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Peguem suas Bíblias e vejam comigo Mateus, capítulo 5, versículo 6. Mateus, capítulo 5, versículo 6. Como vocês sabem, temos estudo as bem-aventuranças; o Sermão do Monte. Deixe-me ler os versículos 1 ao 6 para introduzir o que virá no versículo 6. “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Vamos orar para iniciarmos o nosso estudo desta noite.

Pai, nós te agradecemos por essa tremenda verdade que estaremos vendo nesta noite. Pai, desejamos, acima de todas as coisas, que o Espírito Santo nos ensine. Senhor, ajuda-nos a realmente entender o que isso está dizendo. Ajuda-nos a nos aprofundarmos na mina da Tua verdade e buscarmos profundamente em nossas vidas se temos respondido da forma como deveríamos. Ministre a nós, Senhor, enquanto consideramos as palavras de Jesus Cristo. Em Seu nome nós oramos. Amém.

Ao estudarmos esse Sermão do Monte, Mateus capítulo 5 ao 7, nós temos estudado os ensinamentos de Jesus Cristo. E esse é o primeiro grande sermão que o nosso Senhor faz no Novo Testamento. Agora, você se lembrará que o tema geral de Mateus é apresentar Cristo como rei. Eu quero apenas lembrar você disso. Mateus está apresentando Cristo como rei. Assim, por toda a primeira parte de Mateus como no restante, ele enfatiza alguns elementos da realeza de Cristo. Seja ela uma descendência real em sua genealogia, seja a adoração dos magos que são oficialmente os que produzem reis, seja pelo cumprimento das profecias reais do Antigo Testamento, seja pelo domínio que ele tem sobre Satanás, demonstrando ser um governador maior do que Satanás; seja o que for, a perspectiva de Mateus é apresentar Cristo como rei.

Agora, quando ele chega no capítulo 5, ele apresenta as palavras do rei; o manifesto do reino; as verdades a respeito do reino do rei. Se ele realmente é um rei, qual é a natureza nesse reino? Bom, ele descreve o seu reino em Mateus 5, 6 e 7. à medida em que notarmos, veremos que é um reino espiritual e que suas características são características espirituais. Portanto, essa é uma descrição espiritual do reino do rei. Ela é apenas outra forma de apresentar o fato de que Jesus é realmente o rei.

Se você notar no fim do Sermão do Monte em Mateus 7, versículo 28, ele diz, “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina” – por que? – “porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”. Não era apenas o fato de que as palavras dele serem as palavras de um rei, mas o seu caminho era o caminho de um rei. O seu jeito era um jeito de um rei. A forma como ele falava era de um rei. Ele tinha autoridade. Ele não precisa citar ninguém. Ele não precisava dizer, “Bom, eu quero que vocês saibam que isso é verdade porque o fulano disse que é verdade”. Os rabinos e os escribas sempre ensinaram citando alguém famoso. Jesus simplesmente falava. Não era apenas a sua palavra de rei, mas também o seu modo de rei com autoridade.

Agora, conforme nós olhamos para o Sermão do Monte, percebemos que ele é uma majestosa apresentação das condições para entrar no seu reino e as características daqueles que estão no seu reino. Ele é um manifesto do reino. Ele é o ensinamento para se viver no reino do rei. Agora, isso começa com uma introdução aqui nos primeiros 12 versículos. Jesus introduz esse sermão nos dizendo que ele está por trás da felicidade; que é uma bem-aventurança que ele está oferecendo. É realmente – qualquer pregador bom sabe que bem no começo você tem que conseguir fazer as pessoas começarem a prestar atenção. Você precisa dizer algo que prenda a atenção delas. E Jesus sabe que o mundo está buscando por felicidade, que as pessoas querem conhecer a bem-aventurança, elas querem conhecer a alegria, elas querem ser felizes, ter um significado na vida e serem alegres. Assim, ele começa dizendo, “Eu estou oferecendo a bem-aventurança”.

Porém, a sua apresentação não é exatamente o que eles esperavam. Ele estava lhes oferecendo felicidade de uma forma que eles nunca haviam ouvido em suas vidas e isso, consequentemente, fascinou-os. Quando ele terminou, eles estavam ainda mais fascinados. Eles estavam absolutamente surpresos com o que ele havia dito. Assim, o nosso Senhor está oferecendo uma felicidade verdadeira, uma bem-aventurança verdadeira, mas ela é o tipo de bem-aventurança que só vem para quem faz parte do seu reino. Essas são as verdades do seu reino. Portanto, como eu disse, elas expressam tanto a condição necessária para entrar no reino como também as características daqueles que habitam no reino. As pessoas dizem, “As verdades aqui nas bem-aventuranças são como você entra no reino e como você vive no reino? “ A resposta é, sim.

Todas elas falam a respeito de como você está quando você entra no reino e como você ficará conforme você vive no reino. Em outras palavras, para entrar no reino, você deve ser pobre de espírito. Conforme você vive no reino, você continua a reconhecer a sua pobreza espiritual. Para entrar no reino, você deve chorar pelo seu pecado. Conforme você continua vivendo no reino como filho de Deus, você continuará chorando pelo seu pecado. Para entrar no reino, você deve vir manso e não orgulhoso. Um homem orgulhoso não pode entrar. Uma vez que você está no reino, a mansidão continua sendo a sua atitude, na medida em que você fixa os seus olhos em Deus e Deus se torna cada vez mais e mais maravilhoso conforme você estuda e aprende mais. Para entrar no reino, você deve ter fome e sede de justiça. Uma vez que você está no reino, você continuará tendo fome e sede por mais dessa justiça. Assim, ela é tanto uma condição para entrar e uma característica da vida no reino. Ela é uma descrição da vinda e da vivência no Seu reino.

Agora, vamos ver o versículo 6. Esse aspecto específico. “Bem-aventurados o que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Agora, essa bem-aventurança fala de um desejo muito forte. Ela também pode ser usada em um mal sentido. Existe muitas coisas que as pessoas buscam e correm atrás, tendo uma paixão e uma ambição para ver aquilo se concretizar, e existem muito desejos fortes que são pervertidos, que estão indo para o caminho errado.

Por exemplo: Eu penso em Lúcifer. Lúcifer foi a criação mais gloriosa de Deus. A coisa mais poderosa que Deus já fez. E Lúcifer tinha uma ambição resoluta que o consumia. Ele tinha uma paixão que era de fato uma força que o impulsionava na sua mente. O que era? Em Isaías 14:13, nos diz qual era a paixão de Lúcifer. “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. A sua ambição era ser igual a Deus. Ele tinha fome, mas – preste atenção nisso – era uma fome por poder. Ele tinha fome por poder. Ele tinha uma ambição resoluta e uma paixão consumidora, mas era tudo por poder. Ele tinha fome por poder. E em resposta a isso, nós vemos que Deus diz, “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo”. Você não conquistará a sua ambição.

E então houve Nabucodonosor. Nabucodonosor foi rei da Babilônio, o maior de todos os impérios do mundo. Nabucodonosor foi um monarca sem igual. Nabucodonosor governou um grande número de homens. Nabucodonosor foi o rei mais glorioso da história. E Nabucodonosor tinha um forte desejo. Em Daniel, capítulo 4, ele nos diz a respeito do seu desejo no versículo 30. “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder?” Se a fome de Lúcifer foi de poder, a fome de Nabucodonosor era o louvor. Ele tinha tanta fome de louvor que ele enalteceu-se a si mesmo e Deus reagiu. “Ó rei Nabucodonosor: Já passou de ti o reino. Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; e far-te-ão comer ervas como os bois, e passar-te-ão sete tempos por cima de ti, até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens”. Lúcifer tinha fome de poder e Nabucodonosor tinha fome de louvor. Nenhum deles viu o cumprimento de suas ambições.

Existe outro indivíduo que eu gostaria de dirigir sua atenção, que tinha ambição. Existem muitos, mas eu estou apenas lhe dando uma ilustração. Em Lucas, capítulo 12, no versículo 17, encontramos um tolo rico. “E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens”. Ele não queria compartilhá-los com ninguém; ele iria apenas ajuntá-los. “Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te”. Ele tinha ambição. Ele tinha fome de posses. Fome de posses. E você sabe o que Deus disse para ele? “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? “

Houve muitas pessoas com ambição. Com fome de poder, de louvor, de posse. Nós poderíamos até dizer que esse homem tinha fome de prazer. “Come, bebe e regala-te”. Porém, eles eram todos tolos. Eles estavam com fome pela coisa errada. Não há nada de errado com a ambição. Não há nada de errado com a paixão. Não há nada de errado com um ímpeto resoluto. Não há nada de errado com um grande desejo se ele for para a coisa certa. Você diz, “Qual é a coisa certa? “ Volte para o versículo 6. Ali está a coisa certa. “Bem-aventurados os que têm fosse e sede de justiça”. Agora, essa é uma declaração forte. Comida e água são necessidades, amados. Vocês se lembram disso? Isso mesmo. Elas são necessidades. A justiça também. Essa é a primeira indicação dessa bem-aventurança. Você precisa de justiça assim como você precisa de comida e água. Não é errado ter fome. Não é errado ter sede. Isso é a coisa mais normal. É o desejo mais normal. É um ímpeto necessário. E da mesma forma é para com a justiça.

A nossa vida física depende de comida e água. A nossa vida espiritual depende de justiça. Você não pode viver fisicamente sem alimento e água e você nunca viverá espiritualmente sem justiça. Pense no aspecto físico e talvez isso lhe dará uma ideia da intensidade das palavras de Jesus aqui. Desde o momento em que José se encontrou com seus irmãos no Egito em Gênesis, o mundo tem sido amaldiçoado com fome e provavelmente esse era o caso antes disso. A fome veio a Roma no ano 436 a.C. e fez com que milhares de pessoas literalmente se atirassem no rio Tibre para se afogarem ao invés de morrer de fome. A fome abateu a Inglaterra no ano 1005 e toda a Europa sofreu fome nos anos 879, 1016 e 1162. Até mesmo no século 19, no século passado, com alguns avanços da tecnologia e do comércio, a fome abateu a Rússia, a China, a Índia e a Irlanda resultando na morte de uma grande massa de pessoas. E hoje isso continua. Hoje, em partes da África e da Índia, milhares morrem de má nutrição e de doenças relacionadas. Centenas mais morrem em partes da América Latina. A fome é como a guerra. Ela é como uma peste. Ela mata. Ela consome.

Assim, a comida e a água são muito necessárias. Porém, todos os horrores que possam ser imaginados a respeito da fome física se tornam insignificantes quando comparados ao horror da fome espiritual que não é satisfeita; sobre a sede espiritual que não é saciada. Os elementos físicos são uma pequena demonstração de uma fome muito mais séria e profunda que está diante da humanidade; a fome espiritual. Jesus está dizendo aqui que a verdadeira coisa que o homem precisa é a justiça. “Qualquer um que vem para o meu reino e qualquer um vivendo no meu reino tem um grande apetite e sede por isso como um homem tem por comida e água”.

As pessoas não salvas têm ambição. Elas têm fome e sede física. Eu penso que elas têm sede de alegria e fome de algo completo, mas parecem buscar isso no lugar errado. Na verdade, Pedro compara o não salvo com um cachorro que volta para lamber o eu vômito. Pedro compara o não salvo com um porco que volta e rola em sua própria lama. Você entendeu? O mundo está tentando se alimentar naquilo que não pode preencher a sua necessidade. O coração de cada pessoa no mundo, crente ou não crente, o coração de cada pessoa foi feito, foi criado com uma fome por Deus. Mas o homem busca satisfazer a sua fome por Deus com todas as coisas falsas; com lixo; com a comida dos porcos, como o filho pródigo. Ali está ele. O seu coração tem fome para ser saciada e ele se alimenta com comida de porco. O cachorro volta para lamber o seu vômito. Eles não buscam o pão da vida; eles buscam o que as Escrituras dizem que não é pão.

Jesus se ofereceu como esse pão. Ele sabia que as pessoas estavam com fome. Ele se ofereceu como água. Ele sabia que elas estavam com sede. Jeremias disse isso avidamente. Isso está em Jeremias 2:13, veja o que ele diz, “A mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas” – que tipo? – “cisternas rotas, que não retêm as águas”. Em outras palavras, Deus criou o homem com uma sede e fome por Ele, mas o homem recusa a fonte de água viva e cria para si mesmo cisternas rotas que não conseguem reter água. É muito triste ver as pessoas com fome e sede pelas coisas erradas; com fome e sede pela alegria, significado e propósito, tentando inevitavelmente serem preenchidas com prazeres, posses, poder e louvor para eles mesmos.

O filho pródigo ansiava por prazer. Ele ansiava por posse, por popularidade de uma vida turbulenta. Ele estava com fome em sua alma e finalmente ele teve o senso de dizer para si mesmo, “Quantos dos servos do meu pai têm pão o suficiente sobrando? Por que eu estou fazendo isso?” E então ele voltou para a casa do seu pai e recebeu um banquete; esse banquete é um símbolo do banquete espiritual. O mundo com sua vida turbulenta tenta se enche com a comida dos porcos. Tenta se satisfazer com os prazeres do pecado e acaba absolutamente vazio. Aqueles que respondem ao Espírito de Deus voltam para a casa do Pai e acabam tendo um banquete para satisfazer o seu coração vazio, para encher a sua alma faminta; a sua alma sedenta.

Primeira João, capítulo 2, nos adverte que nós não podemos ficar satisfeitos com o mundo. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo”. O que está no mundo? A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida; nada disso permanece para sempre. É apenas vento. Assim, logo no início, pergunte-se a si mesmo isto enquanto começamos nosso estudo: Você está com fome de que? Poder, louvor, posses, prazer? Você está se alimentando com a comida dos porcos? Você é como o cachorro que lambe o seu próprio vômito? O porco que se suja em sua própria lama? Ou você está procurando pela fonte real? Porque a resposta que você der a essa questão determinará se você está no reino ou não. Você está com fome do que? O bem-aventurado tem fome e sede de justiça. Aqueles que estão no seu reino têm fome e sede de justiça.

Agora, deixa-me fazer algumas perguntas chaves que nós temos para cada uma das bem-aventuranças. Pergunta número um: Como que essa bem-aventurança se encaixa com as outras? Como ela se encaixa com as outras? Bom, preste atenção, em primeiro lugar, no versículo 3. Ele diz, “bem-aventurados os humildes de espírito”. Nós falamos a respeito do fato de que isso significa uma falência moral. É o reconhecimento de que você está destituído de qualquer coisa justa. É o reconhecimento de que, diante de Deus, você está absolutamente nú e vazio. Esse é o reconhecimento que você tem quando você adiciona todas as coisas de sua vida; eles são nada. É o reconhecimento de que você não pode fazer nada por si mesmo. Você está sem esperança. Você é pecaminoso.

Isso é seguido pelo próximo, “Bem-aventurados os que choram”. Essa é a resposta a esse reconhecimento. Quando você se enxerga como alguém quebrantado espiritualmente, você chora. Aqui está o choro que vem por causa da falência moral. Depois disso vem a mansidão. A mansidão diz, “Olhe para mim. Em comparação com Deus eu não sou nada”. Mansidão é humildade. Quando você enxerga o seu pecado e estando quebrantado você chora, você assume uma posição de mansidão diante de Deus. Em sua mansidão diante de Deus, você percebe que a única esperança que você tem para conhecer a justiça é buscá-la em Sua mão. Assim, você chega na quarta bem-aventurança e você está com fome e sede daquilo que você sabe que não pertence a você.

Assim, a progressão é simples. Martyn Lloyd-Jones escreve, “Essa bem-aventurança segue a lógica das anteriores. Essa é a afirmação que todos as outras seguem. Ela é a conclusão lógica das que vêm. Isso é algo pelo qual nós devemos ser profundamente gratos a Deus. Eu não conheço nenhum teste melhor para alguém aplicar a si mesmo ou a ela mesma em toda essa questão de profissão cristã do que um versículo como esse. Se esse versículo é para você uma das mais abençoadas afirmações a respeito das Escrituras, você pode ter certeza de que você é um cristão. Se não, é melhor você reavaliar os seus fundamentos novamente”.

Se você está quebrantado em seu espírito, se você está sobrecarregado com a sua pecaminosidade, se você chora por causa da sua pecaminosidade e você busca reconhecer a santidade de Deus, a resposta deveria ser você ter fome e sede por aquilo que Ele tem que você precisa. Se você não tem fome e sede de justiça, você não é um cidadão do reino de Deus. A nossa sociedade busca todas as coisas erradas. Ela busca dinheiro, materialismo, fama, popularidade, prazer, normalmente por causa de orgulho e não necessidade; todas essas coisas são as erradas. E você sabe qual é a parte mais triste disso tudo? Mesmo quando o país nos dá a liberdade de buscar a felicidade, as pessoas não encontram isso porque elas definem a felicidade da forma errada. A felicidade é o dinheiro. A felicidade é o prazer. A felicidade são as coisas materiais. Aqui diz que felicidade é quebrantar-se; felicidade é chorar; felicidade é mansidão; felicidade é ter fome e sede de justiça.

No entanto, você notará a resposta para cada um desses. Veja o versículo 3 novamente. Deles é o reino dos céus. Eles serão consolados. Eles herdarão a terra. Eles serão fartos. Isso não é fabuloso? Se você ajuntar tudo isso, você sabe o que você terá? Você terá tudo. Você será farto, você herdará a terra, você será consolado e você herdará o reino dos céus. Isso é fabuloso. Em outras palavras, na condição de Deus, tudo será seu. E o ponto é o seguinte: O mundo está trabalhando muito para conquistar coisas materiais, dinheiro, todas essas coisas, quando se entrassem no reino de Deus nos termos Dele, eles conseguiriam tudo isso no final. Não é mesmo? Esse é o ponto.

As pessoas estão quebrando a cabeça para conseguir o que Deus deseja dar. Percebe? Se você continuar dessa forma tentando obter isso, você nunca conseguirá; vindo nas condições de Deus onde você não tenta alcançar isso, você então as alcançará. Em outras palavras, isso está disponível como um dom, você não pode conquistar isso. Portanto, Jesus está dizendo, “Por que você está trabalhando tão duro para conseguir tudo isso? “ Os judeus estavam se esforçando para trazer o reino. Eles estavam se esforçando ao máximo para serem confortados em toda situação difícil. Eles queriam tanto herdar a terra que eles já até conseguiam sentir o gosto disso. E eles estavam buscando preencher as suas vidas com significado. Estavam correndo atrás de todas essas coisas do jeito errado e então o Senhor lhes diz, “Eu darei para vocês tudo o que vocês desejam. Eu darei o reino, o conforto presente. Eu preencherei a vida de vocês com tudo que é necessário para satisfaze-los. Eu darei para vocês a terra toda. Vocês poderão ter tudo isso se vocês vierem nas minhas condições: quebrantamento, choro, mansidão, fome e sede de justiça”. Talvez a chave para tudo isso seja esse pensamento de mansidão porque a pessoa mansa é a pessoa que está quebrantada pelo seu pecado e busca o dom de Deus. Não há orgulho. Ela apenas busca o dom de Deus.

Em cada exemplo de mansidão – preste atenção nisso – em cada exemplo de mansidão na Bíblia, o motivo por detrás sempre foi que o indivíduo conhecia a promessa de Deus. Eu direi novamente. Em casa exemplo de mansidão na Bíblia, o motivo por detrás sempre foi que o indivíduo conhecia a promessa de Deus. Por exemplo. Veja Abraão. Na semana passada eu disse – a duas semanas atrás. Eu falei que Abraão era manso pois quando Ló e ele tiveram que decidir com que terra ficariam ele disse, “Ló, escolha o que você quiser”. Ele foi manso. Mas você sabe o que ele tinha em mente? Deus tinha prometido a ele tudo. Ele não se importava se Ló tivesse um pouco daquilo temporariamente. Você percebe? A mansidão pode sempre tomar o seu lugar porque ela sabe que no final tudo pertence a ela. Você se lembra de Davi? Davi não levantou a sua espada contra Saul. Lembra que eu falei que ele poderia ter matado Saul, mas ao invés disso ele apenas cortou a sua roupa. Por que? Porque Davi sabia que ele era o rei e que ele conseguiria tudo de qualquer forma. Por que ele teria que se preocupar?

Em outras palavras, a base é a promessa de Deus. Uma vez que nós cremos na promessa de Deus, nós não precisamos nos esforçar tanto para conseguir todas essas coisas. Eu leio a minha Bíblia dessa forma, Deus diz, “MacArthur, você é meu filho, você herdará a terra”. Assim, por que que eu deveria gastar todo o meu tempo agora tentando alcançar isso? Não faz sentido. Vai ser meu de qualquer forma. Eu não me importo com as pessoas pegando emprestado por um tempo. Tudo voltará para mim, baseado na promessa dele. Você percebe? Esse é o fundamento, pessoal, que vocês precisam perceber. Esse é o fundamento da motivação no Sermão do Monte. Você entra no reino de Deus e você sabe que tudo será seu de qualquer forma. Porém, isso só se tornará seu através da mão dele. Depois, isso se torna a motivação para outras coisas. Se você olhar o versículo 40 de Mateus 5 você verá, “ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa”. Por que? Você terá tudo o que você precisa no reino. Por que você se importa? “Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”.

Ouça, não se apegue as coisas do mundo. Não tente ser possessivo. Não tente ajuntar tudo; será tudo seu, então compartilhe tudo. Agora, com esse tipo de coração, com esse tipo de espírito, você pode ter a ambição correta. Se você está dizendo, “Olha, tudo o que eu desejo, Deus, é a Tua justiça. Tudo o que eu quero é ser manso diante de Ti. Tudo o que eu quero é ter o Teu reino sob suas condições”, você sabe que a sua promessa no final é que você herdará tudo. Tudo.

Na verdade, o apóstolo Paulo até mesmo disse ao Coríntios, “Tudo será de vocês” – não é? – “vocês são de Cristo e Cristo de Deus”. É tudo de vocês de qualquer forma. É tudo de vocês. Então, aqui estavam os Judeus e eles estavam tentando alcançar o reino; eles estavam tentando alcançar a terra. Eles estavam tentando se sentirem confortáveis em uma situação desconfortável. Eles estavam tentando preencher as suas vidas, fazendo de tudo para isso acontecer, e o Senhor diz, “Se vocês vierem nos meus termos, eu lhes darei tudo”. Ele disse dessa forma também no capítulo 6, versículo 33. Preste atenção nisso, “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua” – o que? – “justiça e” – o que? – “todas estas coisas vos serão” – o que? – “acrescentadas”. Você vê? Nos termos de Deus, é tudo seu. Portanto, nós dizemos, “Felizes os que têm fome”.

Existe dor no versículo 3, um espírito quebrado. Existe dor no versículo 4, choro. Existe dor no versículo 5, mansidão, a morte do ego. Porém, existe conforto no versículo 6. Fome e sede; essa é a solução. Você chega no lugar onde você começa a caminhar em direção a Deus. Você começa a ter fome e sede de justiça. Assim, é por isso que essa bem-aventurança se encaixa aqui; porque ela faz sentido. Você pega um homem quebrantado pelo seu pecado, ou uma mulher quebrantada pelo seu pecado, manso diante de um Deus santo, sabendo que ele não pode fazer nada para si mesmo a fim de ganhar ou herdar qualquer coisa, que busca então com fome e sede aquilo que somente Deus pode dar. Percebeu?

Vamos fazer uma segunda pergunta: O que significa ter fome e sede? Nós já demos uma pista disso. Isso tem a ver com desejo. Além disso, um desejo muito intenso e grande. A força das palavras de Cristo aqui é muito poderosa, especialmente naquela cultura; talvez não muito em nossa cultura porque nós não sabemos o que é ter fome. Nós não sabemos o que é ter sede; nós não entendemos isso. Quando você acha que está com sede, você pensa naquela hora que você saiu para correr e você ficou com sede. Você não sabe o que significa estar no meio de uma seca onde você não tinha água por dias. Quando você pensa que você está com fome, você quer dizer que já são 1 da tarde e você normalmente come meio dia e quinze. Você não sabe o que significa ter fome. Você não sabe o que é não ter comida; a ideia de desespero.

Existe um livro interessante escrito pelo Major V. Gilbert intitulado, A Última Cruzada. Em 1966, na revista “National Christian”, E.M. Braiklock reiterou a história que o Major Gilbert conta em seu livro, A Última Cruzada. O livro diz respeito ao livramento britânico da Palestina na Primeira Guerra Mundial. Se você se lembra, o General Allenby fez parte da libertação da Palestina na Primeira Guerra Mundial e o Blaiklock conta a história desse major. Ele diz o seguinte, “Ao dirigir de Bersebá, uma tropa de Australianos Britânicos e neozelandeses estavam pressionando o recuo turco no deserto. O ataque ultrapassou o trajeto do seu abastecimento de água”. Em outras palavras, eles ficaram tão longe de sua água que eles se separaram. “Os potes de água estavam vazios, o sol queimava sem dó a partir daquele céu onde os corvos pairavam. ‘As nossas cabeças doíam’ dizia o Major Gilbert, ‘os nossos olhos ficaram vermelhos e quase não conseguíamos enxergam com aquele brilho que nos cegava. As nossas línguas começaram a inchar. Os nossos lábios começaram a ficar pretos ou roxos e estourar’. Aqueles que saíram do trajeto nunca mais foram vistos, mas a força desesperadora enfrentava dificuldades na Sharia.

“Haviam poços na Sharia e se eles não conseguissem chegar lá à noite, milhares morreriam de sede. ‘Assim, nós lutamos naquele dia’, escreve o Major Gilbert, ‘como homens lutando por suas vidas. Nós entramos na região da Sharia no recuo dos Turcos. Os primeiros objetos que entraram em nossa vista fora as grandes cisternas cheias de água potável, limpa e gelada. No ar daquela noite, o som da água entrando nos tanques podia ser distintamente ouvido, muito próximo. Mesmo assim, nenhum homem murmurou quando as ordens foram dadas para os batalhões se ajustarem, diante das cisternas’. Ele descreveu a prioridade, os feridos, os que estavam de guarda, e então companhia por companhia. Levou 4 horas até o último homem tomar a sua água. Durante todo aquele tempo, eles estiveram a 6 metros daquela parede de pedra onde haviam milhares de galões de água. ‘Eu creio’, concluiu o Major Gilbert, ‘que todos nós aprendemos a nossa primeira lição Bíblica na caminhada de Berseba aos poços de Sharia. Se fosse assim a nossa sede por Deus e por sua justiça, por sua vontade em nossa vida, com um desejo preocupante, acolhedor e consumidor, quão ricos seríamos no fruto do espírito’”.

É isso que Jesus está tentando dizer. Ele está falando a respeito de fome e sede para pessoas que entendem o que isso significa. Os verbos gregos são muito fortes. Peinōntes significa ter necessidade; sofrer de fome. Ele traz a ideia de uma fome profunda e não algo superficial. A palavra dipsaō significa sofrer de sede. Novamente, ela traz a ideia de uma sede genuína. E aqui estão eles, os maiores impulsos no reino natural. Além disso, eles são um particípio presente continuo. Os que estão tendo fome e os que estão tendo sede. É algo contínuo. Assim, eu digo para vocês, amados, essa não é apenas a condição daquele que está entrando no reino, mas ela é a condição daquele que está no reino.

Eu vou colocar da seguinte forma: Quando eu vim para Jesus Cristo, eu tinha fome e sede da sua justiça. Agora que eu o conheço, eu tenho fome e sede por mais disso, entendeu? É isso que ele está falando. Na verdade, Lenski, o grande comentarista, diz, “Essa fome e essa sede aumenta no próprio ato de ser saciado”. Lucas acrescenta mais uma nota a isso. Lucas tem uma passagem paralela em que ele acrescenta a palavra “agora”. “Bem-aventurados os que têm fome agora”. É algo presente e é algo contínuo. É um estilo de vida de momento em momento. Quando você se torna um Cristão, você não para.

Ouça. Olhe sua vida. Se você não tem fome e sede por justiça, surge a questão se você está no reino. Deixe-me lhe dar uma ilustração. Moisés. Moisés viu a Deus. Moisés, quando ficou no deserto por 40 anos, foi chamado por Deus. Ele veio e viu Deus em uma sarça ardente e brilhante. Ele viu Deus. Ele viu o Shekinah de Deus, brilhando naquela sarça. E Deus lhe disse, “Tire as suas sandálias Moisés pois o chão em que você pisa é santo”. Depois, quando Deus voltou para guiar Israel para fora daquela terra, ele viu a Deus. Ele viu a mão de Deus nos milagres e nas pragas. Ele viu Deus quando Deus abriu o Mar Vermelho, permitiu que todos eles atravessassem, e afogou todo o exército egípcio. Ele viu Deus enquanto eles foram guiados pelo grande brilho do Shekinah de Deus nos céus. Ele viu a Deus. Ele sabia o que era ter fome de Deus e ser saciado.

Mas sabe de uma coisa? Em obediência ao mandamento de Deus, ele construiu um tabernáculo. Quando o tabernáculo estava completo, a glória de Deus foi para aquele lugar porque Moisés disse a Ele, “Deus, eu quero ver a tua glória”. Você pode dizer, “Moisés, já chega. Você já viu muito disso”. Moisés então responderia, “Não é o suficiente”. Deus o conduziu para a montanha e Deus lhe mostrou um dedo de fogo que escreveu a lei de Deus naquelas tábuas de pedra naquele lado da montanha. Quando Moisés desceu, aquilo não foi o suficiente e ele disse, “Mostra-me a tua glória”. Quando ele desceu, ele estava brilhando. Conforme a glória começou a diminuir, ele voltou para a montanha, contemplou a glória de Deus e desceu novamente. Depois ele voltou novamente. Aquilo nunca era o suficiente; aquilo nunca era o suficiente. “Rogo-te”, ele diz em Êxodo 33:18. “Rogo-te que me mostres a tua glória”. Você percebe? Esse é o caráter de um filho do reino. Ele nunca está satisfeito. Existe uma insatisfação na própria satisfação. Sempre uma fome por mais.

Eu penso em Davi. Davi foi o homem segundo o coração de Deus; Davi que caminhou junto com Deus; Davi que escreveu o Salmo, “O Senhor é o meu pastor. Nada me faltará”. “Guia-me às águas tranquilas”. “Deitar-me faz em verdes pastos”. “A tua vara e o teu cajado me consolam”. Ele conhece a Deus. Ele conheceu a Deus ao longo de sua vida. Deus o protegeu. Deus o guiou. Deus o direcionou. O zelo pela casa de Deus o consumiu. A dor que caia sobre Deus, caia sobre ele. Ele conheceu a Deus de forma intima. Você diria, “Aí está um homem que conhece a Deus, do qual os Salmos fluem como uma torrente de água”. No Salmo 63, ele disse, “ó Deus, Tu és o meu Deus forte”. Mas ele não parou por aí. Ele disse, “eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água”.

Agora, o que ele está dizendo é que a fome e a sede nunca diminui. Em um verdadeiro filho do reino, isso é um estilo de vida. Veja o apóstolo Paulo. O apóstolo Paulo em Filipenses, capítulo 3. Você pode dizer, “Paulo, você conheceu tudo o que poderia ser conhecido. O que eu quero dizer com isso é que ao longo de sua vida você teve visões pessoais de Jesus Cristo, começando pela estrada de Damasco. E depois quando você estava preso em Jerusalém”. Depois, Paulo foi levado ao terceiro céu para ver coisas por demais maravilhosas para serem contempladas. “Paulo, o que mais pode ser dito? Paulo, você que escreveu toda a teologia, você que escreveu as grandes expressões de verdade no Novo Testamento, o que mais você queria? “ E o clamor do seu coração em Filipenses 3:10 é, “Ah, para o conhecer” – vê? – “e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos”. Nunca é o suficiente; nunca é o suficiente. Claro, ele conhecia a lei. E então ele diz no versículo 6, “Eu conhecia a justiça da lei. Porém, considerei tudo como refugo. Eu quero apenas conhecer a Deus”. E você ouve Pedro que diz, “Cresça em graça e cresça no conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Nunca é o suficiente, vê? O Sr. Darby, um grande homem de Deus, responsável pelos primeiros dias do movimento dos Irmãos Plymouth, disse, “Ter fome não é o suficiente. Eu devo estar faminto para conhecer o que está no coração de Deus para mim. Quando o filho pródigo estava com fome, ele saiu para comer com os porcos. Porém, quando ele ficou faminto, ele foi ao seu Pai”. Sim, é disso que Jesus está falando, o tipo de desespero que somente Deus pode satisfazer.

Uma moça se aproximou de mim nesta manhã e disse, “Eu estou tentando compartilhar com uma amiga e a minha amiga veio para o estudo Bíblico, mas agora a minha amiga não quer vir mais ao estudo bíblico. Ela quer ser religiosa mas ela não quer se comprometer”. Então eu disse, “Ela não está com fome o suficiente”. Até que as pessoas tenham fome e sede de justiça elas não buscarão a plenitude que Deus pode dar. Em Lucas 1:53, a Bíblia diz, “Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos”. As pessoas que tinham tudo o que elas precisavam foram embora vazias. Assim, nós vemos porque essa bem-aventurança se encaixa aqui, assim como vemos o que significa estar com fome e sede. Isso é algo tremendamente intenso que não conhece limites. Não conhece limites. Creio que em minha vida, eu tenho mais fome pela justiça de Deus agora, muito mais do que eu já tive. E eu creio que amanhã, eu estarei mais faminto do que estou hoje. Até o dia em que eu vir Jesus Cristo, essa será uma fome insaciável.

Terceira pergunta: O que é isto de que temos fome? O que é essa justiça? Amós disse que as pessoas no mundo labutam pelo pó da terra. Isso é uma tolice, mas elas fazem isso. O mundo labuta pelo pó da terra. Você diz, “Bom, nós estamos com fome de que? “ Bom, algumas pessoas diriam felicidade. E eu acho que talvez é disso que o mundo tem muita fome. Eles querem felicidade. As pessoas estão realmente buscando felicidade. Elas simplesmente querem felicidade e se você pudesse torná-las felizes, você seria bem recebido. Mas sabe, o que me surpreende é a quantidade de entretenimento que nós temos em nossa sociedade. Agora, eu não sou contra a Disneylandia, o Knott’s Berry Farm e a Magic Mountain, e quem sabe mais todas as outras coisas, todas as atrações que as pessoas participam, mas a nossa vida está cheia de entretenimento buscando deixar as pessoas felizes, entretidas. É como um homem com uma doença dolorosa que deseja apenas ser aliviado da sua dor mas não quer ser incomodado com a doença. Se ele for ao médico e o médico disser, “Bom, eu posso aliviar a sua dor, lhe dar uma injeção, alguns comprimidos”, esse será um médico ruim. Ele não fez nada para diagnosticar e curar a doença.

E veja, o mundo tem uma doença, mas ele quer eliminar a dor com felicidade, mas ele nunca quer lidar com a doença. Entendeu? O mundo está com fome e sede de felicidade. E você quer saber de mais uma coisa? Isso é verdade até mesmo na igreja. Eu conheço muitas pessoas que são cristãs e o que elas realmente desejam é felicidade. Você diz, o que eu quero dizer com isso? Elas estão atrás de um êxtase. Eu acho que isso é muito verdadeiro no movimento carismático. Eles querem um êxtase santo, como eu chamo. Eles querem uma experiência. Eles querem um êxtase espiritual. Eles querem um sentimento. E há muitas outras pessoas que vão para seminários, conferências ou conselheiros para buscar algum êxtase espiritual e isso não é o que devem buscar, você vê? Se você está apenas buscando a felicidade.

As pessoas dizem, “Bom, eu sou tão miserável em minha casa. Eu tenho que encontrar um jeito. Como eu posso ser feliz? “ Não, não, não é disso que você está atrás. A felicidade é um subproduto. Felizes são aqueles que têm fome e sede, do que? Justiça. Você quer ser feliz? Ela vem como um subproduto da justiça. Não é nenhum êxtase santo que você consegue na hora. Não é uma experiência que você encontra. Não é isso que significa. Dikaiosunē, justiça, justificação, tornar-se reto para com Deus. Do que eu estou falando? Ouça, muito simples, a única verdadeira felicidade na vida é ser reto diante de Deus. Eu creio que isso aponta para duas coisas. Primeiro, salvação; em segundo lugar santificação. Em primeiro lugar, salvação; em segundo, santificação.

Vamos falar a respeito da salvação por um minuto. Alguém que tem fome e sede de justiça, em primeiro lugar, busca salvação. A justiça que vem quando você crê, a justiça que lhe é dada em Cristo. Ele vê o seu pecado. Ele vê a sua rebelião. Ele vê a si mesmo como sendo alguém separado de um Deus santo. Ele está quebrantado. Ele está chorando. Ele é manso e ele deseja muito ser restaurado a Deus. Ele deseja o perdão e, por isso, ele tem fome e sede de justiça que vem com a salvação. É um desejo de ser livre de si mesmo. É um desejo de ser livre do pecado, do seu poder, da sua presença e da sua penalidade. Isso é o que inicia a salvação.

Em muitas passagens do Antigo Testamento, e nós não vamos passar um tempo nelas hoje a noite, mas em muitas passagens do Antigo Testamento, a justiça é sinônima de salvação. Um profeta em particular que faz esse paralelo é Isaías. Isaías várias vezes iguala justiça com salvação; e isso é verdade. Se você tem fome e sede de justiça, é no momento da salvação que você recebe isso. Isaías faz esse ponto, especialmente nos capítulos 45, 46, 51, 56 e 61, até o final do seu livro quando ele chega no elemento da salvação. E naqueles capítulos finais, Isaías vê a justiça como um dom de Deus que vem com a salvação. Então, o que nós diremos? Podemos colocar “salvação” como uma palavra substituta. “Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de salvação”. Você quer ser feliz? Tenha fome de salvação; fome para ser salvo; fome para ter o sangue de Cristo lavando o seu pecado. Fome de ter a justiça de Cristo aplicada a você. Fome de ter o seu pecado perdoado. Quando um homem abandona toda a esperança de se salvar, toda a esperança de sua auto-justiça, e começa a ter fome pela salvação que só pode vir pelas mãos de Deus, então ele vai conhecer a felicidade. É aqui onde os Judeus, você vê, estavam presos. Eles estavam buscando ganhar a sua própria salvação por suas próprias obras.

O que Jesus diz para eles é literalmente revolucionário. “Você não tem isso”. Eles estavam dizendo, “Nós já estamos cheios de justiça”, e Ele estava dizendo, “Até que vocês fiquem completamente famintos e sedentos pela justiça que vocês não podem alcançar, vocês nunca saberão o que é ser feliz”. Agora, deixe-me dizer de uma forma simples: A felicidade pertence ao que é santo. É isso que ele está dizendo. Se você está infeliz com a sua vida, em algum momento, você não é santo. Jesus estava falando com Judeus que achavam que eram justos. Para eles, a justiça era uma conformidade para com as regras; era algo externo. Mas isso não era o suficiente. É por isso que Jesus disse, “a não ser que a sua justiça exceda a dos escribas e dos Fariseus, você nunca entrará no reino”. A justiça deles não era suficiente. As bem-aventuranças pegavam as coisas exteriores, despojava-as e nos forçavam a olhar para dentro. Quando você tem fome e sede de salvação, você então será saciado.

Mas há um segundo elemento. Eu penso que isso também implique em santificação. Eu não acho que uma vez que você seja salvo você deixe de ficar com fome e sede, como eu disse. Então, você tem fome e sede de santificação, por uma santidade maior. Amados, eu não sei como expressar isso com a mesma intensidade que eu sinto. Eu espero que em sua vida exista essa fome, uma fome que nunca para; um desejo que ser mais e mais como Cristo. Essa é a marca de um Cristão. Você continua com fome; você continua com sede por desejar mais virtude, mais pureza, mais semelhança com Cristo. Você nunca alcança o lugar onde você chegou. Essa é a atitude mais enjoativa, revoltante e enojadora que existe. Tanto por pessoas não regeneradas que dizem, “Bom, nós salvamos a nós mesmos” quanto por Cristãos que acham que já chegaram lá

Os filhos do reino nunca deixam de ter fome. Paulo diz em Filipenses 1:9, “E também faço essa oração: que o vosso amor aumente mais e mais”. Vê? Você não terminou. Não importa o quanto você ama, você deve amar mais. Não importa o quanto você ora, você deve orar mais. Não importa o quanto você obedece, você deve obedecer mais. Não importa o quanto você pensa como Cristo, você deve se pensar mais como Ele. Esse deveria ser um desejo consumidor, que nunca acaba, “Bem-aventurados aqueles que continuamente têm fome e sede”. A palavra “agora” que está em Lucas. “Você está agora fazendo isso”.

Eu quero demonstrar uma verdade que eu penso seja muito rica aqui que mostra a você a totalidade daquilo que você está buscando. Não é que nós estamos apenas buscando partes da justiça. Nós estamos buscando toda a justiça que existe. Você entendeu isso? Nós estamos buscando a totalidade da justiça; de sermos como Cristo. Deixe-me mostrar porque isso é importante. Na língua grega, verbos como “ter fome” e “ter sede” são normalmente seguidos pelo caso genitivo expresso pelo pronome “de”. Isso é o que é chamado no grego de genitivo partitivo. Agora, fique comigo, isso é muito fascinante. Assim, um grego – você verá – um grego diria “ter fome” e “ter sede” e então ele adicionaria o caso genitivo. Eles têm casos para demonstrar significado. Então, ele traduziria assim, “Eu tenho fome por parte da comida. Eu tenho sede por parte de água”. O genitivo partitivo simplesmente significa que ele quer parte daquilo. Por exemplo, ele nunca diria, “Eu tenho fome de comida” porque para ele, isso representaria toda a comida que existe. Ele precisa ter um caso para limitar isso. O genitivo partitivo significa, “Eu tenho fome por parte da comida”. Em outras palavras, eu não quero toda a comida no mundo, eu apenas quero um pouco. Ele nunca diria, “eu tenho sede de água”. Não por toda a água do mundo. Ele diria, “Eu tenho sede por parte de água”. Eu tenho sede por parte de água; uma parte da água; o suficiente para a minha sede”. Isso é normal. Essa é a expressão normalmente que o grego usa nessa linguagem.

Agora, o que me fascinou enquanto eu estudava isso é que nessa passagem, o uso normal do grego é abandonado. Você imaginaria que ele diria, “bem-aventurados aqueles que têm fome e sede por parte de justiça”. Mas ele não fala isso. Ele tira o caso genitivo por completo, uma expressão grega normal, e coloca o que nós chamamos de caso acusativo, se tornando um objeto direto não qualificado. “Eu tenho fome e sede de justiça, toda ela”. É uma tremenda verdade. Nós nunca estamos satisfeitos porque não importa quanta justiça nós tenhamos pela graça de Deus, nós não temos tudo o que existe, não é mesmo? Assim, a fome e a sede continuam. Então, nós clamamos como Davi, “Eu serei satisfeito quando acordar com a tua semelhança e não me satisfarei até que isso aconteça”. Além disso, o artigo definido está aqui; eles continuamente e agora têm fome e sede da justiça. O que é a justiça? A justiça de Deus.

Assim, ela começa com a salvação e continua com a santificação. Você nunca ficará satisfeito apenas com parte disso; você só pode ser satisfeito com a totalidade. Com tudo. Isso me fascina também. São tantas coisas aqui que eu não consigo – eu nem consigo ficar com a mente clara para continuar isso. Me fascina que a fome e a sede pela justiça é entregue ao invés de uma justiça de posse. Isso não é maravilhoso? Os Judeus achavam que Ele diria, “Bem-aventurados aqueles que têm justiça”. Então eles diriam, “Mm-hmm. Sim. Somos nós. Todos nós possuímos isso”. Ele literalmente acabou com eles. “Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça”. Em outras palavras, as pessoas que acham que elas têm isso não são bem-aventuradas. As pessoas que sabem que elas não têm isso, estas são. Isso não é fantástico? Quando você acha que você é justo, você está na situação mais desesperadora que você já esteve.

Não, ele abençoa aqueles que têm fome e aqueles que têm sede. Nessa mesma bem-aventurança está o pensamento de que você nunca será satisfeito. Alguém já disse, “Essa é uma sede que nenhuma fonte terrena pode satisfazer. Uma fome que precisa ser saciada em Cristo ou morrer”. Eu chamo isso de o descontentamento divino. Assim, nós vemos como essa bem-aventurança se encaixa; o que significa ter fome e sede e o objeto. Qual é o resultado? Vemos ver isso.

Em primeiro lugar ele diz, “Bem-aventurado” e por último ele diz, “Porque serão” – o que? – “fartos”. A palavra “farto” é grandiosa. Nós poderíamos passar muito tempo falando sobre ela. Basicamente, ela é uma palavra usada para alimentar um animal. Ela é uma palavra usada para dar comida a um animal. Significa ser absolutamente satisfeito. “Eles serão fartos”. Deus deseja nos tornar felizes e satisfeitos. Satisfeitos com o que? Bom, nós estamos com fome do que? Nós estamos com fome do que? Com fome e sede de justiça; eles deveriam estar satisfeitos. Isso não é um paradoxo fabuloso? Você está satisfeito mas nunca satisfeito. Isso não é grandioso? Você está com fome e com sede e você está satisfeito, mas você nunca realmente está satisfeito.

Talvez seja dessa forma: Você já comeu aquela torta fabulosa que a sua esposa faz? Eu quero dizer a melhor torta. A minha esposa faz uma boa de limão, muito especial. E eu sempre fico satisfeito quando como aquela torta. Mas eu sempre quero mais. Geralmente, estou cheio porque acabei de jantar, mas eu sempre quero mais porque o gosto e a satisfação do que eu já peguei me faz desejar mais. Portanto, eu estou satisfeito e ao mesmo tempo insatisfeito. Assim é com a justiça. Nós estamos cheios e o recheio é tão doce, rico e completo que nós desejamos mais.

A palavra “satisfeito”, poderia ser traçada por nós pelo Novo Testamento. Ela é – ela é uma palavra fabulosa. Ela é usada de diversas formas. Eu estava pensando aqui em Tiago 2:16, “e qualquer dentre vós lhes disser:” – aqui ele está falando a respeito de um irmão ou irmã que está desamparado – “Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos”. Agora, a ideia aqui é satisfeito. Farte-se de comida. Essa é a palavra usada aqui. E claro, Jesus está falando aqui de alimento espiritual. Além disso, a palavra “fartar” é uma palavra forte, chortazō no grego é uma palavra muito forte. Ela é uma palavra que significa realmente cheio. E isso é uma coisa maravilhosa, pessoal; eu acho que isso é fantástico. Como cristãos, quando buscamos a justiça de Deus, Ele a dá. Abe, a primeira vez que você buscou a sua justiça na salvação, você a recebeu. E então, todos os dias depois de você ter buscado a sua justiça, quando você buscou fazer a vontade dele, de cumprir com prazer sua vontade, de obedecer, de viver a sua justiça, Ele dá esse desejo. Ele satisfaz você.

O Salmo 107:9, eu amo isso, diz, “Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta”. Isso não é fantástico? “Ele dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta”, Salmo 107:9. No Salmo 34:10 diz, “Porém aos que buscam o Senhor bem nenhum lhes faltará”. E o que diz no Salmo 23:1? “Nada me” – o que? – “faltará”. “o meu cálice” – o que? – “transborda”. Jeremias 31, no versículo 14 diz, “o meu povo se fartará com a minha bondade, diz o Senhor”. Isso não é fantástico? “O meu povo se fartará com a minha bondade, diz o Senhor”. Jesus disse em João 4 à mulher no poço, “Se beber da água que eu lhe der, nunca mais” – o que? – “terá sede”. Em João 6, Ele disse, “Eu sou o pão da vida. O que vem a mim jamais terá fome”.

Ouça, Jesus satisfaz. E ainda assim, existe uma insatisfação abençoada que deseja mais e mais e mais; que só será satisfeita quando virmos a Jesus Cristo. Então, Jesus está dizendo isso, você pode contar para uma pessoa do reino. Ele tem uma ambição consumidora, não por poder ou prazer, nem por posses ou louvor, mas por justiça. Portanto, nós podemos ver onde isso se encaixa, o que isso significa, o objeto e os resultados.

Eu vou fazer uma última pergunta para você. Uma pergunta pessoal. “John” – você diz – “Como sei se eu estou com fome e sede de justiça?” Eu vou lhe dar um teste. Agora, ouça: Como que você sabe? Deixe-me lhe fazer algumas perguntas. Número um, aqui está como você vai saber: Você está insatisfeito com você mesmo? Você está insatisfeito com você mesmo? Faça essa pergunta. Thomas Watson, o grande puritano, disse, “O que tem mais necessidade de justiça é aquele que menos deseja”. Você está profundamente insatisfeito? Você se encontra em Romanos 7 o tempo todo dizendo, “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Ou você se acha tão justo que você pensa que todo mundo está errado e você está certo? Se existe qualquer tipo de satisfação em você, eu fico pensando se você sabe o que é ter fome e sede de justiça.

Você sente uma dor constante, sempre achando que não fez o suficiente? Você é como Esaú, que quando retornou da caça, de acordo com Gênesis, estava morto de fome? Faça essa pergunta para você mesmo: Você está insatisfeito com você mesmo? Esse é um sintoma de quem tem fome e sede de justiça. Não importa o quão bom eles possam parecer, eles continuam insatisfeitos.

Segundo: Alguma coisa externa satisfaz você? Faça essa pergunta para você mesmo. Você acha que as coisas exercem uma influência em como você se sente? Você acha que as coisas ficam melhores na sua vida quando você compra algo novo? Você sacia o seu apetite com a coisa errada e então perde o apetite? Preste atenção: A fome pela justiça não será saciada por mais nada. Você pode levar flores para alguém com fome, você pela levar uma bela música, você pode ter uma boa conversa com alguém com fome, mas tudo o que ela vai querer é comida. Você pode levar uma melodia ou uma rosa para alguém com sede, mas o que aquela pessoa vai querer é água. Aquele que tem fome e sede de justiça não será e nem poderá ficar satisfeito com mais nada.

Deixe-me lhe fazer uma terceira pergunta: Você tem um grande apetite pela Palavra de Deus? Sabe quando você – não é prazeroso ver um homem com fome comer quando ele finalmente recebe comida. Não é mesmo? Qual é a nossa comida? Onde encontramos a justiça de Deus? Aqui estão as regras, a obediência que traz a justiça nesta palavra: Jeremias disse, “As tuas palavras foram encontradas e eu as comi”. Bem explicito, você está vendo? Se você tem fome e sede de justiça, você terá um apetite pela Palavra que você irá devorá-la. Você nunca – eu nunca vi alguém implorar para um homem, com fome, comer. Você já viu? Nós chegamos aqui... “Por favor, estude a sua Bíblia”. “Como eu desejo que você leia a sua Bíblia”. “Ah, se você tao somente ler a sua Bíblia”. Bom, se você não está com fome e sede de justiça, você não está agindo como um filho do reino deveria agir. Talvez você seja um filho do reino que está sendo pecaminoso. Talvez você nem seja um filho do reino, mas você está perdendo a felicidade de qualquer forma. Faça essa pergunta para você mesmo: Você tem um grande apetite pela Palavra?

Quarta questão: As coisas de Deus são doces para você? As coisas de Deus são doces para você? Alguns de vocês saberão do que eu estou falando, outros não, mas preste atenção nisso – isso é algo muito bonito. Provérbios 27:7. Preste atenção nisso. “Para a alma faminta todo amargo é doce”. Você ouviu isso? “Para a alma faminta todo amargo é doce”. Eu posso dizer que alguém tem fome e sede de justiça porque quando Deus traz devastação em suas vidas, e eles ficam fartos e satisfeitos porque sabem que é Deus, embora aquilo seja doloroso. Entendeu isso? Existem algumas pessoas que elas só conseguem se alegrar quando as coisas boas acontecem. Quando coisas difíceis acontecem, elas não gostam. Elas não estão com fome e sede de justiça. Elas estão buscando felicidade superficialmente.

Veja o que o Thomas Watson diz, “Aquele que tem fome e sede de justiça pode se alimentar da mirra do evangelho assim como do mel”. “Para a alma faminta o amargo é doce”. Alguns de nós sabem o que significa Deus nos repreender. Alguns de nós sabem o que significa passar por profundas tribulações. Alguns de nós sabem o que é ter dor, ansiedade, fardo e problemas. E você quer saber? Eu posso lhe dizer por experiência própria em meio a tudo isso, que isso é tão doce como nos momentos bons. Isso é tão doce como nos momentos bons, porque para a alma faminta, toda coisa amarga é doce porque Deus está naquilo, fazendo o seu propósito e nos tornando mais justos.

Finalmente, pergunte a si mesmo se a sua fome e sede é incondicional. É incondicional? Se você realmente tem fome e sede de justiça, ela será incondicional. Você diz, “o que você quer dizer com isso? “ Bom, você se lembra do jovem rico que veio e disse, “Eu quero saber como eu consigo entrar no reino”, e o Senhor disse, “Ah é? Você está disposto a vender tudo o que você tem e dar aos pobres? ” “Não”. Ele estava com fome, mas a sua fome era condicional e ele nunca foi satisfeito. E a sua? Você diz, “Ah, eu desejo a Cristo e o meu pecado, Cristo e o meu orgulho, Cristo e o meu relacionamento ilícito, Cristo e a minha cola na escola, Cristo e a minha mentira no trabalho, Cristo e a minha cobiça, Cristo e o meu materialismo”. Cristo e isso, Cristo e aquilo. Então você não está com fome e sede de justiça.

Um homem faminto não quer comida e uma roupa nova. Um homem com sede não quer comida e uma par de sapato novo. Ele não está nem aí para a roupa e o sapato, só dê a ele a comida e a água. Salmo 119:20 diz, “Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos”.

Como você foi no teste? Você é uma pessoa que tem fome e sede de justiça? Isaías disse em Isaías 26:9, “Com minha alma suspiro de noite por ti e, com o meu espírito dentro de mim, eu te procuro diligentemente”. Vê? Davi tinha sede de Deus logo cedo. As sábias virgens tinham o seu óleo antes da vinda do noivo. Elas tinham sede; elas prepararam cedo. E quer saber de uma coisa? Existem algumas pessoas que vão ficar com sede muito tarde e elas serão como o homem rico em Lucas 16:24, e dirão, “Manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama”. Então elas ficarão com sede quando não houver mais remédio. Tenha sede agora e seja saciado. Vamos orar.

Pai, nós te agradecemos pelo nosso momento de comunhão nesta noite. Obrigado por falar conosco em Tua Palavra e obrigado pela maneira como o Espírito Santo toma essas verdades, e as envolve em nós e as aplica em nós. Deus, nós não queremos empurra-las para outra pessoa. Nós queremos lidar com elas nós mesmos. Torna-nos aqueles que têm fome e sede. E se hoje em nossa comunhão aqui houver alguma pessoa que nunca tive fome e sede pela salvação, que esse seja o momento. Pelo Teu Espírito, quebre as chagas do pecado. Que elas possam ser quebrantadas no espírito, com tristeza e mansidão, que elas possam buscar a Tua justiça que apenas Tu podes dar, sabendo que sem a justiça, nenhum homem poderá ver a Deus. Pai, existem alguns que precisam buscar justiça na santificação. Alguns de nós tem se tornado demasiadamente presunçosos e satisfeitos, achando que já têm tudo. Ajuda-nos a perceber que a fome e a sede nunca terminam. Ajuda-nos a viver com corações famintos para conhecer tudo o que precisa ser conhecido, para sermos tudo o que precisamos ser, até o momento em que seremos como Cristo, quando o virmos face a face. Nós te rendemos louvores no nome de Cristo. Amém. .

FIM

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