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Como você sabe nós estamos estudando o evangelho de Lucas, e o evangelho de Lucas é um material atraente e fascinante, e nós amamos cada momento disso. E com muita relutância perdi, por um período de férias e na minha ausência, na Itália, eu perdi o evangelho de Lucas. E, com toda razão, eu deveria voltar para ele esta manhã, mas eu sou compelido a ir por outra direção. Nos últimos meses, como estamos estudando o evangelho de Lucas, mencionei algumas vezes que fui levado a escrever um livro sobre a libertação. Você se lembra de eu estar dizendo isso algumas vezes?

E enquanto eu estava fora, desta vez eu fiz muita leitura e nuita reflexão. Um dos benefícios de ter saído um pouco daqui é que eu não sou tão literalmente esmagado por todas as demandas que estão ao meu redor. Eu tenho algum tempo para pensar sobre as coisas que eu quero pensar, e ler em áreas onde eu talvez não teria, normalmente, tempo para isso. E o tema da libertação tem estado muito em minha mente. E assim, enquanto eu estava ausente, eu refleti muito, meditei muito e fiz muita leitura sobre esse tema. E assim, estou realmente empenhado, em meu coração, em falar esta manhã e até mesmo além desta manhã, como um pouco de um interlúdio em nosso estudo de Lucas. É o evangelho de Lucas e o ministério de Jesus que é um ministério de libertação, como aprendemos na seção em Lucas, que estamos observando no capítulo 4, que realmente me levou a começar a pensar no assunto da libertação. Então eu intitulei este pequeno estudo "Libertação: A Doutrina Negligenciada." "Libertação: A Doutrina Negligenciada." E esta manhã eu realmente vou introduzir este assunto para você. Isto não é tanto um sermão em si mesmo; certamente não é a soma de tudo o que eu quero dizer, mas mais que uma introdução.

Uma das grandes palavras na Bíblia é a palavra "libertação". No entanto ela não é comumente usada no vocabulário cristão. Não me lembro na minha vida de ter ouvido um sermão sobre a libertação. Não me lembro de nenhuma parte do mundo em que conversei com cristãos que falam minha língua que usaram a palavra "libertação" a menos que ela tenha sido usada em algum contexto relacionado a demônios ou exorcismo. A palavra "libertação" não é uma parte do vocabulário cristão, mas realmente deveria ser. O fato de que não é um grave fracasso de nossa parte, porque a palavra nos abre uma categoria de verdade que claramente esclarece o propósito redentor de Deus.

Enquanto eu lia o Salmo 91 no culto, você se lembra? Que, três vezes, Deus é referido como o Libertador que irá libertar Seu povo? De fato, a libertação pode ser a melhor, pode ser a mais abrangente, e pode ser a palavra mais esclarecedora para explicar a graciosa e poderosa obra de Deus em nossas vidas, apesar de seu uso infreqüente. Eu procurei alguns livros de teologia, olhando mesmo no índice de assuntos, na parte de trás dos livros, para encontrar qualquer discussão de libertação, e achei muito raro. É uma grande palavra, biblicamente, e é uma grande palavra na língua portuguesa. Todos nós entendemos a palavra portuguesa "libertação". Na verdade essa palavra tem um certo tom de aventura, não é mesmo? Há um certo drama na palavra "libertação". Mesmo em português pensamos em libertação e se você é convidado a dar um sinônimo, a palavra imediata que provavelmente virá à sua mente seria "resgate". Quando pensamos em libertação, pensamos em alguém sendo resgatado de uma situação de grave perigo e é isso que a palavra significa de fato. Tem a conotação de alguém em um dilema impossível em que ele não tem, pessoalmente, o poder de livrar-se a si mesmo, sendo de alguma forma resgatado por algum poder maior. E quando vamos à Bíblia é exatamente isso que encontramos com a palavra "libertação". É uma palavra rica. É uma palavra, como eu disse, cheia de drama e cheia de aventura.

Agora, no Antigo Testamento, há três palavras hebraicas que são traduzidas como "libertar". A primeira é natsal e significa, essencialmente, resgatar ou libertar. É usada de resgate físico ou libertação física. Por exemplo, em Êxodo capítulo 3 Deus diz, no versículo 8, "desci a fim de livrá-lo". Isto é, para resgatá-los, para tirá-los daquela terra, sendo o Egito, para uma terra boa e espaçosa, sendo a terra de Canaã. Assim Deus veio para resgatar, para libertar, de forma dramática e aventureira, os filhos de Israel da escravidão egípcia e levá-los para a terra da promessa. Assim a palavra natsal é usada desse tipo de libertação literal física e de resgate.

Natsal também é usado inúmeras vezes para falar de libertação espiritual. E assim é usado em várias ocasiões nos Salmos: Salmo 39:8, Salmo 51:14, Salmo 69:14, Salmo 79:9, e outros Salmos, são versículos que se referem à palavra natsal, a algum tipo de salvação espiritual, resgatando o pecador do juízo do pecado, etcétera.

Em segundo lugar há a palavra palat. Essa palavra é também uma palavra hebraica que é um sinônimo de natsal. Significa salvar ou libertar. É usada no Antigo Testamento nas passagens que são poéticas. Na verdade ela está limitada a usos na poesia do Antigo Testamento. Então você a encontra muito, muito frequentemente nos Salmos, algumas outras vezes em outros lugares onde a poesia está incluída no Antigo Testamento. Isso, mais uma vez, significa libertar ou libertação e poderia até ser traduzida como "fuga".

Há uma terceira palavra yasha e é a palavra mais comum. Significa libert,ar salvar ou resgatar. A mesma coisa, exatamente. Ela é traduzida por libertar ou salvar, na maioria dos casos.

Qualquer uma dessas palavras traz a mesma idéia, a idéia de um resgate, a idéia de uma libertação dramática de alguém que está em uma situação perigosa sobre a qual não tem controle suficiente. E geralmente quando estas palavras são usadas no Antigo Testamento, em todas as três Deus é o Libertador e o homem é o libertado. Deus é o salvador e o homem é o resgatado. Assim, um dos grandes conceitos do Antigo Testamento é esse conceito de libertação. Deus o Libertador, o homem libertado, e Deus é aquele que provê o plano de libertação.

Quando você chega ao Novo Testamento nada muda. Você vai da língua hebraica para a língua grega, na qual o Novo Testamento foi escrito, e você encontra uma palavra familiar no Novo Testamento, sozo. Qualquer estudante da Bíblia, qualquer aluno do Novo Testamento, conhece essa palavra e, na maioria das vezes, é traduzida como salvar, salvo ou salvação. E significa ser resgatado ou ser liberto. De fato, quando a Bíblia, no Novo Testamento, fala sobre salvação, ou sendo salvo, na maioria das vezes, ela usa a palavra sozo. Pode significar resgate físico. Pode significar um resgate real de uma pessoa de uma situação terrena perigosa. Na maioria das vezes tem a ver com a libertação do perigo espiritual, e é a palavra comumente traduzida por salvar ou salvação. Há uma outra palavra do Novo Testamento rhuomai usada cerca de 18 vezes no Novo Testamento. Significa a mesma coisa. Significa libertar ou resgatar. Paulo usa essa palavra em Colossenses 1:13 quando diz, "Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor".

Então você tem estas duas palavras do Novo Testamento, e você tem palavras do Antigo Testamento, todas as quais lidam com esse conceito de ser liberto, ser resgatado, ser tirado de uma situação perigosa e colocado em uma situação melhor. A libertação então, de qualquer forma, é uma idéia bíblica crucial. E infelizmente, tem sido sufocada sob a terminologia familiar, sendo mais frequentemente salvar e salvação. E apesar desses termos serem excelentes termos, e terem significado para nós, não são termos comuns no nosso vernáculo em português. A palavra "libertar" é um termo muito mais comum no conceito de libertação, muito mais facilmente compreendido em português do que o termo salvação. Na verdade, raramente usamos a palavra "salvo", ao que parece, a menos que estejamos falando sobre algo que seja separado para ser guardado em segurança, algo como uma conta em algum lugar, ou algo que você está guardando para uso futuro. Nós não usamos a palavra "salvo" na maioria das vezes para falar de ser resgatado do perigo; para isso, tendemos usar a palavra resgate ou libertação.

Então, estamos falando de Deus como um resgatador. Deus como um libertador. Deus trazendo um plano de libertação, e é por isso que o Salmo 68 versículo 20 diz "O nosso Deus é o Deus libertador" no original está no plural. Há muitas facetas para Deus como nosso Libertador. Salmo 40 no versículo 17, "tu és o meu amparo e o meu libertador". O mesmo é citado no Salmo 70 versículo 5. Nas palavras familiares do Salmo 144 versos 1 e 2, "endito seja o SENHOR, rocha minha...minha misericórdia e fortaleza minha, meu alto refúgio e meu libertador.”

Agora, sempre que na Bíblia, você está lendo em sua própria Bíblia, e você encontra a palavra "salvo", "salvar", "salvação" ou "Salvador" você pode substituir alguma forma da palavra libertar, porque isso é exatamente o que se quer dizer. Agora isso nos ajudará a enfatizar o que a salvação realmente é, é a libertação. Quando alguém se torna cristão é libertado de certas coisas perigosas e mortíferas, coisas que representam um perigo fatal para a alma eterna. A verdadeira salvação então, a obra de Deus, é a libertação. É o dramático resgate do pecador dos elementos da vida que ameaçam destruí-lo e condená-lo. Nossa tarefa de evangelismo, então, é uma obra de resgate. Nós, em nome de Deus, fomos enviados para dizer aos pecadores que Deus tem um plano de resgate. Deus, que é por natureza um libertador, o único libertador, tem um plano de libertação pelo qual Ele libertará o pecador de todas aquelas coisas que o condenam.

Na verdade, pode não haver melhor maneira de entender o poder do Espírito de Deus na vida do pecador que crê, do que entender que o Espírito está operando uma obra de libertação. Quando falamos de conversão, quando falamos de regeneração, quando falamos de novo nascimento, de nascer de novo, de nova vida, de transformação, quando falamos sobre essas questões da graça, estamos falando realmente de ser libertos de certas coisas.

De fato a libertação, como veremos nesta série, define o que significa ser cristão. Um cristão é uma pessoa que foi, ouça, permanentemente libertada de certas realidades mortais e condenadoras. Isto é o que define um cristão. Um cristão não é alguém que diz acreditar em Jesus. Um cristão não é alguém que faz uma oração numa determinada fórmula. Um cristão não é uma pessoa que vai à igreja ou pertence a alguma, entre aspas, instituição cristã. Um cristão não é alguém que se sente bem com Deus ou é bom com Jesus. Um cristão é uma pessoa que foi o quê? Liberta. Isso é absolutamente crítico para entender, porque há tanta confusão sobre quem é um cristão. A resposta é: os cristãos são pessoas que foram libertas.

Agora não estamos falando aqui de justificação, que é uma coisa forense, que é uma declaração da parte de Deus, que é obviamente essencial. É um relato de Deus pelo qual Ele credita a justiça em nossa conta e põe nosso pecado na conta de Cristo que paga a penalidade por isso. Isso é forense; que é um ato jurídico de Deus. Não estamos falando sobre isso, porque isso não é manifesto. Isso não é visível. Não podemos conhecer um cristão por uma declaração forense de Deus. A única maneira de podermos conhecer um cristão é por uma vida transformada. E assim, para que possamos avaliar quem é um crente, temos que olhar e ver se a pessoa foi liberta.

Isso é crítico. Porque, como Jesus disse em Mateus 7, "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? E Ele vai dizer, "nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade". Assim, há pessoas que estão muito enganadas sobre sua condição espiritual. Elas pensam que pertencem ao Senhor mas não pertecem. Elas podem crer em Jesus, elas podem crer em certas coisas sobre Ele, elas podem trabalhar de alguma maneira em Seu nome, mas o fato é que nunca foram libertas.

É por isso que 2 Coríntios 13:5 diz, "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé." Certifique-se de que você é um verdadeiro cristão. Bom, o que você procura? Você não pode procurar uma declaração forense de Deus. Você não pode procurar algo que Deus faz em Seus próprios conselhos. Você tem que olhar para a sua vida para avaliar se você é ou não um cristão, e você não pode olhar para trás em algum ponto no tempo quando você fez uma oração, ou caminhou um corredor, ou levantou a mão, ou respondeu a um convite, ou sentiu algum tipo de impulso ou sentiu alguma emoção. Você tem que olhar e fazer a pergunta: eu fui, o quê? liberto. Porque Deus é um libertador que desenvolveu um plano de libertação pelo qual Ele liberta pecadores de tudo o que os condena. É por isso que Romanos 11:26, grande declaração, diz: "Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades." Agora, isso é libertação. O Libertador virá de Sião e Ele removerá a impiedade. E mais adiante no mesmo texto diz, "Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados." Haverá um livramento aqui e vai ser um livramento que transforma alguém da impiedade à piedade e do pecado à justiça. Esta é uma verdadeira libertação.

Agora deixe-me colocar isso em um contexto atual. Eu acho que você me conhece bem o suficiente para saber que minha paixão é ensinar a Bíblia. Mas ao mesmo tempo que tenho uma paixão por ensinar a Bíblia, tenho uma paixão pela igreja. O grande quadro da igreja é que a igreja está em sérios problemas. Eu não estou falando sobre a nossa igreja local. Eu estou falando sobre, entre aspas, a igreja evangélica. É uma grave e grave praga que atinge a igreja em nossos dias, e é uma tremenda dor para mim. Estou certo de que estou triste em meu próprio coração, porque eu entendo o suficiente sobre a Bíblia para saber o que o Senhor quer que a igreja seja, e ela não é isso.

Sempre me perguntam, e deixe-me ver se eu consigo colocar a coisa nesse contexto, sempre me perguntam quando eu viajo. Vocês me fazem muitas perguntas e quando eu vou a outros lugares as pessoas me fazem perguntas o tempo todo. Perguntas sobre a Bíblia e sobre questões relacionadas com as Escrituras. E eu sou sempre me fazem esta pergunta, o que você acha é o principal problema que enfrenta a igreja? Foi-me perguntado em várias ocasiões por pessoas italianas e também pelas pessoas que faziam parte do nosso grupo, perguntando-me qual é, na sua opinião, a questão principal que a igreja enfrenta? Sempre me fazem essa pergunta e eu sempre respondo basicamente da mesma maneira. A questão principal que a igreja enfrenta é a falta de discernimento. Essa é a principal questão que a igreja enfrenta. A igreja não distingue entre verdade e falsidade. Tem um sistema imunológico defeituoso. Tem um caso de Aids espiritual. Ela não tem a capacidade de combater o erro porque não conhece a verdade. Ela não tem anticorpos da verdade suficientes para combater o erro. A igreja é ignorante. É abençoadamente ignorante. E conseqüentemente é vitimada facilmente pelo erro. Este é um problema grave e sério.

Teologia fraca, conhecimento superficial e raso das Escrituras, todos os tipos de pessoas indesejadas e não qualificadas, que estão em púlpitos que não foram enviados por Deus, como os falsos profetas que Jeremias fala, e não têm a Palavra de Deus, e não a entendem, estão inventando todos os tipos de coisas que a igreja está comprando. Um conhecimento superficial da Escritura, uma teologia fraca, todos os tipos de erro inundando a igreja aleijam o discernimento. E o que piora é que há um movimento para dizer que a tolerância de tudo isso é a mais pura expressão do amor cristão, certo? E se você chamar essas pessoas em questão, e você chamar o que eles estão dizendo em questão, e disser que não é verdade é um erro, você é desprovido de afeto, você é divisivo e você está dando um golpe contra a unidade da igreja. E assim você tem o erro inundando a igreja. A igreja é, por sua ignorância teológica e bíblica, incapaz de lutar contra esse erro. E a tolerância está sendo elevada como uma virtude suprema que ajuda e instiga o problema.

Isso está em contradição com o mandamento de 1 Tessalonicenses 5:21 "julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal". A Igreja se colocou em uma posição em que não pode distinguir entre a Palavra de Deus e as mentiras de Satanás. Isso é triste. Isso é triste.

Agora, deixe-me ir um pouco mais profundamente nesta questão. De todas as questões de discernimento, e há muitas, há muita confusão na igreja, há um monte de erros na igreja sobre um monte de coisas. Há toda a espécie de visões da obra do Espírito Santo, a pessoa do Espírito Santo. Todos os tipos de pontos de vista sobre várias passagens nas Escrituras, paradigmas de santificação, formas de batismo, dons espirituais, visões sobre a salvação, sobre os propósitos e obra de Deus, sobre a soberania de Deus, sobre a vontade humana. Todos os tipos de pontos de vista sobre todos os tipos de coisas. E a igreja não só não tem discernimento mas não tem vontade de discernir.

Mas, de todas as questões que são importantes há uma que está no topo da lista. Se vamos estar discernindo sobre qualquer coisa, há uma coisa que temos de discernir e é a seguinte: quem é um cristão? Essa é a mais crítica de todas. Essa é a questão mais crítica de todas. No topo da minha lista, nesta questão de discernir, é que precisamos saber quem são os verdadeiros cristãos. Porque se não o fizermos, então convidamos o inimigo para o acampamento. Agora, eu estive em todo o mundo, como você sabe, e tive muitas discussões com muitos líderes cristãos, e eu li muitas coisas sobre a igreja, a história da igreja e a teologia da Igreja. Eu estive em todos os lugares, por toda parte, e eu posso apenas dizer-lhe isso. Agora mesmo, nestes dias, e tem sido assim por muito tempo através deste século XX. O maior problema na igreja é a sua incapacidade e falta de vontade para distinguir os verdadeiros cristãos dos falsos. Está literalmente matando a igreja.

Você vai por todo o mundo e você vê pessoas que afirmam ser cristãs. Eu estive na Europa Oriental e eu vi a igreja ortodoxa que é por sua própria definição uma igreja cristã. Eles acreditam que eles são os únicos cristãos verdadeiros na Europa Oriental. E então você vai para a Europa Ocidental e, mais cedo este ano, na França e em seguida, nas últimas semanas, na Itália e há este monolítico sistema maciço chamado catolicismo romano que se acredita ser a única verdadeira Igreja Cristã no planeta. Uma coisa é eles acreditarem nisso, outra coisa é Billy Graham dizer que o Papa é um cristão espetacular, excelente, ou algo mais para ele realizar uma reunião evangelística e convidar todos os católicos a cooperarem. E é outra coisa para Bill Bright dizer que o Papa é um cristão fino e extraordinário. É outra coisa para as pessoas no ECT, as pessoas que estão na liderança cristã na América, abraçarem os católicos romanos e dizerem que todos nós amamos o mesmo Cristo, todos nós servimos o mesmo Deus da mesma maneira. E estes são todos nossos irmãos e irmãs cristãos. Uma coisa é que essas instituições existam; e outra coisa são aquelas pessoas que são cristãs, abraçá-los como se fossem todos verdadeiros cristãos. Isso oblitera a linha de clareza e convida o inimigo para o acampamento e isso simplesmente devasta a igreja.

Você pode ligar sua televisão e assistir a TBN. Todo mundo que vem é abraçado como um cristão, mesmo que seja falsos mestres e pessoas que obviamente não foram libertas. É a idéia de que qualquer um que crê em Jesus é um cristão. E se você quer empurrar a coisa além disso, você é, de algum modo, um problema, e você é divisivo e cismático. O Anglicanismo Liberal na Inglaterra nos anos 60 estava em seu auge e havia alguns evangélicos na igreja anglicana, e eles pensaram: "bem nós precisamos nos mudar para a igreja anglicana e pegar essa coisa e fazer parceria com esses irmãos. São nossos irmãos. Não podemos deixar que as coisas nos dividam. Somos todos uma igreja". E foi David Martyn Lloyd-Jones quem se levantou e disse "Isso é errado. Vocês tem que se separar." E ele foi vilipendiado, foi marginalizado, foi empurrado para fora, mas ele estava certo como o tempo provou. Porque qualquer que fosse o evangelicalismo, sucumbiu ao poder do liberalismo e à poluição da igreja. Você pode olhar para as denominações americanas, as denominações históricas presbiterianas dos presbiterianos, e os metodistas, os episcopais e mesmo em grande parte dos luteranos e outros e você pode ver o deslize tremendo.

E isso volta. Eles convidaram as pessoas para suas escolas, em seus seminários para ensinar. Eles disseram que eram cristãos mas eles estavam errados e eles entraram e roubaram as instituições e as mandaram direto para o ralo. Isso é algo mortal. E agora você tem até mesmo igrejas evangélicas que estão projetando suas igrejas para tornar os incrédulos confortáveis. Isso é uma coisa assustadora. E eu acho que eu sinto neste momento que eu não tenho nada a perder de qualquer maneira. Eu tenho que ser responsável perante o Senhor. É apenas o momento de se levantar e dizer que isso tem que ser levado ao teste da Escritura. Você pode ter uma coisa chamada Amsterdam 2000; Você pode ter 5.000 assim chamados evangelistas e celebrar toda essa unidade mas quem está sabendo se essas pessoas são cristãs? Eles vêm do catolicismo, dos grupos ortodoxos, dos grupos marginais e de todos os tipos de grupos estranhos e até de algumas seitas. Eu falei com um homem ainda esta semana, que acha que há muitos Mormons no céu. Isto está continuando a escalar, e eu acho que é hora de simplesmente se levantar e dizer que tem que haver uma linha limite.

A questão de quem é verdadeiramente cristão está no próprio centro da vida e do ministério da igreja. Isso tem que ser protegido. Não há companheirismo entre luz e escuridão; não está lá em 2 Coríntios 6? Não há nenhuma concórdia entre Cristo e Satanás. Dois não podem andar juntos a menos que, o quê? Concordem. Você tem que sair do meio deles, ser separado e não tocar a coisa imunda. E aqui está a igreja absorvendo tudo isso. E agora, é tão confuso que a própria igreja nem sequer sabe quem é cristão, e francamente, eu não acho que eles se importam, particularmente, enquanto você diz que acredita em Jesus.

Um amigo, Iain Murray, um talentoso teólogo e um grande biógrafo, escreveu a biografia exaustiva de dois volumes de Martyn Lloyd-Jones, também escreveu sobre Jonathan Edwards e muitos outros. Ele é um inglês muito estimado e esteve aqui muitas vezes. Nós passamos muitas horas juntos, escreveu um novo livro chamado, "O Evangelicalismo Dividido" o qual, eu li, simplesmente devorei durante as últimas semanas enquanto eu estava na Itália no avião, na parte de trás do ônibus, no quarto, em toda parte, porque me consumia. Murray está acompanhando o declínio do evangelicalismo do século XX, e é um livro de história que é muito, muito revelador. E Murray diz, e eu acho que ele está absolutamente certo, ele diz que a incapacidade da igreja evangélica para distinguir entre um cristão e um não-cristão é, "O maior fracasso de professar o cristianismo no mundo de língua inglesa no século XX."

Ele entende as implicações. Se você redefinir os não-cristãos como cristãos, você oblitera a distinção da igreja e, portanto, cria um ambiente em que você tem que tolerar o erro porque essas pessoas representam o erro. Ele escreve ainda que isso é muito importante e perspicaz, "A saúde da igreja" e ele está falando como historiador aqui tendo-a acompanhado com muito cuidado, "a saúde da igreja sempre foi proporcional à extensão com a qual a diferença entre cristão e não-cristão, foi mantida afiada e clara." Absolutamente certo. O ponto de partida para a igreja é ser absolutamente clara sobre quem é salvo e quem não é. Se não temos certeza sobre isso, então não sabemos quem está do nosso lado e não sabemos a quem realmente precisamos chegar.

Desde o tempo que Deus começou a formar um povo para Si, Satanás se esforçou para se intrometer. Desde o tempo em que os demônios conviviam com as filhas dos homens, em Gênesis 6, Satanás tem tentado poluir e misturar todo o caminho até a semeadura de joio entre o trigo. E é realmente verdade. Murray diz, "A oposição mais insidiosa ao evangelho veio de dentro das igrejas mundanas." Eu direi isto tão simplesmente quanto eu posso. O evangelho é mais freqüentemente atacado na TBN do que na NBC. Este foi o legado do liberalismo que foi abraçado pelos, entre aspas, "evangélicos". Este foi o legado do carismatismo, onde a teologia, e eu não estou falando sobre todas as pessoas, mas na maior parte, onde o Movimento tolera a visão de qualquer um. Este tem sido o legado do movimento pragmático amigável. Este foi o legado do ecumenismo evangélico que quer re-abraçar a ortodoxia, o catolicismo e todos os outros.

E a confusão vai desde a base até o topo. Falei com o cérebro evangélico de confiança, se você quiser, e eles nem sequer estão dispostos a se comprometer com quem é cristão. Até mesmo minha conversa com J.I. Packer, tão capaz e dotado, um teólogo e escritor, quando lhe perguntei qual é a linha pela qual você determina um verdadeiro cristão? Durante toda a última parte do século XX nos últimos 50 anos tem havido um esforço sustentável para inventar e promover uma definição popular do cristianismo que não é nem bíblico nem legítimo, e encher a igreja de não-cristãos. E temos de recuperar a identificação de um verdadeiro cristão, e isso significa que temos de voltar à doutrina da libertação. Essa é a conexão. Porque se você entender a doutrina da libertação então você tem um critério para entender quem é um cristão. E não podemos obviamente conhecer o coração.

Não podemos ter certeza sobre todos. Isso não está dentro da nossa capacidade. Nem sempre podemos distinguir entre trigo e joio. Mas é verdade que até mesmo Jesus disse, "Por seu fruto você pode" o quê? "Você pode conhecê-los." Assim há uma demonstração marcante na vida de uma pessoa a respeito de se foi ou não foram liberta realmente. E essa libertação, ouça, é a experiência comum para todos os crentes em Cristo. Há uma mudança dramática em sua vida pessoal. Não estamos falando de novo sobre coisas forenses; estamos falando de transformação real. Há uma mudança dramática em sua vida pessoal, sua natureza pessoal, e esta é a obra do Espírito Santo. São novas criações e foram libertas a partir de alguns perigos muito específicos, em alguns novos padrões muito específicos de comportamento.

E aliás, isso não é nada de novo. Voltemos a Thomas Scott que escreveu isso nos anos 1820 há 200 anos, "Digo que qualquer escuridão que possa existir no entendimento de um homem, a menos que ele se sinta e se comporte como um pecador justamente condenado por quebrar uma lei justa; isto é, a menos que você veja nele penitência e quebrantamento, e a menos que ele espera a salvação meramente da graça; ou seja, parece-se pecador e a graça é sua única esperança" e diz ele, "reconciliado com Deus, amando o serviço de Deus, desejando a santidade, a santidade que a Lei exige, e vivendo santo na sinceridade e na verdade, Ele não pode ser salvo de acordo com a Bíblia." O que Thomas Scott estava dizendo? Ele estava dizendo que se sua vida não for mudada ela não será salvo. Se ele foi salvo, ele foi libertado, e ele amará a Deus, ele amará o serviço de Deus, ele terá muito tempo após a santidade, ele viverá de uma maneira santa na sinceridade e na verdade, ou não será salvo. Ele estava lidando com as mesmas questões há 200 anos. Por quê? Porque Satanás sempre quer confundir a igreja com quem é salvo, então ele pode se infiltrar e assumir esse papel como ele fez em tantas instituições e denominações. Iain Murray escreve novamente, "Quando as igrejas se recuperaram da apostasia, historicamente, como na época da Reforma e do reavivamento evangélico do século XVIII" isto é de Wesley até Jonathan Edwards, "quando as igrejas se recuperaram sempre foi" eu amo isso, "por um retorno a uma pregação e prática tão discriminantes."

O que ele quer dizer é: que quando houve uma recuperação de um tempo de apostasia, veio quando a pregação tornou-se discriminatória. O que significa discriminar? Se você diz discriminar o que isso significa? Se você diz, você ouve as pessoas dizerem, seja um comprador discriminador, o que isso significa? Isso significa que você pode escolher o melhor do lote, certo? Você sabe discriminar. Significa discernir. A única esperança para a igreja é discernir, discernir a pregação. Eu não acho que há qualquer resposta organizacional. Eu não acho que precisamos de mais reuniões, mais seminários. Precisamos de pregadores que se levantem e preguem mensagens discriminatórias. E Murray diz "Dado o grande declínio nas igrejas de língua inglesa do século XX, a principal necessidade foi novamente a reafirmação do significado de ser cristão." Uau. A principal esperança para a igreja é a pregação discriminadora dirigida principalmente à questão de quem é um cristão.

Eu não me importo o quanto você é amplamente conhecido como um líder evangélico. Dizer que os católicos romanos e o Papa são cristãos maravilhosos não é discriminatório. Questiona as faculdades de discernimento de alguém. E às vezes me pergunto se aqueles que não conseguem discernir a verdadeira igreja, não a podem discernir porque não fazem parte dela. Eu sei que as pessoas que não fazem parte dela não podem discerni-la porque o homem natural não entende as coisas de Deus. Não espero que os não-cristãos discirnam sobre a igreja, mas espero que os cristãos discirnam sobre a igreja. E no entanto, vocês têm pessoas que se tornaram proeminentes no evangelicalismo e que definiram o evangelicalismo em grande escala e que não têm esse discernimento. E o que precisamos é exatamente o que Murray diz, temos que ter alguma pregação discriminadora. É hora de desenhar a linha novamente e isso significa ser impopular, eu odeio dizer.

E as pessoas me perguntam por que as pessoas fazem isso? Por que eles fazem concessões? Por que eles não discriminam? Por que eles não dizem o que precisa ser dito? Por que eles não dizem que esta não é uma instituição cristã, essas pessoas não são cristãs? Por que eles não traçam uma linha clara? Por que eles não fazem isso? E a única resposta que posso apresentar e eu acho que é uma geral, e Murray em seu livro concorda comigo sobre isso, é o medo de ser alienado. É o medo do homem. É o desejo de popularidade. É o desejo de uma aceitação tão ampla quanto possível. É o desejo de uma reputação. É o desejo de não ser marginalizado e empurrado para um canto. É um desejo ser tolerável e tolerante porque lhe dá algum nível de popularidade. Porque o deixa mover acima dos estratos sociais no mundo do cristianismo. E assim eles buscam a aprovação do homem. E é incrível como eles podem buscar a aprovação do homem à custa da aprovação do Senhor da igreja. Na verdade se você tentar ser um pregador discriminador, se você tentar trazer a verdade para a situação você é um problema.

Mas isso também não é novo. John Wesley no Volume 8 de "As Obras de Wesley" disse isso, "Em nossos dias ser um verdadeiro cristão é realmente tornar-se um escândalo". Havia Wesley no meio da apóstata, da igreja apóstata na Inglaterra no século XVIII, um verdadeiro cristão pregando um verdadeiro evangelho, e sendo tão escandalizado que acabou levando à perseguição dos verdadeiros cristãos. Talvez tenha que ser assim, mas não é interessante que foi a igreja que perseguiu os verdadeiros crentes? Sabe, quando as pessoas vieram e fundaram os Estados Unidos, elas vinham para cá pela liberdade religiosa, sabia? Porque estavam sendo perseguidos, não pelo mundo secular, eles estavam sendo perseguidos, por quem? Pela igreja, a igreja apóstata.

Então como vamos traçar essa linha sobre quem é um verdadeiro cristão? Bom, a maneira mais simples de eu saber como fazê-lo e a maneira bíblica de fazê-lo, é perceber que a verdadeira igreja é a sociedade viva dos libertos. Eu não acho que isso é necessariamente um grande nome para uma igreja, A Primeira Igreja dos Libertos, mas essa é a idéia. A verdadeira igreja é a sociedade viva dos libertos. Agora como você sabe se alguém é liberto? Bom, eu vou lhe dizer isso da próxima vez. Mas eu vou lhe dar o esboço, desta vez, porque eu quero que você tenha isso.

Em primeiro lugar, vou começar com cinco categorias de libertação. Os verdadeiros cristãos foram libertados da mentira à verdade, do erro à verdade. Acho que é óbvio. Em segundo lugar, eles foram libertados do pecado para a virtude, ou da impiedade para a piedade. Em terceiro lugar, eles foram libertados do medo à alegria; eles foram libertados do temor para a alegria, da ira à bênção. Em quarto lugar, eles foram libertos do amor do mundo para o amor da igreja. E quinto, eles foram libertados de Satanás para Deus. Todas estas coisas são manifestamente visíveis na vida de um verdadeiro cristão. Veja, não é a questão de quando e onde você tomou alguma decisão. Não é que você pertença ou que você acredita em Jesus de alguma forma. A igreja é a sociedade viva do que foi libertado.

Sabe, isso nos leva de volta ao evangelho. E este é realmente um campo de batalha. Sabe, já faz muitos anos que escrevi "O Evangelho Segundo Jesus". E escrevi o que eu pensava que seria apenas um bom livro para afirmar que Jesus é o Senhor. Se você confessa Jesus como Senhor e crê em seu coração que Deus o ressuscitou dos mortos, você está salvo Romanos 10, certo? Isso é suficientemente seguro. Confesse Jesus como Senhor. Eu escrevi esse livro e ele começou uma tempestade de fogo e não parou quase 15 anos depois, porque há tantas pessoas na igreja que pensam que você pode ser salvo sem confessar Jesus como Senhor. E isso está surgindo novamente.

Então eu tenho sido banido em certos lugares por causa dessa visão muito divisiva que para ser salvo você tem que confessar Jesus como Senhor. Isso é apenas uma de uma miríade de coisas. Quando você tenta ser discriminador, ou discernir, ou ser bíblico, ou claro teologicamente, preciso, você realmente expõe a vulnerabilidade daqueles que estão no erro. Mas você deve fazê-lo por causa da verdade e do bem das almas dos homens e do bem da pureza da igreja.

Tem sido um longo cerco, você sabe, para a verdade, mas continuamos a proclamá-lo e continuaremos. E eu acho que eu decidi, após esta última viagem, que precisamos dar um impulso nisso um pouco porque a confusão não é apenas característica aqui mas está sendo exportada em todos os lugares. Assim vamos ajudá-los, na próxima semana, falando sobre o que as pessoas libertas são, de modo que você possa ser capaz de dizer que é um verdadeiro cristão.

FIM

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