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Temos atravessado uma série a respeito do Espírito Santo que foi gerada pelas preocupações do meu próprio coração pelas terríveis formas que o Espírito Santo é desonrado em nome do evangelicalismo hoje. O movimento carismático tende a liderar este abuso do Espírito Santo, entristecendo o Espírito Santo, insultando o Espírito Santo e, até mesmo, blasfemando o Espírito Santo. Me parece ser um abuso incansável e desenfreado que é colocado sobre o Espírito Santo. Como eu disse no começo desta série, o pecado imperdoável que Jesus trata no evangelho de Mateus foi atribuir a Satanás as obras do Espírito Santo. Eu acredito que existe uma versão oposta deste pecado hoje, isto é, atribuir ao Espírito Santo as obras de Satanás. Isto está por todos os lados em nosso mundo e os abusos são óbvios para que todos nós vejamos.

É muito popular hoje dizer o que você quiser a respeito do Espírito Santo, atribuir ao Espírito Santo qualquer coisa que você deseja atribuir a Ele para ganhar poder sobre as pessoas. Desonrar o Espírito Santo está um tanto quanto liberado. Existem ataques ao Deus Pai. O teísmo aberto é um ataque teológico que diz, basicamente, que Deus não é onisciente; que ele não sabe a respeito de tudo; que ele não conhece o futuro. Este é um ataque teológico. Existem ataques ao Deus Filho. Um, chamado a perspectiva paulina, nega a real morte expiatória de Cristo na cruz. Eles atacam a natureza de Deus com o teísmo aberto. Eles atacam a natureza da obra de Cristo, a perspectiva paulina, sendo um ataque à doutrina da expiação, imputação e justificação.

Sempre houve ataques de natureza teológica vindo de dentro da igreja ao Pai e ao Filho. Os ataques ao Espírito Santo, apesar de serem doutrinários, não parecem ser doutrinários. Eles não são identificados como doutrinários. Eles são apenas coisas implacáveis que são lançadas sobre o Espírito Santo com uma natureza experimental. Eles estão tragicamente atacando a Deus, o glorioso Deus que é três em um. O movimento carismático tem, em sua essência, rejeitado a verdadeira identidade do Espírito Santo, rejeitado a verdadeira e gloriosa obra do Espírito Santo, substituindo-a por um falso deus. Existe um falso deus identificado como o Espírito Santo que não é o Espírito Santo, mas um Deus criado pelas pessoas na igreja hoje. É um bezerro de ouro, uma má interpretação do Deus Espírito.

O movimento livremente ignora a verdade a respeito do Espírito Santo e com uma liberdade sem cuidados coloca um ídolo espiritual na casa de Deus, blasfemando o Espírito Santo com seu próprio nome. Existem tantas ilustrações disso que você mal consegue se manter atualizado. Há um livro novo que é o atual bestseller na lista do New York Times. É um livro que saiu do mundo cristão chamado O Céu é de Verdade. É um livro que, supostamente, conta a viajem de um garoto de quatro anos, durante uma operação para a extração do apêndice, ao céu. Ele foi ao céu e voltou. Você não imaginaria um livro como esse chegando às prateleiras, muito menos alguém pegando e comprando. No entanto, cinco milhões de exemplares foram vendidos nos primeiros nove meses. Cinco milhões de livros nos quais um garoto de quatro anos de idade descreve o que ele viu no céu durante sua visita enquanto ele fazia sua apendicectomia.

Ele viu o Pai, ele diz, que tinha asas como Gabriel. Ele viu Jesus, que tinha olhos azuis, tendo metade da altura de Miguel, porém menor que Gabriel e, embora ele fosse de baixa estatura, ele é mais poderoso do que todos eles, andando em um cavalo de arco-íris que somente ele pode andar. Ele viu o Espírito Santo também. O Espírito Santo é uma neblina azul transparente que fica flutuando e enviando poder para a terra. Cinco milhões disso em nove meses? É daqui que nós adquirimos nossa concepção do Espírito Santo, de Deus Filho, de Deus Pai e do céu? De uma mentira? Fraude? A imaginação de uma criança de quatro anos que foi preparada e expandida pelos seus pai? Sem dúvidas?

O Espírito Santo foi transformado no mais novo boneco dos transformers. Ele se transforma no que você quiser. Qualquer formato que você deseja, qualquer coisa que lhe traga conforto, que lhe interesse, que lhe permita manipular as pessoas para os seus próprios fins, você pode colocar a culpa no Espírito Santo. Isso é um tipo de blasfêmia e insulto. Nós temos conversado a respeito disso nas últimas semanas, que não é algo digno de nenhum cristão verdadeiro, sendo certamente inconsistente com o que as Escrituras dizem, sendo uma heresia grave a respeito do Espírito Santo ou alguma experiência frívola e deturpada. De qualquer forma, seja qual for a deturpação, ou mentira, ela traz desonra ao Espírito Santo, que é digno de toda honra, todo louvor e toda glória.

Por isso, temos buscado uma visão clara a respeito de quem é o Espírito Santo e qual é o seu ministério, para podermos adorá-Lo em espírito e em verdade. Para o início de nossa série, fomos, textualmente, para Romanos 8. Você pode abrir a sua Bíblia agora em Romanos 8. Tenho sido muito encorajado com as respostas a esta série. Vocês nos têm dado um bom retorno de que isso tem sido uma benção para você; que você tem visto as coisas de uma nova forma que está mudando a maneira como você enxerga o Espírito Santo, a forma que você O adora, a maneira com que você adora em geral, que é muito, muito central para a nossa vida cristã.

Quando chegamos ao oitavo capítulo de Romanos, claro: o livro de Romanos é a respeito do evangelho, e os primeiros 5 capítulos falam a respeito do evangelho. Os primeiros dois capítulos falam a respeito da necessidade do evangelho e da pecaminosidade do homem. A partir do capítulo 3, versículo 21, até o capítulo 5, até o final do capítulo 5, versículo 21, ele fala a respeito da salvação oferecida em Cristo para satisfazer estas necessidades. Assim, é um livro a respeito do evangelho. O capítulo que inicia o livro apresenta o evangelho de Deus, versículos 1 ao 17. Em seguida, vem a pecaminosidade do homem e a solução na maravilhosa morte sacrificial e ressurreição de Jesus Cristo. Quando chegamos ao final do capítulo 5, passamos pelo fato de que a salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo, e não por obras, e isso é tornado muito claro. Portanto, o caminho da salvação é explanado.

Quando você chega no capítulo 6 do livro de Romanos, ele falará a respeito dos benefícios do evangelho, e eles são descritos até o versículo 39 do capítulo 8. Portanto, temos o capítulo 6, o capítulo 7 e o capítulo 8 falando a respeito dos benefícios do evangelho. De uma forma geral, podemos dizer que: o 6 e o 7 lidam com os benefícios negativos e o 8 com os benefícios positivos. O 6 e o 7 lidam com os benefícios negativos no seguinte sentido: É uma sessão de “não mais”. Vocês não estão mais sob a lei. Vocês não estão mais amarrados pela escravidão ou escravos do pecado. Vocês não estão mais sob maldição. Você não estão mais mortos, vocês estão vivos. Vocês não são mais vítimas da sua própria carne. Por isso, o 6 e o 7 descrevem os aspectos negativos que, certamente, são positivos em seus efeitos, porém articulados de forma negativa – libertos da lei, libertos do pecado, libertos da punição e libertos da morte.

Quando você chega no capítulo 8, você é inserido nos aspectos positivos e a obra santificadora do Espírito Santo se torna o tema do capítulo 8. Isso é o que o Espírito Santo faz em nós, por nós e conosco. Nós percebemos que no capítulo 8, ele é mais do que um texto em si mesmo, mas sim o ponto de partida para caminharmos por todo o Novo Testamento e acharmos passagens comparativas que expandem tudo o que ele diz. Nós não vamos fazer muito disso aqui – vamos tentar nos restringir a trabalhar neste oitavo capítulo. No entanto, vemos quão vastas são as coisas aqui reveladas a respeito do Espírito Santo e como elas podem ser elucidadas a partir de outras partes no Novo Testamento especificamente.

Assim, estamos vendo a sessão de benefícios que a salvação nos traz, e é aqui onde a obra do Espírito Santo começa a se tornar mais clara para nós. O Pai fez um plano, o Filho tornou o plano possível e o Espírito Santo faz o plano funcionar. Tudo bem? O Pai projetou, o Pai iniciou a salvação, o Filho validou a salvação e o Espírito Santo aplica a realidade da salvação. O Pai é aquele que nos escolheu, o Filho é aquele que nos redimiu, o Espírito Santo é aquele que nos santifica. A eleição é uma obra do Pai, a justificação é uma obra do Filho e a santificação é uma obra do Espírito. A trindade está engajada nesta grandiosa realidade da salvação.

Quando você chega ao capítulo 8, e você está observando a obra do Espírito Santo na vida do crente, conforme Ele santifica positivamente o crente, o resumo de tudo é: Nós estamos caminhando da graça para a glória. Tudo bem? Nós não estamos mais sob condenação. É assim que o primeiro versículo começa. Nós não estamos mais sob a sentença de morte pela lei. Fomos libertos da lei do pecado e da morte. Recemos uma nova vida. Fomos regenerados. Nascemos de novo. Agora, começamos a experimentar o poderoso ministério contínuo do Espírito Santo conforme ele nos guia da graça para a glória. Isso é algo tão essencial para entendermos por ser onde nós vivemos.

Uma compreensão correta do ministério do Espírito Santo é necessária para adorarmos o Espírito de Deus pelo que ele realmente é e que está fazendo em nossas vidas agora. Você não pode adorar o Espírito Santo verdadeiramente, como deveria, a não ser que você entenda o que Ele está fazendo e o que faz ele ser digno de ser adorado.

Assim, no capítulo 8, é isto o que nós descobrimos. Nos versículos 2 e 3, ele nos liberta da morte, do pecado e da morte. No versículo 4, ele nos capacita a cumprir a lei. Não é a forma negativa de sermos libertos da maldição da lei; é a forma positiva de nos capacitar a cumprir a lei. Nos versículos 5 ao 11, ele muda a nossa natureza. Nos versículos 12 e 13, ele está nos fortalecendo continuamente para a justiça. Nos versículos 14 ao 16, ele confirma a nossa adocão como filhos de Deus. Isso nos leva agora para o versículo 17 onde nós encontramos o último ministério identificado do Espírito Santo neste capítulo; Ele garante ou assegura a nossa glória futura e eterna. Ele garante e assegura a nossa glória futura e eterna, sendo isso, é claro, o maior dom de Deus, a salvação que é inviolável.

Nós temos a garantia da glória eterna. Este é o melhor de todos os elementos da salvação, pois, que salvação seria essa se pudessemos perdê-la? Como eu disse inúmeras vezes se nós pudessemos perdê-la, nós a perderíamos. Se dependesse de nós de qualquer forma, nós perderíamos porque nenhum de nós pode fazer qualquer coisa para assegurar a nós mesmos, através do nosso próprio mérito, a salvação que vem de Deus. Por isso, a única esperança que temos para a glória eterna, a parte final da nossa salvação, o capítulo final, é sermos assegurados pelo mesmo Deus que nos escolheu, nos chamou, nos justificou e que irá, um dia, nos glorificar.

É o Espírito Santo que, enquanto nos santifica, está, ao mesmo tempo, nos assegurando. Podemos dizer que as duas obras do Espírito Santo são a santificação e a segurança. Até o versículo 13, podemos dizer que estamos sendo santificados pelo Espírito Santo. Começando no versículo 14, onde somos adotados como filhos de Deus, que é uma relação permanente, nós podemos dizer que a obra do Espírito Santo está nos assegurando. Ele progressivamente nos conforma a um padrão justo, que é modelado perfeitamente por Jesus. Vimos isso, que ele nos assegura e nos guarda. É isso que Efésios 1:13 quer dizer quando diz que fomos selados pelo Espírito. Este selo não pode ser rompido. Nós temos um selo do Espírito. Nós temos a garantia do Espírito. Temos a caução do Espírito. Como diz o versículo 23 aqui, nós temos as primícias do Espírito, isto é, Deus nos deu as primícias de uma colheita completa que vem em glória. Esta é a nossa garantia da glória futura.

O Espírito Santo, então, faz esta obra dupla em nós, nos santificando, que é nos conformar a Cristo, que é o modelo. Lembre-se, nós dissemos que Cristo viveu 33 anos para estabelecer um modelo do que a santificação se parece com a qual buscamos nos conformar sob o poder do Espírito Santo. Portanto, ele está nesta obra de nos moldar em Cristo, que somente será aperfeiçoada quando nos encontrarmos com ele face-a-face. Aqui, veremos como ele nos assegura nossa glória futura.

Qualquer pessoa que disser que você pode perder a salvação não entende a salvação. Qualquer um que diz que você pode obter salvação e perdê-la, não entende a salvação. A salvação é um dom dado por Deus antes da fundação do mundo e todos – nós leremos daqui a pouco – nesta categoria de sermos escolhidos por Deus seremos glorificados para aquele que predestinou, chamou, e quem ele chamou, ele justificou, e quem ele justificou, ele glorificou. Jesus diz, “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim, e de modo nenhum o lançarei fora e eu o ressuscitarei no último dia.” João 6. Nós somos devedores do abençoado Espírito Santo por nos regenerar, nos dar vida, nos santificar e nos assegurar até o dia em que ele mesmo nos transformará. Nós seremos ressuscitados à nossa condição eterna pelo poder do mesmo Espírito Santo que nos regenerou em nossa conversão. É uma obra que o Pai projetou, que o Filho validou e que o Espírito faz.

Agora, observe os versículos a partir do versículo 17. Nós entramos nesta sessão a respeito do ministério de garantia e segurança do Espírito Santo, pelo qual nós podemos ter confiança de que alcançaremos a glória eterna. Deixe-me ler para vocês, começando no versículo 17. “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” Com esta última frase, Paulo introduz o conceito de glória eterna. “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.”

Todo este texto fala a respeito da glória futura. Ele começa com a última afirmação do versículo 17, que nós já consideramos, sendo glorificados com ele. O versículo 18 fala a respeito da glória a ser revelada a nós. O versículo 19 fala a respeito da revelação dos filhos de Deus em glória novamente. O versículo 21, no final do versículo, fala sobre a liberdade da glória dos filhos de Deus. O versículo 23 termina falando que nós estamos aguardando a redenção dos nossos corpos. Os versículos 24 e 25 falam a respeito da nossa esperança pela glória vindoura que esperamos ansiosamente.

Portanto, fomos introduzidos na categoria do ministério do Espírito Santo que nos assegura a glória futura. O versículo 23 indica que, no centro de tudo isso está o dom do Espírito Santo, um pagamento inicial para a glória futura. Nós também aprendemos nos versículos 26 e 27 que o Espírito está intercedendo por nós, sendo novamente uma obra sua de nos assegurar. Uma intercessão constante em nosso favor.

Uma palavra chama a sua atenção quando você lê esta passagem, e é a forma da palavra “gemido”. Existem muitos gemidos nesta passagem. A criação está gemendo nesta passagem no versículo 19. A criação geme é uma forma de traduzir isso. Esta versão fala da ardente expectativa da criação, mas a versão Autorizada fala a respeito do gemido da criação. E então você encontra no versículo 23 que nós que temos as primícias do Espírito, nós gememos. Isso indica que a criação, nós e o Espírito Santo estamos passando por certos gemidos, certas agonias, até a realização final da glória. Este é o ponto desta passagem. O Espírito Santo habita dentro de nós como um pagamento inicial para a nossa glória futura, e é o Espírito Santo que nos conduz para a glória futura. Este é o seu ministério. Não há dom maior que Deus pudesse nos dar do que esse. Como eu disse, Qual seria o valor de uma salvação que pudéssemos perdê-la? Certamente perderíamos porque nós não temos poder em nós para assegurar a nossa própria salvação em qualquer sentido.

Portanto, aqui, a criação geme nos versículos 19 e 22, o crente geme nos versículos 23 e 25, e o Espírito Santo geme nos versículos 26 e 27. Todos estes gemidos são indicativos de uma realidade não concretizada. Toda a criação sente esta falta de concretização. Os crentes sentem esta falta de concretização. Até mesmo o abençoado Espírito Santo experimente esta falta de concretização. Isso é uma maravilhosa verdade. Existe tanta coisa neste texto, é intimidador para mim tentar explanar tudo em apenas uma manhã. Nós não conseguiremos fazer isso, mas eu conduzirei vocês até onde eu consegui com o pessoal do primeiro culto. Este será sempre o padrão para vocês.

Vamos dar uma olhada no gemido da criação – vamos dar uma olhada no gemido da criação. Versículo 19, “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.” A criação geme no versículo 19. A criação é mencionada no versículo 20. A criação é mencionada novamente no versículo 21. A criação é mencionada novamente no versículo 22. Portanto, nestes quatro versículos, a criação é o sujeito. A criação está gemendo. O que isso quer dizer? Em que sentido a criação está gemendo?

Eu acredito que os leitores, se eles fossem judeus, teriam algum entendimento a respeito disso. Aqui ele está se referindo – ele está se referindo a um gemido de antecipação. Este é o gemido da falta de concretização. Este é um tipo de condição de sofrimento que aguarda a promessa a ser cumprida. Os judeus certamente reconheceriam isso porque eles falam a respeito de duas eras da história da redenção, a era presente e a era vindoura. A era presente é a era do pecado, do sofrimento, da corrupção, da queda e do pecado. A era vindoura é a era do novo céu e da nova terra, de justiça, de pureza, de santidade, de virtude, de glória, da ausência da morte, da corruptibilidade e da doença. É Isaias 65:17, “Eu criarei novos céus e nova terra.”

As pessoas que conheciam a Palavra de Deus e esperavam o cumprimento disso entendiam o que significava viver em um mundo que geme. Até mesmo a natureza é vista como gemendo. A natureza aqui é personificada. Versículo 19, “Pois o gemido” – ou a ardente expectativa, como a Almeida Revista e Atualizada traduz – “da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.”

Agora, o que nós estamos querendo dizer quando falamos de criação aqui? Em que sentido a criação geme? Isso é mencionado, como eu disse, até o versículo 22. Que parte da criação? Anjos? Eles são seres criados. Não. Eles não estão gemendo. Os santos anjos não estão gemendo porque nunca vai ficar melhor para eles, não é? Eles estão ao redor do trono de Deus agora, em perfeição eterna e em santidade eterna. Eles não estão sujeitos à corrupção, nunca estiveram sujeitos à corrupção; portanto, eles não precisam esperar por nada porque nada mais poderia ser melhor para eles.

E os demônios? Ele está falando a respeito daqueles anjos criados que caíram, os demônios? Não. Eles não estão gemendo pela esperança de sua libertação porque não há libertação, salvação, liberdade ou perdão. Não há um futuro melhor para os demônios, somente o Lago de Fogo.

Bom, talvez ele esteja falando a respeito dos crentes. Não. Ele não está falando a respeito de crentes porque ele faz uma distinção entre criação e crentes. Por favor, note o versículo 19, a criação está esperando a revelação dos filhos de Deus; portanto, a criação é distinta dos filhos de Deus. Versículo 23. A criação deseja ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Por isso, a criação que está gemendo, lamentando, esperando e ansiosamente antecipando, é distinta dos crentes.

Bom, talvez sejam não crentes, são eles? São esses aqui os que não são crentes? Não, porque eles não estão esperando em Cristo, eles não estão esperando a glória, eles não estão esperando algo melhor do céu. Eles não têm nenhuma informação sobre isso, e eles não têm nenhum desejo por isso. Além disso, se você observar o versículo 20, eles não foram submetidos à futilidade de má vontade. Não, isso não é verdade a respeito dos não crentes. Eles são pecadores voluntariamente. Eles estão dispostos a alimentar a sua própria corrupção.

O ponto é, a criação que geme não faz parte da criação racional – ela não faz parte da criação racional e pessoal. O que restou foi a criação não-racional, animadas e inanimadas. O que você tem aqui é a personificação da criação, o céu material, a terra material, e tudo o que neles há, céu e tudo o que nele há, terra, água, chão, grama, flores, animais, insetos, peixes, rios, correntes – tudo que existe na criação não racional, impessoal, animada e inanimada. A criação recebe uma identidade aqui. Ela é personificada de uma forma poética.

Por exemplo, em Isaías 35:1, Isaías diz, “O deserto e a terra se alegrarão.’Bom, como que o deserto e a terra seriam algo consciente? No entanto, isso é uma personificação. Até mesmo as palavras ricas, maravilhosas e familiares de Isaías 55:12 dizem, “os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.” E prometo a você, se você ouvir montanhas cantando e árvores batendo palmas, eles levarão você numa camisa de força, porque isso não está falando sobre a realidade mas sim sendo uma personificação poética.

A criação, esta coisa não racional, impessoal, animada e inanimada, identificada como todos os serem viventes e não viventes, pedras e animais, esta criação está ansiosamente aguardando, esperando seriamente, em uma expectativa ávida. Este é o gemido da criação. A linguagem aqui é muito forte. Esta afirmação, “aguarda ansiosamente” tem um verbo grego que significa literalmente – é uma combinação muito estranha. Significa observar da cabeça. Significa esticar o pescoço, ficar na ponta dos pés para enxergar o futuro, olhando para aquilo que está distante, o qual você não consegue ver imediatamente, se esticando para ver algo que você aguarda ansiosamente.

Portanto, isso é um tipo de expectativa. É como se a criação estivesse na ponta dos dedos para ver algo que ela deseja muito ver. E o que é isso? São pessoas. É a revelação dos filhos de Deus, a revelação dos filhos de Deus. Será o tempo em que nós seremos todos glorificados. Isso será no final de toda a história humana, no final do reino milenar, o estabelecimento dos novos céus e da nova terra. A criação aguarda por isso. No versiculo 21 ele coloca da seguinte forma: “a liberdade da glória dos filhos de Deus.” Quando todos os filhos de Deus forem glorificados, a criação receberá o benefício disso, certo? Porque haverá novo céu e nova terra.

Toda a criação, então, é vista como se estivesse na ponta dos pés esperando ansiosamente e aguardando a revelação dos filho de Deus. Que afirmação incrível – uma afirmação cosmológica de proporções enormes, a criação animada e inanimada na ponta dos pés buscando ter a primeira vista das pessoas que ela espera ver, aguardando a revelação, a manifestação, a revelação dos filhos de Deus em toda a sua glória, e isso acontecerá. Daniel 12:3 diz que brilharão como as estrelas e Mateus 13:43 diz que resplandecerão como o sol, com grande glória. Toda a criação está esperando por esse evento, ansiosamente antecipando-o.

Por que? Por que a criação está fazendo isso? Volte para o versículo 20 por um minuto. Porque a criação está sujeita a vaidade. A criação foi sujeita à vaidade, ou futilidade, mataiotes, que significa sem alvo, vazio, inutilidade, futilidade, incapacidade de alcançar o seu objetivo, a incapacidade de alcançar o seu propósito. Ela não pode ser o que deseja ser. Toda a criação foi originalmente boa, não foi? Quando Deus criou, em Gênesis 1, tudo era bom, lembra? Ele disse – e Ele viu que era bom, e ele viu que era bom. No final, no capítulo 1, versículo 31 ele diz que era tudo muito bom. Mas ela foi sujeitada à vaidade. Ela não pode cumprir o seu propósito. Ela não é mais o que deveria ser, o que seria, o que poderia ser.

Além disso, quando diz no versículo 20 que ela foi sujeitada, o verbo indica um tempo passado. Ela foi corretamente traduzida na versão Almeida Revista e Atualizada. Foi em um momento específico. Um evento definitivo que aconteceu no passado, na história, em que a criação saiu de um estado de propósito e perfeição para um estado sem propósito e fútil. Ela foi sujeita à corrupção, à frustração, à morte, à corrupção e à destruição.

Agora, nós podemos culpar a criação? Isso foi algo que deu errado no ciclo evolutivo? Foi isso que aconteceu? O que aconteceu?

Bem, volte para o versículo 20 novamente. Ela foi sujeita à vaidade, não voluntariamente – não voluntariamente. Não foi culpa da criação. Seja o que for que a sujeitou para esta falta de objetivo, seja o que for que sujeitou a criação à sua corrupção e sua incapacidade de ser gloriosa como foi a intensão e o propósito original, seja o que for, não foi culpa da criação. A criação é uma vítima não voluntária. Algo fez isso à criação. Alguém fez isso à criação. Quem? Continue lendo. “mas por causa daquele que a sujeitou.” Quem é esse? Deus. Deus sujeitou a criação à sua vaidade. Deus, de acordo com Gênesis 3:17, 18 e 19, pronunciou uma maldição na criação. Por que? Por causa do pecado de Adão e Eva.

Quando Adão e Eva pecaram, uma praga veio até eles, uma praga mortal, uma praga que era tão infecciosa que nenhum ser humano que já caminhou sobre esta terra escapou dela. Uma praga que é tão contagiante que que nenhum ser humano pode evitá-la. É como viver no meio de uma cidade que foi atingida pela peste negra na Idade Média. A praga não estava apenas nas pessoas, mas a praga dominava o seu ambiente. A praga não estava somente em um homem deitado em sua casa, morrendo; a praga estava em toda a casa. Porém, a praga não estava somente em toda a casa, ela estava em toda a rua, e estava em toda a cidade, e estava em todo o país, e não havia como escapar porque todo o meio ambiente estava sob corrupção. Portanto, quando Adão pecou, a praga estava em todo o planeta e continua até hoje. Corrupção, doença, poluição, confusão, degeneração – esta coisas não são o resultado de um erro evolutivo; estes são o resultado – porque é para melhorar, de acordo com os evolucionistas - são resultado de algumas anomalias, algumas mutações ruins. As coisas estão do jeito que estão no mundo porque Deus amaldiçoou toda a criação. Ele amaldiçoou para que o homem enfrentasse, durante toda a sua vida, as realidades corruptas, destrutivas e mortíferas do pecado.

Como Isaías 24:6 diz – uma maldição devora a terra. Como Jeremias 12: diz, a terra geme. O destino da natureza está inseparavelmente conectado com o do ser humano. Por ter o humano pecado e caído em um estado de corrupção, o domínio do homem está preso ou sujeito à corrupção. Você está vendo esta frase no versículo 21? A própria criação está em um cativeiro de corrupção. Existe uma conexão íntima entre o pecado do homem e a corrupção que todo o universo foi sujeito.

Os ambientalistas não conseguirão reverter isso. Eles não reverterão isso, eles não mitigarão isso. É uma boa tentativa, mas não vai funcionar. A energia solar não vai solucionar. Eliminar pegadas de carbono não vai solucionar. Eliminar combustível fossil não funcionará. A educação não solucionará. Esta é uma maldição divina. Nós não estamos caminhando para cima; Nós estamos caminhando para longe da perfeição. Ouça: Nós estamos nos afastando da perfeição rumo à total destruição, e não há como parar isso. Esta cosmovisão é bíblica porque quando o homem pecou, ele foi punido ao não poder mais desfrutar a pureza porque ele escolheu o pecado. Ele não pode desfrutar dos benefícios de um ambiente perfeito como rei da terra. Ele se tornou agora um rei que perdeu a sua coroa e que tenta governar uma criação desgovernada, corrupta, degradante e mortífera. Deus amaldiçoou todo o seu ambiente.

Você sabe, Isaías tem muito a dizer a respeito disso. Eu mal posso resistir ler algumas das coisas que estão lá. Porém, aqui está uma delas, eu resistirei um pouco. Isaías 24:4, “A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da terra. Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” Depois ele continua falando a respeito dos elementos desastrosos de tentar viver e sobreviver neste mundo; no capítulo 34 de Isaías, ele diz mais a respeito disso; no capítulo 22, toda a criação é amaldiçoada. Portanto, o princípio da corrupção está por todos os lados. A criação está gemendo pois foi sujeita à vaidade, não pela sua vontade mas como uma adaptação, uma adaptação necessária, à maldição de Deus em Adão e Eva e em toda a humanidade, sem ter a possibilidade de fazer nada para reverter do seu estado de escravidão à corrupção. Este é um ato de Deus.

“Mas,” você diz, “por que a criação está na ponta dos pés?” Final do versículo 20: “na esperança” – na esperança – “na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção.” Uma bela imagem. Toda a criação, na ponta dos pés, desejando ser como foi originalmente criada por Deus, sabendo que isso não acontecerá até a manifestação da glória dos filhos de Deus, a liberdade da glória dos filhos de Deus, até o estado final eterno. É isso que toda a criação espera. Ela espera um futuro melhor.

Este é o tipo de mundo em que nós vivemos. Nós vivemos em um mundo muito difícil. Eu estou trabalhando em um livro que será lançado em alguns meses chamado Doze Heróis Improváveis. As pessoas parecem querer comprar livros que tenham o número 12 no título – Doze Homens Comuns, Doze Mulheres Extraordinárias – por isso eu imagino que eles gostam do número 12, então Doze Heróis Improváveis. Um dos heróis é Enoque. Quando você olha para Enoque você diz, “Mas espere um pouco. Um herói precisa ser alguém que teve algum impacto na vida de muitas outras pessoas. Enoque parece ser uma figura meia solitária.” Ele andava com Deus. Era apenas eles dois. Ele andava e, um dia, ele andou para o céu, sem morrer, você se lembra disso? Enoque, assim como Elías, carregado em uma carruajem de fogo ao céu. Esta é uma situação muito rara. Mas, o que torna Enoque um herói? Por que você consideraria Enoque um herói? Qual foi o nível de influência? Qual foi o alcance da sua influência? O que é tão heróico nele? Ele foi um homem justo que caminhou de forma tão íntima com Deus que Deus direcionou a caminhada direto para o céu. O que torna ele tão especial?

Eu vou lhe dizer algo. Você entende que toda a geração em que Enoque viveu morreu afogada em um dilúvio exceto oito pessoas? Você entende o quão raro era uma pessoa como Enoque? Você sabe o que significa ser a única pessoa do mundo a caminhar com Deus? Você está olhando para um herói como se sempre houve um herói. Você está olhando para um homem que viveu contra uma cultura que era tão corrupta que levou Deus a matar milhões de uma vez. É por isso que é tão heróico. Porque Enoque caminhou com Deus. Quanto a nós, como podemos sobreviver neste mundo corrupto?

Veja, diminua suas expectativas com respeito ao mundo. Você pode fazer isso? Diminua suas expectativas com respeito ao mundo, por sua educação, sua política, suas estruturas sociais – simplesmente diminua suas expectativas. Coloque-as como em Gênesis quando Deus olhou para o mundo e viu apenas o mal contínuamente. Simplesmente diminua e você ficará bem. E então, caminhe com Deus.

Deus protegeu Enoque em um mundo corrupto, e esta é uma obra do Espírito Santo. Deus continua fazendo isso, não caminhando conosco, mas vivendo em nós, e é o Espírito Santo que nos santifica em meio a este mundo corrupto. Paulo até a chama de uma geração corrupta e perversa. Este é o ministério do Espírito Santo. Toda esta criação aguarda a libertação, a liberdade da glória dos filhos de Deus quando ela também será liberta do cativeiro da corrupção que a amaldiçoou.

Como isso vai acontecer? Como isso vai acontecer? Bem, o salmista fala a respeito disso no Salmo 102. Você poderia passar batido por isso, mas é uma bela afirmação. Salmo 102, versículo 25. Ele diz, falando com Deus, “Deus meu,” ele diz, “Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces. Todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo.” Você a criou, ela deixará de existir e algo novo virá. Este é o Salmo 102. Isso é descrito de forma muito detalhada em 2 Pedro 3. Segunda Pedro três nos diz, “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no que os céus passarão com estrepitoso estrondo,” - exatamente o que o salmista diz - “e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.” Esta será literalmente uma explosão atômica do universo feito de muitos átomos.

Ele nos diz mais no versículo 12: “os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.” O mundo, a terra e os céus, como conhecemos, deixarão de existir. Eu chamo isso de descriação. “No seu lugar virá novo céu e nova terra.” É isso que Pedro diz. Apocalípse 20 diz isso, 21 diz isso e 22 diz isso. A criação espera uma regeneração cósmica.

Na verdade, olhando para o futuro, não há esperança para qualquer mudança na criação do jeito que está até a liberdade glóriosa dos filhos de Deus. Veja, a criação caiu com a queda do homem, e a criação ressurgirá novamente com a exaltação do homem, entendeu? Nos primeiros três capítulos de Gênesis, você tem uma criação amaldiçoada. Amaldiçoada porque o homem é corrupto. Nos últimos três capítulos de Apocalípse, você tem uma nova criação em perfeição e justiça porque você tem uma humanidade glorificada. No meio disso está uma história longa e triste de pecado e corrupção. Os dois estão ligados. O que aconteceu com o homem no Jardim aconteceu com a criação. O que acontece com o homem na glória acontecerá com a criação também. Ela será liberta. Por isso, toda a criação geme, esperando isso acontecer.

O versículo 22 resume tudo. “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.” Um verbo que significa a dor de um parto. E a dor de um parto é uma dor positiva, não é? Eu quero dizer, ela tem um resultado positivo. Algumas dores tem um resultado negativo. Você está se sentindo mal e você se sentirá pior, você talvez morrerá. Mas a dor de parto é o tipo de dor que antecipa algo maravilhoso, como um grande evento, algo abençoador, e é este o tipo de dor que a criação sente.

Vocês não precisam cuidar da criação, pessoal. Eu posso repetir isso de novo? Eu já disse isso antes. Pise na grama, mate um veado, faça o que você quiser. Você não precisa proteger a criação. Ela está aqui para você. Você não precisa ser estúpido a respeito disso, você não precisa ser mal, mas você precisa entender que esta é uma criação amaldiçoada. Ela ainda pode trazer riquezas e bençãos para nós. Deus cuidará de sua criação até o momento quando ele destruir tudo. Certo? Então, não se preocupe em buscar preservar a criação na condição em que ela se encontra. Certo? Você não pode antecipar nem adiantar. Isso faz parte do plano de Deus.

David Martyn Lloyd-Jones disse, “Fico imaginando se o fenômeno da primavera nos dá parte da resposta. A natureza, todo ano, busca se renovar, busca produzir algo permanente. Ela sai da morte e das trevas que são uma realidade no inverso. Na primavera, ela parece buscar produzir uma criação perfeita, passando pelo mesmo processo de nascimento ano após ano. Mas, infelizmente, ela não obtém sucesso, pois a primavera conduz ao verão, o verão conduz ao outono e o outono traz o inverno. A pobre natureza busca, todo ano, vencer a vaidade, o princípio de morte e corrupção e desintegração que está nela, mas ela não consegue. Ela falha todas as vezes. Ela continua tentando como se as coisas pudessem ser diferentes e melhores, mas ela nunca obtém sucesso. Portanto, ela continua gemendo e labutando em dor. Ela tem feito isso por muito tempo.”

Por muito tempo, mas ela reaparece e reenergiza a sua tentativa todos os anos. Seja bondoso. Não culpe a grama, as flores. É apenas a sua natureza. Elas fazem boas tentativas, ele diz, toda a primavera. A criação geme pela glória.

Em segundo lugar, brevemente – vou usar apenas alguns minutos. Os crentes gemem por glória – de acordo com o versículo 23. “E não somente ela” – a criação – “mas também nós, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”

Veja, nós entendemos o gemido da criação em sua imperfeição porque nós somos parte da criação e nós somos imperfeições vivas. Nós gememos em nós mesmos, lamentando a nossa situação amaldiçoada. Paulo diz, “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Romanos 7:24. Você se lembra de 2 Coríntios 5:4 quando Paulo também diz, “os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” Davi gemeu no Salmo 38:9, “Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta.” Nós sabemos o que significa gemer. Nós gememos.

O que nós estamos esperando? Por o que nós estamos gemendo? Bom, ele diz no versículo 23, “nossa adoção como filhos.” Você diz, “Espere um pouco. Nós já fomos adotados. Você nos disse nos versículos 14 ao 16 deste capítulo que nós já fomos adotados.” Sim. Nós já fomos adotados. Porém, nós ainda não possuimos a nossa herança. Não é verdade? E a nossa herança está conectada a o que? Olhe para o final do versículo 23, a redenção do que? Do nosso corpo. Nós já fomos adotados formalmente para a família de Deus. Nós somos filhos de Deus. Nós temos o Espírito Santo nos guiando agora – versículo 14. Nós temos o Espírito Santo, o Espírito da adoção, em nós pelo qual clamamos, “Abba, Pai.” Nós sentimos a intimidade com Deus. O Espírito testifica com o nosso espírito – versículo 16 – que nós somos filhos de Deus. Portanto, nós fomos adotados mas ainda não recebemos a nossa herança.

Você se lembra de 1 Pedro 1:3-4? Nós temos uma herança que não some, reservada no céu para nós, que ainda não recebemos – e não receberemos até a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Por isso, nós gememos. Nós gememos pelo dia em que este mortal será revestido de imortalidade, quando este corrupto será revestido de incorruptibilidade, quando a morte for engolida pela vida, não é? 1 Coríntios 15. Nós gememos por esta experiência. Nós desejamos ser revestidos com nosso corpo celestial, assim como o Seu glorioso corpo, Filipenses, capítulo 3. Paulo até chama estes corpos vis, nossa carne, nossa queda, nossa humanidade, nosso pecado. Ainda que agradecidos pela graça, nós mal podemos esperar para irmos da graça para a gloria – da graça para a glória.

Nós chegaremos lá? Chegaremos – o versículo 23 nos diz isso – porque nós já temos as primícias do Espírito. Isso não significa algo que venha do Espírito, não as primícias que vêm do Espírito, mas as primícias da promessa futura de Deus, que é o Espírito. O Espírito é a primícia, as primícias do Espírito Santo.

Ele é a primeira parte. As primícias eram uma pequena quantidade da colheita que o plantador recolhia primeiro, a primeira parte que vinha enquanto o resto atingia o seu total crescimento. Ele recolhia a primícia e então saberia como que a colheita futura seria quando chegasse. O Espírito Santo é a primícia da colheita total que Deus tem preparado para o seu povo. Ele é o primeiro pagamento, a primeira parte, o anel de noivado, o selo, o juramento, e toda linguagem que é encontrada nos escritos de Paulo. Ele é o Espírito da promessa. Esta é a esperança do redimido. Colossenses 1:27, “Cristo em vós, a esperança da glória.”

Nós gememos até que isso seja cumprido. Quanto mais velho você fica, mais você geme, não é? Realmente, mais você geme. Você geme mais porque você agora faz menos. Você geme mais porque você tem mais motivos para gemer. Não apenas pessoalmente em seu próprio corpo, mas as coisas começam a lhe rodear e fazem você gemer mais. Eu não costumava gemer tanto a respeito de como as coisas estão pelo mundo quando eu era mais jovem. Eu não gemia tanto a respeito da perda da vida e dos desafios. No intervalo dos cultos, eu sentei e orei com John James, cuja esposa teve um AVC, um vazamento no cérebro, e depois de 62 anos de casamento foi para o céu esta semana de forma inesperada. Eu sentei e senti o gemido e a agonia do seu coração enquanto ele buscava explicar para mim o que significava perder a sua esposa. Ele tem estado em nossa igreja com ela desde 1972 e mostrou o quanto a igreja significava para eles. É uma vida de gemido e quanto mais você vive, mais você acumula para gemer. Todos nós vivemos na esperança, mas esta esperança queima mais forte conforme nós envelhecemos e experimentamos mais da vida em um mundo corrupto e caído. Eu não estou tentando consertar o mundo. Eu estou apenas esperando o dia em que o Senhor coloque um fim e crie um novo céu e uma nova terra. Nós vivemos em esperança. Versículo 24, “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?”

Em outras palavras, nós somos salvos pela fé, mas nós somos salvos na esperança, certo? Porque a nossa salvação ainda não está completa Você está mais próximo – de acordo com Romanos 13 – mais próximo da salvação. A sua salvacão está mais próxima do que quando você creu. Este é o aspecto futuro dela. Por isso, nós vivemos na esperança de algo que nós não vemos. Mas se nós esperamos por aquilo que não vemos, com perseverança nós ansiosamente esperamos por ela.

O que mantém a nossa perseverança forte? O que mantém a nossa esperança acesa? O ministério do Espírito Santo em nós, o depósito da primícia do Espírito Santo. Ele está nos guiando, ele está confirmando a nossa adoção, o Espírito da adoção pelo qual nós clamamos, “Abba, Pai.” Ele é o que testifica com o nosso espírito que nós somos filhos de Deus. Ele nos sustenta, nos segura, nos leva a ter uma esperança perseverante com a qual nós esperamos o retorno de Cristo. E nós esperamos pela nossa própria glória futura. Portanto, a criação geme e os crentes gemem.

Nos versículos 26 e 27, o Espírito Santo geme. Porém, esta é uma grande seção, e eu vou guardá-la para a próxima vez porque ela vai resultar em que todas as coisas cooperarem para o bem, que é um versículo muito conhecido, o versículo 28. É maravilhoso olhar de forma honesta e verdadeira para o ministério do abençoado Espírito Santo em nossas vidas e deixar para trás as bobeiras e tolices das imaginações infantís a respeito do abençoado, maravilhoso e magnífico Espírito Santo. Reduzi-lo a um tipo de neblina azul é tolice, uma deturpação da intenção do nosso entendimento a respeito Dele.

Eu falo disso como um bezerro de ouro porque isso torna Deus num tipo de imagem visual. Você nunca deve pensar no Espírito Santo de forma visual. Você nunca deve imaginar a Deus de uma forma visual. Você pode pensar em Jesus Cristo como um homem. A salvação inclui a fé que olha para a obra final de Cristo, que inclui a esperança, visando a obra ainda não terminada de Cristo. É uma caminhada de fé assim como é, também, uma caminhada de esperança.

Pai, nós te agradecemos pelo nosso tempo juntos hoje e por todas as músicas maravilhosas que desfrutamos e participamos, a maravilhosa comunhão com aqueles ao nosso redor e muito mais quando temos comunhão aqui ao longo do dia. Obrigado pela oportunidade de voltar esta noite para ministrar a Tua Palavra, adorá-lo e honrá-lo. Nós te agradecemos, abençoado Espírito Santo, por tudo o que fazes em nós para nos santificar, nos guardar para a glória eterna. Obrigado, ó Cristo, pela provisão que nos fornecestes naquela cruz que torna tudo isso possível. E Pai, nós Te agradecemos pelo plano maravilhoso que Tu estabelecestes antes do mundo começar. Obrigado pelo nosso abençoado Salvador por nos enviar o Espírito para que Ele possa realizar Sua obra que nos santifica e nos guarda até o dia quando formos glorificados no novo céu e na nova terra. Nós aguardamos por esta realidade, e não apenas por nós; nós aguardamos por esta realidade pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que é digno de honra por causa do Espírito Santo, até mesmo o Pai que merece ser adorado para todo o sempre. Isso será o céu, a verdadeira adoração da trindade para todo o sempre. Nós não podemos compreender, mas nós oramos, Senhor, para que nos torne fiéis na esperança de aguardar o dia em que Tu nos surpreenderá ao longo de toda a eternidade com a Tua glória e Tua bondade. Obrigado por nos chamar, obrigado por nos justificar, obrigado por prometer nos glorificar. Em nome do nosso Salvador nós oramos. Amém.

FIM

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