito Santo então regenera, santifica, guarda e glorifica o cristão. Esta é a sua verdadeira obra.

Agora, temos olhado para a obra do Espírito Santo no capítulo diante de nós, até esta sessão nos versículos de 28-30. Desde que chegamos no versículo 17, temos observado uma obra particular do Espírito Santo que é a obra de nos guardar. Nós falamos a respeito de sua obra de nos regenerar. Falamos a respeito de sua obra de nos santificar, nos separando do pecado e da morte, capacitando-nos para cumprirmos a lei, mudando nossa natureza, levando-nos a nos comportar de uma forma justa, nos adotando à família de Deus e nos tornando filhos, todos estes elementos de santificação, identidade e união com Cristo.

Agora, nós estamos vendo a obra final que é colocada diante de nós; isto é, a obra do Espírito Santo de garantir ou assegurar a nossa glória eterna. Isso vai do versículo 17 até o versículo 30. Nós observamos o ministério do Espírio de Deus pelo qual ele assegura a sua salvação eterna, o seu lugar no céu. E leio intencionalmente a partir de 1 Pedro, porque, eu gostaria de lembrá-los que vocês foram guardados para a sua herança futura que está reservada para vocês. Ela está protegida pelo poder de Deus; isto é, o Espírito Santo. Ela está lá esperando por você, sem se deteriorar, sem ser corrompida, sem ser perdida, reservada para você, e você está protegido para que um dia você possa chegar lá. Esta é a obra de segurança do Espírito Santo. Ele é, portanto, chamado de o Espírito da promessa. Ele é a garantia, o pagamento inicial, o anel de noivado, o selo de Deus que conduzirá você à glória final.

Portanto, começando no versículo 17, o tema se desenvolve de regeneração e santificação para a glória. No versículo 17, nós começamos a conversar a respeito de sermos glorificados nele. No versículo 18, a glória a ser revelada em nós. No versículo 21, a glória dos filhos de Deus. Todos começamos a olhar para o futuro. Chegamos à esperança por essa glória no versículo 24. Novamente, vemos esperança no versículo 25 até o versículo 30 onde vemos a palavra “glorificou.” Portanto, o tema do versículo 17 até o 30 é a nossa glória futura e a ênfase da obra do Espírito Santo nos é assegurar para esta glória futura.

Agora, é demonstrado aqui que Ele faz isso de uma forma magnífica nos versículos 26 e 27. Ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Ele é nosso intercessor. Ele se apresenta diante do Pai continuamente através de uma linguagem não falada, uma comunhão interna trinitaria sem palavras – demasiadamente profunda à linguagem humana. A linguagem humana limitaria esta comunhão. O Espírito está falando sem palavras, comunicando com o Pai em perfeita harmonia com a vontade do Pai. No versículo 27, ele intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus e Aquele que sonda os corações – Deus – conhece a mente do Espírito. Portanto, você tem o plano do Pai, conhecido pelo Espírito, o Espírito intercedendo dentro da estrutura deste plano de acordo com a vontade de Deus e neste maravilhoso ministério intercessório do Espírito nós estamos garantidos para a glória.

O Espírito está gemendo por nós para ganharmos a glória. A criação geme nos versículos 19 a 22. Os crentes gemem nos versículos 23 a 25. Porém, nenhum destes gemidos é eficaz. Mas o gemido do Espírito Santo é um gemido eficaz. É um gemido poderoso que nos assegura para a glória final. É isso que o Espírito Santo faz por nós. Por causa deste ministério intercessório do Espírito de Deus, o próprio Pai – no versículo 28 – faz tudo para o nosso bem eterno porque este era o seu propósito e porque ele nos chamou para Si mesmo para que O amemos para sempre.

Portanto, estamos vendo que a imagem muda para a glória futura, a revelação gloriosa dos filhos de Deus, que é o que Deus planejou desde o início, certo? Agora, Isso nos leva para os versículos 29 e 30, aquele breve resumo. Já vimos o propósito da salvação no versículo 29. Deixe-me tocar nisso brevemente. O propósito é de nos confortar. Este é o propósito secundário, o penúltimo, nos conformar à imagem do seu filho.

Talvez seja melhor entender da seguinte forma: Toda a história redentiva é a respeito do Pai buscando uma noiva para o Seu Filho. O Pai ama o Filho, ele ama o Filho perfeitamente, Ele deseja dar ao Filho um dom de amor. Este dom será uma humanidade redimida que se constitui em uma noiva amada – uma noiva amada, submissa e alegre. Portanto, ao longo da história da redenção, o Pai está preparando uma noiva – preparando uma noiva. Até mesmo quando chegarmos no céu, a Nova Jerusalém é chamada de a cidade da noiva, ela desce do céu como uma noiva adornada para o seu marido. A igreja é vista como a noiva, os redimidos são a noiva. Até mesmo os crentes do antigo Israel eram a noiva de Jeová, a fim de ser a esposa do Filho.

Portanto, o Pai está buscando uma noiva. Existe um preço para o Filho pagar, assim como havia nos tempos antigos. Quando você tomava uma esposa, você pagava um preço pela esposa e o preço que o Filho teve de pagar foi com a Sua vida. Não com prata e ouro, como Pedro diz, mas com o precioso sangue que saiu de Suas veias enquanto Ele entregava a Sua vida como pagamento pela noiva que o Pai desejou lhe dar. Portanto, o céu será a reunião da noiva sendo trazida para a cidade nupcial. Quando a noiva estiver completa, a história da redenção terminará e noiva toda será reunida ao redor do Filho. Eles O amarão, O adorarão, O servirão, O louvarão e, com outro elemento, ele refletirão a sua glória. Eles serão conforme a Sua imagem. Vimos isso com detalhe, portanto nós não falaremos mais sobre isso. Este é o propósito secundário. Então, o propósito primário, o propósito final, no versículo 29, é que Ele, o Senhor Jesus, seria o preeminente entre os irmãos. O objetivo último é a preeminência de Cristo. No final, Deus Lhe dará um nome sobre todo o nome. E diante do Seu nome, todo joelho se dobrará.

Qual é o propósito da história da redenção? O Pai ama o Filho, determina dar uma noiva como um presente de amor ao Filho que o servirá, o adorará, o louvará, o amará e refletirá a sua glória. De certa forma, o reflexo desta glória é maior do que seria sem a redenção desta noiva – isso acontece pelo fato de que eles demonstrarão algo que, sem eles, nunca seria demonstrado; isto é, a graça de Deus. Para que Deus possa demonstrar todos os seus atributos que fazem parte de sua graça e misericórdia, Ele precisa redimir pecadores que não são merecedores disso. Este é o propósito da salvação. No final, nós daremos toda a glória a Cristo. Nós lançaremos nossas coroas, como fizeram em Apocalípse, diante dos Seus pés, nós o confessaremos como Senhor, aquele que é preeminente. Este é o propósito da salvação. No final, Cristo será tudo em todos. Então, você saberá como a história realmente termina. Depois que a noiva for apresentada a Cristo para a sua glória e sua honra, Cristo tomará sua noiva e a Si mesmo e retornará tudo ao Pai como um ato recíproco de amor. É incrível estar envolvido nisto.

Agora, e sobre o progresso até este final? Este é o propósito da salvação. O propósito secundário é que nós possamos ser feitos à imagem de Cristo. O propósito primário é que Ele se torne preeminente, o exaltado. Porém, o processo para chegar nisso é colocado para nós nestes dois versículos, 29 e 30. Agora, para ajudar vocês, às vezes vocês ouvem a respeito da teologia reformada, você ouve essa frase “As Doutrinas da Graça” ou “calvinismo” e você fica imaginando o que isso significa. Em poucas palavras, é o que diz aqui – bem aqui. Este é o melhor resumo das doutrinas da graça, da essência da soteriologia reformada, da essência do calvinismo, bem aqui. É isso aqui no aspecto da salvação, tudo resumido em uma sequência; em um processo.

Ele começa dizendo no versículo 29: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou.” Depois no versículo 30: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” Conhecimento prévio, predestinação, chamado, justificação e glorificação. Estas são as cinco realidades cardinais que se tornam o grande propósito redentivo de Deus na salvação. Estes cinco elementos.

Aliás, nós ficamos impressionados pela economia de palavras que o Espírito Santo faz para juntar estes cinco elementos, em poucas frases. Eu posso dizer que milhões e milhões de páginas foram escritas a respeito destas cinco coisas. Vamos dar uma olhada nelas. Vamos buscar entender o processo, se é que podemos chamar de processo, pois nada é um processo na mente de Deus pois ele enxerga tudo de forma completa. Porém, para nós, é uma sequência e é desta forma que isso é apresentado para nós nesta linguagem.

Onde a salvação começa? Qual é o primeiro ponto que dá partida em tudo? Versículo 29: “Porquanto aos que de antemão conheceu – aos que de antemão conheceu.” Para algumas pessoas, este é o ponto que rompe com a ideia de aceitar a soberania de Deus na salvação. Eles dizem, “Ah, esse é o ponto. Ele os conheceu de antemão.” Ele, por saber de tudo que vai acontecer, olhou para o futuro e viu o que as pessoas fariam com o seu livre arbítrio e, sabendo do que eles fariam, Ele os escolheu para serem Dele.

É isso que o conhecimento de antemão está dizendo? Ele viu o que aconteceria. Agora, deixe-me dizer-lhe – Ele conhece, o futuro. Ele conhece o final desde o início. Ele sabe tudo o que vai acontecer antes de acontecer – isso é verdade. Ele tem a presciência, se você prefere chamar assim. Ele tem o conhecimento do que ainda não aconteceu, conhecimento total. Mas é isso que o texto está falando aqui? Deus olhou para o futuro e viu estas pessoas totalmente independentes e disse, “Bom, esses aqui crerão e aqueles não crerão. Já que eu sei quem vai crer, estes são os que eu vou escolher.”

Bem, eu tenho várias respostas para isso. Primeiro, isso faria com que a eleição não tivesse nenhum sentido pois ele não escolheu nada. Portanto, esqueça a doutrina da eleição porque ele não escolheu nada. Seria a doutrina da reação. Eu não sei se você deseja pregar a doutrina da reação divina. Talvez você queira pregar a doutrina da soberania humana. Então, você tem que responder a seguinte pergunta: Através de que poder eles conseguiram superar o seu estado de queda? Através de que poder estas pessoas que Ele viu no futuro, que tinham livre arbítrio, conseguiram superar a sua depravação, o seu estado de queda, o seu estado de morte, a sua cegueira e as suas trevas? Depois, você teria que perguntar o seguinte: Se Deus olhou para o futuro e viu que as pessoas não escolheriam o evangelho e não escolheriam crer e que iriam, portanto, para o inferno, por que ele as criou? Porque, a única razão pela qual as pessoas vieram com esta ideia de que Deus simplesmente reagiu ao que ele sabia que aconteceria é para livrar-Lo do que acontece. Eles estão tentando salvar Deus de uma má reputação, como sendo responsável por pessoas irem para o inferno. Por isso, eles querem dizer que nós não podemos fazer isso com Deus. Portanto, ele está apenas reagindo ao que as pessoas fazem. Mas então, se ninguém foi criado, por que Ele criou as pessoas que Ele sabia que fariam isso? Você pode até fazer uma pergunta mais difícil: Por que Ele criou pessoas que têm o potencial para fazer isso a menos que Ele tivesse um propósito para isso? Você não tira Deus dessa no final, não importa o que fizer. O que está acontecendo está dentro do Seu propósito.

Bem, então, o que você quer dizer com conhecer de antemão? O que nós queremos dizer com isso? Bom, todos nós entendemos que isso não significa que Deus sabia o que aconteceria e então ele reagiu a isso. Entendemos isso. Por que? Porque em João 3, Jesus diz a Nicodemus, “Você deve nascer do alto.” Você deve nascer do alto. Em João, capítulo 6, Jesus diz, “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer.” No final do capítulo, no versículo 65, Ele diz, “Ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.” Nós entendemos isso. Ouça o que Mateus 11, versículo 27, diz: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”

Uau. A única maneira de você conhecer a Deus é se o Filho revelar o Pai para você, e a única forma de você conhecer o Filho é se o Pai conduzir você até Ele. Além disso, você percebeu a palavra “conhecer” ali? Esta é a primeira chave. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho. Você pode dizer, “Bom, uou, uou, uou. Nós sabemos a respeito do Filho. Nós temos informação a repeito do Filho. Os santos anjos têm informação a respeito do Pai e do Filho. Os demônios têm informação a respeito do Pai e do Filho. O que você quer dizer com “ninguém conhece o Filho a não ser o Pai” e “ninguém conhece o Pai a não ser o Filho”? A palavra “conhecer” é diferente de apenas ter informação. Certo? Deve ser diferente do que ter informação porque os santos anjos, os anjos caídos e até mesmo as pessoas têm informação a respeito do Pai e informação a respeito do Filho, porém, isso não significa conhecer. O que você quer dizer com conhecer?

E sobre João 10? Esta é uma passagem que usa a mesma palavra. O versículo 1 de João 10 diz, “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai.” Que tipo de conhecimento é esse? Você quer dizer que, quando Jesus diz, “eu conheço as minhas ovelhas,” ele está dizendo, “Eu tenho informação a respeito delas” como se ele não tivesse informação a respeito de mais ninguém? Em Amós 3:2, Deus diz, “Eu conheço somente Israel.” Eu conheço somente Israel. O que você quer dizer com isso? Você sabe de todas as coisas. Eu conheço apenas Israel. Isso é algo diferente. João 10:26 diz, “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.” Uau. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e eu as conheço.” Eu as conheço. Que tipo de conhecimento? Do que nós estamos falando aqui? João 17, versículo 25, “Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer.” Que tipo de conhecimento nós estamos falando?

Deixe-me ilustrar isso para ajudar vocês. Gênesis 4 – não precisa abrir lá. Gênesis 4, no idioma original diz: “Caim conheceu sua esposa e ela teve um filho.” Caim conheceu a sua esposa. Na linguagem bela, obscura e eufemística das Escrituras, este é o conhecimento carnal. É um relacionamento íntimo de amor. O que chocou Maria quando Gabriel apareceu e disse-lhe que ela teria um bebê foi que ela ainda não tinha conhecido José. Ela nunca o tinha conhecido. É este tipo de conhecimento que nós estamos falando aqui. Nós estamos falando a respeito de um conhecimento de intimidade. Oséias 13:5 diz: “Eu te conheci no deserto.” O que você quer dizer com isso? Eu coloquei o meu amor em você. Eu estabeleci um relacionamento de amor com você no deserto.

Isso é visto em muitos lugares no Novo Testamento. “Muitos dirão, ‘Senhor, Senhor, nós fizemos isso, aquilo.” Mateus 7. “E Jesus diz, ‘Apartai-vos de mim. Eu nunca” – o que? “Nunca vos conheci.” Não sabia quem vocês eram? É claro que ele sabia quem eles eram. Ele sabe quem eles são. Eu nunca tive um relacionamento íntimo de amor com vocês. É deste tipo de conhecimento que nós estamos falando.

Deixe eu mostrar para vocês alguns versículos – talvez vocês queiram anotá-los porque esta pergunta aparece muito quando o assunto é “conhecer de antemão”. Com isso eu quero ajudar vocês a poderem responder em suas mentes e nas mentes daqueles que vocês podem ajudar. Mas ouça o que 1 Coríntios 8:3 diz. É muito simples. E diz tudo. “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.” Entendeu? É isso. Coloque um asterisco nisso. Se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele.

Deixe-me lhe fazer uma pergunta. Nós O amamos por causa do que? Porque Ele nos amou primeiro. Ele nos amou primeiro e nós correspondemos a esse amor. Isso significa que ele nos conhece. Quando a Biblia diz que você é conhecido por Deus, o Filho diz, “Eu conheço o Pai, o Pai me conhece” – amor íntimo. Em João 17, Jesus diz, “Os crentes são conhecidos pelo Pai e conhecidos por mim.” Amor íntimo. O que eu estou querendo dizer é o significado deste amor. Por que é um conhecimento de antemão? Porque, antes deste amor acontecer, antes de qualquer um nascer, ele foi decretado. É por isso que é um conhecimento de antemão. É uma pré-determinação. Ele foi algo estabelecido antes mesmo de acontecer.

Gálatas 4:9 fala a respeito da salvação da seguinte forma: “mas agora que conheceis a Deus, ou, antes,” – eu amo isso – “sendo conhecidos por Deus.” O que significa ser salvo? Significa ser conhecido por Deus. O que significa ser conhecido por Deus? Ele saber que você existe? Ele ter informação a seu respeito? Não. Isso significa que ele estabeleceu um relacionamento de amor com você. Até mesmo em Romanos, capítulo 11, que é um capítulo de extrema importância em toda a questão da eleição soberana, no início do capítulo, versículo 2, ele diz, “Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu.” O que isso significa? Ele está falando a respeito daqueles que ele predeterminou amar.

Volte para os escritos de Moisés. Lá, a pergunta que surge é, “Por que Israel? Por que Israel?” Como Richard Wolffe disse certa vez, “Como foi estranho da parte de Deus escolher os Judeus.” Por que Israel? Ele diz, “Eu coloquei o meu amor sobre vós não porque fostes maiores do que qualquer outro povo mas porque eu escolhi vos amar.” Este é um ato predeterminado de amor soberano e sem influências. Isso é presciência. E lemos sobre isso em 1 Pedro. “segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo.” A verdade primitiva e a realidade no esquema da salvação é que ela começa com a determinação soberana de amar determinadas pessoas. Como João 13 diz para amá-las ao máximo, isso é um conhecimento de antemão. É um amor pré-determinado, pré-ordenado e, claro, com uma determinação de antemão.

Eu acabei de ler 1 Pedro. Porém, eu não li o capítulo inteiro. Então, deixe-me ler para vocês, novamente, 1 Pedro 1:2, “Eleitos, segundo a presciência de Deus.” Preste atenção nisso. Nos versículos 19 e 20, do mesmo capítulo, do mesmo autor, diz o seguinte: “Nós fomos resgatados pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido com efeito, antes da fundação do mundo.” O que significa conhecidos de antemão a respeito de Cristo? Será que Deus olhou para o futuro e disse, “Uau. Olha isso. Ele vai terminar na cruz. Eu tenho que fazer algo a respeito disso.” Dizer que Cristo foi conhecido de antemão antes da fundação do mundo, para ser oferecido como um cordeiro sem defeito e mancha, é dizer que Deus determinou isso, que ele estabeleceu isso, que ele fixou isso. Ele apareceu nestes últimos tempos por causa de você. É assim que o conhecimento de antemão funciona. Deus determinou isso na eternidade passada e ele ocorre no tempo.

Uma outra ilustração do uso deste termo que nos ajuda é Atos 2:23. Pedro está pregando a respeito de Cristo no dia do pentecostes, falando a respeito da morte de Cristo e de as pessoas O terem pregado na cruz. Mas, ele diz que Cristo foi entregue por um plano pré-determinado e pela presciência de Deus. Ele foi entregue a vocês para ser crucificado por um plano pré-determinado de Deus. Agora, marque isso. Pedro escreveu o que eu acabei de ler. E foi Pedro também que pregou isso. Pedro entendeu o significado de “conhecer de antemão.” Ele, este Cristo, foi pregado em uma cruz pelas mãos de homens sem Deus e foi morto por um plano pré-determinado e pela presciência de Deus. A palavra “plano” é a palavra boule. Ela é usada no grego clássico para indicar uma decisão, um curso de ação prescrito vindo de uma decisão. Pré-determinado é a palara horizo, da qual nós temos a palavra horizonte, uma linha de demarcação. Algo pré-determinado significa estabelecer os limites ou até onde algo vai. Deus estabeleceu através do seu próprio conselho os limites. Ele fez a determinação.

Outra maneira de traduzir predeterminado seria destinado. Este foi um propósito, um plano, uma decisão de Deus, delimitada, pré-decidida, destinada. E então ele adiciona, “a presciência de Deus.” Isso é prognóstico em português, prognóstico. É uma decisão pré-ordenada de Deus, delimitada para salvar, para estabelecer um relacionamento de amor com certas pessoas. Ele colocou o seu amor sobre eles assim como ele fez com Israel, antes da fundação do mundo. Isso é conhecer de antemão. É um fato, um fato estabelecido.

Agora, volte para Romanos 8. Em Romanos 8 – e eu só queria que você entendesse esse “conhecer de antemão” porque as demais coisas a gente entende a partir dos nossos recursos. Nós falamos a respeito delas no passado. “Aos que de antemão conheceu” – versículo 29 – “também os predestinou.” O que significa predestinou? Bom, isso fala a respeito do final, do destino. Além disso, predestinado é a palavra proorizo. É uma forma intensificada de demarcar os limites. Este é o propósito final. Ele predestinou, quer nos dizer, para que nos conformássemos à imagem do Seu Filho a fim de que Ele fosse o preeminente entre muitos. Portanto, através de uma decisão de delimitar, pré-ordenar, e estabelecer no passado eterno, Deus pré-determinou um relacionamento íntimo de amor com certas pessoas. Ele estabeleceu isso por seu decreto e, baseado nesta decisão no passado, ele predestinou o futuro, o final, o propósito final. Ele delimitou desde o início o próprio final. Nossos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro desde a fundação do mundo. Apocalipse 13:8 e Apocalipse 17:8 dizem isso. Tudo o que Deus pretendeu fazer foi determinado no princípio e predestinado até o seu final. Esta é uma grande imagem. Na verdade, em Atos 4:28 lemos que Deus faz o que a sua mão e o seu propósito predeterminam que aconteça. Atos 4:28. O que ele predestinar para acontecer vai acontecer.

Portanto, conhecer de antemão fala a respeito de sua escolha. Você pode dizer que isso é eleição. A predestinação fala a respeito do resultado desta escolha, o final. assim, quem ele conheceu de antemão, ele predestinou. Portanto, olhe para o versículo 30, “E aos que predestinou, a esses também chamou.” Agora, nós entramos no tempo. Agora, nós entramos na história humana. A esses também chamou. O que você quer dizer com “chamou”? Bom, nós não queremos dizer que é um convite. Não estamos querendo dizer o que está nos evangelhos que diz que muitos são chamados, para ir e chamá-los para entrar. Não. Não é esse tipo de chamado aqui. Este é um chamado diferente. Nós sabemos, baseados no versículo 28 do mesmo contexto, que este chamado está conectado, como diz no versículo 28, ao seu propósito. Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Agora, nós estamos falando a respeito do que os teólogos chamam de chamada eficaz ou um chamado efetivo ou um chamado poderoso ou – eu amo estas palavras históricas – um chamado irresistível. Ele é um chamado gracioso. Porém, ele é, acima de tudo, um chamado eficaz. Não é um chamado externo. Não é um chamado que chega aos ouvidos para ser rejeitado ou aceito; Ele é um chamado interno. Isso é o que o diferencia.

É realmente a poderosa obra do Espírito Santo em toda a gama de regeneração. É o chamado salvífico de Deus. É assim que nós somos referidos tão frequentemente – Romanos 1:7 – “A todos os amados de Deus, chamados para serdes santos”, chamados de santos. “A todos os amados de Deus, chamados.” Isso coloca tudo junto. Uma vez que Deus predeterminou um relacionamento de amor com você, Ele o chamou internamente, ele regenerou você, com um chamado que regenera, remide e salva.

Ouça, toda a vez que você vê a ideia de chamado nas epístolas e nos escritos depois dos evangelhos, seja onde for, ele sempre diz respeito ao ato de salvação do Espírito de Deus na regeneração. E isso vai longe até ao momento que nós somos chamados. Romanos 8:28 diz isso muito bem: “aqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Tudo está ligado ao seu propósito. O seu propósito é salvar, e Ele chama para cumprir o Seu propósito. Na verdade, no Novo Testamento e agora, é claro, nós seguimos isso, nós somos chamados de igreja. Você sabe o que é a igreja? Ela vem da palavra ekklesia. É um substantivo que vem do verbo ekkaleo. Kaleo significa chamar, ek significa para fora. Ekkaleo, nós somos a igreja porque nós somos chamados para fora, para fora do mundo, para fora da morte, para fora das trevas, para fora da ignorância. Nós somos chamados. Esta é a graça de Deus para nós, para cumprir o Seu propósito eterno.

Preste atenção – você não pode realmente melhorar, em 2 Timóteo, penso eu, no capítulo 1, creio que no versículo 9 – sim – “que nos salvou.” O poder de Deus, que é o Espírito Santo, que é o poder de Deus, “que nos salvou e nos chamou com santa vocação.” Isso significa que é um chamado para santidade. É uma transformação verdadeira. Uma regeneração verdadeira, chamado para santidade. Chamado para santidade definitivamente. Chamado para uma perfeição final. Chamado para glória eterna. E isso vem pelo evangelho. Isso não acontece separado do evangelho. Não é – você sabe disso, não é? A fé vem pelo que? Por ouvir a palavra que fala a respeito de Cristo, então eles precisam ouvir, eles precisam de um pregador, o pregador tem que ser enviado. Então, o chamado vem pelo evangelho.

Veja o que 2 Tessalonicenses 3:13 fala: “devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor.” Eu gosto muito dessa frase, “amados pelo Senhor.” Essa é uma frase que se encaixa na eleição Dele. Ele derramou seu amor sobre nós antes de nascermos, antes de qualquer coisa ser criada. Mas agora, somos amados pelo Senhor porque Deus escolheu você desde o princípio. Ele escolheu você desde o principio para a salvação. E Ele diz então que, “para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.” Está tudo aí. Ele escolheu você. Depois ele chamou você mediante o evangelho para que Ele pudesse glorificar você. De novo, esse é um chamado soberano. É um chamado eficaz. Esse é o chamado que nós conhecemos como salvação. “e aos que chamou” – de volta ao versículo 30 – “também justificou.”

E agora chegamos na quarta grande realidade, a grande verdade da justificação. O que é isso? Que nós fomos declarados justos diante de Deus. É um termo legal que significa que Deus está satisfeito com o sacrifício de Cristo por todos os nossos pecados, e como Deus está satisfeito com esse sacrifício, a pena foi paga por completo, a justiça está satisfeita, justiça divina. Nossos pecados foram pagos completamente, imputados em Cristo na sua morte. Pela graça, Deus atribui sua justiça em nós. E isso é o que nos leva a sermos declarados justos. Não que somos justos por nós mesmos, ou que temos uma justiça inerente, mas que nos foi concedida a justiça em um ato pelo qual Deus nos declara justos baseado no sacrificio de Cristo que cobre a punição que nós merecemos, e, baseado na justiça de Cristo, que foi atribuída a nós. Ele nos cobriu com a própria justiça de Deus em Cristo. Nós sabemos muito sobre isso. Ele se fez pecado por nós a fim de nos tornar justiça de Deus nEle, 2 Coríntios 5:21.

Então, Deus sabe de antemão no sentido que Ele predertemina um relacionamento de amor em um relacionamento íntimo e eterno com um certo grupo de pessoas, Ele predestina que esse relacionamento vai terminar na glória eterna, tudo isso antes da fundação do mundo. Ele então chama aqueles que Ele escolheu e justifica aqueles que Ele chamou. E no final – versículo 30 – “e aos que justificou, a eles também” – o que? “glorificou.” Todos nós chegaremos à glória, pessoal. “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo algum o lancarei fora,” disse Jesus. Ele intercede por nós contra todas as acusações. O Espirito Santo intercede por nós estando em nós e nos protege para a glória eterna.

Você pode notar algo aqui?. Todos os verbos aqui estão no passado. Isso funciona para a presciência. Ele conheceu de antemão, isso é um verbo no passado. Funciona também para a predestinação porque isso aconteceu no passado. Mas e o verbo chamou? Não deveria dizer “vai” chamar? E justificou? Não deveria dizer que Ele “vai” justificar? Quero dizer que Ele não acabou ainda. E também glorificou? Porque todos esses verbos estão no passado? Essa é outra pequena nuance do grego. Um escritor chama isso de aoristo proléptico, e isso é uma realidade maravilhosa que vemos na Escritura, o uso do passado para falar de alguma coisa tão certa, que você pode falar como se já tivesse acontecido. Sua glória é tão certa quanto a sua predestinação. A predestinação aconteceu no passado. A presciência aconteceu no passado. E para Deus seu chamado e sua justificação vão produzir sua glória final e Ele pode falar nisso como se já tivesse acontecido.

Eu espero que você esteja se sentindo seguro. A obra do Espírito Santo – qual é a obra do Espírito Santo? Nos assegurar, interceder por nós, ser testemunha de que somos filhos de Deus, nos habilitar para que possamos cumprir a lei de Deus, viver de forma justa, clamar “Aba, Pai,” desfrutando de nossa filiação, nossa intimidade com Deus, nos sustentar sobrenaturalmente.

O que você acha quando pensa a respeito do consolo do Espírito Santo? Afinal de contas, o Espírito Santo é o Consolador, não é? Jesus disse, “Quando eu for, enviarei um Consolador.” De onde o conforto do Espírito Santo vem? Você está procurando um zumbido? Você está procurando por isso como quando alguma coisa não vai do jeito certo na sua vida e você diz “Onde está o Consolador?” Veja, Eu realmente acho que o Espírito Santo ministra graça em momentos como esse, mas o seu consolo pelo Espírito Santo vem de saber o que o Espírito Santo está fazendo em sua vida para assegurar sua futura glória. Isso é consolo suficiente para você? Existe alguma coisa mais preciosa do que isso, do que saber que a sua eternidade está segura nos cuidados do Consolador? Esse é o seu maior consolo. Não existe outro consolo igual ou maior do que esse.

Qualquer outro consolo é um consolo temporário, e eu acredito que o Espírito de Deus derrama esse tipo de coisa. Eu acho que lançando todos os seus cuidados sobre Ele, porque Ele é quem cuida de você, é uma experiência real que os cristãos têm. Penso que o Espírito de Deus consola, mas eu não acredito que esse tipo de consolo vem do nada. Por isso lemos do consolo das Escrituras. É quando nós reconhecemos a obra do Espírito Santo, que está conectada à obra do Filho, que está conectada à vontade do Pai, que o nosso consolo é assegurado. Ele é o nosso Consolador. Ele nos consola pela segurança de que seu poder gracioso trará glória eterna. Agora, eu não sei como responder a isso, mas se você acha que isso é muito bom, espere chegar até o versículo 31 e o resto desse capítulo na próxima vez.

Agora, como nós temos falado essas últimas semanas, Eu vou orar e nós vamos esperar um pouco depois da oração meditando um pouco em silêncio enquanto o órgão toca por alguns instantes e permitir que essas coisas sejam digeridas. Mas eu quero dizer que nossa sala de oração está aberta ao meu lado direito. Gostaríamos muito de ministrar a você ali. O centro de visitantes está bem ali. O centro dos membros, para aqueles que desejam se tornar membros ou serem batizados, qualquer necessidade espiritual, salvação, uma pessoa para orar com você, se você precisa que alguém faça isso, se você precisa de conselho, ou ajuda, por favor, estamos aqui para lhe servir desta maneira, especialmente se você não tem certeza se você tem o Espírito Santo, ou se está no caminho para o Céu, nós vamos amar conversar com você sobre salvação. Então vamos orar e depois você pode meditar e deixar essas coisas serem gravadas em seu coração.

Pai, nós te agradecemos por tudo que nos surpreende, nos inunda nas grandes glórias desse propósito redentivo. E o que nos surpreendente sobre isso é como nós fomos trazidos para isso, não por nossas próprias forças, não foi a nossa escolha, não foi um desempenho nosso, e não por nossos próprios méritos. Tu determinaste colocar Teu amor em nós e nos amar para sempre e nos dar o privilégio de Te conhecer de uma forma íntima e Te amar para sempre e ser amado por Ti e pelo Teu Filho. Nós agora somos amados pelo Espírito Santo que nos ama e que Te ama o suficiente para nos proteger para sempre. Obrigado pelo poder da Palavra de Deus para nos dar essas verdades que se tornam nosso conforto, e que nós possamos nos regozijar nesse conforto e fazer tudo que pudermos para demonstrar essa alegria nessa vida, mesmo em meio às provações, em meio a muitas provações, como lemos em Pedro, que nos atinge aqui. Ajuda-nos a amar essas verdades o suficiente para compartilhar com aqueles que ainda não conhecem a verdade do conforto da glória eterna que pode ser encontrado na fé em Cristo. Usa-nos com esse propósito, Nós oramos no nome de Cristo. Amém

FIM

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