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Abram comigo em Mateus, capítulo 9. Mateus capítulo 9. Estamos continuando nosso estudo dos versículos 18 ao 26. Mateus 9, versículos 18 a 26, e nós intitulamos essa seção de “O Poder de Jesus sobre a Morte”. Nada é mais maravilhoso para nós do que saber que Cristo venceu a morte. O escritor de Hebreus nos fala que Jesus veio para “destruir aquele que tinha o poder sobre a morte,” e como resultado disso, “livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.” Hebreus 2:14 e 15. Em outra palavras, o escritor diz que homens vivem suas vidas inteiras estando sujeitos à escravidão do medo da morte, mas Cristo veio livrá-los desse medo. Morte é o espectro que assombra a vida de todos. Quanto mais você vive, mais inevitável fica seu futuro. Saber que Cristo conquistou a morte nos dá uma alegria tremenda. Mas para a grande maioria das pessoas, elas não tem esse conhecimento e elas temem a morte.

Eu acho que em minha vida, o homem que mais tinha sua vida em ordem, o homem que pelo espectro do estilo de vida do mundo, das religiões do mundo, por toda demonstração de popularidade e mídia e todas essas coisas, o homem que mais se sobressai, pelo menos na minha vida, que pelo menos o mundo achava que ele tinha tudo no jeito foi Mahatma Gandhi. Parecia estar em paz. Parecia ter uma tranquilidade de alma absoluta. Parecia não conhecer o medo. Quinze anos antes da morte de Gandhi, ele escreveu isso. “Devo lhe dizer com toda humildade que o Hinduismo como eu conheço completamente satisfaz minha alma. Enche o meu ser todo, e eu encontro consolo nos Bhagavad e Upanishads que eu sinto falta até mesmo no Sermão do Monte.” Completamente em paz, completamente confortável com seu hinduísmo. Pouco tempo antes de sua morte, ele escreveu isso. “Meus dias estão contados. Não devo viver por muito mais tempo, talvez um ano ou pouco mais do que isso. Pela primeira vez em 50 anos eu me encontro num pântano de desanimo.” Só como uma nota de rodapé: É interessante; ele talvez estivesse lendo o livro O Peregrino. Depois ele disse isso. “Tudo em mim são trevas, e eu estou deseperadamente orando por luz.” Até o Mahatma Gandhi, que parecia ter tudo no jeito, quando ele começou a se deparar com a inevitável morte, ele viu tudo desmoronar.

Pessoas fazem coisas engraçadas quando pensam sobre a morte, por causa do medo. Um homem, eu li sobre ele recentemente, um relojoeiro turco decidiu que ele queria construir uma cova especial com uma janela de 8 polegadas em cima e ele planejava instalar um botão, elétrico, um alarme dentro da cova; porque, caso ele fosse enterrado vivo por engano, ele poderia apertar o botão e chamar os guardas do cemitério. Ele também planejava ter uma lâmpada lá dentro, e ele instruiu aos que fossem enterrá-lo que eles deixassem a luz acessa por sete dias, e depois disso, se ele realmente estivesse morto, eles poderiam apagar a luz. No Brasil, um arquiteto planejou um prédio de 39 andares que vai servir de cemitério. Tem muitos prédios altos assim no Brasil. A maioria deles tem gente viva dentro. Mas esse vai ter cadáveres dentro, com uma capacidade de 147,000 corpos. Há um heliporto para que os corpos cheguem de forma rápida. Terá duas igrejas e 21 capelas e camas confortáveis para os amigos enlutados. Também vai ter música de fundo calma e sombria sendo tocada 24 horas por dia. Isso é para lidar com um problema de enterro absurdo nas porções lotadas do Brasil.

Você sabia que a Grã-Bretanha foi o primeiro país a ter mais cremações do que enterros? Eles estão lidando com o fato de que não tem mais onde colocar os corpos. No Japão, as covas são tão lotadas que você só tem uma cova garantida se você é da família imperial. A Rússia tem o maior cemitério do mundo. Lá texiste um cemitério que tem 500,000 corpos. Eles acabaram de construir um mausoléu em San Diego. Naquele mausoléu eles têm espaço para 70,000 corpos; e adjacente a ele eles têm um jardim; e dentro desse jardim existe uma réplica do túmulo do jardim em Jerusalém onde eles acreditam que foi o túmulo de onde Jesus ressuscitou; do lado daquele mausoléu vai ter essa réplica. Vai estar vazia, e a porta sempre aberta, para que você possa saber que o túmulo de Jesus está vazio; e a mensagem é que em todos aqueles outros túmulos, onde estão deitados alguns que O conhecem, um dia vão estar vazios também.

No entanto, a terra está toda furada com covas. Elas estão em baixo, em cima. Estão por todo lado. A morte paira sobre a vida de cada indivíduo. Como é maravilhoso perceber, então, que Jesus veio para conquistar a morte. Se você olhar em João, capítulo 5, esse provavelmente é o melhor lugar para começar a focar nesse assunto, apesar de que poderíamos usar muitas passagens. Só escutem alguns versículos de João capítulo 5. Versículo 21: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer.” Versículo 24: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna”. Versículo 26: “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” No capítulo 11, Ele diz, “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” Em outras palavras, Jesus dizia ter o poder sobre a morte. Ele disse, “O Pai tem poder sobre a morte, e Ele tem me dado o poder sobre a morte”. Ele também falou, “Porque eu vivo, você também viverá”.

Agora, o trabalho do Messias era de conquistar a morte, remover o medo da morte. E como o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 15: Para retirar o aguilhão da morte, e a vitória do túmulo, o Messias viria. No final, o Messias traria um estado eterno, diz em Apocalipse 21:4, onde “a morte já não existirá”. O Messias iria conquistar a morte. Se isso é verdade, então qualquer um que diz ser o Messias deveria demonstrar seu poder sobre a morte, não é? Olhem comigo em Mateus capítulo 11, versículo 5. João Batista estava curioso para saber se Jesus realmente era o Messias, o Filho de Davi, o Prometido; e então João enviou alguns de seus discípulos para descobrir. E no versículo 3 de Mateus 11 diz, “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” Você é o Messias? Você é o Prometido? Você é aquele que João Batista tem anunciado? “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: [e o que são essas coisas?] os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são [o que?] ressuscitados.” Credenciais messiânicas; é assim que nós sabemos que Ele é o Rei.

Agora, Mateus quer que nós entendamos isso, então nos capítulos 8 e 9, Mateus tem nos apresentado o poder miraculoso do Messias, Ele tem nos mostrado que Jesus tinha o poder sobre a doença no capítulo 8, versículos 1 a 17. Ele tem nos mostrado que Ele tinha o poder sobre as desordens físicas, espirituais e morais, no capítulo 8, versículo 23 até o capítulo 9, versículo 17. E agora no capítulo 9:18 até o versículo 35, ele nos mostra que Jesus tem o poder sobre morte. Doença, desordem e morte. Ele pode dar visão aos cegos. Ele pode fazer o surdo escutar. Ele pode fazer o mudo falar, e Ele pode levantar alguém dos mortos; e aí está o credencial do Messias. Ele pode fazer, como uma prévia, o que Ele vai fazer em Seu Reino e por toda eternidade.

Agora, em nosso texto, começando no versículo 18, nós focamos em Seu poder sobre a morte, o maior inimigo, e existe três milagres aqui. O primeiro é a ressurreição de uma menina dos mortos. O segundo foi dar visão a olhos cegos, e o terceiro dar voz a um mudo. De alguma forma, todos esses milagres ilustram Seu poder sobre a morte. Em um caso, ele dá fala a uma voz morta; em outro, visão a olhos mortos. E então englobando tudo isso, Ele não só consegue ressuscitar partes do corpo que morreram, mas o corpo inteiro como Ele fez com a menininha. Agora, como nós dissemos duas semanas atrás quando começamos nosso estudo dos versículos 18 ao 26, não queremos só focar no milagre em si da ressurreição, mas queremos ver Jesus, porque iremos aprender como Ele trabalhava com as pessoas. Não estamos só vendo os fatores envolvidos em Seu poder como Deus manifesto, mas nós também vemos o carinho Dele quando Ele trabalha com pessoas, e isso se torna abundantemente claro quando nós olhamos esta passagem.

Agora, vamos revisar rapidamente o padrão de Jesus em lidar com as pessoas, e esse é o esboço que queremos seguir. Primeiramente, Jesus era acessível. Versículo 18, veja como começa: “Enquanto estas coisas lhes dizia.” Vamos parar por aqui. Você lembra da última vez que conversamos nós falamos que Jesus estava ocupado conversando com os Fariseus, os seguidores de João Batista. Por todo lugar que Ele ia tinha uma multidão rodeando-O. Ele estava sempre no meio de uma multidão, sempre rodeado por pessoas; nós vemos isso em todo o livro de Mateus. Voltando para o capítulo 4, por exemplo, versículo 25, e lá diz, “numerosas multidões o seguiam.” E depois chegamos no capítulo 8, versículo 1, e lá diz, “Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram.” E depois no capítulo 12, versículo 15, “. Muitos o seguiram”. E você pode ir até o capítulo 19 e no segundo versículo ali diz, “Seguiram-no muitas multidões”. E no capítulo 20, versículo 29, “uma grande multidão o acompanhava”. E no versículo 21, versículo 8, uma grande multidão O seguia.

Em outras palavras, Sua vida inteira estava acessível às pessoas: respondendo perguntas, atendendo necessidades, pregando, ensinando, curando, expulsando demônios. Esse é um princípio maravilhoso, pessoal. Deus é acessível. Ele está aqui. Ele pode ser encontrado. Ele pode ser buscado. Ele não é o deus dos pagãos. Ele não é um deus cujo povo não consegue achá-lo, e o deus daquele povo do Antigo Testamento que o profeta disse, “Talvez ele está de férias, talvez esteja dormindo. Vocês deveriam gritar mais alto para acordá-lo”. Nosso Deus não é assim. Quando Jesus Cristo veio ao mundo, e Ele era Deus encarnado, Deus se tornou acessível.

Em Segundo lugar, Ele não é só acessível, Ele está disponível; e nós saímos da multidão para o indivíduo no versículo 18. Lá diz, “um chefe, aproximando-se...”. Um homem saiu da multidão; e depois no versículo 20, “e eis que uma mulher...”. Saindo daquela massa de tudo, o foco está num homem e numa mulher, um indivíduo. Ele não é só acessível, isto é, você pode estar presente em seus encontros. Ele está disponível. Você pode confrontá-Lo individualmente, e você pode entrar na vida dele, e Ele na sua. Ele veio para as pessoas individualmente. Ele tocou no leproso. Ele foi para casa de um centurião que tinha um servo paralítico. Ele tocou numa mulher com febre, e Ele lidou com um homem possesso por demônios. Ele curou um paralítico. E, aqui, Ele conhece um pai que tem uma filha que está morrendo, e uma mulher com uma hemorragia severa. Ele sempre está disponível para os indivíduos, e existem duas coisas que esta disponibilidade envolve. Uma é a necessidade, e a outra é fé. Onde quer que tenha uma profunda necessidade, onde tiver grande fé: Ele está disponível.

Vejam o versículo 18. Lá diz, “um chefe, aproximando-se,” e os outros evangelhos nos dizem que ele era o chefe da sinagoga. Ele era a epítome do estabelecimento religioso. Ele provavelmente era um cidadão exemplar, um homem bem respeitado e honrado e religioso. Ele fazia parte do estabelecimento que geralmente era identificado contra Cristo; e, ainda assim, em absoluto desespero, porque sua filha estava morta, ele veio até Jesus. Na primeira vez, quando ele chegou, a filha só estava morrendo; mas na hora que Mateus relata a história, a filha já estava morta; e o homem está desesperado. E enquanto ele vem, ele então, por causa da grande necessidade; mas ele também demonstra grande fé, porque no versículo 18, ele diz, “Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão sobre ela, e viverá.” Isso é grande fé. Grande fé. Ele tinha uma grande necessidade e uma grande fé, e aí está a base para um enconto da alma com Deus. Percebam no meio do versículo 18. Ele o adorou. Adorou. Esse homem tinha a fé para ser salvo. Adoração é uma das palavras prediletas de Mateus.

Pode também ter sido uma adoração falsa. Pode ter sido. No capítulo 18 do evangelho de Mateus no versículo 26, ali eu acho que era uma adoração falsa. Lembrem, Jesus estava contando uma história sobre um homem que devia tanto que ele não poderia pagar. Ele veio e adorou o mestre, e ele disse, “Ó, por favor me perdoe. Por favor me perdoe. Por favor me perdoe. Vou pagar tudo.” E o homem o perdoou, e depois esse mesmo homem virou para um outro que devia bem pouquinho, muito pouco, e o jogou na prisão quando ele não pagou. O homem era um falso. Um hipócrita. No versículo 26 diz, “Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei.” Essa reverência era falsa. Então adoração pode ser algo falso. Pode ser algo só externo. Pode ser para você mesmo. Nós também encontramos adoração egoísta em Mateus 20, versículo 20, porque veio a mãe de Tiago e João. Tiago e João decidiram que eles queriam sentar-se ao lado esquerdo e direito de Jesus no reino, e eles queriam ser elevados acima de todos os outros discípulos. Então eles mandaram sua mãe, e ela vem até Jesus. E lá diz que ela veio “adorando-o e desejando algo Dele.” Agora esse é um tipo de adoração para se servir. Adoração pode ser falsa ou egoísta, mas também pode ser real e genuína; e eu acredito que quando esse homem veio, ele veio com um coração genuíno.

Se você olhar, por exemplo, em Mateus 14, versículo 33, eu acho que lá você também encontra adoração genuína. Jesus tinha andado na água. E quando Ele chegou no barco, lá diz, quando eles estavam no barco, as pessoas que estavam lá “o adoraram, dizendo, ‘Verdadeiramente és Filho de Deus’”. Aí sim está adoração verdadeira. Você vê isso no capítulo 15, não vê? Capítulo 15, versículo 21: Jesus sai para as margens de Tiro e Sidom, e ali vem uma mulher gentia e diz, “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. Ele, porém, não lhe respondeu palavra.” Ele ia dar uma ilustração dramática aqui. E seus discípulos disseram, “Despede-a, pois vem clamando atrás de nós.” Ela está nos irritando. “Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Ele estava mostrando aos discípulos como era importante Ele, em Seu ministério, primeiramente ir até os judeus, antes de ir para os gentios e oferecer o reino aos judeus. Ela, porém, foi persistente, versículo 25, “ela veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!” E eu acho que a adoração dela aqui é genuína; e de certa forma, Ele ignorando-a força-a a ver a realidade de sua fé. “Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.” Eu devo alguma obrigação a você? Uma gentia? “Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor,” o que você quer dizer com isso? Você está certo. Eu não mereço nada. Nada mesmo. Aí sim está um espirito manso. Eu não mereço nada, “porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.” Jesus então respondeu e disse a ela, “Ó mulher, grande é a tua fé!” Isso sim é adoração verdadeira. Não egoísta. Ela sabia que não merecia nada a não ser as migalhas. Então adoração pode ser falsa, egoísta ou pode ser real. Voltem agora para Mateus 9, e eu acho que o que você vê ali é adoração verdadeira. “Eis que um chefe, aproximando-se, o adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão sobre ela, e viverá.” Ele realmente acreditava nisso.

E voltando para o capítulo 8, lembrem, no versículo 8, o centurião falou, “Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente, apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.” E Jesus disse que essa era a maior fé que Ele tinha encontrado em todo Israel. Mas o homem lá cria que Jesus só podia curar. Esse homem acreditava que Ele podia levantar alguém dos mortos. Ele devia realmente crer, que Ele era de fato, o Cristo de Deus.

Aliás, isso é mais fé do que os discípulos demonstraram em diversas ocasiões. Sabia? Capítulo 8, as ondas estavam balançando o barco. Versículo 26: “Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de [que tipo de fé?] pequena fé?” E Ele dizia isso a eles repetidas vezes. No capítulo 14, versículo 31; capítulo 16, versículo 8, Ele diz, “Vós de pouca fé. Vós de pouca fé”. Capítulo 6 versículo 30: “homens de pequena fé”.

Se os discípulos acreditavam e tinham pouca fé, e esse homem tem esse tipo de fé, ele deve ter passado do ponto onde a fé dele era adequada para a redenção. Eu acredito que esse homem realmente cria. Ele tinha uma grande necessidade. Ele estava desesperado, e ele tinha uma grande fé, e Jesus responde à grande fé. Versículo 19: “E Jesus, levantando-se, o seguia, e também os seus discípulos”. Os outros evangelhos adicionam que a multidão inteira também seguiu. Então tem uma grande multidão se apertando nas pequenas ruas enquanto eles tentam chegar na casa desse homem. Jesus era acessível, e Ele estava disponível. Ele sai do meio da multidão para seguir esse homem que tinha uma grande necessidade.

Mas, em terceiro lugar, e eu amo isso, Jesus era tangível. Ele era tocável. A multidão tinha ouvido. O homem, individualmente, O tinha adorado. E agora nós encontramos uma mulher que O tocou. Versículo 20: “E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele” e literalmente agarrou ou encostou na orla da veste dele. Ela tinha um fluxo de sangue. Isso é um tipo de hemorragia, um problema de sangue de mulher, provavelmente causada por um cisto ou mioma. Talvez era um carcinoma, mas se realmente fosse um câncer ela provavelmente não teria sobrevivido por doze anos. A lei de Levíticos diz que quando uma mulher tem um fluxo de sangue, quando ela tinha esse tipo de problema, suas roupas eram impuras, sua cama era impura, qualquer lugar onde ela se sentasse era impuro, e o que ela tocasse seria impuro também. Ela foi colocada para fora da sinagoga, fora da família, fora se um relacionamento matrimonial. Ela ficou isolada por doze anos como uma pessoa impura. Uma condição desesperadora: excluída da família, amigos, comunhão, da sinagoga, e ninguém podia tocar nela sem ficar contaminado. Mas ela tinha ouvido falar de Jesus; e ela também tinha uma necessidade desesperadora; e ela também tinha fé. E ela repetia para si mesma, no versículo 21, e no grego diz que ela fala repetidas vezes isso para ela mesma, “Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada. O homem tem tanto poder, se eu simplesmente tocar nele...”.

E um judeu tem quatro borlas penduradas em seu roupão, elas eram feitas em azul, e simbolizavam, de acordo com Números 15 e Deuteronômios 22, simbolizavam a identificação com a lei de Deus, e marcavam um judeu como judeu. E, enquanto Jesus se movia por entre a multidão, essa pequena borla se balançava em suas costas; e ela se esticou e agarrou isso, e segurou. Versículo 22: O que aconteceu? Jesus virou, e viu ela, e “disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.” Ele respondeu a isso. Ele era tocável. Ele era sinsível e responsivo. Sabia que quando o senhor James Simpson, um grande santo, estava morrendo, um amigo desejava confortá-lo e disse, “Bom, James, logo logo você vai poder descansar no peito de Jesus.” E em sua humildade ele disse o seguinte, “Bom, eu não sei se eu realmente posso fazer isso, mas eu posso tentar agarrar suas vestes”. A mulher não queria ficar exposta em sua vergonha e humilhação. Ela só queria estender e tocar, mas ela tinha a fé para crer que só isso era necessário, porque tinha tanto poder. O chefe tinha um motivo meio inadequado. E a mulher tinha uma fé meio inadequada. Era um pouco supersticiosa. Mas Jesus os tomou como estavam e redimiu os dois.

Agora, prestem atenção por um minuto. Quando diz no final do versículo 21 que ela achava que ela podia tocar Nele, e então Jesus se vira, alguma coisa acontece aí que Mateus não relata. Mas Lucas relata, e eu quero que você veja isso em Lucas capítulo 8. Tem muita ação recíproca que os outros evangelhos mencionam que nós não vamos conseguir falar. Mas eu quero pelo menos lhe mostrar isso. Versículo 44 de Lucas 8 diz, ela “veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia” ou parou, acabou o problema. Ela foi curada instantaneamente, e eu amo isso. E Jesus disse, “Quem me tocou? Quem me tocou?” Quando todo mundo negou, e “Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?].” Você só pode estar brincando. Você está sendo empurrado e apertado o caminho inteiro, e você está perguntando, “’Quem me tocou’”?

Mas Jesus sabia da diferença do apertar e empurrar da multidão inconstante e o agarrar de uma alma fiel. “Quem me tocou?” E eu amo isso no versículo 46, “Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.” É uma afirmação incrível. Sabe o que isso me diz? Que Jesus era um canal entre a vontade de Deus Pai que o Pai podia curar através Dele sem que Ele soubesse quem mais estava envolvido. Quando Ele disse, “Vim para fazer a vontade daquele que me enviou,” Ele quis dizer exatamente isso. Ele sentiu o poder sair dele. Ele era tocável, tão sensível ao que estava tocando. Ele conhecia a diferença entre alguém que sem querer se esbarra nele e é curioso, alguém que busca só emoção, e alguém que se pendura em desespero e fé. Ele conhece o coração para se conectar. Ele conhece a pessoa para tirá-la da multidão e dizer, “foi você”.

Deixe-me falar um quarto pensamento. Ele não era só acessível, disponível e tocável, mas Ele era imparcial. Ele era imparcial. Quando Ele se virou para se envolver com essa mulher, Ele mostrou que Ele era muito imparcial. Ele poderia ter dito, “Olha, mulher, você poderia soltar minha veste? Estou tentando chegar na casa do chefe”. Como Alguém disse uma vez, “Não mexa com minha veste. Estou tentando, eu preciso, eu preciso ir lá, preste atenção, se conseguirmos converter esse homem, ele é um chefe da sinagoga. Poderemos ter uma avivamento nessa cidade. Por favor me solte. Eu preciso continuar no meu caminho. Isso é muito sério”. Mas não, Ele não falou isso, Deus nunca buscou os astros, a luzes ofuscantes e as pessoas famosas. Ele sempre esteve contente com pessoas como nós. A Bíblia diz que o profeta Isaias prediz quando o Messias viria, ele iria pregar o evangelho - a Quem? —aos pobres. E Paulo disse, “Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são”. O que eu quero dizer é que nós somos um grupo diversificado. Sabiam? Sim, somos.

Eu estava lendo essa semana um livro muito interessante chamado Temerosamente e Maravilhosamente Feitos, pelo Dr. Paul Brand e Phil Yancey. É um livro que você deveria ler. Tremendo. Em uma seção do livro, ele fala sobre como as pessoas de Deus são tão improváveis. E ele cita o romancista Frederick Buechner, que disse o seguinte: “Quem poderia predizer que Deus iria escolher não o Esaú, o honesto e confiável, mas Jacó, o trapaceiro que agarrou o calcanhar? Quem poderia predizer que escolheria Noé, que era um bêbado? Ou Moisés, que tentou fugir para Midiã por ter matado um homem no Egito? E se não fosse pela honra da coisa, Ele teria feito Arão voltar e lidar com tudo sozinho. Quem poderia ter predito que Deus escolheria os profetas que foram um grupo esfarrapado, um bando de gente doida, a maioria.

E então Paul Brand adiciona, “A exceção se torna a regra. Os primeiros humanos que Deus criou foram e fizeram a única coisa que Deus mandou que não fizessem. O homem que ele escolheu para liderar uma nova nação conhecido como o povo de Deus tentou penhorar sua própria esposa para um Faraó que nem estava esperando isso; e a esposa, quando disseram a ela quando ela era uma velha de 91 anos que Deus estava pronto para dar o filho que Ele tinha prometido a ela, caiu na gargalhada na cara de Deus. Raabe, uma prostituta, foi reverenciada por sua grande fé; e Salomão, o homem mais sábio que já existiu, aparentemente se esforçou muito para quebrar todo provérbio que ele mesmo escreveu”.

Mesmo depois de Jesus, o padrão continuou. Os dois discípulos que fizeram mais para espalhar a Palavra depois de Sua ida, João e Pedro, foram os dois que Ele mais repreendeu por briguinhas e confusões. E o apóstolo Paulo, que escreveu o maior número de livros do que qualquer outro autor da bíblia, foi selecionado para ir de cidade em cidade e juntar os cristãos para serem torturados. Jesus tinha coragem em confiar os ideais de amor, união e comunhão para esse bando. Por isso os cínicos têm olhado para a igreja e dito, “Se esse grupo deve representar a Deus, Eu rapidamente vou para o outro lado”. Ou como Nietzche expressou, “Seus discípulos precisam parecer mais salvos se é que eu vou acreditar no salvador deles.”

Nós somos um bando diverso, não somos? Os desprezíveis, fracos e tolos. Todos nós temos isso em comum: nós temos o senso de necessidade desesperadora, e nós temos a fé para crer. Então Jesus é imparcial. “Deus, [diz o apóstolo], não faz acepção de[quem?] pessoas.” Não tem nem homem nem mulher, Judeu ou Grego, escravo ou livre, rico ou pobre. Todos são um.

Então Jesus Cristo pára tudo para lidar com a mulher excluida; e Ele lida com ela, Ele não lida com ela de longe. Veja o que Ele diz a ela. Versículo 22 de mateus 9: “Filha.” Filha? Espera aí, isso é muito íntimo. Muito pessoal. Tão familiar. Tão carinhoso. Isso tem tanto calor, tanta afeição. Filha. Isso chama a atenção dela para ele. “Tem bom ânimo.” Tenha conforto, filha. Que ternura. Que imparcialidade. Depois Ele diz isso. Eu amo isso. “Tua fé te salvou”. E a mulher estava curada. Agora, espera aí. Ela já tinha sido curada. Isso é uma adição. Ela foi curada no momento em que ela tocou, mas quando ele a chamou para fora da multidão, Ele disse, “tem mais uma coisa. Sua cura não tinha nada a ver com sua fé, não. Isso foi um ato soberano de Deus.” Se você estudar os evangelhos e os relatos de Cristo, você vai achar multidões e multidões de pessoas que foram curadas, e não diz nada se eles creram ou não. A menininha que foi ressuscitada dos mortos tinha fé? Acho que não. E aquele servo paralítico do centurião que foi curado, ele tinha fé? Não. Na verdade, você pode olhar nos evangelhos e achar muitas e muitas histórias onde pessoas foram curadas, e não tem indicação nenhuma se eles tinham fé. A cura era um ato soberano de Deus enquanto Jesus mostrava sua divindade; e cura continua sendo um ato soberano de Deus. Mas além da cura física, Ele disse, “Tua fé,” e Ele não usou a palavra iaomai, que significa cura física. Ele usou a palavra sodzo, que é a palavra usada no Novo Testamento para ser salvo. “A tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.” Sim tem um sentido em que ela foi salva dos horrores da doença, mas também tem o assunto redentivo aqui. Ela foi salva. Foi mais do que uma cura física.

Olhem para Marcos 10. Deixa eu ver se eu consigo demonstrar para vocês. Isso, para mim, é uma verdade fascinante. Marcos 10:46; e nós vamos ver isso juntos. Marcos 10:46:

“E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão [como sempre], Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! [Ele o identificou com o título messiânico] E muitos o repreendiam, para que se calasse [Bartimeu, fica quieto]; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! [Esse foi o grito que mostrava sua grande fé]. Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. [e Ele usou a palavra sodzo] E imediatamente tornou a ver e seguia a [Quem?] Jesus estrada fora.”

Eu acho que nesse caso, a palavra sodzo é usada para indicar que, o homem não foi só curado, mas ele recebeu salvação. Teve um elemento salvífico – sua alma — se ele tinha aquele tipo de fé, isso era o suficiente para salvar a sua alma se ele cresse que esse era o Senhor e esse era o Filho de Davi.

Olhem para Lucas 7, versículo 44, um acontecido tremendo. Fascinante, e eu quero mostrar para vocês que essa é uma história paralela muito importante. Lucas 7:44: Tem uma mulher. E lá diz no versículo 44:

“E, voltando-se para a mulher [você vai entender a história enquanto nós lemos], disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, [ela lavou os meus pés] regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados? Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.”

Ouçam, essa mulher demonstrou tanto amor e tanta adoração e tanto respeito por Cristo que foi o suficiente para levá-la à redenção, e Ele perdoou o pecado dela. E quando eles estavam comendo, os que estavam comendo com Ele “começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados? [Quem pode fazer isso?] Mas Jesus disse à mulher: [Olha, é a frase idêntica usada nas curas que nós lemos antes] A tua fé te salvou; vai-te em paz.” Não houve cura aqui. Só o perdão de pecados; e aquela frase, com a palavra sodzo no grego é usada pra falar da salvação dela. Por isso nós temos que ver o aspecto quando a frase usa a palavra sodzo.

Lucas 17, você lembra dessa história? Dez leprosos vieram até Jesus. “Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. [Versículo 14 de Lucas 17] Aconteceu que, indo eles, foram purificados.” Agora vejam. Dez vieram, dez foram enviados, dez foram purificados. Isto é katharizo, katharizo, ser lavado, purificado. “Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?” Só um voltou? O que Ele disse para esse que voltou? “E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua [a mesma frase] fé te [e aqui mais uma vez a palavra sodzo] salvou.” Uma coisa é ser katharizo. É outra coisa completamente diferente ser sodzo, viu? Tem a purificação de dez. Tem a salvação de um. Um. Então quando a palavra é usada para salvação, é lamentável que nas nossas traduções nem sempre faz essa distinção, porque eu acredito que isso implica um aspecto redentivo. E como eu já disse antes, a fé não é necessária para a cura. Você sabia que existem pessoas que tem doenças e que são curadas e elas não são cristãs? E existem cristãos que morrem. Isso é algo soberano. Às vezes Deus honra a nossa fé e cura, mas Ele sempre honra a nossa fé salvando. Bom, vocês viram? Jesus amava pessoas. Ele era acessível.

Você pode voltar para Mateus 9 agora. Ele era acessível. Ele era disponível. Ele era tocável. Ele era imparcial. A pequena mulher excluída era tão importante para ele quanto o chefe da sinagoga era. Deus nos livra de só dar atenção aos bancos mais caros—entenderam?—e ignorar os necessitados.

No livro Uma Noite para Recordar, Walter Lord fala sobre o naufrágio do Titanic em 1912, eu acho, eu acho que foi no mês de Abril. E quando aconteceu, The American, que é o jornal de Nova Iorque, a manchete dizia, John Jacob Astor, milionário, se afoga. Outras pessoas também se afogaram, mas é assim que funciona com o mundo. Só os ricos e os famosos ganham lugar na imprensa. Não é assim com Cristo. Se você aprendeu qualquer coisa com isso, você não vai só aprender como Ele é poderoso, mas você vai aprender como Ele é acessível, disponível, tocável e imparcial. É assim com Deus. E assim deveria ser com aqueles que O representam.

E eu quero finalizar com isso. Em quinto lugar, Ele era poderoso. Ele era poderoso. Nós podemos ser os primeiros quatro pontos também, mas aqui fica um pouco mais difícil. Eu posso me simpatizar por vocês e estender a minha mão e segurar na sua; mas se você está doente, eu não posso lhe curar; e se você está morto, eu não consigo lhe ressuscitar. Isso é o que separa Ele de nós.

Versículo 23, e eu simplesmente amo isso. “Tendo Jesus chegado à casa do chefe...” Agora o interlúdio demorou tanto, que a menina morreu. “E vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço”. Espere só um pouquinho, isso é, isso é uma menina que morreu. O que é todo esse alvoroço? Você já foi para um culto fúnebre? Alguém morreu. Sempre é muito quieto lá. Todo mundo anda sussurrando, ternos pretos, muito quieto. Você vai andando devagar em pequenos corredores e pequenos quartos, pequenos caixões, um órgão tocando silenciosamente; muito quieto. Se alguém sem querer deixar alguma coisa cair no chão, você fica até tenso. Na nossa cultura nós ficamos quietos. Na cultura deles, eles faziam muito barulho; muito barulho mesmo, alvoroço por toda parte, pessoas fazendo muito barulho. Deixa eu lhe falar o que estava acontecendo. Três coisas básicas aconteciam em um funeral judeu. Só para vocês saberem, a menina estava morta tempo o suficiente para o funeral começar, então eles sabiam que ela estava muito doente e eles estavam de plantão prontos para aparecer. Lá eles tinham pranteadores profissionais que apareciam. Eles choravam profissionalmente. Eles gritavam e berravam e choravam o tempo todo. Mas deixe-me lhe falar das três coisas que faziam parte. Primeiramente, tinha o rasgar das vestes. Você tinha que rasgar suas vestes. Era um símbolo do seu luto, e eles tinham 39 regras diferentes e regulamentos de como você deveria rasgar as vestes, de acordo com o Talmud. Você tinha que fazer enquanto estava de pé. Você tinha que fazer em cima do seu coração ou perto do seu coração. Se você não era a mãe ou o pai poderia ser qualquer lugar perto. E você tinha que rasgar o suficiente para poder enfiar o punho. E então você tinha que ficar com a roupa rasgada por sete dias. E pelos próximos 30 você poderia costurar com pontos largos, mas você não poderia costurar permanentemente, assim as pessoas ainda iriam saber que você ainda se sentia triste. E para as mulheres não ficarem indecentes e expostas quando rasgavam suas vestes, elas rasgavam as roupas de baixo e usavam de trás pra frente. E depois tinham mais 39 outras coisas.

Então aqui começa tudo. Todo mundo está em algum lugar rasgando as vestes. E acredite, esse era um funeral grande, porque esse era um homem muito importante. E todos estão lá rasgando suas vestes. E a segunda coisa eram os prantos, e as mulheres profissionais que vinham e começavam a berrar. Elas seriam pagas por isso, elas teriam aprendido a história doméstica da família inteira, então elas ficavam citando nomes de todos que já morreram na família, e trazendo à tona tristezas antigas que já tinham sido enterradas. “Ó, lembrem da Alice. Ó, lembrem do Charlie," e isso continuava por muito tempo. Elas traziam tudo isso à tona e berravam e gritavam e faziam todo aquele alvoroço. Tentando tocar em cada acorde sensível que elas pudessem por toda pessoa que já morreu.

A terceira coisa era, e você vai perceber no versículo 23, as músicos. Tocadores de flautas. Eles tinham vários tipos de flautas diferentes. Mas eles apareciam e tocavam as flautas. O Talmud diz o seguinte, “O marido é obrigado a enterrar sua esposa morta e fazer lamentações em luto para ela de acordo com o costume de todos os países; e até o mais pobre de todos os israelitas não vai ter menos do que duas flautas e uma mulher pranteadora”. Então até se você estavesse na miséria da pobreza, você tinha que contratar uma pranteadora e duas flautas. Agora, se você era rico, o Talmud fala que deve ser de acordo com a sua riqueza.

Então aqui está um homem que tinha muito dinheiro, e o lugar estava lotado de flautas, e você pode imaginar a bagunça: Rasgando, gritando, berrando, pranteando, e homens por toda parte tocando flautas. Eles também faziam isso no mundo romano, tanto que Sêneca escreveu que tinham tantos tocadores de flautas e tantos gritos na morte do Imperador Claudio que eles sentiam que até o Claudio ouviu, mesmo estando morto. Então assim você pode ver como era um funeral naqueles tempos. Jesus viu os músicos e as pessoas fazendo todo o barulho. Versículo 24; vejam:

“Ele disse a eles: Retirai-vos, saiam daqui.” O Principe da Paz chegou. Ele diz, “Retirai-vos”.

“Por que? É o costume. O Talmud manda fazer tudo isso. Estamos fazendo o que deveríamos fazer.”

“Retirai-vos porque não está morta a menina, mas dorme.”

“Como assim?” Olha o que está escrito no final do versículo 24: riam-se dele. “O que Ele está falando? A menina não está morta? Ele não sabe?”

Claro que Ele sabia que ela estava morta. Já foi avisado que ela estava morta, e Ele sabe que Ele vai ressuscitá-la dos mortos. Claro que Ele sabe que ela está morta, mas o que Ele está falando é, “Você não pode tratar a morte dela como morte. Você tem que tratar como sono, porque é muito temporário”. Viram? Isso é o que Ele está falando: “Você tem que tratar ela como se ela estivesse dormindo”. E a implicação é, “Porque eu vou levantá-la dos mortos,” e por isso eles riram. Eles riram na cara dele: “Ele vai acordá-la”. Isso mostra a você como eles eram pranteadores contratados — não é? — quando os prantos deles se tornam em risadas tão rapidamente. Eles podiam chorar pela criança, ou eles podiam rir de Jesus em um instante; e então eles escarneciam dele na cara dele. Na verdade o verbo aqui fala que eles riram forte. Eles realmente riram muito forte, como a risada zombadora de alguém superior que ri sobre outra pessoa que é estupida. Aliás, esse verbo é só usado nessa história, e é usada nessa história aqui três vezes. É o tipo de risada zombadora reservada para ridicularizar um tolo. Só um tolo iria pensar que Ele poderia levantá-la dos mortos.

E eles tinham visto outros milagres, sabiam, essa multidão em Cafarnaúm, mas eles ainda não acreditavam. Exatamente o que Jesus falou, “Se eles não acreditaram em Moises e nos profetas, eles não vão acreditar nos que forem levantados dos mortos.” Mas, de qualquer jeito, Ele disse, “Parem. Vão embora.” E eles riram na cara dele. Versículo 25, “Mas, afastado o povo [Ele se livrou deles], entrou Jesus, tomou a menina pela mão...”e nos outros evangelhos diz, “Ele disse a ela, ‘Talita cumi’”. Sabe o que isso significa? Pequena menina, levanta. Pequena menina, levanta. “tomou a menina pela mão, e ela se levantou.” Sabe o que diz? Lá diz, “Os pais [nos outros evangelhos] ficaram admirados”. E Jesus ordenou-lhes que não falassem para ninguém, mas eles não conseguiram resistir, e eles só colocaram mais pressão Nele enquanto Seus inimigos chegavam mais perto.

Lucas 8:55 tem uma palavra importante para adicionar a isso. Lá diz, “Voltou-lhe o espírito”. Isso significa que ela realmente estava morta, “Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou”. Sabe, Jesus não precisava ter tocado na menina, não precisava ter estendido sua mão. Ele poderia ter simplesmente dito a palavra, mas é como Deus é quando Ele é carinhoso. Você entende isso? Deus é gentil. É de Deus ser amoroso e afetuoso. É do povo de Deus cumprimentar as pessoas com um beijo e uma extensão de Sua afeição a eles.

E no versículo 26 diz, “E a fama deste acontecimento correu por toda aquela terra.” Sabe o que eles falavam dele? “Ele tem poder sobre doença. Ele tem poder sobre desordens. Ele tem poder sobre a morte. Ele pode redimir” E então Mateus atinge o ápice em sua apresentação do poder de Jesus Cristo. “Ele é o Único,” diz João, “que tem nas mãos as chaves do inferno e da morte.” Grande verdade. Queridos, nós não temos que temer a morte, nem um pouco. O poeta colocou da seguinte forma. Eu amo isso. “Os pranteadores não precisam chorar mais, nem chamar crianças que partiram de mortas. Porque a morte é transformada em sono, e cada cova se torna uma cama”. Quando um jovem, D. L. Moody foi chamado para pregar um sermão num culto fúnebre. Ele decidiu que iria pesquisar nos evangelhos e tentar achar um sermão em um funeral de Cristo, mas ele procurou em vão. Ele descobriu que sempre quando Cristo ia até um funeral, ele acabava com o funeral quando Ele levantava a pessoa dos mortos; e então Ele nunca fez um sermão fúnebre. Quando os mortos ouvem Sua voz, eles imediatamente voltam a viver.

Nós devemos nos regozijar na morte, porque vencemos a morte. “Não permitirás que o teu Santo veja corrupção.” Ele vai nos mostrar um caminho de vida. Em Sua presença, Sua plena alegria, e em Sua mão direita, estão os tesouros do céu. Eu acho que o Arthur Brisbane me fez entender isso quando olho para um funeral. Arthur Brisbane queria demonstrar como era um funeral, então ele imaginou uma multidão de lagartas pranteadoras, todas usando ternos pretos; e todas essas lagartas estão se arrastando e enlutadas; elas estão carregando o cadáver de um casulo para o seu lugar de descanso. As pobres lagartas angustiadas, chorando; e por cima delas está voando uma borboleta linda e maravilhosa, olhando para baixo desacreditada. Cristo nos dá esperança.

Duas semanas atrás, quando eu preguei a primeira parte desse sermão, tocou o coração de alguém; e eles me escreveram essa carta.

“Querido John, minha família e eu tivemos uma perda trágica. Meu irmão mais novo foi atingido por um tiro e assassinado na quinta a tarde. Ele trabalhava com a reintegração de posse de veículos pelos últimos quatro anos, primeiramente trabalhando no Valley, e depois em Los Angeles. Ele tinha acabado de decidir que ele voltaria a trabalhar no Valley, porque ele sentia que na linha de trabalho dele, que Los Angeles era uma área não muito segura. Ele estava trabalhando no Valley desde a semana passada e estava se sentindo mais seguro.

“Na quinta a tarde, ele e seu parceiro foram até um endereço em Burbank, a cidade onde nossa família tem morado pelos últimos 14 anos, para recolher um veículo cujo dono não tinha feito os pagamentos. O parceiro do meu irmão foi até a porta da casa onde morava o dono do veículo para falar que o carro seria tomado a não ser que ele fizesse um pagamento naquele exato momento. O homem supostamente disse, ‘Toma o carro’, então o meu irmão e seu parceiro foram até o carro quando, de repente, o homem sai de dentro do seu apartamento com um rifle. Meu irmão imediatamente falou que não teria nenhum problema. Que eles não iam levar o carro. O homem então atirou uma vez e acertou o meu irmão no peito matando-o instantaneamente.

“Eu e minha família estamos tendo um tempo muito difícil lidando com esse incidente, mesmo nós sabendo que tem uma razão por que Jesus permitiu que isso acontecesse. Seu sermão hoje sobre o poder de Jesus sobre a morte veio na hora certa e trouxe muito conforto para mim e minhas irmãs, que são cristãs; mas nós viemos a Grace hoje pela primeira vez. Meu irmão era maravilhoso, um ser humano bom, ele ajudaria qualquer pessoa, sendo um estranho ou um amigo em tempos de necessidade. Ele era uma daquelas pessoas que pararia para ajudar alguém que estava com o carro quebrado na rua mesmo se ele estivesse no caminho do trabalho. Às vezes eu sinto que tudo está bem, e que eu estou em paz sabendo que ele está com o Senhor. Mas depois tem aquelas outras horas quando eu só consigo pensar no meu irmão deitado na rua, e eu daria qualquer coisa para tê-lo de volta. Mas eu sei que ele vai estar de volta quando Jesus levantar os mortos, e eu tenho essa alegria para esperar. Eu te agradeço e também agradeço ao Senhor pela mensagem hoje e pelo conhecimento de que meu irmão está em paz. Em nome de Jesus”.

É uma grande esperança, não é? É a única coisa que pode nos sustentar, saber que Ele tem o poder sobre a morte. Vamos orar.

Obrigado, Pai, por nosso tempo nessa manhã, por como Tu tens ministrado a nós com a Palavra. Tu atendes todas as necessidades neste local. Para aqueles que não Te conhecem, que nesse dia eles possam abrir seus corações para crer. Para aqueles que conhecem, que eles possam se aprofundar no compromisso. Para aqueles que o Senhor está chamando para se juntar e unir com a Tua igreja, que eles possam responder hoje, e ser obedientes.

Enquanto suas cabeças continuam abaixadas, só nesse último segundo, se você não conhece a Cristo, aí mesmo onde você está, abra seu coração para Ele. Convide-O a entrar, lhe salvar, perdoar seu pecado, lhe mostrar a misericórdia dele e a salvação, que Ele possa lhe dar, a vitória sobre a morte. Ele vai fazer isso.

Pai, traga aqueles que o Senhor quer que venham e toca em cada vida com a grande esperança que é nossa, porque o Senhor tem o poder sobre a morte. Traga-nos de volta hoje à noite antecipando que o Senhor vai falar conosco enquanto abrimos os nossos corações para compartilhar as coisas que o Senhor tem feito aqui. Obrigado por esse dia e por essas pessoas. Nós te damos toda a glória. Em nome de Cristo. Amém.

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