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Temos falado sobre o evangelho de acordo com Paulo, e visto uma série de aspectos desse evangelho. Nós dividimos e fizemos sobreposições e essa é a maneira que deve ser. Há um componente para o evangelho de acordo com Paulo e o evangelho dos outros apóstolos, o evangelho segundo Jesus, o evangelho de Deus, e o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, o evangelho da salvação.Há um componente nele que não pode ser ignorado, e Paulo levanta uma questão importante quanto a isso, que este é um evangelho soberano. Ele é dispensado, o poder do evangelho, a obra salvífica do evangelho na vontade Deus. Não somente a justiça vem de cima, como aprendemos, mas a fé vem de cima, a convicção vem de cima. É o Espírito Santo que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. É o Espírito Santo que concede o arrependimento, diz Paulo. É a própria fé, que é um dom de Deus. Todos os elementos da salvação vêm de cima.

Nenhum deles surgem de dentro de nós por nossa própria vontade, nossas próprias obras, a nossa própria intuição, nossas próprias boas intenções. Somos os recipientes da salvação concedida a nós em todos os sentidos, pela graça soberana de Deus.

Agora, Paulo deixa isso muito claro em Efésios 1 e vamos começar por aí. Efésios, capítulo 1, e vamos passar por diversas passagens para ajudar você a compreender o aspecto soberano da salvação e como se relaciona com a responsabilidade humana. Sempre que faço conferências ao redor do mundo, e somos lançados numa seção de perguntas e respostas, inevitavelmente, uma das perguntas será sempre: como harmonizar a soberania divina com a responsabilidade humana? Como podemos entender que salvação é uma questão da vontade de Deus, escolha de Deus, propósito de Deus, e tempo de Deus, e ao mesmo tempo tornar o homem, em qualquer sentido, responsável pelo que acontece? Esta é a pergunta inevitável. Eu poderia apenas dizer a você, que você deve se sentir confortável com essa pergunta. Você não terá nesta vida resposta suficiente; assim, o seu conforto deve vir na pergunta.

Mas se eu puder ajudá-lo um pouco, deixe-me espalhar o seu desconforto um pouco mais. Se eu lhe fizer uma pergunta simples como esta: quem escreveu Efésios? Qual é a resposta? Agora, eu ouvi duas respostas, eu ouvi Deus e Paulo. Quem foi? Gente, isso é coisa básica aqui. Quem escreveu Efésios? Você não pode responder à pergunta de modo simples. Você pode dizer Paulo, mas você tem que qualificar isso. É o vocabulário de Paulo? Sim. É a mente de Paulo? Sim. É o raciocínio de Paulo? Sim, e ainda assim cada palavra é ordenada e de autoria do Espírito Santo. Então, você não pode sequer responder à pergunta simples sobre quem escreveu um livro na Bíblia. Sem ter atenção você não pode resolver. Não foi um ditado mecânico. É o coração, a mente, a alma, o vocabulário, a experiência de Paulo, e ainda assim cada palavra é do Espírito Santo.

Se eu lhe fizer uma outra pergunta; quem vive a sua vida cristã? Quem? É uma questão básica. Vamos lá, você faz isso todos os dias. Quem está fazendo isso? Você diz, bem, sou eu. Essa é uma resposta muito simples. Se você está vivendo a vida cristã, ela é sua ou é do Espírito Santo? Veja, você não quer levar o crédito por coisas boas, e você também não quer culpar o Espirito por coisas más, assim, quem está vivendo sua vida? Veja, você tem o mesmo dilema. Deixe-me ajudá-lo. O apóstolo Paulo disse isso: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive.” Assim, igualmente, ele não entende; essa é a realidade.

Agora, isso é como tentar desenroscar a inescrutável. Você realmente não consegue resolver essas tensões divinas. Se falarmos da doutrina da segurança do crente, que somos mantidos seguros por Cristo, você não pode falar sobre isso e deixar de falar sobre a perseverança dos santos. Vamos entrar na glória, se continuarmos na fé. Toda grande doutrina sobre a salvação na Escritura, vai muito além da salvação, tem dentro dela um aparente paradoxo que não pode ser resolvido no lado humano. Esta é uma das evidências de que Deus escreveu a Bíblia e não os homens, ou teriam eliminado todos esses paradoxos insolúveis.

Então, eu só quis causar um pouco mais de confusão, para que você entenda que a coisa não se limita à questão da soberania de Deus e a responsabilidade humana. Esse tipo de tensão, um dia, será entendida por nós quando soubermos como seremos conhecidos na presença de Deus, mas com nossos cérebros de ervilha, desconectados, de espírito fraco, mais para uma maria-fumaça, temos sérias limitações. Assim, você tem que se sentir confortável com essa pergunta, e eu vou ajudá-lo com esse conforto um pouco esta manhã.

Vamos dar uma olhada em Efésios 1 e eu só quero levá-lo até o versículo 3, “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado.” Está claro? Por que você é salvo? Porque você tem o bom senso de crer no evangelho? Não. Porque Deus teve a graça de escolher você antes da fundação do mundo. O fim último dessa escolha seria que você teria de ser santo e irrepreensível diante Dele, isso é justificação justiça imputada. Foi por Seu amor, como vimos em 2 Coríntios 5, que Ele nos predestinou para sermos adotados como Seus filhos. Tudo isso de acordo com o beneplácito de sua vontade, para que todo o louvor e toda a glória fosse para Ele. E isso se repete através desta frase longa, versículos 3 a 14, uma frase, que é a mais longa sentença na literatura. Tudo isso, de acordo com o versículo 12, para o louvor da Sua glória. Tudo isso, de acordo com o versículo 14, para o louvor da Sua glória. Tudo isso, de acordo com o versículo 6, para o louvor da glória de Sua graça.

Todo o plano de salvação, portanto, deve ser entendido como a expressão de um propósito divino, antes da fundação do mundo. Deus determinou quem seria salvo. Seus nomes foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro. O Cordeiro, que, Ele mesmo, foi morto antes da fundação do mundo no sentido da intenção divina. Mateus 25:34, um versículo tão bonito, diz isto, “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”

Bem, o apóstolo Paulo entendeu isso. Ele entendeu as palavras de Jesus em João 15, “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros.” Esta é a grande doutrina da predestinação, a doutrina da eleição. Ela enfrenta resistência. É odiada por alguns, rejeitada. É uma daquelas doutrinas inaceitáveis para as pessoas que estão acostumadas a viver em uma democracia e sendo dito que a vida deve ser conduzida por seu próprio livre-arbítrio e sua escolha. Pessoas que crescem nas monarquias têm um pouco mais de compreensão do poder soberano e autoridade sobre suas vidas. Aqueles dentre nós que erguemos esta grande república, esta grande experiência democrática, semelhante a qual não ocorreu na história do mundo até que nossa nação fosse fundada, pensam que deveríamos ser capazes de escolher tudo por nós mesmos. Nunca vivemos sob uma soberania.

Bem, você está vivendo sob um soberano quando você entra no Reino de Deus. E o soberano determinou tudo. É por Sua vontade que nos tornaremos santos, inocentes e diante dEle em perfeição, justificados. Com base em seu propósito predestinado, somos adotados como filhos. Tudo isso de acordo com o beneplácito de sua vontade. A linguagem de Paulo nos versículos 3 a 6 é inconfundível. É por Sua vontade que temos a redenção. É por Sua vontade que nos foi dado o perdão dos pecados no versículo 7. É por Sua vontade que Ele dissipou tudo isso em nós. É por Sua vontade, versículo 9, que Ele nos revelou o beneplácito do que ele propôs para nós no futuro. Em outras palavras, Ele nos deu na Escritura um completo entendimento de nossa esperança futura. O que nos espera, a herança que ele se refere no versículo 11, é resultado predestinado de acordo com Seu propósito. E isto está lá no versículo 14, a herança ainda porvir.

Tudo, desde a eleição à glorificação, todas as coisas no meio, justificação, santificação, estão de acordo com Sua vontade e propósito divino. Esta é inevitável também no oitavo capítulo de Romanos. Veja o capítulo 8 de Romanos por um minuto. E esta é apenas uma espécie de introdução. Quero levá-lo para alguns textos em instantes que você provavelmente não os viu na forma como vamos olhar para eles.

Versículo 29 de Romanos 8 diz, “Porquanto aos que de antemão conheceu,” presciência não é Deus sabendo algo antes, é Deus predestinando algo antes. “também os predestinou,” a palavra "conhecer" pode ter um sentido íntimo. “Adão conheceu a sua mulher, e ela deu à luz um filho.” Isso não significa que ele sabia quem ela era. Significa que ele teve um relacionamento íntimo com ela. Jesus disse, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e eu as conheço”, isso não significa que Ele sabia quem elas eram, significa que Ele tinha um relacionamento íntimo com elas. Este é um relacionamento íntimo predeterminado que Deus projetou. E por isso Ele nos predestinou para sermos conforme à imagem de seu Filho. E o versículo 30 diz, “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” Predestinação, chamado eficaz para a salvação, justificação, glorificação.

No sexto capítulo de João, como dissemos no outro dia, “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora...E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.” Essa é a maneira de compreender esta grande doutrina da predestinação, que é uma parte grande da teologia de Paulo. E que aparece em muitos outros lugares também.

Agora, a pergunta que eu quero que você pense comigo um pouco, esta manhã, vamos ver quanto tempo levaremos aqui. A questão é: eleição soberana e divina, elimina a vontade humana? Será que a verdade da graça soberana e divina, da predestinação soberana e divina, e a eleição, que é inconfundível na Bíblia, elimina a vontade humana? Essa é a pergunta que prevalece.

Agora, para nos ajudar a obter uma espécie de ponto de partida sobre o apóstolo Paulo neste assunto, Eu quero que você volte para um profeta do Antigo Testamento, Isaías. Você pode abrir em Isaías capítulo 10 junto comigo? Isaías capítulo 10. É uma crítica popular, é claro, daqueles de nós que ensinam teologia bíblica, é uma questão incômoda entre aqueles que ficam ofendidos pela doutrina da predestinação, eleição soberana, que somos culpados de remover a liberdade humana e a vontade humana. Houve muitos pastores que eu conversei ao longo dos anos que acham que se você ensinar esta doutrina, irá tirar a paixão do evangelismo. Fará com que o seu povo fique indiferente para com o perdido. Bem, nós já aprendemos, não é mesmo?, em 2 Coríntios 5, que Paulo diz, “Minha vida é vivida por uma coisa, ela é governada e controlada pelo amor que Cristo tem por mim e não foi só por mim que Ele morreu, mas Ele morreu por todos os que morreram nEle, e, portanto, sou embaixador para este glorioso evangelho e estou pregando, dando a minha vida para o ministério da reconciliação.” Assim, ele não tem um efeito negativo sobre a sua paixão. Na verdade, sua paixão pelo Evangelho e pregar o evangelho aos perdidos o levou até o martírio.

Mas a acusação é que isto suga a vida do evangelismo se dissermos que tudo isso é obra de Deus. Então, vamos começar a entender isto nas palavras de Isaías, em uma espécie de cenário único. Capítulo 10, versículo 5, “Ai da Assíria, cetro da minha ira! A vara em sua mão é o instrumento do meu furor.” A Assíria será julgada por Deus. “Ai da Assíria,” e, em seguida, essa identificação estranha, “A vara em sua mão é o instrumento do meu furor.” Essa é uma afirmação muito, muito estranha. Assíria é aqui apresentada como a vara de Deus que Deus vai usar com suas próprias mãos para liberar sua indignação contra o Israel apóstata. Assíria é instrumento de Deus para julgamento contra o Israel apóstata. Nesta passagem, Deus autoriza a Assíria soberanamente para atuar como o destruidor de Israel.

Versículo 6, “Envio-a contra uma nação ímpia.” Que é Israel. “e contra o povo da minha indignação,” os judeus em Israel. “para que dele roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas.” Esse é um decreto divino que Deus vai trazer a invasão assíria sobre o Reino de Israel. Agora, deixe-me dizer-lhe algo. Isto não tem nada a ver com as intenções por parte da Assíria. Deus não perguntou à Assíria se ela gostaria de fazer isso. A Assíria não tinha isso em seus planos. Veja o versículo 7. “Ela, porém, assim não pensa, o seu coração não entende assim.” A Assíria não tinha a intenção de ser o instrumento de Deus na destruição de Israel. A Assíria não tinha interesse em atuar como agente de Jeová. A Assíria não tinha relação com o Deus vivo e verdadeiro. Não tem nenhum plano desse tipo em seu coração, diz o versículo 7. Pelo contrário, o seu propósito é destruir e colocar abaixo muitas nações por isso diz, “Não são meus príncipes todos eles reis? Não é Calno como Carquemis? Não é Hamate como Arpade? E Samaria, como Damasco?” Tudo é a mesma coisa para eles. Eles não têm mais interesse em destruir Israel, sua capital, Samaria, que qualquer outra nação. “O meu poder atingiu os reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de escultura eram melhores do que as de Jerusalém e do que as de Samaria. Porventura, como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não o faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos?”

Em outras palavras, a Assíria não faz discriminação. Eles ficam felizes em destruir todas as nações ao seu redor. Eles não têm qualquer interesse particular em Israel. Mas Deus vai assumir o controle da Assíria e usar a Assíria como a vara do seu juízo para a destruição do Reino do Norte a partir do qual esse Reino, por sinal, nunca se recuperou. Isso, no entanto, não coloca a Assíria em uma posição privilegiada para com Deus, porque lemos no versículo 5: "Ai da Assíria.” Deus literalmente usa uma nação como Sua vara de julgamento, enquanto essa nação não tem nenhuma intenção de fazer isso. Ela servirá aos propósitos de Deus mas será, ela mesma, amaldiçoada, julgada e condenada. Veja o versículo 12. “Por isso, acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, castigará a arrogância do coração do rei da Assíria e a desmedida altivez dos seus olhos”. Uau. O que você tem aqui é a soberania de Deus agindo através da Assíria. E ainda pelas obras que a Assíria faz, ela será totalmente responsável.

Isto é colocar lado a lado a soberania divina e a responsabilidade humana. A Assíria é arrogante. Pois Ele disse, “Com o poder da minha mão, fiz isto, e com a minha sabedoria, porque sou inteligente; removi os limites dos povos, e roubei os seus tesouros, e como valente abati os que se assentavam em tronos,” et cetera. “Meti a mão nas riquezas dos povos como a um ninho e, como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei toda a terra, e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou piasse.” Em outras palavras, como se eles saqueassem ninhos de pássaros. “Porventura, gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que a maneja? Seria isso como se a vara brandisse os que a levantam ou o bastão levantasse a quem não é pau.” Em outras palavras, isso coloca o poder nas mãos da vara, em vez de quem empunha a vara. Deus diz, “Estou indo atrás de Assíria. Vou destruí-los. Vou queimar e devorar.” Versículo 18, “Também consumirá a glória da sua floresta e do seu campo fértil,,” et cetera, et cetera.

Como você explica o fato de que a Assíria não tem escolha sobre o que vai fazer para Israel, e eles ainda são considerados plenamente responsáveis pelas atrocidades que foram exigidas para com Israel por Deus? Veja, eu estou dizendo a você, você tem que se sentir confortável com esse dilema. As Escrituras não nos dão uma explicação; ela não nos dá uma defesa filosófica. Como, Deus, você pode usar esta nação como um instrumento de Sua santa justiça e, em seguida, virar-se e destruí-los pelos pecados que lhes foram exigidos no processo?

Abra em João capítulo 3. Aliás, sabemos disto? Não deve o juiz de toda a terra, fazer o que? Justiça? Abra em João 3; Quero lhe mostrar isto. Isto é muito importante. Há um homem dos fariseus chamado Nicodemos, príncipe dos judeus, o príncipe dos judeus, o que realmente significa mestre dos judeus. Este é um homem que era um mestre notável, um dos principais mestres. Veio ter com Jesus de noite, e disse-lhe, “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” Assim, ele está afirmando o que todos afirmavam, os fariseus, saduceus, toda a liderança de Israel, e embora eles tivessem rejeitado a Jesus e o crucificado, nunca negaram Seus milagres, certo? Nunca. Eles nunca negaram Seus milagres, eles eram inegáveis. Eles eram onipresentes, estavam por toda parte. Estavam presentes todos os dias. Estavam em todo lugar. Eles eram inegáveis. Nunca tentaram negá-los. Mas aqui está o testemunho de alguém que fala por todos e diz, “Ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” É óbvio. Milagres, poder sobre os demônios, poder sobre a doença, poder sobre a morte, poder sobre a natureza. Mas Jesus sabia que havia uma pergunta no coração de Nicodemos que Nicodemos não tinha verbalizado e assim Ele foi direto ao seu coração e Ele disse, “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” E Perguntou-lhe Nicodemos, “Como pode um homem nascer, sendo velho?”

Agora, ele entende que Jesus está falando metaforicamente, você precisa nascer de novo. Você precisa voltar e começar tudo de novo no início. Não é sobre o avanço religioso, é sobre o nascimento. Então, ele fez a pergunta: "Como pode um homem nascer, sendo velho? Como eu faço isso? Como faço para voltar ao início? Eu sou um homem velho agora e eu estive neste legalismo todos estes anos, minha vida inteira. Ele não podia voltar uma segunda vez ao ventre de sua mãe, e nascer, podia?” Ele está falando metaforicamente. Ele entende isso. Ele não está falando fisicamente. Ele não está fazendo uma piada. Jesus disse: "Em verdade, em verdade te digo que: quem não nascer da água e do Espírito,” e Ele está emprestando de Ezequiel, certo? Passagem da Nova Aliança. “Que você precisa ser lavado com água, limpo, e ser dado um novo coração para substituir o coração de pedra.” Então, Ele está falando de Ezequiel com um mestre do Antigo Testamento. Você precisa da experiência da Nova Aliança. Você precisa mesmo do que Jeremias 31 fala: você precisa ser purificado, e você precisa ter um novo coração, e você precisa ter o Espírito plantado dentro de você antes que você possa entrar no Reino de Deus. Essa é a Nova Aliança. Você precisa ser regenerado. Você precisa ser transformado. Porque "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” Sua carne, você está apenas dando continuidade a um processo contínuo, até que você volte ao início, seja nascido de novo espiritualmente pelo Espírito Santo, e então possa entrar no Reino de Deus. Assim, não se surpreenda que eu digo que você deve nascer de novo.

Agora, neste momento em particular, você diria a alguém, “Eu estou lhe dizendo, você precisa nascer de novo.” E se uma pessoa disser para você, “Como eu faço isso?” Você diria, “Oh, faça esta oração, " certo? “Repita comigo, faça essa oração. Você só precisa se arrepender e crer”. O que Jesus disse a Nicodemos? Uma coisa realmente estranha. Versículo 8, “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.” O que é isso? Se alguém chegasse em você e dissesse, “Eu acho que eu preciso nascer de novo, eu acho que nós precisamos sair deste tipo de vida implacável da carne. Eu preciso de um novo nascimento. Eu preciso de um novo coração. Eu preciso de um novo Espírito. O que eu faço?” Você diria a eles: "Não é possível fazer qualquer coisa, você não pode fazer nada. Esta é a obra do Espírito e Ele vai e vem quando quer de quem quer.” O que? Assim, mais que uma formula de evangelismo. Assim, mais do que “faça essa oração” Este é Jesus; este não é um novato que não aprendeu uma técnica evangelística. Este é Jesus. O que Ele está dizendo a Nicodemos é, eu só tenho que lhe dizer, que você precisa nascer de novo, você precisa nascer anōthen, literalmente a partir de cima, e você não está no comando de quando isso acontece. Que declaração.

Eu reconheço o que você precisa. Eu também reconheço que você não está no comando de sua realidade. Uau, o Espírito vem e vai como quer, e é por isso que as pessoas nascem no Espírito. Você diz, “Essa pode ser a declaração mais negligenciada na Escritura sobre a soberania divina na salvação. Uau, a soberania divina, você não pode argumentar com isso. Mas vamos olhar um pouco mais para este capítulo, certo? Vá até o versículo 27. João Batista também é um calvinista. Ele não sabia disso, porque muito poucos batistas o são. Ouça o que João disse. Versículo 27, “O homem não pode receber,” o que? Qual é a próxima palavra? “coisa alguma se do céu não lhe for dada.” Você não pode receber nada a menos que desça do céu. No entanto, João sabia disso, e João é o último dos profetas do Antigo Testamento. Soberania divina, absolutamente, na salvação é uma obra divina. É uma obra que o céu faz.

Agora, vamos voltar ao versículo 15. Você está pronto para isso? “para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” O que? O que é esse "todo o crê" faz lá? Todo o que crê, nEle terá a vida eterna. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

Porque as pessoas são julgadas e vão para o inferno? Porque elas não são eleitas? Não, porque elas não crêm. “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.”

Vá até o versículo, bem, versículo 36, “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” A ira eterna de Deus cai sobre as pessoas porque elas não fazem o que? Não crêm. Você está tendo um pouco de dificuldade para colocar isso tudo junto? Bom. Porque você precisa ter essa dificuldade. Isso significa que você entende ambas. Não encontra um meio-termo que apague essas duas verdades.

Vamos ver João 6. Spurgeon foi criticado por pregar isso e alguém disse, “Por que você não prega apenas aos eleitos?” Ele disse, “Bem, se você puxar para cima suas fraudas para que eu possa ver se elas têm um E estampado em suas costas, eu prego.” João 6, e aqui nós vamos voltar a este versículo que eu tenho comentado, João 6:37, “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim.” Essa é uma afirmação absoluta, não é? Aí está, novamente, que desce do céu. A obra do Espírito, o propósito do Pai, todo que o Pai me dá virá a mim, aquele que vem a mim, certamente não lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. E uma vez que eu vim para fazer a vontade do Pai, isso é exatamente o que eu vou fazer.

Vá até o versículo 44, “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer.” Percebeu isso? Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer, e eu o ressuscitarei no último dia. Essa é a nossa segurança, não é? Que somos mantidos por Cristo para a glória eterna. Ele não perderá nenhum deles. Volte ao versículo 35, bem no meio dessa passagem, bem entre o que acabei de ler para você, essencialmente, e em torno do que li. Versículo 35, “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” Huh, por um lado, ninguém pode ser salvo a menos que desça do céu, pela vontade do Pai, a não ser que alguém seja escolhido pelo Pai, decretado desde a eternidade, o nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro, predestinado pelo propósito de Deus, sem ser influenciado por nenhum comportamento, por nunguém em tempo nenhum. “Ninguém será salvo à parte da obra soberana divina de Deus e ainda assim eu sou o pão da vida,” Jesus diz, “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” Versículo 36, “Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes.” Você não crê. Veja o versículo 47, “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. Aquele que crê.” Versículo 57, “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá.”

A soma disso está no versículo 63. “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair.” E Ele estava dizendo:, “Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.” Essas duas coisas se misturam sem qualquer explicação.

“Você tem que crer, você deve crer, você está condenado porque você não crê. E ainda assim você não pode crê, a menos que você seja chamado, tirado e dada a vida por meu Pai.” E, pessoal, prometo a vocês, eu não posso fazer melhor do que mostrar o que a Escritura diz. Eu posso pregar com toda a paixão que eu tenho em meu coração sobre as glórias da doutrina da eleição soberana. E eu posso pregar com a mesma paixão, a realidade da doutrina da responsabilidade humana. Posso lhe dizer que a menos que você creia, você morrerá e irá para o inferno. Se você crer, você ressuscitará para entrar no céu. E eu posso lhe dizer que você deve se arrepender e você deve crer, e isso é exatamente o que a Escritura diz. Mas também posso dizer que é uma obra soberana de Deus.

Há outras passagens da Escritura que fazem isso, e eu só estou tentando recordar-lhe que a Bíblia não tenta explicar isso; ela mistura isso. Há uma boa ilustração em Atos 2, você quer ver? Você acha que o diabo queria Jesus crucificado? Não. Não, o diabo não queria Ele crucificado, o diabo veio até ele e disse, “Olha, você pode se livrar da cruz, apenas curve-se para mim e eu lhe darei os reinos do mundo,” certo? O diabo não queria Jesus na cruz. O diabo estava tentando-o no jardim, certo? “Afasta de mim este cálice.” Quem mais queria Jesus na cruz? Deus, ‘porque Ele era o Cordeiro de Deus. Ele era o Cordeiro de Deus. “Homens de Israel,” diz Pedro no dia de Pentecostes, a sua teologia era tão precisa, “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos.” homens ímpios fizeram a obra de Deus. Vocês o entregaram pelo plano pré-determinado e presciência de Deus, vocês o pregaram, a este homem numa cruz por homens ímpios, levando-o à morte.

Israel foi culpado? Você acha melhor assim. Jesus, no último dia da semana santa, olhou para o templo e disse, “Não ficará pedra sobre pedra”, certo? Sua casa será desolada. O julgamento veio na forma dos romanos em 70 d.C., centenas de milhares de judeus foram massacrados. Eles foram massacrados nos anos seguintes em 985 cidades em toda a terra de Israel, os romanos se foram e deixaram os cadáveres. O juizo veio de forma intensa. E você tem que entender que o julgamento contra Israel e sua rejeição do Messias continua até hoje.

Eu não sei o que você pensa quando olha para a nação de Israel hoje. Não é uma nação sob o favor divino; é uma nação sob julgamento divino. E continuará sob o julgamento divino até que olhe para Aquele que foi traspassado e lamentem por Ele como o unigênito, e, nas palavras de Zacarias, “Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém,” mas até que isso aconteça essa nação está sob julgamento, mas é precisamente o mesmo julgamento que qualquer pecador não remido está, por rejeitar a Jesus Cristo. No caso da crucificação de Cristo, eles fizeram a vontade de Deus e ainda assim foram homens ímpios que foram plenamente responsabilizados pelo que fizeram.

Estou muito confortável com esse mistério divino, porque isso significa que Deus é muito maior do que eu e que os Seus caminhos não são os meus caminhos. Em Atos capítulo 4, versículo 27, “porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel.” Todos se reuniram na morte de Cristo, não foi? Não foram apenas os judeus. Aqui diz: era Herodes, Pôncio Pilatos, os gentios, povo de Israel. Se alguém lhe fizer a pergunta, quem é culpado da crucificação de Cristo? Leve-o a este versículo.

Mas veja isso. Versículo 28, “para fazer,” aqui está falando de Deus, “tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram.” Aqui, novamente, você tem toda a responsabilidade no caso de Herodes, no caso de Pôncio Pilatos, no caso dos gentios, os romanos, no caso dos judeus, o povo de Israel. E ainda assim eles estavam fazendo a obra divina e soberana de Deus.

Estas são amostras de consistência da Escritura em colocar estes tipos de coisas juntas sem nunca tentar explicar o inexplicável. Você se lembra da história de Judas? Ele foi responsável pelo que fez? Foi ordenado por Deus que ele fizesse isso? Ele foi até profetizado no Antigo Testamento. “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar.” E ainda Jesus disse, “Um de vocês é diabo.” E Jesus disse que ele morreria e iria para o seu próprio lugar.

Veja, temos que entender isso: que cada um de nós tem a responsabilidade de crer, e somos responsabilizados se cremos ou se não cremos. Isso tem consequências eternas. Como crentes, somos responsáveis por viver nossas vidas cristãs e ainda inexplicavelmente tudo de bom em nós é obra do Espírito Santo, tudo de ruim é nosso. Por outro lado, também temos de perseverar na fé. Mas, ao mesmo tempo, estamos sendo guardados pelo poder de Deus nas mãos de Cristo. Isso é coisa profunda. É consistente por toda a Escritura. E eu celebro isso. Veja, eu fiquei nisto um longo, longo tempo. E quanto mais eu vivo, mais me regozijo nestes doutrinas que eu não posso resolver porque elas falam da grandeza de Deus.

Bem, essa foi a introdução. E na próxima hora, eu vou levá-lo para Romanos 9, 10 e 11. Temos que chegar a Paulo, certo? Isso é o que nós deveríamos estar fazendo. Estamos lidando com João, Lucas, e Isaías, mas vamos chegar em Paulo na próxima hora e você irá desfrutar, olhando para Romanos 9, 10 e 11, uma das partes mais controversas da Bíblia.

FIM

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Grace to You
Unleashing God’s Truth, One Verse at a Time

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