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Em nossa lição agora, nós estamos continuando o estudo a respeito do tema de crescimento spiritual, esta realidade essencial da maturidade na vida crista. Sendo você um Cristão novo, um cristão com alguns anos de relacionamento com Cristo ou um cristão por muito tempo, você nunca para o processo da maturidade espiritual. Se você parou, você está, com certeza, em uma má forma. Porém, um cristão que está comprometido com Cristo estará em um processo de crescimento espiritual. Portanto, estes princípios não são aqueles que apenas estão relacionados a criança espiritual. Mas qualquer um no caminho da vida, antes mesmo de estar na presença do Senhor, tendo recebido a sua perfeição instantânea, está envolvido no processo da maturidade ou do crescimento. Por isso, as verdades que nós estamos compartilhando nestes estudos são para todos. A esperança é que elas abençoarão a sua vida, não importando onde você esteja em sua peregrinação cristã. Eu também espero que você as passe a diante para outra pessoa que encontrará um grande benefício a partir delas; não porque elas são os meus pensamentos – que Deus me livre que sejam isso – mas porque elas vêm da Palavra de Deus.

Agora, permita-me revisar um pouco do que nós cobrimos no passado. Nós estamos vendo o conceito do crescimento em Cristo. Em 2 Pedro, capítulo 3, versículo 18, Pedro diz, “antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Em 1 Pedro, capítulo 2, Pedro diz que nós devemos “desejar ardentemente o genuíno leite da palavra a fim de nós crescermos”. Agora, Deus nos chama para crescer. Pedro não nos diz apenas que nós devemos crescer, mas que nós devemos crescer através da Palavra. Paulo diz em 2 Timóteo 3:16 e 17 que, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação, a fim de que o homem de Deus seja perfeito”. A palavra significa literalmente “maturo”. Em outras palavras, a ideia é que a Palavra de Deus, a Escritura, nos é dada para nos tornar maduros. Por isso, conforme nós nos aproximamos da Palavra de Deus, nós mantemos em mente que ela é nossa como uma ferramenta ou como um agente em um processo. Nós não estamos buscando pequenos trechos periódicos da Bíblia. Nós não estamos buscando um estalo aqui e ali. Nós não estamos buscando algum tipo de uma grande experiência semanal ou mensal das Escrituras mas, ao invés disso, a Palavra de Deus nos é dada como um instrumento à maturidade progressiva. Portanto, isso se torna tão importante para nós como a nossa própria comida. Como Jeremias disse em Jeremias 15:16, “Achadas as tuas palavras, logo as comi”. O que ele estava dizendo é que esta era a questão do seu sustendo. Nós devemos nos alimentar como um bebê faz das verdades da Palavra de Deus; elas infundem em nós a energia e o princípio de vida que cria crescimento. Portanto, como crentes, nós devemos crescer. Nós temos recebido uma ferramenta para este crescimento, que é a Palavra de Deus. Então, o Espírito de Deus é colocado em nós para nos energizar no caminho ao crescimento.

Agora, nos nossos estudos passados, nós temos ajudado, talvez, a focar nos pontos significativos do crescimento ao lembra-los de 1 João 2, versículos 13 e 14, nos quais nós encontramos três níveis de crescimento espiritual: Primeiro, bebês; segundo, jovens; terceiro, pais. Isso corresponde a vida humana. Existe o início na infância, onde há um reconhecimento paternal; você sabe a quem você pertence. Depois, existe a juventude. Este é o momento em que você sabe o que você crê; uma maturidade espiritual em termos de compreensão doutrinária. Você tem, você tem uma compreensão da Palavra de Deus; você tem o seu pé no chão; você não é mais jogado de um lado ao outro sendo levado por todo vento de doutrina. Finalmente, ser espiritualmente um pai significa que você não apenas sabe a quem você pertence, nem apenas no que você crê, mas você conhece Aquele a quem você crê de forma profunda, consistente e madura.

Agora, o processo do crescimento espiritual está ascendendo constantemente rumo a um objetivo de realmente conhecer a Deus. Até mesmo o apóstolo Paulo, o qual nós pensamos que não faltou muito a ele neste processo espiritual de crescimento por ele ter alcançado um nível tão alto, disse o seguinte – no auge de sua vida, quando ele já havia ministrado grande parte do seu ministério (o que aconteceu no passado), quando ele já tinha cumprido todos os grandes sonhos e fins que captavam a maior parte do desejo do seu coração – disse: “A fim de que eu o conheça”. Em outras palavras, não importa o quanto ele já havia caminhado no caminho do crescimento, ainda havia um anseio por uma compreensão mais profunda, mais vital, maior e mais realizadora da própria pessoa de Deus, o qual ele amava e servia.

Agora, ao compartilhar este pensamento bem genérico é que nós vamos para aqueles três elementos do crescimento espiritual: nós fazemos isso pela Palavra de Deus, pelo Espírito de Deus, e em resposta ao mandamento de Deus. Nós ressaltamos para você que a chave para tudo isso é viver para a glória de Deus. Nós somente crescemos – marque isso – nós somente crescemos quando nós estamos vivendo para a glória de Deus. Quando nós vivemos para nós mesmos nós nos reduzimos, não tendo nada positivo acontecendo em nossas vidas. O crescimento acontece somente nos momentos que nós somos espirituais e não quando nós somos carnais. O crescimento somente acontece quando nós estamos vivendo para a glória de Deus e não em momentos nos quais nós estamos vivendo para nós mesmos.

Agora, lembre-se disso, quando a maioria de nós somos salvos, nós temos um ato de equilíbrio que nós carregamos. Na verdade, isso é verdadeiro para todos os crentes, com certeza. Nós temos o princípio da vida nova em nós. Nós também temos o velho pecado que está a nossa volta, o pecado que está na nossa carne, aquilo que não é bom; isso faz parte de ser humano. Agora que nós somos crentes, nós descobrimos que uma pequena parte de nossa vida é entregue a Deus, e uma pequena parte ao pecado, e nós equilibramos isso. Porém, conforme nós amadurecemos, existe uma frequência crescente de justiça, e uma frequência decrescente de pecado. Não existe a ideia de que, em algum momento de sua vida cristã, você parará de ser pecado e será somente justo. Não. Isso é sempre um progresso; isso está sempre acontecendo. Paulo diz, “Não como se eu tivesse alcançado, mas eu caminho rumo ao alvo”. Você está sempre crescendo e a evidência do crescimento é uma frequência decrescente do pecado. Eu vou me usar como exemplo. Eu sou um pecado conhecido, e quando eu fui salvo, aquilo foi uma luta, uma luta muito grande, o tipo de luta que Paulo fala em Romanos 7. As coisas que eu queria fazer, eu não fazia; as coisas que eu não queria fazer, eu fazia. E eu lutava contra a carne e tudo isso. A luta é a mesma hoje. Porém, o que eu tenho percebido é que, conforme eu fui crescendo, crescendo a fim de viver para a glória de Deus, crescendo ao andar no Espírito Santo, crescendo através de uma vida de obediência, conforme eu tenha amadurecido no progresso da maturidade espiritual, eu tenho visto o decrescimento da frequência de pecaminosidade e não a sua ausência. Isso só não acontece com a mesma frequência de antes, conforme eu caminhe para longe daquilo em direção a um padrão mais justo.

Agora, glorificar a Deus se torna algo chave. 2 Coríntios 3:18 foi o nosso versículo nisso. E nós dissemos que naquele versículo diz isso. Que conforme nós, “com rostos desvendados”, isto é, que não existe mais um véu sobre nós como havia no Antigo Testamento. O véu foi retirado, “nós vimos como um espelho a glória do Senhor”. Agora, alguém perguntou depois daquele aula naquela sessão, “por que um espelho?” A razão é porque a glória de Deus é refletida em nós, não é? Em outras palavras, nós não vemos literalmente o Shekinah; nós não vemos literalmente a presença de Deus senão nós seríamos consumidos. "Pois nenhum homem pode contemplar a minha face e viver”, diz Deus. Por isso, Deus refrata a sua glória a nós, ele reflete ela para nós. Como? Através da Palavra. Portanto, conforme nós focamos na Palavra de Deus, e conforme nós obedecemos os seus princípios, nós estamos olhando para este espelho da glória de Deus. Então Paulo diz que, conforme nós contemplamos esta glória, nós caminhamos de um nível de glória ao próximo nível de glória, ao próximo nível de glória, nos conformando a própria imagem de Cristo, através da obra do Espírito Santo.

Agora, o crescimento espiritual, então, não é visto na Bíblia apenas como um bebê, como um jovem e como um pai. Ele é visto como uma trajetória de um nível de glória ao próximo nível de glória e ao próximo nível. Isso é o que acontece quando nós focamos em glorificar a Deus. Agora, deixe-me resumir o que eu acabei de dizer. Conforme você e eu vivamos para a glória de Deus naqueles momentos que nós estamos crescendo, nós estamos progredindo rumo a semelhança de Cristo. Os momentos de nossas vidas em que nós vivemos para nós mesmos e para a carne são momentos em que isso não acontece.

Agora, permita-me lembrar que existem alguns princípios bem práticos envolvidos para viver para a glória de Deus. Nós começamos a ver isso o nosso último encontro e, por isso, eu vou apenas relembrar vocês dos dois principais que nós discutimos para depois continuarmos. Se viver para a glória de Deus é a chave para o crescimento espiritual, se isso é o sine qua non, se isso é absolutamente necessário, então o que significa viver para a glória de Deus? Nós falamos muito sobre isso e nós cantamos, “A Deus seja a glória; grandes coisas Ele tem feito”. E nós dizemos, “Glória a Deus” o tempo todo. Nós lemos isso na Bíblia; isso está por todos os lados. Esta é uma frase muito familiar. Porém, eu temo que ela não tenha um significado muito prático; por isso nós queremos fazer isso.

Agora, a primeira coisa que nós dissemos em nosso último estudo foi que nós glorificamos a Deus ao confessarmos Jesus como Senhor. É aqui onde tudo começa. Filipenses, capítulo 2, diz que todos nós devemos confessar Jesus como Senhor a fim de glorificar a Deus. Antes de você começar a trilhar o caminho do crescimento espiritual, antes de você começar o progresso rumo à semelhança de Cristo, você deve confessá-lo como Senhor. Este é o novo nascimento. Isso é nascer dentro desta família. Antes de você se tornar um pai espiritual você precisa ser um bebê espiritual, não é? Antes de você se tornar um homem ou uma mulher você precisa ser uma criança. Por isso, você precisa entrar na situação. E você entra nela quando você confessa Jesus como Senhor, pois este é quem Ele é. Ele é o Senhor Quando você faz isso, você está dando glória a Deus. Pois Deus colocou a sua glória em Cristo, de acordo com João 1:14.

Agora, a segunda coisa que nós dissemos, e isso será apenas um resumo. Nós dissemos que se nós vamos viver para a Sua glória nós não devemos apenas confessá-lo como Senhor mas, em segundo lugar, nós devemos fazer do alvo da nossa vida a Sua glória. Nós mencionamos 1 Coríntios 10:31 que diz que qualquer coisa que você faça, “quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. Agora que eu confessei Jesus como Senhor para a glória de Deus, eu vou fazer do alvo da minha vida a Sua glória. Agora, isso é muito básico. Vocês se lembrar do que nós dissemos que isso significa? Nós dissemos que isso significa que você fica contente ao render glória a Ele não importa o que isso te custe pessoalmente. Nós também dissemos que você sofre a própria dor que Deus sofre quando Ele é desonrado.

Em outras palavras, se eu estou vivendo para a glória de Deus, eu não me importo com como isso vai me custar, eu não me importo se eu vou vier ou morrer, eu não me importo com isso, eu não me importo se eu vou receber algum crédito por qualquer coisa desde que ele seja glorificado. Não importa qual deva ser o meu preço; não importa o que eu tenha que abrir mão por causa disso. Agora, deixe-me falar a respeito disso por um minuto. Tem me interessado na sociedade em que nós temos vivido aqui na América, na nossa sociedade Cristã, que nós estamos criando uma geração de pessoas que não tem esta mentalidade nem um pouco. Até mesmo no Cristianismo é incrível que, ao invés de se ter uma atitude de serviço, ao invés de ter uma atitude de humildade, ao invés de ter o espírito que diz, eu dou a minha vida pela vontade de Deus não importa o que custar, eu me entregarei pela sua glória a todo custo – a nossa atitude é, eu quero obter sucesso. Eu estava ouvindo uma fita por um ministro hoje e ele estava dizendo que ele acha interessante que quando nós vamos para uma conferência, ou quando pegamos um livro novo que está sendo escrito, quando qualquer pessoa quer atrair uma grande multidão de Cristãos juntos, isso sempre acontece quando uma celebridade é alcançada. São as pessoas bonitas. Quando você olha e vê quem está falando na conferência, é sempre a Miss América, um empresário rico, o presidente de uma companhia, uma pessoa de muito sucesso em Hollywood na televisão ou nos filmes, um atleta famoso ou um político. Estes são os que ajuntam multidão, os ricos, os famosos e a elite. Isso dentro Cristianismo providencia um modelo para nós de sucesso, sucesso pessoal ao invés de serviço, você percebe?

Agora, quando nós voltamos para este tipo de geração de Cristãos que nós estamos produzindo e tentamos fazer com que eles levem o evangelho de Jesus Cristo até os confins da terra, isso vai ser muito difícil para eles fazerem. Quando nós voltamos para eles e pedimos para eles entregarem as suas vidas pela causa de Cristo, isso vai ser muito difícil pois eles foram ensinados, verbalmente ou não, que as pessoas que entram no Cristianismo são os ricos, os famosos, os cheios de sucesso e os populares. Por isso, nós estamos produzindo uma geração de Cristãos que estão sendo guiados em direção ao sucesso pessoal, muito mais do que sendo direcionados para o serviço humilde. Isso é exatamente o oposto de viver para a glória de Deus. Viver para a glória de Deus não significa construir uma carreira para mim. Viver para a glória de Deus não significa contratar um agente publicitário para me levar para frente. Viver para a glória de Deus significa morrer se for necessário para cumprir os fins de Deus.

Eu sei na minha própria vida que eu sou dispensável. Assim como Paulo disse, se eu morrer servindo a Cristo, que doce morte. Se eu morrer ou ser oferecido como sacrifício para a causa de sua alegria no evangelho, eu morrerei alegremente. Eu sou dispensável. Eu sou dispensável. Esta é a atitude de alguém que vive para a glória de Deus. O que eu estou dizendo é que tudo se resume a humildade. Se você está direcionando a sua vida para a glória de Deus, você tem o tipo de humildade que diz com efeito, Deus, eu fico ferido quando você fica ferido, o meu coração palpita junto com o seu coração, tudo o que eu vejo é para te dar glória não importa o que isso me custe. Nós vemos isso até mesmo com as pessoas que desejar seguir o serviço Cristão. Existem muitas pessoas que estão indo para seminários e faculdades cristãs. Elas desejam servir ao Senhor. Porém, elas querem servir ao Senhor dentro dos seus termos, com todos estes fatores de sucesso, para quando começarem, a coisa realmente acontecer. Você fica imaginando aonde estão estas pessoas humildes que estão dispostas a arriscar uma grande aventura para a glória de Deus até mesmo se elas estão perdidas em uma obscuridade absoluta. Nós conversamos na última vez a respeito do fato de que se você viveu para a glória de Deus, você estará contente quando você for superado por alguém que faz exatamente o que você faz, melhor do que você, desde que Deus esteja sendo glorificado.

Agora, resumindo tudo, estas são as duas primeiras coisas que nós precisamos ver. Se nós vamos crescer espiritualmente, nós precisamos nos perder: primeiro no senhorio de Cristo no momento da nossa salvação; e em segundo lugar, no senhorio de Cristo conforme ele domina as nossas vidas a partir daquele momento. Conforme nós obedecemos a Cristo e respondemos à sua direção em nossas vidas sem pensar no que isso significa para nós, sem pensar em que nós obteremos sucesso com isso, sem pensar se isso será confortável para mim, Ele está sendo glorificado. A partir deste momento, nós estamos caminhando em um progresso de crescimento. Todas as vezes que nós fazemos as nossas coisas, do nosso jeito, buscando a nossa própria vontade, até mesmo no serviço cristão, se o motivo não for o certo, nós ficamos estagnados e o crescimento não acontece.

Entretanto, vamos caminhar para o terceiro ponto. Como que nós glorificamos a Deus? Nós glorificamos a Deus, em terceiro lugar, ao confessar os pecados, ao confessar os pecados. Agora, isso pode parecer um pouco estranho, mas isso segue a mesma linha de raciocínio que nós estamos falando. A maior – marque isso – a maior expressão de humildade é confessar os pecados. No entanto, a maioria das pessoas não fazem isso; a maioria de nós, até mesmo cristãos, passamos por cima de nossos pecados. Nós estamos muito ocupados para se preocupar ou reconhecer isso. Nós imaginamos que nós estamos caminhando bem a maior parte do tempo e, por isso, nós não precisamos levantar a sujeira a respeito de nós. Ou então nós culpados as circunstâncias, o nosso ambiente ou as pessoas que estão em nossa volta. Mas, nós somos tendenciosos a não confessar os nossos pecados, perdendo então a glória de Deus.

Agora, em Josué, capítulo 7, existe um versículo muito perspicaz. Você se lembra que os Filhos de Israel entraram na terra prometida sob a liderança de Josué, e não sob a liderança de Moisés porque ele tinha pecado ao bater a pedra com o cajado quando Deus disse para ele apenas falar à pedra. Ao buscar a sua própria glória, querendo que todos em como ele foi poderoso quando ele bateu naquela pedra, Moisés perdeu o direito de levar as pessoas para lá. Entretanto, Josué guiou-os, fazendo eles entrarem, tendo uma grande vitória em Jericó. Os muros caíram, eles tomaram a cidade, e esta foi a primeira das cidades que eles tomaram conforme eles dominaram a terra de Canaã. Mas, uma coisa foi dita para eles: não tomem nada daquela cidade. Eu não quero que vocês tenham nenhum resquício daquela sociedade pagã, disse Deus. Eu não quero que vocês ajuntem nada. Eu não quero que vocês levem nada. Eu quero que vocês deixem tudo aí. Isso representa uma sociedade da qual vocês estão separados. Mas, havia um homem, e vocês se lembrarão do seu nome se vocês estudaram a sua história. O seu nome era Acã. Acã estava com muita vontade de roubar coisas; é assim que eu me lembro dele. Ele pegou algumas coisas da cidade e, como resultado disso, eles foram derrotados em Ai, a próxima cidade. Acã, então, foi confrontado por Josué no capítulo 7, versículo 19; pelo próprio Josué. “Então, disse Josué a Acã: Filho meu, dá glória ao Senhor, Deus de Israel, e a ele rende louvores”. Como você vai fazer isso? Desta forma, “confessando a ele, declarando, agora, o que fizeste; não me ocultes. Respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente, pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim”. Ele então descreve, quando eu vi isso, eu quis para mim, quando eu vi aquilo eu quis para mim. E ele enterrou tudo em sua tenda com todas as demais coisas.

Preste atenção, Josué disse-lhe para dar glória ao Deus de Israel confessando o seu pecado. Este versículo diz que a confissão de pecado glorifica a Deus. Reconhecer que você tem pecado glorifica a Deus. Por eu? Bom, Deixa-me te mostrar o que aconteceu. Versículo 24, “Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. Disse Josué: Por que nos conturbaste? O Senhor, hoje, te conturbará”. Você percebe que mesmo ele tendo confessado o seu pecado o seu julgamento estava se aproximando? A confissão não impede o castigo. Davi confessou o seu pecado no Salmo 32 e no Salmo 51. Deus o perdoou e depois o castigou. Só porque existe perdão não significa que não haverá castigo. Ele confessou o que estava no seu passado mas Deus irá julgá-lo de qualquer forma, “E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os. E levantaram sobre ele um montão de pedras, que permanece até ao dia de hoje; assim, o Senhor apagou o furor da sua ira; pelo que aquele lugar se chama o vale de Acor até ao dia de hoje”. Acor, no hebraico, significa problema.

Agora, Deus estava prestes a ensinar uma lição a Israel. A lição é: Não me desobedeça; se vocês fizerem isso, haverá sérias consequências. A consequência é que Acã e toda a sua família, que evidentemente estavam implicados no crime, foram todos apedrejados até a morte. Agora, preste atenção, por que ele queria que Acã confessasse o seu pecado? Eu vou te dizer o porque; porque Deus pareceria um ser cruel se ele tirasse a vida deste homem e de sua família sem ninguém saber o motivo. Quando Acã confessou o seu pecado, ele estava dizendo, “Deus, você é um Deus santo e justo, livre para me punir, livre para me castigar sem nenhuma impunidade contra a sua natureza justa porque eu mereço isso. Percebe?

Agora, talvez você nunca pensou na confissão de pecados desta forma mas este é o centro da questão. A razão pela qual Deus queria que Acã confessasse o seu pecado era para que Deus estivesse livre para castiga-lo sem ninguém achar que foi algo não merecido. Deus é um Deus santo, e Deus reage contra o pecado. Ele não pode tolerar o pecado. Ele não pode deixar o pecado ser impune. Se Ele pudesse, Ele nunca teria deixado Jesus morrer. Deus precisa lidar com o pecado. Deus pareceria injusto, e Deus pareceria injusto aos olhos das pessoas, se eu e você não admitimos que tudo o que Deus faz para nos castigas é merecido. No versículo 20 ele diz, “Pequei contra o Senhor, Deus de Israel”. Ele não culpou a Deus. Ele não culpou as circunstâncias. Ele não culpou as suas influências; Ele aceitou a responsabilidade. Você tem uma situação parecida na crucificação de Cristo. O ladrão na cruz tinha desonrado a Deus durante toda a sua vida. Ele tinha feito exatamente o que ele quis fazer e agora ele estava pendurado em uma cruz ao lado de Jesus Cristo. Porém, naquele momento, no último momento de sua vida, pendurado em uma cruz, naquele único momento em sua vida, ele deu glória a Deus. Você sabe o que ele disse? Ele disse ao outro ladrão em Lucas 23:41, “Nós, na verdade, sofremos com justiça”. Em outras palavras, ele disse, do que você está reclamando? Você está recebendo exatamente o que a gente merece. Em outras palavras, você não pode desonrar a Deus neste ato. Nós merecemos isso. Você não pode culpar a Deus por isso, nós merecemos isso.

Agora amigos, este é o centro do que eu quero que vocês entendam. Quando você faz uma desculpa para o seu pecado, você está colocando a culpa em Deus. Agora, você tem uma ilustração clássica disso no livro de Gênesis. Você se lembrará que Eva pecou e depois Adão pecou. Deus se aproxima de Adão e ele diz, “Adão, por que você fez isso?” Você se lembra do que Adão disse? Ele disse, “Foi a mulher que você me deu”. As pessoas sempre pensaram que ele culpou a Ela. Mas ele não culpou a Eva. Ele disse, “A mulher que você me deu”. Quem ele culpou? Ele culpou a Deus. Você me deu esta mulher. Eu fui dormir solteiro e acordei casado. Que escolha eu tive? Você poderia ter escolhido qualquer mulher que você quisesse. Por que ela? Ela foi a que perdeu. Você que fez ela. Eu nem sabia o que era uma mulher e depois eu estava casado com uma. Olha essa bagunça. “A mulher que você me deu”. Ao não estar disposto a se culpar, ele culpou a Deus, implicando a mulher. Sem dúvida isso implicou a serpente também, mas ele nunca assumiu a culpa ele mesmo.

Agora, isso é o oposto. Dar glória a Deus significa que eu aceitarei a responsabilidade pelo pecado; não é a culpa de Deus; não é a culpa de alguém que Deus colocou em minha vida; não é a culpa de algumas circunstâncias. Você não pode dizer, “Bom Deus, você não precisava criar o Diabo; você não precisava deixar ele cair; você não precisava me colocar nesta cidade em que eu estou; você não precisava colocar aquela pessoa no meu caminho; você é soberano; você está no controle; e mais todas as coisas que nós dizemos para escapar das coisas. Se esquivar do pecado significa culpar a Deus. Se você pecou, se eu pequei, de quem é a culpa? Nossa e somente nossa, apenas isso. Se Deus escolhe nos castigar, ele está livre para fazer isso; Nós não podemos negar a responsabilidade.

Agora pessoal, eu realmente acredito que isso é parte e uma parcela do crescimento espiritual. Eu acredito que você cresce espiritualmente conforme você conscientemente e abertamente encara a realidade da sua pecaminosidade e confessa ela; você percebe o que você está fazendo? Você está lidando com o peso morto que puxa para baixo o processo do crescimento espiritual. Se o crescimento é como uma corrida, nós não podemos correr com peso, como Hebreus 12 diz. Isso puxa você para baixo e te deixa devagar. Nós precisamos lidar com o pecado. Agora, este é um tema muito importante. Conforme nós reconhecemos o nosso pecado, conforme nós lidamos com o nosso pecado, conforme nós confessamos o nosso pecado, esse peso sai e nós realmente começamos a crescer. Agora, deixe-me te mostrar uma ilustração novamente disso em Primeiro Samuel, capítulo 5.

FIM DO PRIMEIRO LADO

Agora, esta é uma história bíblica muito fascinante. Os Filhos de Israel não tinham dado muita atenção a Deus por muito tempo. Eles estavam caminhando muito bem seguindo os seus próprios caminhos. Eles eram, por um lado formal, bem religiosos. Eles ainda aumentaram o ritual, mas não havia nada em seus corações que estava voltado para Deus. Por isso, eles entraram em uma guerra contra os Filisteus e tiveram um problema. Os Filisteus basicamente conseguem superá-los militarmente. Por isso eles estão com medo. Com esse medo, eles decidem que se eles irão se defender contra os Filisteus, é melhor eles terem Deus de volta em seu exército. Mas eles haviam o ignorado por muito tempo; na verdade, eles até pegaram a Arca da Aliança, que era o lugar onde a presença de Deus estava, e eles moveram ela para um outro lugar diferente de onde deveria estar. Por isso, eles foram ordenados a busca-la. Alguém disse a eles no capítulo 4, vá para Siló e busque a Deus. Nós não vamos conseguir nenhuma vitória nesta batalha a não ser que Deus esteja aqui. Por isso eles foram lá buscar Deus. Eles foram muito longe. Depois voltaram com a Arca, e a Arca chegou. E então, coisas tremendas começam a acontecer no versículo 7 do capítulo 4. “E se atemorizaram os filisteus e disseram: Os deuses vieram ao arraial”. Viu? Para eles, aquilo era apenas um ídolo. Eles tinham os seus próprios ídolos. Eles viram esta pequena caixa com asas de anjo o topo e duas astes passando entre as argolas e disseram, “este é o Deus deles e olha, o Deus deles é um Deus poderoso. Ai de nós”. Este é o Deus que os libertou do Egito, e este é o Deus que trouxe as pragas e olha, nós não queremos mexer com o Deus daquela pequena caixa. Por isso, eles estavam com medo. Mas você sabe o que aconteceu? Eles não tiveram muita escolha, eles tiveram que lutar; por isso o versículo 10 diz, “Então, pelejaram os filisteus; Israel foi derrotado”.

Agora espera um pouco, como assim Israel foi derrotado? Eles tinham Deus no time deles. Bom, “E cada um fugiu para a sua tenda; foi grande a derrota, pois foram mortos de Israel trinta mil homens de pé”. Você sabe o que mais aconteceu? “Foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias”. Os filhos do sacerdote foram mortos, trinta mil homens morreram e o Filisteus foram embora com a Arca. Agora, isso não era o que Israel esperava. Eles achavam que Deus era um gênio pra conceder os seus desejos; você esfrega a sua lâmpada, ele aparece e diz, sim mestre, o que eu posso fazer por você? Mas ele não foi assim. Deus não se molda assim. Você não coloca ele em uma forma e depois tira ele para ele fazer o que você quer do jeito que você quer. Eles ignoraram a Deus e Deus deu uma lição para eles; eles não podem fazer isso. Por isso, eles perderam a batalha. Se você acha que foi algo duro para Israel, foi mais duro ainda para os Filisteus porque agora eles estão com Deus em suas mãos e isso é algo difícil. Eles foram embora com essa pequena caixa e tudo terminou em desastre no seu país. Acredite em mim. O capítulo 5 diz, “e os Filisteus tomaram a Arca de Deus e levaram-na de Ebenézer a Asdode”.

Agora, eles passariam por uma série de cidade na Felícia, que, além disso, é o nome primitivo da Palestina; é daí que o nome vem. “Tomaram os filisteus a arca de Deus e a meteram na casa de Dagom, junto a este”. Agora, a coisa mais óbvia a ser feita com um Deus é coloca-lo na casa de um deus, não é? Dagom era o deus deles; Dagom era um deus que era metade peixe, metade homem, como se fosse uma sereia, só que macho; algo estranho. Metade peixe, metade homem. Era isso que os Filisteus adoravam. Ele tinha um templo. “Então”, eles pensaram, “nós estamos com o Deus de Israel. Vamos colocá-lo na casa que nós fizemos para o nosso próprio deus”. Mas, no versículo 3, “Levantando-se, porém, de madrugada os de Asdode (onde estava a casa de Dagom), no dia seguinte, eis que estava caído Dagom com o rosto em terra”. Em qual direção? Ele estava diante da Arca do Senhor. Eles entraram e viram esta coisa enorme caída, diante desta pequena caixa. “E tornaram a pô-lo no seu lugar”. Eles provavelmente acharam que foi um terremoto local ou algo muito ruim aconteceu e ele caiu. Então eles precisavam arrumar ele e portanto o colocaram de volta. Versículo 4, “Levantando-se de madrugada no dia seguinte, pela manhã, eis que Dagom jazia caído de bruços diante da arca do Senhor”. No entanto, desta vez, a sua cabeça tinha sido cortada, assim como as duas mãos também foram cortadas, ficando apenas o tronco. Deus estava dizendo para eles não levanta-lo novamente; ele está onde ele merece estar. Deus não tolerará nenhum outro deus; Deus não tolerará a nenhum ídolo ser comparado a Ele. Além disso, no versículo 5, fala que ninguém mais adorou a Dagom novamente. E por que não, não é? Quem quer adorar um perdedor? Ele nem consegue derrotar o deus do vizinho.

Mas não foi isso que aconteceu. Versículo 6, “Porém a mão do Senhor castigou duramente os de Asdode, e os assolou, e os feriu de...” Algumas versões dirão hemorroidas, mas esta é uma tradução muito ruim. Eles não foram feridos com isso. Isso seria um problema ruim mas não é este o problema aqui. Uma das versões antigas diz emerodes; isso parece uma flor. Porém, a melhor tradução é tumores. Toda a sociedade de Asdode foi ferida com tumores. Além disso, muitos deles morreram em uma praga que foi trazida por ratos, algo como a peste negra ou a peste bubônica. Os que não morreram pelos ratos foram feridos com estes tumores. Bom, os homens de Asdode eram inteligentes. Por isso, não levou muito tempo para eles entenderem que eles estavam com muitos problemas por terem pego a Arca de Deus. Então eles disseram, tire esta Arca daqui. E perguntavam, “O que nós vamos fazer com isso?” e no versículo 8 eles disseram, “Manda a arca para Gate”.

Gate é uma cidade conhecida por alguns de vocês porque ouve um homem muito grande que veio de Gate, conhecido como Golias, sendo uma outra cidade da Filístia. Então, eles pegaram a Arca do Deus de Israel e levaram para Gate, não fazendo nenhum favor para as pessoas que viviam ali. A mesma coisa aconteceu: uma grande destruição, uma praga de ratos, morte por todos os lados. “Pois feriu os homens daquela cidade, desde o pequeno até ao grande; e lhes nasceram tumores”. O que isso significa é que estes eram tumores internos, câncer por dentro. Então eles disseram, “Tire isso daqui; Envie isso para Ecrom”. Os Ecronitas gritaram e disseram, “Espera um pouco! Isso está passando por todo o país e causando problemas em todos os lugares”. Na verdade, no versículo 12 diz, “Os homens que não morriam eram atingidos com os tumores; e o clamor da cidade subiu até ao céu”. O que eles estavam dizendo ao céu? Deus, você, que tipo de Deus. Será que eles estavam amaldiçoando a Deus como nós vemos em Apocalipse 14? “Eles amaldiçoaram o Deus do céu”. O que eles estavam fazendo quando eles clamaram ao céu? Eles disseram, Deus por que você está fazendo isso? Vamos ver. Versículo 1 do capítulo 6, “Sete meses esteve a arca do Senhor na terra dos filisteus. Estes chamaram os sacerdotes e os adivinhadores e lhes disseram: “Que faremos da arca do Senhor? Como que a gente vai se livrar dessa?” Eles disseram, “Quando enviardes a arca do Deus de Israel, não a envieis vazia”. Não mande-a do jeito que você pegaram. Como assim? “Enviá-la-eis a seu Deus com uma oferta pela culpa; então, sereis curados”.

Agora, preste atenção, o que uma oferta pela culpa está admitindo? O pecado; Você admite que a culpa é sua e não de Deus. Se você deseja ter paz – e estes homens eram mais inteligentes do que muita gente que eu conheço – você admite que o Deus que você profanou, o Deus que você desonrou, o que que você defamou, tinha todo o direito de reagir da forma que Ele fez. A razão de você ter problemas é porque você desafiou este Deus. Em outras palavras, você toma a culpa sobre si e oferece uma oferta pela culpa. Bom, “Então, disseram: Qual será a oferta pela culpa que lhe havemos de apresentar?” no capítulo 6, versículo 4. E estes homens sábios disseram, “cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro”. Agora, isso soa muito estranho. Sempre que eles faziam uma oferta ele ofereciam o que era chamado de oferta votiva, v, o, t, i, v, a. As ofertas votivas eram réplicas simbólicas do problema que sobreveio pela profanação de um deus. Por exemplo, vamos dizer que você vivesse naquela sociedade e você tinha uma mão atrofiada. De acordo com a sua mentalidade pagã, você iria pressupor que os deuses te deram uma mão atrofiada porque você os desonrou. Por isso, você iria ao templo de adoração a estes deuses e você faria uma mão de argila. Quando você apresentasse esta mão ali, você estaria demonstrando aos deuses que você sabia que o problema de sua mão era devido a sua desonra para com eles. Isso era uma oferta votiva.

Quando eu fui para a cidade de Corinto, eu entrei em uma pequena sala de um museu onde haviam colecionado várias ofertas votivas. Um homem lá tinha uma chave; e eles não deixavam as pessoas entrarem muito lá; mas nós conseguimos. Nós percebemos que ali, por todos os lados, haviam, feitas de argila, réplicas de todo tipo possível de órgão ou parte do corpo, interno e externo. Eles vieram para adorar o deus Esculápio, que é o deus da cura. Quando eles vinham fazer isso, eles traziam estas partes do corpo, estes símbolos, sabendo que eles estavam dizendo aos deuses, “qualquer doença que eu tenho é o resultado da minha falha de cumprir a sua vontade”. Por isso, estes pagãos estão fazendo algo muito normal. Eles estavam dizendo, “os tumores e os ratos são o resultado do Seu julgamento sobre nós. Nós queremos que você saiba que nós reconhecemos isso”. Então, no versículo 5, “Fazei umas imitações dos vossos tumores e dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e daí glória ao Deus de Israel”. Em outras palavras, vocês glorificam a Deus quando vocês reconhecem que Ele tinha todo o direito de fazer aquilo, pois vocês desafiaram Ele.

Agora, deixe-me dizer algo pessoal. Enquanto você ficar dando desculpas para o seu pecado, você nunca crescerá espiritualmente. Você crescerá espiritualmente quando você humildemente reconhecer o seu pecado e fazer algo a respeito daquilo. Você percebeu? Se o crescimento espiritual é um processo pelo qual existe uma frequência decrescente do pecado, então o crescimento espiritual inclui nós lidarmos com o pecado, percebe? Você tem que lidar com isso. E como você lida com isso? Você reconhece que você é responsável por aquilo. Este é o primeiro passo. Você não culpa as suas circunstâncias, o seu marido, a sua esposa, o seu namorado, a sua namorada, o seu chefe, o seu empregado e o seu pastor. Você culpa a você mesmo. Você nem mesmo culpa o diabo; e isso aconteceu por muito tempo; o diabo fez você cometer aquilo. Nós ainda temos coisas hoje em que as pessoas acreditam que são demônios que fazem elas cometerem todas estas coisas. Eu li um livro de um homem que chegou a dizer que o problema que ele tinha com o seu nariz que estava escorrendo era por causa do demônio do nariz escorrendo. Não são os demônios, não é o diabo, não são as circunstâncias, não são os seus amigos e não é mais nada. Todo esse sistema contribui para o problema. Porém, o pecado último, toda vez que ocorre, é um ato da vontade e você é o responsável.

Então, a primeira coisa que você precisa fazer é reconhecer isso. Em Neemias, capítulo 9, versículo 33, Neemias diz o seguinte. Preste atenção. Ele disse a Deus, “Porque tu és justo [preste atenção] em tudo quanto tem vindo sobre nós”. Isso não é interessante? “Porque tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós”. Por tudo o que você vem a nós Deus. Você é justo em fazer isso. Quando o filho pródigo voltou para a casa do seu pai amado em Lucas 15, ele disse, “Eu pequei contra o céu e contra a ti”. Ele continua dizendo, “me trate apenas como um trabalhador; isso seria gracioso”. Ele não esperava por nada pois ele sabia que não merecia nada. Esta é a mentalidade pessoal; a que você reconhece que você é um pecador, que você não merece nada. Esta é a raiz do lidar com o pecado que faz parte e tem uma parcela no crescimento espiritual. No Salmo 51, Davi diz, “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos”. Ele não culpou ninguém a não ser ele mesmo. Ele disse, “Deus, você é justo por tudo que você trouxe na minha vida”. É este ponto que a confissão começa; ela começa reconhecendo que o pecado é minha culpa.

Agora, deixe-me ir um pouco mais além. Se você realmente vai crescer espiritualmente, você deve confessar os seus pecados para a glória de Deus. Isso significa, em primeiro lugar, que você reconheça isso como um pecado seu. Em segundo lugar, que você reconheça como um pecado, que você reconheça como um pecado. Eu problema é meu e eu sei que é pecaminoso, e que é uma afronta para com a sua natureza divina. Gênesis 41:9, “Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas”. Gênesis 44:16, “Então, disse Judá: Que responderemos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos”. Este é o fim da conversa. Primeiro Samuel 15:24, “Então, disse Saul a Samuel: Pequei, pois transgredi o mandamento do Senhor”. Segundo Samuel 12:13, “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor”. Daniel 9:20 – Daniel, o bom e piedoso Daniel – diz, “Falava eu ainda, e orava, e confessava o meu pecado”. Lucas 5:8, “Vendo isso, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador”. Lucas 18, o publicano no canto, “estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador”. Você percebe? A confissão de pecados é reconhecer que o problema é seu e que é um pecado; é um pecado. Eu realmente creio, pessoal, que isso é algo muito básico do crescimento espiritual, porque é ali que você lida com as coisas que te impedem de crescer.

Agora, deixe-me ir um pouco mais além. A palavra confessar, no grego do Novo Testamento é a palavra homologeo. Logeo, de onde vem a palavra logos, significa falar. Nós falamos a respeito de lógica; isso significa uma discussão do principal. Logeo, falar, falar faz parte da palavra. A outra parte da palavra é homo. Quando nós dizemos que alguma coisa é homogênea, ou homogeneizar, significa que é a mesma coisa. É a mesma coisa. É exatamente isso que a palavra significa, falar a mesma coisa. Confessar o seu pecado, preste atenção, não é implorar por perdão; significa simplesmente dizer a mesma coisa que Deus está dizendo a respeito do seu pecado. O que ele está dizendo? É um pecado e a culpa é tua. Percebe? Confissão não é implorar, implorar e clamar por perdão. É um acordo com Deus que o seu pecado é o seu pecado. Só isso. Isso é muito básico. Quando eu confesso o meu pecado eu não estou dizendo, “Ó Deus, por favor, me perdoe. Eu te imploro. Por favor, me perdoe. Eu quero que você me perdoe”. Como eles diziam em reuniões reavivalistas, “passe por isso orando. Continue orando. Continue pressionando. Continue batendo na porta que Deus te ouvirá”. Não, não, não. Quando você se torna um cristão, quanto dos seus pecados ele perdoou? Bom, a Bíblia diz que ele perdoou todas as sua iniquidades por amor de seu nome. 1 João 2. Alguém pode me dizer, isso foi somente para o pecado no futuro. Preste atenção. Quando Cristo morreu, todos os seus pecados eram futuros. Todos os seus pecados foram perdoados. A confissão não é uma questão de perdão; é uma questão de concordar com Deus que você é um pecador e que você está disposto a lidar com o pecado em sua vida. Ele já foi perdoado. Agora, Jesus já pagou pela culpa de todos os meus pecados. Ele não precisa pagar novamente. Em Efésios, capítulo 4, versículo 32, um belo versículo, ele diz, “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou (passado)”. Você já foi perdoado. Nós não estamos implorando por perdão. O perdão já está aqui. Nós apenas aceitamos isso. O que nós estamos fazendo é concordando com Deus que nós estamos errados.

Agora, em 1 João 1:9 diz – e eu irei parafrasear aqui – que se nós confessarmos os nossos pecados, então ele é o fiel e justo para nos perdoar dos nossos pecados. O que ele está fazendo aqui é caracterizando um Cristão. Você precisa entender todo o argumento de 1 João; se você fizer o curso em 1 João, nós entraremos em detalhes nisso. Mas todo o argumento de Primeira João é a diferença entre o Cristão e o não-Cristão. O não-Cristão faz isso: ele nega o seu pecado, Primeira João 1:8 e 10. João diz, “Se dissermos que não temos pecado nenhum, fazemo-lo mentiroso”. Isso é algo típico de um homem não regenerado. Ele nega o seu pecado. Porém, nós confessamos. É característico do verdadeiro crente concordar com Deus a respeito do seu pecado. Que isso é um pecado contra Deus, e que a culpa é dele. As pessoas dizem, “Você tem certeza? Você não acha que você deve apenas lidar com o pecado quando você é salvo e nunca mais?”

Olha. Você foi salvo pela fé? Sim. Bom, é ali que a fé acabou? Você disse, “bom, agora eu sou salvo pela fé. Deste momento em diante eu viverei pelo que eu vejo. Não, não. Você foi salvo pela fé e você continua pela fé. Você foi salvo em uma confissão de pecado e você continua confessado o pecado em sua vida. A marca do Cristão é uma vida constante de fé. A marca do Cristão é uma vida constante de amor. É isso que Primeira João diz. A marca de um Cristão é uma vida constante de obediência. A marca de um Cristão é uma vida constante de separação do mundo. A marca de um Cristão é uma vida constante de instrução nas mãos do Espírito Santo ao invés da sabedoria do mundo. Outra grande marca de um Cristo é a disposição e a abertura constante de confessar pecados. Existem diversos graus nisso que diferem uns dos outros. As vezes, nós não fazemos uma confissão completa como deveríamos mas qualquer crente verdade, mais cedo ou mais tarde, irá reconhecer o seu pecado. Isso é Primeira João 1:9.

Agora, deixe-me dizer algo pessoal. Quando você faz isso de forma fiel, honesta e objetiva diante de Deus, você se encontrará no processo de crescimento. Quando você não lida com o seu pecado, não admite, não lida e não traz ele perante a Deus, você faz isso porque você não está pronto para abrir mão dele. Este é o ponto. É por isso que eu digo que não existe confissão verdadeiro sem arrependimento. Eu me lembro durante a minha vida dizendo, “Senhor, eu me arrependo daqueles pecados e eu te agradeço porque você já me perdoou”. E era só isso que eu dizia. Depois chegou um grande momento em minha vida quando eu comecei a dizer, “Senhor, obrigado por me perdoar daqueles pecados; eu sei que eles não te agradaram e eu nunca quero cometê-los novamente”.

As vezes, nós não dizemos isso porque nós queremos faze-los novamente. Nós queremos apenas resolver o passado; nós não queremos eliminar o futuro; nós gostamos deles. O que eu estou dizendo é que isso é uma traição por falta de maturidade espiritual. Quando você lida com o seu pecado, você reconhece que ele é seu; que isso é contra Deus. Você lida com aquilo, você admite ele, e você se arrepende dele. Este é o coração, este é o centro da genuína confissão de pecados. Agora pessoal, eu gastei um bom tempo nisso porque eu creio que isso é muito fundamental. Nós estamos buscando crescer; o que nos impede é o pecado. Nós estamos aqui trabalhando para glorificar a Deus. Se existe alguma coisa no universo que não glorifica a Deus é o que? O pecado. Por exemplo, se eu apenas olhar para a iniquidade no meu coração, o Senhor não irá nem o que? Me ouvir. Eu não consigo crescer espiritualmente. Eu não consigo nem me relacionar com Deus se eu estiver guardando o pecado. Por isso, deve haver na minha vida confissão de pecado. E eu, eu quero que isso é muito fundamental. Conforme você e eu nos envolvemos em lidar com a realidade do nosso pecado e confessa-lo, nós libertamos Deus de qualquer impunidade. Se ele deseja nos castigar, nós aceitamos isso. E nós não dizemos, “bom, Deus, você deixou a coisa difícil para mim; por que que eu fico com a pior parte da coisa?” As vezes, você deve examinar a sua vida. Pode ser que você está recebendo exatamente o que você merece, e você deve estar disposto a aceitar isso. Por isso, como crentes, se nós vamos crescer, nós precisamos lidar com aquilo que retarda o nosso crescimento. E o que retarda o nosso crescimento é o pecado.

Agora, deixe-me tornar a coisa o mais prático possível. As vezes, em sua vida de oração, como rotina, como constância, deveria haver confissão de pecado. Isso é uma forma evidente, aberta e honesta de lidar com o pecado, com uma disposição de aceitar qualquer castigo que Deus traga, porque é assim que Ele faz com que você não cometa aquilo novamente. Eu digo aos pais o tempo todo que se não houver consequências para o comportamento errado dos seus filhos, os seus filhos continuarão se comportando errado. Em minha própria vida eu tenho dito, até mesmo para o Senhor, “Senhor, se eu precisar de castigo para ser conformado a Ti, então me castigue”. Percebe? Porque eu não quero trilhar o mesmo caminho o tempo todo.

Porém, Deus colocou em nós um sistema de culpa, e isso é bom. Se você não se sentisse culpado, você estaria viver a sua vida espiritual como uma vida física em que você não sente dor. Você consegue imaginar o que é viver uma vida física onde você não sente dor? Talvez você se interessa em uma simples ilustração. Em estudos recentes, foi descoberto que a lepra, uma doença terrível, é muito diferente do que eles originalmente pensavam. Eles pensavam que, originalmente, a lepra era uma doença que comia a pele, o rosto, o nariz, os dedos e o corpo. Porém, eles descobriram em estudos recentes, e você pode ler tudo a respeito disso no ótimo livro de Phil Yancey, Onde está Deus quando chega a dor? Eles descobriram nestes estudos que o grande problema da lepra é o seguinte: a lepra adormece as extremidades e então as pessoas acabam gastando elas pois elas não sentem nenhuma dor. Eles fizeram um estudo, por exemplo, com um homem que usou sapatos apertados e perdeu todos os seus dedos do pé de uma forma horrível. Eles achavam que era a lepra que estava consumindo tudo quando, na verdade eram os seus sapatos, que estavam muito apertados, esfregando e arrancando os dedos. No entanto, ele não percebia isso porque ele não tinha nenhuma sensação nos dedos. Um leproso que tem um problema com o seu nariz que está irritado, vai ficar coçando, coçando e coçando o nariz. O problema não é que a lepra consome o nariz dele mas que ele literalmente coçou o nariz fora e ele não sabe disso porque ele não sente nada.

Agora, Deus colocou em nós um sistema de dor; na lepra, isso é perdido e a destruição toma conta. Agora, na sua vida espiritual, Deus colocou a culpa. A culpa é como um pequeno sino que toca quando você peca. Ela deveria fazer com que você fosse imediatamente ao ponto de confissão. Quando existe o pecado, você sente culpa e você sente esta realidade. Esta é a forma de Deus dizer, “isso é a dor da sua alma”. Então existe aquele momento que você confronta isso. Você diz, “Deus, eu sei que é um pecado, eu sei que é contra você, eu percebo que a culpa é minha, eu não quero fazer isso novamente. Eu me arrependo. Me dê força para trilhar um caminho diferente”. Agora, conforme você vive assim, você se encontrará em um incrível padrão de crescimento espiritual. E honestamente, você nunca crescerá espiritualmente até que você comece a lidar com as coisas que estão impedindo o seu crescimento, retardando a sua maturidade.

O que nós aprendemos até agora? O crescimento espiritual é um processo de dar glória a Deus. Conforme nós vivemos com esta estrutura de render glória a Ele, nós crescemos. Isso significa confessar Jesus como Senhor. Isso significa direcionar a minha vida à sua glória, não importa o que isso me custe; sofrendo quando ele sofre; estar contente em ser superado por outros que fazem a mesma coisa que eu faço, só que melhor. E finalmente, para a primeira parte do nosso estudo, isso significa que eu estou disposto a reconhecer o meu pecado a fim de que qualquer coisa que Deus trouxer a minha vida, Ele é justo em fazer aquilo, pois eu tenho pecado e ele é santo e justo em sua reação. Nestas condições pessoal, com essa estrutura de pensamento, nós começaremos a crescer espiritualmente.

Agora, acredite ou não, nós apenas falamos de três das doze chaves do crescimento espiritual. As últimas nove não serão longas como as três primeiras porque estas são fundamentais. Vamos agradecer ao Senhor pelo nosso estudo.

Pai, nós te agradecemos por este tempo em que compartilhamos juntos esta lição e nós oramos para que este fundamento seja firme; que estas chaves possam estar em nossas mãos para abrir os tesouros da sua benção para aqueles que são maduros. Nos ajude conforme caminhamos no nosso estudo. Em nome de Cristo, amém.

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