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Você vai abrir sua Bíblia comigo e olhar para o capítulo 6 de Mateus? Anteriormente em nossa adoração o coro cantou o que é conhecido para nós como a Oração do Senhor e esse é o tema do nosso estudo. Estamos examinando Mateus 6:9-15 nestes dias e olhando particularmente esta manhã no versículo 9, a primeira frase desta oração. Quero no entanto ler toda a oração até o versículo 13 para que você tenha isso em mente quando nos aproximarmos nesta manhã. Mateus 6, começando no versículo 9.

“Portanto orai assim Pai nosso que estais nos céus santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos da hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino o poder e a glória para sempre Amém.”

Há duas atividades espirituais que devem fazer incessantemente parte da vida de um crente, dois grandes pilares que sustentam o crente na questão da vida diária. Um, é o estudo da Palavra de Deus. Dois, oração. Assim os apóstolos confessaram em Atos 6:4 "e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra". Oração é o nosso falar com Deus. Estudar a Palavra é Deus falando conosco. Essas duas coisas são o intercâmbio composto entre o homem e Deus. E assim a Bíblia fala que estamos incessantemente envolvidos em ambos constantemente, diariamente, alimentando-nos da Palavra de Deus; Constantemente respondendo, diariamente em comunhão com Deus.

No Pentateuco, a afirmação da vontade de Deus registrando sua lei e dando-a ao homem era que o homem falaria da lei quando se sentasse, quando se levantasse, quando estivesse deitado e quando estivesse andando no caminho. O homem deveria através do salmista meditar sobre a lei de Deus dia e noite. A lei de Deus então deveria ser uma questão de seus pensamentos e uma questão de conversa o tempo todo.

Assim com a oração. O apóstolo Paulo diz "Orai sem cessar". O apóstolo Paulo diz, "Orando sempre com toda a oração e súplica." O Novo Testamento nos diz que devemos tornar "conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças". Devemos estar orando o tempo todo. Devemos estar estudando a Palavra, tomando-a, meditando nela, transmitindo-a em todos os momentos. Essas duas coisas, então, se tornam o elemento consumidor da vida do crente: Ouvir a Deus enquanto fala em sua Palavra e falar a Deus em nossas próprias orações.

Agora, estudamos muito sobre a aceitação da Palavra de Deus no passado e voltaremos a abordá-lo no futuro. Mas para este momento nós estamos focalizando na oração. Oração, uma daquelas duas constantes na vida do crente. George Mueller, esse grande homem de oração, foi questionado quanto tempo ele passava em oração. Sua resposta foi "Eu livo no espírito de oração." A oração para ele era um modo de vida.

Nosso Senhor sabe disso. Nosso Senhor sabe que a oração é um modo de vida. Nosso Senhor aqui pára no meio de seu discurso sobre o sermão do monte, que compara, especialmente, o padrão falso de religião dos fariseus e os escribas, com o padrão de Deus, e ele intercepta uma palavra de instrução para todos aqueles que proferem seu nome, para que possam saber como devem orar.

Orações, uma coisa muito importante. Se é um modo de vida para nós então é necessário que entendamos como orar. Na verdade, esta é uma ilustração do modelo que também é dado em Lucas. Se uma oração é algo que devemos fazer incessantemente, então melhor fazê-lo devidamente. E assim nosso Senhor nos ensina a orar.

Observe o que ele não nos ensina. Ele não ensina sobre uma postura da oração, porque em qualquer postura se fará. Na Bíblia as pessoas oravam em pé, erguendo como mãos, sentadas, ajoelhadas, erguendo os olhos, inclinando-se, colocando a cabeça entre os joelhos, batendo no peito de frente para um templo etcétera. Não existe uma postura específica.

Observe que não há nada sobre o lugar de oração. As pessoas na Bíblia oravam em batalha, numa caverna, em particular, num jardim, numa encosta de montanha, junto a um rio, junto ao mar, na rua, na casa de Deus. Primeira Timóteo diz "Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar". Na Bíblia as pessoas oravam na cama, em casa, numa pescaria, no telhado, em prisão, junto ao mar, na solidão, no deserto, na cruz e assim por diante.

Ele não fala sobre os horários de oração. Lembro-me de um homem que pregava um sermão a um grupo de ministros e pregou por que Bíblia ensina que as manhãs são para a oração e devemos orar pela manhã. E eu examinei a minha Bíblia e na Bíblia eu encontrei as pessoas orando de manhã cedo, três vezes ao dia, ao anoitecer, antes das refeições, depois das refeições, na hora de dormir, à meia noite, dia e noite, diversas vezes, quando eram jovens, quando eram velhos, em meio a tribulações, todo dia e sempre.

Jesus não nos conta um momento específico, um lugar específico, uma postura específica. Há algumas pessoas que, quando oram, sentem que devem ter seu xaile de oração. O povo judeu de hoje, quando eles oram, têm que se vestir para a sua oração, mas, como você encontra na Bíblia, as pessoas oraram em todos os tipos de circunstâncias em atitudes: as vezes, usando sacos, às vezes sentados em cinzas, às vezes raspando a cabeça, batendo o peito , gritando, aplicando poeira na cabeça, rasgando suas vestes, jejuando, suspirando, gemendo, chorando alto, suando sangue, agonizando com corações partidos, espíritos quebrados, derramando seus corações, tornando os corações que a Bíblia diz, fazendo um juramento, oferecendo um sacrifício, oferecendo louvores, cantando músicas, etc.

Essas não são as questões. Em qualquer postura, em qualquer momento, em qualquer lugar, sob qualquer circunstância e em qualquer vestuário, a oração é apropriada porque a oração é um modo de vida total. A oração é uma comunhão aberta com Deus que continua em todo o tempo. Às vezes, torna-se mais concentrada e intensa do que outras vezes, mas a oração é um modo de vida. E se é um modo de vida, então precisamos entender como orar, e é precisamente por isso que Jesus nos ensina aqui. Esta não é uma oração a ser recitada senão um modelo para todas as orações. Eu realmente acho que a mensagem mais importante que vou pregar a você nesta série toda, foi a que eu lhe dei no domingo passado. Se você não conseguiu, você precisa ouvir a fita, porque ela define para você todo o assunto de todo esse conceito, a oração dos discípulos.

Observe como a oração começa - ou o modelo para a oração começa - versículo 9. "Portanto, vós orareis assim". Houtōs oun, no grego, que literalmente diz "Assim, portanto." Ou talvez pudéssemos traduzi-lo "Nessa direção, ore." Não está dizendo "Nestas palavras exatas, orem".

Às vezes, no livro de Atos - eu olhei algumas vezes em que isso ocorreu - a mesma frase "houtōs" é usada, ele dirá: "Nessa linha, o Antigo Testamento diz", e então irá parafrasear o Antigo Testamento. O argumento é que a frase "houtōs" não significa necessariamente, "nestas palavras exatas". Pode significar isso, mas em muitos casos tem referências ao conteúdo geral, "nesse sentido."

"Vós orareis assim" não significa necessariamente "nestas palavras exatas" e eu acho que as pessoas que tomaram isso em sua própria exatidão recitando-a diversas e diversas vezes, perderam o seu significado, que é para ser um esboço, um esqueleto, uma definição para toda oração. Toda a oração deve seguir o padrão e o modelo dado aqui.

Agora em nosso último estudo notamos que o principal impulso desta oração é que ela se concentra na glória de Deus e isso é apropriado porque é isso que toda oração tem que fazer. A oração não está tentando fazer Deus concordar comigo. A oração não está tentando alinhar Deus com o que eu preciso. A oração sou eu mesmo afirmando a soberania e a majestade de Deus, tomando minha vontade e tornando-a submissa à vontade Dele. Essa é a verdadeira oração.

Sabemos que em João 14:13-14 nosso querido Senhor diz que quando pedimos alguma coisa em seu nome ele nos ouve para que o Pai seja glorificado. Oração não é para você conseguir o que você quer ou para eu para obter o que eu quero, a oração é colocar a majestade de Deus em exposição. É para que Deus seja glorificado. Toda a oração se concentra então em Deus e esta oração não é diferente.

Ao estudar as orações do Antigo Testamento - o que eu tenho feito nas últimas semanas para ter uma idéia de como o povo judeu se aproximava da oração - fiquei espantado ao descobrir que mesmo nas circunstâncias mais profundas e mais graves, ainda que num poço de desespero que não poderíamos nem imaginar, antes que um verdadeiro santo de Deus entrasse numa oração, mais freqüentemente ele adoraria a Deus.

Por exemplo eu estava lendo em Jonas. Jonas estava na barriga de um grande peixe em uma circunstância inacreditável que ninguém poderia imaginar. Fale sobre medo, fale sobre miséria. Lá ele está na barriga de um grande peixe, e no capítulo 2 de Jonas, ele começa uma oração, e você pensaria que ele iria dispensar com todas as cortesias e simplesmente descer a um "Tire-me daqui Deus”. Mas, Jonas começa com um maravilhoso hino de adoração e louvor, porque ninguém pode realmente pedir a Deus algo a menos que ele afirme que Deus tem o direito soberano de dizer sim ou não. Essa é a base a nossa vontade de ser submetida a ele.

Eu leio Daniel capítulo 9, e Daniel está no precipício do desastre o tempo todo, por causa do lugar estratégico que ele está no meio de uma sociedade pagã babilônica. Na perplexidade que o dominava naquela época inclinou-se para orar, e em meio a uma situação terrível pronunciou a sua oração e toda a oração se abriu quase ignorando a situação, com a afirmação da majestade, da glória, da dignidade, da santidade e do caráter do todo-poderoso do Deus soberano.

Fui um pouco mais adiante no meu estudo e cheguei a Jeremias 32 e o querido Jeremias que passou a maior parte de sua vida em frustração, confusão e perplexidade, que passou a maior parte de seu tempo chorando por causa de seu coração partido sobre o seu povo, começa a derrama uma oração a Deus em meio à sua perplexidade e isso não é mais que uma recitação da majestade de Deus, atributo após atributo, à medida que ele começa.

Por que fazer isso? E por que isso começa, "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino seja feita a tua vontade"? E por que ele termina "porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre"? Porque Deus é o foco de toda oração. A oração é dar a Deus o privilégio de mostrar sua majestade. É trazer a minha vida em harmonia com a sua vontade.

Posso ilustrar isso do Salmo 86? E há muitos lugares onde podemos ir para ilustrar mas eu amo isso. Isto é tão específico, Salmo 86. O Salmista está prestes a oferecer uma oração. Ele vai orar a Deus e está buscando a misericórdia de Deus, o amor de Deus, a compaixão de Deus e a ternura de Deus em seu favor. Começando no versículo 6, "Escuta, SENHOR, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas. No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.”

Agora, o salmista está no meio da angústia. Esta é uma oração de Davi. Seu coração está sobrecarregado. Há uma tremenda ansiedade em seu espírito. E ele vai a Deus para orar mas observe isto. Em primeiro lugar ele diz, no versículo 8, "Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor". Ele não começa com uma petição. Ele começa com uma afirmação da majestade e do caráter de Deus como o único Deus. "nada existe que se compare às tuas obras." Ele exalta Deus por quem ele é e o que ele fez. "Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome." Ele diz que o mundo inteiro deve estar dobrando os joelhos diante de Ti. "Pois tu és grande -" versículo 10 "- e operas maravilhas, só tu és Deus."

Agora vocês vêm, pessoal? Esta é a oração típica do santo do Antigo Testamento que sabia o que era a oração. A oração tinha tudo a ver com a colocação de Deus no seu devido lugar e então a submeter a minha vontade à dele. E isso é exatamente o que ele faz no versículo 11 lindamente. "Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade." Pare aí por um minuto. Você percebe que ele nem sequer menciona ainda o pedido em seu coração. Ele nem mesmo menciona isso. Ele apenas diz "Primeiro de tudo eu quero reconhecer que Tu és Deus e tens o direito de fazer o que quiser. Em segundo lugar quero reconhecer que me submeto à tua maneira e à tua vontade." E esta magnífica declaração no final do versículo 11, "dispõe-me o coração para só temer o teu nome". Isso é oração. A oração é apenas flexão e inclinação submissamente à vontade de Deus. Então, no versículo 12, não importa o que aconteça, "Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome". Agora isso é oração. Isso é oração. E você não pode separá-la do louvor. Reconhecendo Deus em seu lugar legítimo, como soberano, e trazendo nossas próprias vidas submissas à sua vontade.

Agora com isso em mente volte para Mateus 6, e isso foi apenas um breve olhar para o tema da oração, como o caráter e a pessoa de Deus. Nós cobrimos isto em grande detalhe da última vez.

Mas olhe novamente como eu esbocei esta oração, você poderia? Muito, muito simplesmente esta oração, cada faceta cada declaração curta e poderosa, nesta oração, concentra-se em Deus cada uma. "Pai nosso, que estás nos céus" que é a paternidade de Deus. "Santificado seja o teu nome" essa é a prioridade de Deus. "Venha o teu reino" esse é o programa de Deus. "faça-se a tua vontade" esse é o propósito de Deus. "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje" isto é provisão de Deus. "perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" que é o perdão de Deus. "e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal" que é a proteção de Deus. "pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém" que é a preeminência de Deus. Toda a fase fala de Deus.

A oração então é colocar Deus em seu lugar infinito e majestoso. Vejamos o primeiro, a paternidade de Deus. "Pai nosso que estás no céu." Você sabe, amado, eu poderia passar semanas nesta frase. Ela literalmente se abre para mim e muito. Estes são os tipos mais difíceis de sermões a se pregar, onde há tanta coisa que pode ser dito que você não sabe o que escolher e o que deixar de fora. Mas observe essa frase, "Pai nosso que estás nos céus". Essa é a invocação que começa a oração.

Se você pensar nisso, esse é provavelmente o termo mais comum que usamos em nossas orações. Pai, Pai, Pai; de novo e de novo, com razão, pois esse é o padrão que Jesus estabelece. A oração começa com o reconhecimento de que Deus é nosso Pai. Tremenda verdade nesse pensamento. Deus é nosso pai. Agora o que isso diz para você? Bem deixe-me dizer de início que a palavra "nosso" tem referência a pessoas crentes. E assim o fato negativo de "nosso Pai" é que é um golpe mortal para o ensinamento liberal da paternidade de Deus e da irmandade do homem.

Os liberais por anos ensinaram o que é a paternidade universal de Deus. Deus é o pai de todos. Somos todos filhos de Deus e todos nós somos irmãos. Bom, há apenas um sentido em que isso é verdade e isso é no sentido da criação. Isso é no sentido da criação. Somos filhos de Deus universalmente uma vez que fomos criados por Deus.

Malaquias 2:10 "Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus?" No sentido de que Deus nos criou, somos um. Atos 17 Paulo diz "somos todos os seus descendentes." E ele diz isso aos filósofos na colina de Marte. No sentido da criação, sim, Deus é nosso pai. No sentido de relação, não, ele não é.

Jesus disse em João 8:44 aos líderes judeus "Vós sois do diabo, que é vosso pai". Em 1 João capítulo 3, João claramente caracteriza duas famílias, os filhos de Deus e os filhos do diabo. Os filhos de Deus não continuam a cometer pecado, os filhos do diabo sim, e então ele faz a clara distinção entre as duas famílias. O apóstolo Paulo faz uma clara distinção entre os filhos da luz e os filhos das trevas. Não há simplesmente uma família da humanidade sob uma paternidade universal de Deus. Há duas famílias no mundo os filhos de Deus e os filhos do diabo.

Jesus torna isso muito claro. Não há maneira de contornar isso. Pedro diz em 2 Pedro 1:4 que somente aqueles que crêem foram feitos "participantes da natureza divina". Somente aqueles que nasceram de novo, nasceram na família de Deus. Somente "todos quantos o receberam" tiveram o direito de serem chamados "filhos de Deus" João 1:12. Existem duas famílias. Assim a própria declaração de Jesus "Pai nosso" elimina um mundo de pessoas incrédulas.

Há um lado positivo nisso, não apenas a eliminação disso. Mas o positivo é que "Pai nosso" é uma afirmação de uma intimidade com Deus que é maravilhosa. Porque veja você, para a maior parte do mundo, os deuses e/ou deus que adoravam, era um ser muito distante remoto e temeroso. Infelizmente houve um distanciamento surpreendente mesmo no pensamento judaico da época de Jesus. O judeu do Antigo Testamento o santo de Deus no Antigo Testamento entendia algo da paternidade de Deus. Não há dúvida sobre isso. Ele entendeu que Deus era o Pai. Acho que eles entenderam mais em um sentido nacional do que eles fizeram em um sentido pessoal. Eu acho que eles entenderam mais em termos do tipo de atenção geral de Deus da nação Israel do que eles jamais entenderam a intimidade de um relacionamento com Deus como um Pai pessoal.

Eu não acho que até a vinda de Jesus os homens realmente entendiam a intimidade de Deus. E eu acho que isso é ilustrado graficamente quando Filipe diz a Jesus "Mostra-nos o Pai" e Jesus diz "Você andou tanto tempo comigo Filipe você não sabe se me viu você viu O pai?" Eu acho que foi Jesus que nos trouxe a intimidade disso, mas no Antigo Testamento, o judeu do Antigo Testamento realmente entendia Deus como um Pai, mais no sentido nacional do que em um sentido pessoal.

Com o passar do tempo e você chegou à época de Jesus, eles perderam o conceito de Deus Pai. Deus se tornou cada vez mais remoto e eu não acho que foi Deus que se moveu. Acho que eles se afastaram. Ao se afastarem da verdadeira religião, ao se afastarem da adoração verdadeira e redefinirem seu sistema para tolerar a pecaminosidade, eles se isolaram dos cuidados paternos de Deus. Portanto eles assumiram que Deus era remoto e eles até pararam de usar os nomes de Deus. Tornou-se uma coisa blasfema mencionar o nome de Deus. Eles tinham desenvolvido um grande abismo. Eles perderam o sentido da paternidade de Deus mesmo de uma maneira nacional que eles tinham conhecido no passado.

E assim quando nosso querido Senhor proferiu o termo "Pai Nosso" é uma coisa chocante para eles. Desperta para eles algo perdido há muito tempo no passado. Introduz um novo tipo de intimidade que eles nunca entenderam. "Pai nosso.”

Deixe-me levá-lo de volta e apenas mostrar-lhe o que os judeus no Antigo Testamento viam quando eles pensavam nisso. Eles sabiam que Deus era um Pai. Eles entenderam algo do que isso significava. Por exemplo em Isaías 64 você tem uma declaração de Isaías sobre o povo de Deus, o povo de Israel, que eles tinham pecado grosseiramente. No versículo 5 ele diz "Porque temos pecado". Porque pecamos. Então no versículo 6 ele os descreve em termos muito gráficos. "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam." Isaías diz, "Deus nós somos uma bagunça. Somos um povo pecador. Temos nos afastado para muito longe daquilo que é um bom comportamento."

O versículo 7 diz "Já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos consomes por causa das nossas iniqüidades." Deus, nos sentimos perdidos. Sentimo-nos soltos. Nós somos tão maus, nós nem sequer procuramos a você mais. Nem podemos mais encontrá-lo. Essa é uma situação bastante desesperadora.

E a que Isaías apela então? Versículo 8, lindamente ele diz "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai -" pare aí. Você vê, ele reafirma a reconfortante realidade de que Deus é um Pai e os pais cuidam de seus filhos. Eles entenderam isso. Eles entenderam algo do conceito de Deus como um Pai. Mesmo sendo pecadores você ainda é nosso Pai.

Deixem-me apenas dizer-lhes, se posso resumir de certo modo, que os judeus no Antigo Testamento viram na paternidade de Deus cinco coisas básicas. Eu não sei se estas cinco são abrangentes, é apenas o que eu vi. Número um ,eles perceberam que Deus era um pai em termos de sua geração. Eles viram a geração de Deus como um ato de pai. Em 1 Crônicas diz dele que ele é "o Deus de Israel nosso Pai". Esse é um título. O Deus de Israel nosso Pai. Em outras palavras aquele que gerou a nação.

Em segundo lugar, no conceito de pai os judeus viram a proximidade de Deus. Um pai é aquele que está em um relacionamento familiar. Um pai não é como um tio, ou um primo, ou um amigo, ou um vizinho, um pai é uma relação filial. E assim eles viram no termo "pai" algo de proximidade. Para obter uma ilustração disto - eu não vou ter tempo para recorrer a isso - leia o Salmo 68. É realmente incrível.

No Salmo 68 há essa discussão de Deus e seu poder, e fala de Deus estando em uma colina alta, fala de Deus montado nas nuvens e fala de seus carros, são 20.000, e seus carros são anjos e Deus voa pelo céu e ascende grandes montes de santidade. E então ele sai muito longe disso e diz que ele é, “Pai dos órfãos." E ele nos coloca em uma família. Não é ótimo? Eles conheciam a majestade de Deus, entendiam algo do distânciamento de Deus, mas também sabiam que ele era um pai para os órfãos e que Deus colocou as pessoas em uma família. Então viram sua proximidade.

Em terceiro lugar, creio que os judeus ao verem o conceito de Deus como Pai, viram sua graça amorosa. Um pai perdoa, um pai é terno, um pai é misericordioso, um pai é gracioso aos seus filhos. E assim diziam no Salmo 103, "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem". Ele é como um pai misericordioso. Ele é como um pai condescendente gentil e bondoso. Tão previdente, tão gracioso. Era assim que viam Deus.

Em quarto lugar, creio que os judeus do Antigo Testamento viam a paternidade de Deus em termos de sua orientação. Um pai guia seus filhos, não é mesmo? Ele os guia, mostra a direção a seguir, dá-lhes sabedoria e instrução. Foi assim que o viram. Em Jeremias 31:9 diz, "Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho reto em que não tropeçarão." porque? "porque sou um pai para Israel." Deus diz "Eu vou guiá-los. Eu os guiarei pelo rio, de maneira reta. Eu me certificarei de que não caiam." Por quê? "Eu sou seu pai, e um pai guia, um pai ama, um pai permanece perto e um pai gera" vê?

Mas tudo isso não criava um sentimentalismo de Deus para com eles porque havia uma quinta coisa que eles viam. Eles tinham que ver que, porque Deus era seu Pai, se requeria deles que o obedecessem. Essa era sua parte. Deus geraria, Deus estaria próximo, Deus seria gracioso e Deus também os guiaria, e eles responderiam a Ele em obediência.

Em Deuteronômio capítulo 32 há uma simples declaração que reitera isso, e poderíamos olhar para outras Escrituras mas apenas essa. Eles corromperam a si mesm,os eram pecadores e a palavra vem, "É assim que recompensas ao SENHOR, povo louco e ignorante? Não é ele teu Pai que te adquiriu?" Você pode tratar seu Pai com desobediência, desrespeito? Então o entenderam como um Pai talvez de uma maneira mais geral. Mas, no entanto, o entendiam como um Pai; Gerando, amando, vivendo ao lado, guiando e treinando-os em obediência, e eles sabiam que eram responsáveis ​​por obedecer. Este é um conceito judaico.

Você sabe, mais tarde, no sermão do monte - volte para Mateus 7:7 - Jesus reitera esse conceito. Ele diz "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á." Por quê? Por que Deus vai fazer isso? Por que Deus vai ouvir você quando você pedir? Por que Deus vai abrir quando você bater? Por que Deus vai ajudá-lo a encontrar quando você procurar? Por quê?

Porque Deus é assim. E prossegue no versículo 9, "Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso" o quê? "Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?" Eles novamente são apresentados ao fato de que Deus é um Pai bondoso, carinhoso, amoroso e sustentador, assim como um pai no mundo cuida do necessidades de seus filhos.

Mas eu acho que eles tinham um distanciamento - ao voltarmos ao que Jesus diz no capítulo 6 - o que o havia feito perder esse senso de intimidade. Eu acho que tudo o que eles tinham deixado era o conceito pagão. Sabe os gregos chamavam Zeus de "o pai Zeus". E em conexão com "o pai Zeus" o termo passou a significar "senhor" ou "governante". Perdeu toda a sua intimidade. Não tinha qualquer intimidade.

E a propósito Zeus era um deus muito repugnante. Eu só quero que você saiba disso. Havia um deus agradável chamado Prometeu, e Prometeu olhou para o mundo, de acordo com a lenda grega, e Prometeu disse que não havia fogo no mundo. E os homens eram frios à noite, as fogueiras não são apenas boas para mantê-los aquecidos, são boas para muitas coisas, pipocas, marshmallows, companheirismo e outras coisas.

E Prometeu olhou para o mundo e disse que não é bom que o homem não tenha fogueira. Então Prometeu deu o fogo ao mundo e o pai Zeus ficou tão furioso com Prometeu que levou Prometeu no meio do Mar Adriático, encontrou uma rocha saindo da água e acorrentou Prometeu àquela rocha e o deixou lá exposto ao calor terrível do dia, a sede do dia e o frio da noite, e constantemente rasgava - acho que foi ele que disse algum tipo de pássaro com garras - que arrancou seu fígado para fora e Prometeu de acordo com a lenda sempre criaria um fígado novo, e assim sempre ele fazia isso para si. Os gregos disseram que é isso que o pai Zeus pensa sobre fazer o bem para as pessoas.

Agora, esse é o contexto desta época. "Pai" não significava nada. Tinha perdido o seu significado. E aos fariseus e aos escribas pensar em Deus como um Pai era um pensamento muito vazio. Não significava mais que um senhor ou um deus ou um governante ou um rei. Jesus usa-o de uma nova forma. Jesus injeta nele algo rico, algo especial, algo íntimo. Não apenas na palavra que ele diz, como veremos, mas no modo como trouxe Deus aos homens, certo? Jesus tornou essa intimidade possível.

Aliás, quando Jesus orava ele sempre usava a palavra "Pai", mais de 70 vezes a palavra "Pai", ele sempre usava. Apenas uma oração ele fez e não usou a palavra "Pai". Você sabe qual foi essa oração? "Deus meu, Deus meu por que ..." o quê? "- me desamparaste?" Só no pecado ele foi separado do Pai, e só então ele não disse "Pai". Todas as outras vezes a intimidade da relação foi expressa, e apenas naquele momento temporário, quando ele foi quebrado por carregar o pecado, ele nunca se dirigiu a Deus em qualquer outro termo.

Ouça quando você vai a Deus e diz "Pai", você não está falando sobre o Pai Ganso ou pai qualquer outra pessoa, alguma pessoa bondosa que quer deixar cair ovos de ouro ou a Mãe Ganso ou qualquer outra coisa. E não estamos falando de alguma divindade que é totalmente despreocupada e que é um pai somente em um sentido de liderança. Estamos falando de alguém amorosamente beneficente, alguém pessoalmente envolvido, alguém absolutamente íntimo.

Deixe-me dar um passo adiante. Estudei um pouco esta semana sobre as filosofias daquela época, e descobri algumas coisas interessantes. Havia duas grandes filosofias existentes na época de Cristo, no mundo grego ou romano. Eles são conhecidos como os estóicos e epicureus. Você leu sobre eles, certo? Os estóicos tinham um atributo essencial para os deuses. Eles diziam que o principal atributo de um deus é apatheia. De onde temos a palavra "apático". Agora apatheia para o grego é o essencial na capacidade de experimentar qualquer sentimento.

Agora, os gregos diziam isso. Se uma pessoa pode sentir amor, ela pode ser ferida. Se uma pessoa pode sentir alegria, pode sentir tristeza. Se uma pessoa pode se sentir feliz, ela pode se sentir infeliz. Assim, portanto, os deuses não sentem nada ou podem ser feridos. Então eles escolhem ser totalmente sem paixão, sem emoção, incapazes de qualquer sentimento. Eles são apáticos e indiferentes. Essa é a visão estóica dos deuses. Totalmente sem emoção, sem paixão, indiferentes.

Os epicureus tinham uma idéia um pouco diferente. Eles diziam que a qualidade suprema das divindades é ataraxia. Ataraxia é um termo que significa "serenidade completa, calma completa, paz perfeita". Agora, eles diziam que se os deuses se envolvessem em assuntos humanos eles perderiam a calma, certo? Eles vão perder a calma. Se eles entrarem na confusão do mundo eles nunca serão capazes de manter sua serenidade. Portanto, os deuses são separados. E eles tinham o que chamamos hoje de "visão deísta" que há um poder lá em cima que faz tudo funcionar e depois se afasta porque ele não quer se envolver.

Assim os estóicos diziam que Deus é absolutamente, completamente apático e indiferente, e os epicureus diziam que Deus é absolutamente desapegado, totalmente desinteressado e isolado de toda condição humana. Era assim que pensavam de seus deuses, embora usassem o termo "pai".

Agora, e sbre os dias atuais? É um pouco diferente. James Stewart citou duas linhas de um poema de Thomas Hardy. Thomas Hardy disse isso. Ele disse que a oração é inútil porque não há ninguém para orar exceto - e aqui está a citação "essa coisa sonhadora escura muda que gira o cabo deste show ocioso." Para Thomas Hardy Deus era essa coisa sonhadora. Voltaire disse, "A vida é uma piada ruim. Abaixe a cortina a farsa está feita."

H. G. Wells em um de seus romances pintou um retrato de um homem derrotado pelo estresse, fadiga e tensão da vida moderna. E o homem estava morrendo e ele foi informado por alguém que era um homem muito santo que sua única esperança era a comunhão com Deus. E ele disse "O quê? Aquele lá em cima tendo comunhão comigo? O estóico vê seu deus sem emoção, o epicureu vê seu deus completamente separado, o filósofo moderno vê Deus como a coisa escura, sonhadora, estúpida, que gira a alça do show ocioso. Mesmo o judeu de Jesus vê Deus como pai apenas em um sendo remoto, distante, desbotado, passado com pouco significado.

Para toda essa confusão Jesus simplesmente pronuncia sem explicação duas palavras "Pai nosso". Pai nosso. E ao fazê-lo, trás sobre nós maravilhosas novas dimensões de significado. O termo no grego é pater. Jesus não usou este termo. Jesus falava aramaico, embora a Bíblia fosse escrita em grego. Há pouca dúvida em minha mente que ele usou o termo abba pois abba era o termo familiar. Abba era o termo afetuoso usado por uma criança pequena para seu pai. Na verdade o Talmude diz que a primeira coisa que se aprendia era dizer abba e ima.

Isso soa como crianças pequenas, não é mesmo? Eu não sei do que seus filhos começaram a chamar você, mas eles vieram como verdadeiros vencedores em nossa casa. Apenas um enunciado quase desestruturado e sem sentido que uma criança pequena dá a seus pais. Em Marcos 14:36 ​​diz que Jesus disse, "Aba Pai, passa de mim este cálice." No princípio e no fim de seu ministério e por todo o caminho eu acho que aba era seu termo. Isso significa "papai". Em Romanos 8:15 e Gálatas 4:6 a Bíblia diz que podemos clamar "Abba Pai".

Nós não nos achegamos a Deus como Pai, em termos de como os judeus costumavam pensar, como alguma divindade responsável ​​por toda a nação. Nós não nos achegamos a Deus como um negócio indiferente, separado. Nós vamos a Deus como um pai íntimo. Usamos o termo "abba". Esta é uma resposta ao ceticismo moderno. Esta é a resposta para a confusão dos fariseus. Esta é a resposta para os filósofos.

Deixe-me encerrar nossos pensamentos esta manhã somando tudo isso. O que significa, Deus é nosso Pai? O que significa que podemos ir a ele como Pai? Ouça isso. Número um, significa o fim do medo. Significa o fim do medo. Os missionários nos dizem que um dos maiores dons que o cristianismo traz à sociedade pagã é a certeza de que Deus é um pai carinhoso e amoroso porque as pessoas pagãs vivem sob o medo de seus deuses.

Se você leu o livro Os Senhores da Terra você sabe do incrível e terrível medo com que aquelas pessoas viviam antes de serem libertadas pela fé em Cristo. Isto tem sido repetido milhares de vezes ao redor do mundo como religiões falsas viveram sob medo absoluto até chegar a conhecer o Pai amoroso através do Filho amoroso. Eles acreditam em deuses. Seus mundos estão literalmente cheios de deuses que são ciumentos, hostis, rancorosos, deuses propensos à vingança em quem vivem em absoluto medo. E é por isso que é tão maravilhoso quando Jesus diz "Pai nosso". Isso acaba com o medo. Você não tem que temer a Deus. Ele é seu pai através de Cristo.

Em segundo lugar, creio que Deus como Pai resolve a questão da esperança. Esperança. Você sabe que o mundo é hostil? Existem leis de ferro neste mundo que quando você quebra essas leis você torna isso em seu próprio perigo. Vocês pecam e as conseqüências vêm e "o salário do pecado é a morte." Não é de admirar que Voltaire tenha dito que a vida é uma piada ruim. Não admira que ele dissesse que os homens são tolos afogados em um mar de lama. Ele não tinha esperança. Tudo estava caindo. Isso porque ele não tinha um Pai amoroso.

Lembro-me quando criança, uma vez, meu pai me colocou em um canto e ele disse "Espere por mim. Eu voltarei e pego você." E ele não veio e ele não veio e ficou escuro e ficou mais escuro e mais escuro e eu estava sozinho na esquina. Finalmente ele teve problemas no carro e ele voltou horas e horas depois que as lojas estavam fechadas e eu estava de pé no escuro. Claro ele me abraçou e me perguntou se eu estava chateado e eu não me lembro de todos esses detalhes. Ele apenas me disse que eu disse "Não. Eu não estou chateado porque você me disse que você voltaria e eu estava esperando por você." Esse é o amor de uma criança para um pai. Essa é a esperança. Mas no meio de um mundo hostil que está caindo aos pedaços Deus é nosso Pai e ele cuidará dele.

Em terceiro lugar, acho que resolve a questão da solidão. Se Deus é Pai então isso é algo que as pessoas solitárias precisam saber, certo? O coração conhece a solidão. O coração conhece a amargura, a perda da auto-estima, a indignidade o autodesespero. Todos nós sofremos piedade, auto-piedade. Precisamos desesperadamente de respeito. Onde vamos conseguir isso? Existe alguém que nos conheça pelo que somos e nos ame por isso? Existe alguém que possa nos elevar e nos dar valor? Há alguém que possa nos fazer sentir como se tivéssemos um amigo?

Deus pode. Ele é nosso Pai. Ele é nosso Pai. Ele disse "Eis que estou convosco todos os dias. Eu sou um amigo que está mais perto do que um irmão." A paternidade de Deus resolve a questão da solidão.

Em quarto lugar penso que esta frase aqui resolve a questão do egoísmo. Você pode olhar de novo? Ele diz "Pai nosso" não meu pai "Pai nosso". E Jesus nos ensina o que eu lhe disse na semana passada - e eu vou apenas tocar nisso porque tratamos na semana passada - que a oração é algo que não é egoísta. Ele abraça a comunidade de fé sempre. Na verdade não há nenhum pronome pessoal singular nesta oração inteira. Quando você ora não ora centrado em si mesmo. Ora com os braços ao redor de todo mundo. Efésios 6:18 diz "Orando sempre com toda a oração e súplica -" ouça isto "- por todos os santos." Ora por todos.

Sabe, se você apenas se concentrar em si mesmo você perdeu o ponto. Ele não é seu Pai, ele não é meu Pai, ele é "Nosso Pai". O próprio uso da palavra "nosso" acaba com todas as reivindicações de exclusividade.

Em quinto lugar, Deus como Pai resolve a questão dos recursos porque diz "Pai nosso que estás -" onde? Onde? "- nos céus." Ouça. Quando você vai ao seu pai para obter recursos você não diz "Oh Senhor, eu sei que não há muito o que extrair do mundo." Ouça ele não está tirando do mundo. Ele está extraindo do céu. Eu acredito que isso acrescenta uma dimensão que apenas nos leva para fora do nosso problema. "Pai nosso que estás nos céus -" ele tem todo o domínio sobrenatural à sua disposição. Tudo o que o céu é, tudo o que ele significa em Efésios para ser "abençoado nos lugares celestiais com todas as bênçãos espirituais" está disponível nele. Ele é um Pai amoroso que tem todos os recursos do céu.

Arthur Pink diz, "Se Deus está no céu então a oração precisa ser uma coisa do coração e não dos lábios, pois nenhuma voz física na terra pode despedaçar os céus". Se Deus está no céu então nossas almas devem ser separadas da terra. Se orarmos ao Deus do céu então a fé deve carregar nossas petições.

Você quer satisfação? Deus tem à sua disposição. Se você quer justiça? Deus tem isso nos lugares celestiais. Paz, comunhão, conhecimento, vitória, ousadia, está tudo lá. Oro para um Pai que tem recursos absolutamente eternos. Que grande pensamento.

Em sexto lugar, ver Deus como um Pai resolve a questão da obediência. Costumava haver um compromisso de obedecer a seu pai eu não sei se é por aí mais. Era tão importante que, no Antigo Testamento, Deus disse que se você encontrar um filho desobediente apedreje-o, porque eu quero que o mundo saiba que você deve obedecer a seu pai. Porque isso é uma imagem espelhada de como você deve responder a Deus, seu pai. Isso resolve a questão da obediência. Meus filhos devem me obedecer e eu sou um pai indigno. Devemos obedecê-lo e ele é um pai infinitamente digno.

O ponto inteiro da paternidade de Deus se resume ao fato de que devemos obedecer. Jesus obedeceu ao pai. Ele disse "Eu não vim para fazer a minha própria vontade mas a vontade daquele que me enviou." Ele disse "Minha meta é fazer a vontade do pai. No entanto não se faça a minha vontade mas a tua. "Se ele puder se atribuir um lugar de subserviência na perfeição certamente poderemos ser subservientes em nossa imperfeição.

Finalmente resolve a questão da sabedoria. Se Deus é o Pai então ele é infinitamente mais sábio do que nós. Você se lembra do velho programa de televisão Papai Sabe Tudo? Isso nunca vai passar novamente. Isso nunca vai passar novamente. Mas o pai sim, e estamos de volta onde começamos, submissos à sua vontade porque é o melhor.

Agora me escute. O que acontece quando você sabe que Deus é seu pai? Primeiro ele remove o medo; Em segundo lugar, proporciona esperança; Em terceiro lugar, acaba a solidão; Em quarto lugar, elimina o egoísmo porque é "nosso Pai"; em quinto lugar, fornece infinitos recursos celestiais porque é "nosso Pai no céu"; em sexto lugar, exige obediência; E sétimo ,declara sabedoria.

Assim começar uma oração "Pai nosso que estás nos céus" é para indicar a minha ânsia de vir como um filho amado a um Pai amoroso, para receber tudo o que seu amor pode me dar. Agora, quando você orar, você vai orar desta maneira? Vamos curvar-nos juntos.

Senhor toda vez que eu digo "Pai nosso" eu sei que não estou perdido na multidão. Toda vez que eu digo isso eu sei que estás lá. Eu sei que estás lá removendo meu medo, fornecendo esperança, tirando a solidão, acabando com o egoísmo, proporcionando vastos e infinitos recursos celestiais, chamando a minha obediência, e afirmando Tua sabedoria absoluta. Ah, que coisa maravilhosa é ter a Ti como Pai.

Em todas as nossas orações, querido Senhor, possamos vir com um profundo sentimento de gratidão pelo fato de seres nosso pai, a quem podemos dizer papai, papai, abba, na intimidade, porque te importas. Não nos tornastes apenas indivíduos de Teu reino. Não nos tornastes apenas servos à tua vontade. Não nos chamastes apenas de "amigos". Mas nos tronastes filhos e filhas, teus filhos e nos dissestes para chamá-lo de "Pai". Obrigado. E que sejamos filhos obedientes, que nós, seus filhos, vivamos e andemos como teus filhos deveriam. Para a tua glória, em nome de Cristo. Amém.

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