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VamOs abrir a Bíblia agora no capítulo vinte e quatro do evangelho de Lucas, Lucas capítulo vinte e quatro. Começamos a ver os primeiros doze versículos que é onde Lucas trata da ressurreição de Jesus Cristo. Quero ler estes versículos para vocês, para que vocês os tenham em mente enquanto os consideramos. Lucas 24, começando no versículo 1. “Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, quando disse: Importa que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia. Então, se lembraram das suas palavras. E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os mais que com eles estavam. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. Tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditaram nelas. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu, senão os lençóis de linho; e retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido.” Este é o relato de Lucas da ressurreição. Há um outro em Mateus, há em Marcos e há um também em João, porque a ressurreição do Senhor Jesus não é apenas uma característica do cristianismo – é sua verdade essencial. Na verdade, sem a ressurreição de Jesus Cristo, não há cristianismo.

A ressurreição do Senhor Jesus não é o epílogo da história. Não é o epílogo da vida de Cristo. É o objetivo de Sua vida, o objetivo de sua vida, é o propósito da sua vida. A Igreja sempre entendeu isso. Na verdade, a igreja entendeu desde o dia da ressurreição. Porque desde aquela época, a igreja escolheu reunir-se no domingo, o primeiro dia da semana, o dia em que Jesus ressuscitou dos mortos, para comemorar o evento mais importante da vida Dele, e o evento mais importante na história da humanidade, a Sua ressurreição dos mortos. A igreja não escolheu reunir-se na sexta-feira. A igreja escolheu reunir-se no domingo, porque o domingo é a interpretação daquela sexta-feira. A Páscoa é a interpretação da Sexta-feira Santa. A ressurreição é a interpretação divina da morte de Cristo. A ressurreição é a vindicação divina da obra que Ele fez na cruz. Sem a ressurreição, a cruz não significa nada, pois ela não tem validação, não tem justificação, não tem nenhuma afirmação. Mas quando Deus ressuscitou Jesus dos mortos, Ele estava afirmando, validando, e justificando o fato de que Ele havia, realmente tomado nossos pecados em Seu próprio corpo na cruz, e tinha satisfeito a justiça de Deus com o Seu sacrifício. Sem a ressurreição, a cruz é sem sentido, apenas uma outra morte.

A ressurreição é tudo. A ressurreição justifica o grande motivo para o evangelho, e por toda a redenção. O propósito do evangelho não é apenas que possamos experimentar o perdão dos pecados. O propósito do evangelho é que nós, tendo sido perdoados de nossos pecados, possamos entrar na vida eterna, e viver na felicidade do céu para sempre, em perfeita santidade, perfeita alegria, em corpos ressuscitados, físicos e glorificados. Ressurreição corporal é peculiar ao cristianismo, e ressurreição corporal é essencial ao Cristianismo. O evangelho cristão não é projetado para livrar você de seus problemas aqui; de forma nenhuma, nem de perto. O evangelho cristão não é para que seu espírito possa flutuar por toda a eternidade, em alguma forma nebulosa. O evangelho cristão não promete que você vai viver sob alguma forma de influência, nem sequer o evangelho está dizendo que Cristo vive em forma de uma influência, ou que Cristo vive em uma forma espiritual. A mensagem cristã é que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos em um corpo físico e glorificado, de alguma forma como o corpo que você tem agora, apenas que despojado de tudo o que é pecaminoso e mortal; e que nós um dia receberemos um corpo semelhante ao Seu corpo glorificado, e viveremos de forma ressurreta corporalmente por todos os éons da eternidade. Essa é a mensagem cristã.

Essa não é a mensagem de outras religiões do mundo. Não há ressurreição no budismo. Não há ressurreição do corpo no hinduísmo, somente uma reencarnação cíclica e recorrente em algumas formas diferentes. O cristianismo ensina uma ressurreição corporal, e esse é o objetivo da redenção, que possamos, em corpos humanos glorificados, viver para sempre com o nosso Cristo glorificado, servi-Lo e adorá-Lo com alegria e paz. O cristianismo promete uma ressurreição física. Agora, seu corpo vai ser diferente, felizmente. Não terá nele nada que seja fatal, terminal, nada nele que seja pecaminoso, ou ímpio. Nada nele que seja imperfeito, mas será um corpo físico numa forma glorificada. Aí você diz, “Qual é o modelo para isso” – a ressurreição do corpo glorificado do Senhor Jesus. Pode ser visto, pode ser tocado. Tinha as cicatrizes. Ele comeu. Ele andou. Ele falou. Ele pensou. Ele ouviu. Ele agiu nesse corpo nas formas habituais daquele que possuia.

Ouça a importância da ressurreição na linguagem do apóstolo Paulo em 1 Coríntios capítulo 15. “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.” Se Cristo não ressuscitou dos mortos em forma corpórea, então toda a pregação do evangelho é inútil, o que significa que o Novo Testamento é inútil, porque é onde a primeira pregação do evangelho teve lugar. Você pode cancelar o cristianismo totalmente. Não há cristianismo sem a ressurreição; nenhum. “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou,” o que temos, então, não é cristianismo e o que temos pregado é uma mentira e um engano. “Mas, de fato, Cristo ressuscitou” – versículo 20 – “dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” Se Cristo não ressuscitou, não há nenhum Novo Testamento para ser acreditado. Não há pregação sobre Cristo para ser acreditada. Sua fé é inútil. Mas Ele ressuscitou. E esta é a mensagem cristã.

Não é de admirar, então, que todos os quatro evangelhos tratam da ressurreição. Eles cobrem esse evento monumental, sem paralelo, este evento preeminente, crucial e o mais importante em Sua vida. Dedicamos bastante tempo para a cruz, com razão, mas a ressurreição é que justifica a cruz. Assim, todos os quatro evangelhos registram a ressurreição. O livro de Atos registra a história da pregação da ressurreição, de como os apóstolos, os profetas e outros pregadores e missionários saíram pregando a ressurreição de Jesus Cristo, de que Ele ressuscitou dentre os mortos em forma física, e assim devem fazer aqueles que colocaram sua confiaça Nele. A epístolas seguem o livro de Atos e elas nos dão a explicação ou esclarecimento e as implicações da ressurreição – o que significa, como alguém entende a ressurreição e como alguém deve aplicar essa grande realidade em sua própria vida. O livro do Apocalipse fecha o Novo Testamento com um ponto culminante, e nos diz onde estaremos em nossa forma ressuscitada nas glórias do novo céu e da nova terra que serão estabelecidos pelo Cristo ressuscitado.

Então, quando você olha para o Novo Testamento, ele apresenta a ressurreição. Prioriza a ressurreição, Jesus diz que vai acontecer. Assim, acontece. Então é pregada. Depois explicada e aplicada, e finalmente realizada, no livro de Apocalipse. Agora, enquanto vemos os quatro relatos da ressurreição, os quatro relatos históricos feitos pelos escritores do Novo Testamento, Mateus, Marcos, Lucas e João, quero que você entenda que existe nesses relatos o que eu chamaria uma harmonia implícita; uma harmonia implícita, talvez, ao invés de uma harmonia explícita. Isso é para nos dizer que não é algo maquinado, de que um comitê tenha se sentado e dito, “Bem, temos estes quatro registros aqui; precisamos gazer uma amarração destas coisas e torná-las precisas, senão alguém vai questionar sua validade.”

Há, um componente natural, maravilhoso com esses evangelhos, de modo que cada escritor escreve de sua própria experiência, com o Espírito de Deus, e sua própria compreensão do acontecimento, e é natural e pessoal. E, ao mesmo tempo há uma harmonia implícita, pela qual o tecemos em uma tapeçaria pefeita de compreensão. Cada um dos escritores tem suas próprias ênfases, e eles apresentam elementos da ressurreição que são exclusivos deles, mas todos concordam em quatro verdades. Todos eles possuem quatro coisas que são críticas para a validade, as evidências e verificação da ressurreição. E essas quatro são o túmulo vazio. Todos falam do túmulo vazio. Isso é crítico como prova de que Cristo está vivo. Todos eles falam sobre o testemunho angelical. Todos eles falam sobre o fato de que os anjos trouxeram uma mensagem divina explicando o que aconteceu. Todos eles se referem ao testemunho e ao depoimento das mulheres, que tinham visto o Cristo ressuscitado com seus próprios olhos, tocaram-no, e falaram com Ele. E todos eles observaram a incredulidade dos Apóstolos. O túmulo vazio, o testemunho dos anjos, o testemunho das mulheres, e a incredulidade dos Apóstolos, são as quatro evidências fundamentais para uma verdadeira ressurreição.

Agora, vamos voltar para rever brevemente as duas primeiras que vimos da última vez. Número um, o túmulo vazio; vamos olhar para o nosso texto. “no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo.” Elas, ou seja, as mulheres, as mulheres identificadas no verso 10, “Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas.” Marcos 16:1 chama uma delas Salomé; provavelmente uma meia dúzia, talvez mais mulheres. O motivo porque vieram, você vai se lembrar, elas estavam lá junto à cruz, lembra? De pé ali, observando Jesus enquanto Ele estava morrendo, em silêncio, um silêncio atordoador. Se você voltar no capítulo 23, elas estavam lá também quando Jesus é sepultado, versículo 55. A mulheres que tinham vindo com Ele da Galiléia seguidas depois por José de Arimatéia, que estava pegando o corpo Dele para sepultá-lo em seu próprio túmulo, onde ninguém havia sido colocado. E elas estavam seguindo, viram o túmulo e como Seu corpo foi colocado. Elas viram a morte de Cristo. Viram Ele morrer. Elas estavam lá quando os soldados não lhe quebraram as pernas e O furaram do lado e sangue e água sairam. Elas estavam lá quando ele foi sepultado. E viram Nicodemos aparecer com suas cem libras de aromas de mirra e aloés, para colocar no corpo de Cristo como testemunho de seu próprio amor por Cristo.

E elas determinaram que não seriam superadas por esses homens, José e Nicodemos, até agora discípulos secretos, então é dito que elas voltaram, versículo 56 do capítulo 23 e prepararam aromas e perfumes. Lembra? Eles colocaram Jesus no túmulo na sexta-feira. E foram para casa. Elas tinham poucas horas, talvez, tavez restasse uma hora aquela noite, antes que o sábado começasse às seis, ou um pouco depois, e elas voltaram e prepararam aromas, porque você não poderia fazê-lo no sábado, você não poderia fazer qualquer trabalho. Elas fizeram isso, estavam prontas agora para trazer esses aromas de volta no domingo, quando o sábado já havia passado, cedo de manhã, e ungir o corpo de Jesus como uma expressão de afeto por Ele. Assim elas vieram, trazendo os aromas que tinham preparado. É agora madrugada no domingo pela manhã. Elas encontram a pedra removida do túmulo. Lembra?, pelo caminho elas discutiam o que fariam quando chegassem lá, porque a pedra estaria lá, e quem seria capaz de removê-la. Para sua chocante surpresa, quando chegaram, a pedra estava removida do túmulo. Quando entraram não encontraram o corpo do Senhor Jesus.

Bem, aqui está, manhã de domingo. Aqui está o primeiro dia da semana. Aqui está o terceiro dia desde que Jesus morreu. E Ele fez exatamente o que disse que faria: Ele ressuscitaria no terceiro dia. Agora, juntando a história, brevemente, lembre disto, as mulheres estão, provavelmente, todas ligadas a lugares em Betânia, que fica a cerca de três quilômetros e meio distante, e pela manhã, parece que Maria Madalena e a outra Maria, Maria a mãe de José e de Tiago e esposa de Cleopas, elas saem juntas, de acordo com o registro de outro evangelho. Elas saem juntas; as outras mulheres vão se arrastando pelo caminho. Maria Madalena, supõe-se ser a mais jovem delas, ela chega lá primeiro. De acordo com João 20, ela chega quando ainda está escuro na madrugada. E ela está só quando chega lá, porque João diz que Maria Madalena chega lá, olha através do crepúsculo da madrugada e vê que a pedra foi removida. Ela chega à conclusão imediata de que alguém roubou o corpo de Jesus. Ela não entra no túmulo. Ela não vai em busca das outras mulheres. Ela dá a volta e retorna.

Ainda escuro na madrugada elas não a vêm; talvez ela tenha ido por outro caminho. Haveriam muitos caminhos por onde ir. Mas, de qualquer forma, ela voltou. João nos diz que ela está fazendo um caminho mais curto para voltar aos apóstolos, a Pedro e João, para dizer-lhes que alguém tinha roubado o corpo de Jesus. E de acordo com João, isso é o que ela faz. Ela volta, e João 20, versículos 1 e 2 diz que ela fala a Pedro e João que roubaram o corpo de Jesus. Ela chega a essa conclusão. Ela não tinha nenhuma expectativa de uma ressurreição, ninguem tinha, nenhuma das mulheres tinha, ela não tinha, os apóstolos não tinham, ninguém tinha. Pedro e João, então, em resposta a sua mensagem, decidem que têm de ir para verificar, e assim rumam para o túmulo. Bem, provavelmente, antes que Maria chegasse até eles, as outras mulheres chegaram, e é onde vemos a história aqui. As outras mulheres chegaram. Elas são um pouco mais pacientes para tentar discernir o que está acontecendo aqui, assim, Lucas diz que elas entraram no túmulo. Elas não encontraram o corpo do Senhor Jesus. O que encontraram foram os lençóis em seu lugar, como veremos mais tarde, porque esse é o testemunho de Pedro e João. Maria Madalena, então, chega primeiro, volta os três quilômetros e meio para contar a Pedro e João. Nesse meio tempo, provavelmente tão logo ela saiu, o restante das mulheres chegam. Elas não têm idéia do que aconteceu; ninguém tem. Mateus nos conta o que aconteceu. Na escuridão da noite, Mateus 28:2-4 diz que a guarda romana foi colocada lá. Os judeus foram a Pilatos e disseram, ‘Queremos uma guarda, estamos com medo que alguém vá roubar o corpo e a enganação final será pior do que a primeira. Assim, precisamos proteger esse túmulo para que eles não o roubem e finjam que houve uma ressurreição.’ Então, uma escolta foi colocada lá por segurança. A escolta foi colocada lá à noite e em algum momento à noite, Mateus 28:2 a 4 diz, um anjo desceu do céu. Simultaneamente com a descida do anjo, houve um forte terremoto que sacudiu o chão. E os soldados viram o anjo, sentiram o terremoto, viram o anjo reluzente e deslumbrante remover a pedra e sentar nela. E então eles desmaiaram em um semi-coma, por puro terror e choque. Mas eles se lembraram do que tinham visto até aquele momento.

Quando eles finalmente despertaram, o anjo não foi mais visto por eles. A pedra ainda estava revolvida. Eles devem ter olhado lá dentro para verificar. Eles, também, viram os lençóis, que teriam sido dobrados, eles estão colocados ali, e a faixa que teria sido usada para envolver a cabeça estava num lugar à parte. Imediatamente, estando ainda escuro, eles se dirigiram aos líderes judeus, e quando foram aos líderes judeus, diz em Mateus 28:11 a 15, eles lhes contaram exatamente o que tinha acontecido. “estávamos lá. Mantinhamos o lugar vigiado. Mantinhamos seguro. Estava selado, então, de repente, houve este terremoto forte e horrendo”, porque os judeus não fizeram qualquer comentário sobre o terremoto. Nenhum, “no meio do terremoto descendo do céu vem um anjo reluzente e deslumbrante que empurra a pedra e senta nela. Verificamos o túmulo, e não havia corpo lá.”

Uau! Isto é tão importante. A resposta dos líderes judeus foi esta: “Vocês não podem contar isso pra ninguém. Vocês não podem contar isso pra ninguém. Vocês têm que mentir. Vocês têm que mentir e dizer que os discípulos roubaram o corpo. E pagaremos vocês, aqui está algum dinheiro para vocês mentirem.” Agora, porque você inventa uma mentira? Para acobertar o que? A verdade. Ou seja, aqui está o testemunho dado pelos líderes judeus de que houve uma ressurreição. Aquilo não os chocou, porque Jesus tinha o poder da vida, eles sabiam disso. Ele deu vida ao cego. Ele fez o surdo ouvir. Ele deu voz ao mudo. Ele deu pernas para aqueles que eram deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. E Ele ressuscitou pessoas dos mortos. Milagres O haviam seguido em todos os lugares por três anos. Eles nunca negaram Seus milagres. Eles nunca investigaram Seus milagres. Eles nunca tentaram desmascarar Seus milagres com extensa investigação, nunca. Eles eram constantes, estavam em todos os lugares. Eram abundantes. Eram verificáveis. Eles sabiam que estavam lidando com uma pessoa muito, muito poderosa.

E eles sabiam disso quando os soldados lhe contaram o que tinha acontecido, isso foi extamente o que aconteceu, porque eles sabiam que ninguem poderia roubar o corpo, não com uma escolta romana lá. Sendo assim, tudo o que poderiam fazer era encobrir, e para acobertar, inventaram a mentira que provou a ressurreição. Nuca buscaram uma explicação; você não acha interessante que nunca pediram por uma investigação mais profunda? Que não tenham dito, “Uou, uou, uou espera lá – me contem de novo? Um o que? Um terremoto, e um anjo descendo do céu? Um anjo reluzente,” como eles nunca tinham visto, ou nem sequer conheciam alguém que os tivesse visto? “O que? Precisamos olhar isso com mais cuidado, minuciosamente.” Eles tinham muito a perder, não tinham? Eles queriam Jesus morto. Eles tinham muito a perder se, de fato, ele estivesse vivo. Você não acha que eles gostariam de descobrir a realidade? Veja, era óbvio, você tem o túmulo vazio, você tem os lençóis no lugar onde estavam quando envolviam o corpo e o corpo passou através dos lençóis. E eles estão no mesmo lugar em que estavam quando o corpo estava deitado lá, e ninguém rouba um corpo e deixa as roupas na sepultura desse jeito. Você vê isso e sai correndo, você assimila aquilo na forma que estava lá. E os soldados estavam guardando o túmulo.

O que eles tinham ali era uma ressurreição. Eles sabiam que era uma ressurreição. Sabiam que tinha outra explicação. E disseram, “Vamos mentir sobre isso.” Aliás, eles tinham muito mais integridade do que muitos dos céticos e críticos liberais ao longo dos anos que tentaram dizer que os discípulos roubaram o corpo de Jesus. Mesmo os líderes judeus sabiam que era verdade. É por isso que eles inventaram a mentira de que roubaram Seu corpo. A mentira fazia sentido. Ela os satisfez. Eles nunca investigaram nada, nunca buscaram por uma explicação, nunca questionaram a eficiência da escolta. Eles não disseram, “Bem, o que vocês estavam fazendo? Estavam acordados? Que tipo de segurança estavam fazendo?” eles nunca perguntaram isso. Eles nunca sequer questionaram a ressurreição, nunca questionaram o anjo, nunca questionaram o terremoto.

O túmulo vazio é uma evidência poderosa. Eles certamente não ofereceram nenhuma teoria falha. “Bem, Jesus provavelmente desmaiou, e voltou a Si.” Não. Não um homem crucificado, não alguém que esteve pendurado numa cruz por seis horas sangrando por suas feridas abertas, alguém que estava obviamente morto que não lhe quebraram as pernas, e lhe enfiaram uma lança do seu lado e sangue jorrou de Seu coração. Um cadáver tirado da cruz e transportado para ser colocado num túmulo. Você quer me dizer que Ele se sentiu melhor depois de alguns dias lá? Que acordou, se levantou, ficou em pé e caminhou até uma pequena abertura, com uma pedra pesada uma pequena abertura, e de dentro teve força, sabe-se lá de que ângulo para empurrar a pedra? Ridículo. Ridículo – e deixou todos seus lençóis lá? Eles sabiam. Eles sequer sugeriram idéia tão estúpida. Sabiam que os soldados tinham verificado o túmulo para se certificarem que Ele não estava lá. Tenho certeza que os soldados lhes deram o depoimento sobre os lençóis no túmulo, e que era tão convincente que convenceu João, primeiramente, e penso que Pedro – os lençóis no túmulo, o túmulo vazio os lençóis no túmulo na posição exata em que o corpo estava.

Assim a primeira linha de evidência que todos os quatro escritores do evangelho querem que entendamos é que o túmulo está vazio, e não há outra explicação a não ser a ressurreição. A segunda linha de forte evidência é a revelação dos anjos, o testemunho dos anjos, versículos de 4 a 7. “Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes.” Os outros escritores nos dizem que eram anjos sob a forma de homens jovens. “Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, quando disse: Importa que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia.” Esta é a prova mais importante, é revelação divina. Dois anjos descem do céu, vindos de Deus, com a verdade, e lhes declara que Ele ressuscitou; Ele não está ali.

Assim você tem o túmulo vazio, e tem a mensagem dos anjos para comprovar a ressurreição. Você tem a prova dos fatos, e a prova da revelação divina. Agora, isso nos leva à terceira e quarta linhas de evidência que os escritores do Novo Testamento nos dão. Terceiro, o testemunho das mulheres – o testemunho das mulheres. Versículo 8, em resposta aos anjos, relembrando-as que Jesus lhes havia dito enquanto Ele estava ainda na Galiléia – lembra? Elas eram as mulheres que o seguiam da Galiléia, elas O ouviram ensinando lá, e agora Ele está na Judéia para o último ano de Seu ministério. Mas quando Ele estava a caminho de volta na Galiléia, Ele lhes disse que seria entregue nas mãos de pecadores, seria crucificado e ao terceiro dia ressuscitaria, versículo 8, eles lembraram suas palavras.

Foi em pelo menos três ocasiões separadas que Jesus disse isto. Foi registrado multiplas vezes nos quatro evangelhos, mas pelo menos em três ocasiões distintas nas quais lhes disse que Ele seria entregue a homens pecadores, que Ele seria crucificado e que ressuscitaria ao terceiro dia. Agora começa a fazer sentido. Os anjos lhes trazem uma revelação que não pode ser negada. Elas sabem que se trata de anjos divinos, por isso inclinaram seus rostos, curvaram-se possuidas de temor diante destes seres santos. Elas ouviram a mensagem de Deus, lembraram da conexão com o que Jesus prometeu. Não está amanhacendo apenas do lado de fora, mas o dia também está raiando no interior. Elas estão começando a entender. Lembraram de Suas palavras. E então – e eu amo isso – elas voltaram do túmulo. Elas dão meia volta e partem; e onde estão indo? Versículo 9: “Para anunciar aos onze e a todo o resto.” Eles todos estão escondidos, estão com medo. Os homens estão com medo.

Agora lembra?, eles se viram e saem. Quem está a caminho? Pedro e João. Pedro e João estão a caminho, porque Maria já está de volta e contou sua história que alguém roubara o corpo. Pedro e João estão a caminho. Estas mulheres estão agora iniciando sua jornada; elas têm uma história diferente da de Maria Madalena. Maria não olhou no túmulo. Ela não viu os lençóis e nunca viu os anjos. Ela está desinformada. Estas mulheres têm a informação correta. Elas começam a voltar. É tão interessante para mim, versículo 9, “E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os mais que com eles estavam.” Mas espere um minuto, espere um minuto. Algo aconteceu no caminho. Veja Mateus 28. Algo aconteceu no caminho. Não sei como Lucas pode deixar isso de fora, exceto por obra divina. No caminho, isto está em Mateus 28:8, “retirando-se elas apressadamente do sepulcro” em resposta ao que o anjo lhes disse. “retirando-se elas apressadamente do sepulcro” – versículo 8 – “tomadas de medo” – o mesmo terror de estar na presença dos santos anjos, mas agora com a adição de “grande” – o que? – “alegria,” porque tudo está começando a ficar claro para elas – uau – e elas agora estão correndo, “correram a anunciá-lo aos discípulos.”

Eu amo isto – “E eis que” – versículo 9 – “Jesus veio ao encontro delas e disse.” “Bom dia, senhoras.” Eu simplesmente amo a simplicidade disso. Simplesmente não houve nenhum – não houve nenhum fator surpreendente, não se diz novamente que a terra tremeu, que o céu se abriu, que as estrelas caíram, que as pessoas tocaram trombetas. Foi apenas um simples, “Bom dia, senhoras.” “E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.” Elas O viram; assim, agora elas viram o túmulo vazio, ouviram a revelação divina angelical e viram o Cristo ressuscitado. Então Jesus lhes disse, “Não temais!” Nesse momento a alegria delas tornara-se em medo. “Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão.” “...lá me verão. Na verdade, me verão na Galiléia. Ah eles me verão antes disso, mas quero que estejam na Galiléia, e lá será um grande encontro, na Galiléia,” e foi isso que aconteceu exatamente mais tarde.

Então, eles estão a caminho. Elas estão indo contar aos onze, que é o título oficial para os apóstolos agora que já não são mais doze – em vez de serem chamados de doze, são chamados de onze. Na realidade, estão apenas nove ali, porque Pedro e João estão a caminho do sepulcro. Assim, as mulheres, quando voltavam, viram o Cristo ressuscitado, e seu desejo de contar aos apóstolos é confirmado, “vão em frente e façam isso.” Que experiência. Você diz, “Bem, não é estranho que as mulheres sejam as testemunhas iniciais e originais da aparição do Senhor Jesus?” Você diz, “Isso é porque se quer elevar as mulheres?” Bem, com certeza faz isso. Não sei o que mais poderia elevá-las mais do que isso. Mas esse não é o motivo principal. Quantos apóstolos estavam lá de pé assistindo Jesus ser crucificado? Quantos? Um – João – isso não era suficiente, porque se tivesse que dar testemunho de alguma coisa, tinha que ser confirmado pela boca de duas ou três testemunhas. Onde estavam os apóstolos? Oh, eles eram as ovelhas que foram dispersas quando o pastor foi ferido, certo? Estavam escondidos.

Este é um testemunho maravilhoso do amor das mulheres, da coragem das mulheres e da dignidade das mulheres. Mas, mais do que isso, amigos, este é o mesmo pequeno grupo de meia dúzia que viu Jesus morrer, que viu Jesus ser sepultado, e que viu Jesus ressuscitado; e portanto, são as únicas que podem ser testemunhas oculares dignas de confiaça. Não temos homens que viram Jesus morrer, exceto João. Não temos homens que viram Ele ser sepultado, que era uma confirmação de sua morte. Tinha que ser as mulheres, porque eram testemunhas oculares de tudo, e você não pode ter uma ressurreição a menos que você tenha uma morte e um sepultamento. Você tem que dar testemunho de uma morte real, um sepultamento real e de uma ressurreição real. Elas viram tudo isso. Elas o viram morrer. Sabiam que Ele estava morto, porque não quebraram suas pernas. Sabiam que Ele estava morto, porque a lança entrou do seu lado e saiu o fuido e a água. Elas sabiam que Ele estava morto, porque viram Ele ser sepultado. E agora sabem que Ele está vivo, porque O viram. Assim no versículo 9, elas anunciam todas estas coisas aos onze e aos demais. Você tem os nove restantes dos onze, embora sejam chamados de onze porque esse é seu título oficial. E você tem todos os outros crentes, o grupo dos discípulos que estavam lá, a quem dois deles apareceu na estrada para Emaús – um era chamado Cleopas – assim há outros discípulos que estão lá junto com os apóstolos.

Então no versículo 10 – isto é tão interessante – diz, “Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos.” Isso traz à tona um problema. O que você quer dizer que estavam com Maria Madalena? Como ela se juntou a esse grupo? A última coisa que ouvimos sobre Maria Madalena, é que ela estava lá, nada viu senão um túmulo vazio, e voltou com uma informação errada. Até agora, até onde sabemos, ela não tinha chegado a nenhuma conclusão exceto que alguém roubara o corpo. Ela contou a Pedro e João sua conclusão de que alguém teria roubado o corpo, o que os colocou a caminho. Como ela se juntou a esse grupo? Bom, Lucas está condensando esta história. Vou lhe contar como ela se juntou a esse grupo. Abra em João 20 – isto é simplesmente maravilhoso. Como ela pode pertencer ao grupo de testemunhas oculares quando ela não entrou no túmulo vazio, e não ouviu os anjos dizerem nada? Ela saiu antes que os anjos falassem, ou aparecessem. E ela não tinha visto o Cristo ressuscitado, então como ela poderia ser uma das testemunhas?

Resposta: Esta senhora voltou ao túmulo. Esta senhora voltou ao túmulo. Em algum momento, ela decide que tem que voltar. E assim, em João 20, versículo 11, nós a encontramos de pé fora do túmulo chorando. Ela está sozinha. “Enquanto chorava, abaixou-se, e olhou para dentro do túmulo, e viu dois anjos vestidos de branco, sentados” – Agora, eles estão sentados do lado de dentro. Estas são duas cenas diferentes em dois momentos diferentes, e esta é uma visita privada para Maria. E eles estão sentados lá, “onde o corpo de Jesus fora posto, um à cabeceira e outro aos pés. Então, eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras?” Ou seja, simplesmente parece como se você entrasse no túmulo vazio e um anjo falasse com você, e ele apenas dissesse, “Ei, por que está chorando, senhora?” Uma conversa tão natural. “Ela lhes respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.” Ela ainda está mantendo sua teoria. “Tendo dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus.” Por que? Não sei; talvez ela não pudesse ver através das lágrimas. Mas então, ninguém depois da ressurreição de Jesus poderia realmente saber quem Ele era até que Ele Se revelasse, certo? Isso foi o que aconteceu com os discípulos na estrada para Emaús.

E Jesus fez a mesma pergunta, “Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, supondo ser ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.” Isso é uma coisa realmente estúpida, por que o jardineiro roubaria um corpo do túmulo? Eu amo isso – “Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)!” E então ela o agarrou, pendurou-se a Ele, provavelmente em seus pés e tornozelos. “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” “Agora, Maria, vá, conte a eles que me viu. Estou vivo por um tempo, você não pode me deter aqui, subirei ao céu, voltarei ao Pai, mas encontrarei todos vocês na Galiléia por um tempo.” Na verdade, Ele os encontrou naquela noite bem como no domingo seguinte à noite, e em muitas outras aparições 40 dias antes de Ele ascender. Assim Ele disse a Maria, “Vai,” e isto é maravilhoso, versículo 18, “Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas.”

Você pode imaginar a cena? Estas mulheres estão aqui. Elas chegaram sem fôlego de seu encontro com Jesus no caminho de volta. E estão dizendo a estes nove homens, “Vejam, estamos lhes dizendo que Ele está vivo. Ele está vivo, nós o vimos, Ele disse ‘Bom dia, senhoras,’ e tivemos uma conversa com ele, e vimos anjos e os anjos nos disseram que ele estava vivo. E foi exatamente o que Ele disse que faria, e Ele o fez, fez exatamente o que Ele disse que faria.” Estes nove homens então dizem, “Uou, uou, uou, agora, devagar, uma de cada vez.” E a verdade maravilhosa é que elas estavam todas falando a mesma coisa, estavam todas dizendo exatamente a mesma coisa. Não precisam tipo que montar uma história. Mas deviam estar sem fôlego. E em meio a toda essa discussão no lugar surge Maria Madalena. Ela tinha corrido, então ela está sem fôlego. “Eu vi o Senhor, eu vi o Senhor.” Então ela começou a lhes dizer o que Ele lhe dissera. Ela teve uma audiência privada, vendo o túmulo vazio e os lençóis, ouviu a revelação angelical, e teve uma experiência pessoal com Cristo. Assim portanto, ela teve a mesma experiência que todas as outras mulheres tiveram, e foi incluida por Lucas no capítulo 24 como uma das três testemunhas oculares do Cristo ressuscitado.

Os céticos têm dito, “elas foram ao túmulo errado.” Mesmo?, então também os anjos, os romanos. Que ideia ridícula!. Então porque não ir ao túmulo certo, retirar o corpo e acabar com a fraude? Outros disseram, “Não, na verdade Jesus nunca esteve em um túmulo, e é por isso que Ele não estava lá, jogaram-no numa cova para criminosos.” Mesmo?, então inventaram a história sobre José de Arimatéia; acho que José teria dado um fim a essa história, porque sua reputação estava em jogo, e se o acusassem de roubar – de pegar o corpo de Jesus e sepultá-lo, ele perderia seu lugar no Sinédrio com certeza. E se isso não fosse verdade, ele teria conseguido desbancá-lo muito, muito rápido. Agora, todas essas mulheres estão dando testemunho da mesma coisa. São múltiplas testemunhas oculares. E isto é apenas o começo. Ele aparece a dois discípulos na estrada para Emaús, como veremos. Pedro o viu em uma aparição em particular. Naquela noite Ele apareceu aos onze menos Tomé. Uma semana mais tarde Ele apareceu aos onze com Tomé. Ele apareceu aos discípulos junto ao mar de Tiberíades. Então Ele aparece – isso na Galiléia – a 500 irmãos de uma só vez na Galiléia. Então Ele aparece a Tiago. Depois aparece aos onze num monte na Galiléia, onde lhes deu a Grande Comissão. Em seguida, Ele aparece em Jerusalém na época de Sua ascensão. Então Ele parece a Saulo na estrada de Damasco, aparece a Saulo novamente no templo, aparece a Estêvão em seu apedrejamento – muitas, muitas testemunhas oculares do Cristo ressuscitado.

E isso nos leva para a linha final de provas, os discípulos incrédulos. Você diz, “Bem, como isso prova a ressurreição?” Isso prova a ressurreição porque prova o fato de que eles não iriam fabricar uma ressurreição, porque eles não esperavam uma. Porque os críticos disseram, “Bem, eles roubaram o corpo e fizeram parecer uma ressurreição.” Ou disseram, “Eles tiveram uma alucinação em massa. Eles queriam tanto isso que eles alucinaram pensando que tinha acontecido.” Eles não queriam isso tanto assim, eles nem esperavam por isso. Eles não fabricariam isso, porque não o previram. Eles não teriam visto isso como algum tipo de experiência hiper ilusória, porque não tinha noção de que isso iria acontecer. Encontramos isso - e isto é muito importante - em Lucas 24, no versículo 11. “Tais palavras lhes pareciam” – ou seja, aos apóstolos – “um como delírio.” Isso é o que eles pensavam de uma ressurreição; loucura, conversa fiada, lēros é a palavra grega, um conto vazio, uma espécie de fábula.

O que há de errado com essas mulheres? Elas estão todas dizendo a mesma coisa. E não importava que todas as suas histórias fossem identicas, todas elas tiveram a mesma experiência, e era recente – não era como se houvesse passado semanas e estivessem tentando juntar as coisas – e todas diziam a mesma coisa. Não importava. Não importava se a história delas tinha coesão, se tinha consistência. Não importava que elas tivessem dado detalhes que não tivesse outra explicação. Eles achavam que a coisa toda era absolutamente sem sentido, e não acreditaram nelas.

Elas não inventaram uma ressurreição; nem sequer pensavam que houvesse uma. Então Lucas adiciona uma pequena nota sobre Pedro. Pedro levantou-se mais cedo – isto é uma volta ao passado – ele tinha ido ao sepulcro, abaixou-se, olhou para dentro, viu apenas os lençóis de linho; foi embora para sua casa maravilhado com o que tinha acontecido. O que você acha que ele estava pensando? O que quer dizer com maravilhado com o que tinha acontecido? Thaumazō, ele ficou traumatizado, ele - Eu acho que ele estava começando a pensar: "Isto é uma ressurreição - isto é uma ressurreição.”

Agora, quando Pedro foi para o túmulo, foi antes de Maria Madalena voltar. Foi antes do testemunho completo das mulheres. A cronologia é clara em João, por isso vamos voltar a João capítulo 20. Isso é maravilhoso. Versículo 3, Pedro sai depois de ouvir Maria Madalena, “e o outro discípulo” – é como João refere a si mesmo, em sua maneira humilde – Pedro vai para o túmulo com João, e eles estão correndo. Eles vão verificar a história de Maria Madalena de que alguém roubou o corpo. E o outro discípulo foi mais rápido do que Pedro, conhecendo a personalidade de Pedro, foi algo que o incomodou. Ele sempre quis ser o primeiro. Então João que é mais rápido, mais jovem; chegou primeiro ao sepulcro, inclinando-se, olhando para dentro. Ele é um pouco mais retraído e tímido. Ele viu os panos de linho ali, ele não entrou. Ele está tentando processar isto. “Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro.” Claro, passou rápido por João e entrou lá. E ele vê, “os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte,” como se tudo fosse misturado e jogado num canto, mas colocado exatamente onde tinha estado quando tinha sido colocado em sua cabeça.

“Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e” – o que? “creu.” O túmulo vazio e os lençóis era tudo o que restava. Agora, lembre, eles até este ponto tinham apenas ouvido o testemunho de Maria madalena, certo? Eles não tinham ouvido as outras mulheres. Eles sairam quando Maria lhes disse para sair. Nesse meio tempo, as mulheres chegaram ao túmulo, viram Jesus, e voltaram com uma história. Assim tudo o que eles têm, tudo o que João tem é um túmulo vazio e lençóis, e foi o suficiente – foi o suficiente. Ele sabia que aquela pedra não poderia ser removida de dentro por um Jesus morto. E ele tinha visto Ele morto, ele estava lá. Ele sabia. Não havia outra explicação, senão que Ele ressuscitou, e ele creu. “Pois ainda” – ou até aquele instante – “não tinham compreendido a Escritura, que era necessário ressuscitar ele dentre os mortos.” Mas agora ele entende. “E voltaram os discípulos outra vez para casa.”

Isso é interessante, não é? Tenho certeza que não sabiam, “O que é que vamos fazer a seguir?” Então, eles foram para casa. Volte para Lucas, e isso é o Lucas diz que Pedro fez no versículo 12. Depois que ele viu os lençóis de linho também, “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido.” Ei, isso não é a cena de um túmulo que foi roubado, pessoal. Túmulo roubado, se você quisesse o corpo, você deixaria o corpo intacto, não se preocuparia em desembrulhá-lo, e depois colocar tudo em perfeita ordem. Você pega o corpo e sai correndo. Seria mais convincente. João creu. Pedro – ainda relutava quando foi para casa. Entretanto, as mulheres têm estes outros nove homens em suas mãos, e estão tentando convencê-los que isto realmente aconteceu, mas eles não estão dando crédito de forma alguma. Por que eles são tão teimosos? Vá até o versículo 19 de Lucas 24, esta é a estrada para Emaús, e Jesus aparece mais tarde nesse dia. Estes dois discípulos estão caminhando para Emaús. Jesus chega, eles não sabem quem é Ele, e Ele começa uma conversa com eles. Eles parecem tristes. “Que é isso que vos preocupa?” Bem, versículo 17, “O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.” E o versículo 21, “nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel” – oh garoto. “mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam.” Hum – é o terceiro dia, eles não O tinham visto. As mulheres lhes disseram que Ele estava vivo, mas não acreditaram nisso. Não acreditaram nisso.

“...é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também” – isto e despejado, versículo 22 – “que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro” – ou seja, Pedro e João – “e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram.” Pedro e João não o viram, mas falaram sobre isso. “Ei, fomos ao túmulo, e Ele pode estar vivo, mas não O vimos.” Eles ainda estão processando isso, mas não estão completamente convencidos. Isto é reflexo de sua falta de vontade obstinada em crer até que vejam. Você sabe, você culpa Tomé porque ele não acreditou. Lembra?, ele disse, “Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.” Bem, eles eram tão maus quanto Tomé. Eles não queriam acreditar no testemunho das mulheres. E Pedro e João voltaram e disseram, “Bem, é um negócio bizarro. O túmulo é aberto, está vazio, e os lençóis do sepulcro estão lá. E, você sabe, Ele pode estar vivo.” Mas eles não estão prontos para confiar completamente. No entanto, antes do dia acabar, Ele aparece para todos eles. Mas a razão pela qual a Escritura expõe a descrença dos discípulos é para dissipar quaisquer teorias ridículas que eles inventaram uma ressurreição porque eles queriam uma de qualquer jeito. Esse não é o caso.

Bem, há muito mais a dizer. Deixe-me apenas encerrar com alguns pensamentos. Quando eu era criança, costumávamos cantar uma pequena canção chamada “Ele vive” alguém lembra disso? “Ele vive, Ele vive, Ele vive em meu coração.” E há uma linha nessa canção que sempre me incomodou. “Você me pergunta como eu sei que Ele vive, Ele vive em meu coração.” Bem, isso é verdade. Mas se você me pergunta como eu sei que Ele mora, tenho que lhe oferecer mais do que isso, porque isso não é verificável. Alguém pode dizer, “Bom pra você. Estou tão feliz que Ele vive dentro do seu coração. Isso não é universal, isso não é verificável, isso não vai além de você.” Então sentimento pode ser algo que nos ajuda emocionalmente; ele remove algumas barreiras emocionais para experimentar o Cristo vivo, barreiras emocionais para crer ditas na ressurreição. Mas não tem que ser algo mais do que isso.

Você diz, “Bem, você não pode ter apenas sentimento, que tal o fato?” Fato é bom. E os fatos lhe foram dados. Tudo que lhe dei foram fatos. Enquanto sentimentos lidam com barreiras emocionais, os fatos lidam com barreiras históricas. E o que esses fatos fazem, o que essas linhas de evidência fazem – isso é o que sempre faz o evidencialismo – eles esgotam, eles repudiam, dissipam as más opções, os argumentos fracos, as teorias tolas. O sentimento remove as barreiras emocionais. Os fatos removem barreiras intelectuais. Mas nenhum desles necessariamente salva. Você pode se sentir em seu coração que Jesus ressuscitou dos mortos. Você pode dizer:, “Bem, os fatos fazem parecer que Ele ressuscitou dos mortos” e você estaria entre os líderes judeus, em que todos concordaram que foi o que aconteceu. Isso não irá salvar você. Seus sentimentos sobre a ressurreição, e mesmo os fatos da ressurreição, não salvarão você; a única coisa que irá salvar você é a fé na ressurreição. Confessando com sua boca que Jesus é Senhor, e crendo em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos; é de onde vem a certeza real.

Não confie em seus sentimentos, e você tem que recorrer ao fatos internos, é isso que faz a fé. A fé abraça a verdade sobre Jesus Cristo. Então, da próxima vez que alguém disser a você, “Como você sabe que Ele vive?” Você dirá, “Número um, os fatos indicam que Ele está vivo, e isso remove as minhas barreiras intelectuais. Minha própria experiência dele na minha vida remove todas as barreiras emocionais ou psicológicas. Mas, mais importante do que isso, Eu tenho uma fé que me foi dada pelo próprio Deus que tem, com essa fé, a certeza e garantia. Não são os sentimentos que fornecem a certeza, nem mesmo os fatos fornecem a certeza; é a fé que proporciona a certeza. É um componente da fé salvadora. Peça a Deus para lhe dar essa fé que torna a ressurreição certa, e você confessa com sua boca Jesus como Senhor, Aquele a quem Deus ressuscitou dos mortos.”

Pai, Te agradecemos novamente pela grandeza desta verdade. Obrigado pela glória da ressurreição. Estas são verdades que estão no auge de nossa fé cristã, do evangelho cristão, do próprio cristianismo. Tudo sobre a ressurreição, Dele e nossa. Ajuda-nos a saber, Senhor, que tudo o que o evangelho pretende fazer, no final, é nos conduzir à forma copórea glorificada na eterna bem-aventuraça para Te servir, Te amar, Te louvar para sempre e sempre, e sermos completamente satisfeitos e realizados sem qualquer limite em perfeita alegria que nunca se acaba. Que possamos compreender o lugar crítico da ressurreição; é a razão de toda a redenção que lá haverá, em torno de Teu trono, uma humanidade glorificada, numa forma um pouco parecida com esta forma, para louvar-Te para sempre e sempre. Essa é a promessa do evangelho, não o que acontece aqui apenas, mas o que nos espera na nova criação, no novo céu e da nova terra além, enquanto vivermos à luz dessa esperança e enquanto proclamarmos o Cristo ressuscitado, em cujo nome oramos. Amém.

FIM

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